Sabin Por: Sabin
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Quando o assunto é a saúde da mulher, a prevenção do câncer de mama é um tópico muito importante. É por isso que foi criado o Outubro Rosa, um mês voltado para a conscientização sobre essa doença e também sobre o câncer de colo do útero, problemas tão comuns entre as mulheres.

Ainda que não seja possível prevenir o seu aparecimento — cuja incidência tem, na maior parte das vezes, um fator genético ou imprevisível —, é a partir da detecção precoce que podemos obter bons resultados, com altas taxas de remissão dos tumores e uma vida cheia de qualidade e longevidade.

Quer saber como fazer essa prevenção? Continue a leitura e tire as suas dúvidas sobre a neoplasia (tumor formado graças à multiplicação de células) mamária, além de descobrir como se prevenir de maneira eficiente e garantir a sua saúde e qualidade de vida. Vamos lá?

O que é o câncer de mama?

Todos os tipos de câncer são caracterizados por mutações em células de determinadas áreas do corpo. As áreas acometidas podem ser a pele, o sangue, os órgãos internos e muito mais. No caso do câncer de mama, o tecido mamário é afetado, ocorrendo o desenvolvimento de nódulos (tumores).

Ainda que seja possível a ocorrência de nódulos benignos, ou seja, livres de câncer, boa parte deles é do tipo maligno. Nesse caso, acontece a modificação (mutação) de uma célula, que começa a se multiplicar descontroladamente.

Esse é o tipo de neoplasia mais comum em mulheres, representando cerca de 30% dos casos — de acordo com dados do INCA, o Instituto Nacional de Câncer — e 16% dos óbitos causados pela doença.

Como o câncer de mama se manifesta em diferentes idades?

Não há uma idade padrão para a manifestação do câncer de mama. Ele, na verdade, pode acometer mulheres — e, menos comumente, homens — de qualquer faixa etária, embora exista uma prevalência maior do desenvolvimento desses tumores em mulheres acima dos 50 anos de idade.

Embora seja extremamente incomum, o câncer de mama também pode atingir adolescentes de ambos os sexos, inclusive abaixo dos 18 anos de idade. Por isso, é fundamental que as garotas tenham o hábito de examinar as próprias mamas a partir da primeira menstruação. Na primeira consulta com um ginecologista, todo esse processo deve ser explicado pelo profissional.

As jovens adultas, mulheres que se encontram entre os 20 e 30 anos, também precisam estar atentas ao surgimento dessa doença. A taxa de mortalidade entre mulheres dessa faixa etária para o câncer de mama permanece em estabilidade nos dados de 1979 a 2019. Para que essa estatística não mude, o autoexame permanece indispensável. No mesmo gráfico, podemos observar uma ligeira mudança na linha que representa as mulheres acima dos 40 anos. Isso quer dizer que é a partir dessa faixa etária que a situação começa a mudar.

Para termos uma ideia, é importante salientar que cerca de 40% dos casos da doença acometem mulheres com menos de 50 anos. Desses 40%, apenas 10% do número total representam as mulheres de até 39 anos. Ou seja: os números se tornam mais expressivos nessa fase.

A marca dos 50 anos, por sua vez, é considerada como a de maior incidência para os casos de câncer de mama. Aqui, os cuidados devem ser redobrados para o diagnóstico precoce de qualquer tipo de alteração. Por isso, o rastreamento costuma ser mais consistente a partir dessa faixa etária.

Quais são as manifestações clínicas do câncer de mama?

Agora, é hora de descobrirmos um pouco mais sobre essa doença. Chegou o momento de você saber quais são os sintomas e sinais apresentados por quem é acometido pelo câncer de mama.

Os principais sinais são:

  • alterações no aspecto da pele (como cor, “enrugamento”, entre outros);
  • presença de secreção nos mamilos;
  • descamação excessiva do mamilo;
  • mudança no tamanho dos seios, normalmente assimétrica (ou seja, um fica maior que o outro de repente);
  • dor nos seios;
  • mudança na temperatura da região;
  • inchaço;
  • surgimento de nódulos endurecidos.

Vale lembrar que o câncer de mama em mulheres mais jovens tem um caráter um pouco mais agressivo quando comparado ao que acomete pessoas mais velhas. Sendo assim, não deixe de buscar auxílio caso perceba qualquer alteração!

Como prevenir o câncer de mama?

A prevenção do câncer de mama é um trabalho multifatorial, ou seja, que envolve uma grande variedade de aspectos. Para compreendermos quais são as melhores medidas, precisamos entender também os fatores de risco para esse problema. Eles são:

  • menstruação precoce (antes dos 12 anos);
  • menopausa tardia (após os 55 anos);
  • uso de terapia hormonal ou anticoncepcionais por muito tempo;
  • gravidez após os 30 anos de idade;
  • ingestão de álcool ou substâncias químicas;
  • sedentarismo;
  • exposição frequente à radiação;
  • obesidade;
  • uso de cigarros (ainda com estudos em curso para determinar ou não a sua influência no câncer de mama).

Os fatores hereditários, de acordo com dados do INCA, representam cerca de 10% dos casos de câncer de mama. Por isso, não podem ser negligenciados, já que esse é um número importante em meio ao grande número de pacientes acometidas todos os anos.

A prevenção, portanto, é feita a partir da:

  • realização de exames de imagem periódicos;
  • acompanhamento com o ginecologista desde a primeira menstruação;
  • adoção de hábitos mais saudáveis, com a prática de exercícios físicos e a redução do uso de álcool ou cigarro.

4 motivos para fazer o autoexame

Os principais motivos para a realização do autoexame de mama são:

  • conhecer as mamas e o próprio corpo;
  • identificar rapidamente qualquer alteração digna de nota;
  • prevenção de problemas mais graves;
  • procura de ajuda especializada, caso seja necessário.

A seguir, veremos um pouquinho mais sobre cada um desses itens!

Conhecer as mamas

O autoconhecimento é fundamental para a promoção da nossa saúde. Por isso, identificarmos as características das mamas e do corpo enquanto saudáveis é o primeiro passo para podermos identificar qualquer tipo de alteração.

Identificar qualquer alteração e prevenir problemas mais graves

Com o autoconhecimento, fica bem mais fácil perceber qualquer pequena alteração. Essa é a chave para a prevenção, já que 90% dos cânceres de mama são curados quando o diagnóstico é feito precocemente.

Procurar ajuda especializada quando necessário

Ao identificar alterações na região das mamas ou axilas, não deixe de buscar o auxílio de um profissional da saúde o quanto antes. Há ótimas chances de recuperação completa e, por isso, esperar não é uma opção!

Como podemos ver, o autoexame de câncer de mama é uma prática indispensável para o controle dessa doença, promovendo um diagnóstico precoce e aumentando as chances de cura das pacientes acometidas. Por isso, seja no Outubro Rosa ou em qualquer outra época do ano, se examine periodicamente a fim de identificar qualquer alteração!

Como vimos, é um pouco difícil prevenir essa doença. No entanto, tudo indica que a presença de hábitos saudáveis ajude a manter o problema mais longe de nossas vidas! Conheça, então, algumas dicas para abandonar o sedentarismo e mudar o seu estilo de vida. Boa leitura!

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Outubro Rosa: como identificar e prevenir o câncer de mama; Quando o assunto é a saúde da mulher, a prevenção do câncer de mama é um tópico muito importante. É por isso que foi criado o Outubro Rosa, um mês voltado para a conscientização sobre essa doença e também sobre o câncer de colo do útero, problemas tão comuns entre as mulheres. Ainda que não seja possível prevenir o seu aparecimento — cuja incidência tem, na maior parte das vezes, um fator genético ou imprevisível —, é a partir da detecção precoce que podemos obter bons resultados, com altas taxas de remissão dos tumores e uma vida cheia de qualidade e longevidade. Quer saber como fazer essa prevenção? Continue a leitura e tire as suas dúvidas sobre a neoplasia (tumor formado graças à multiplicação de células) mamária, além de descobrir como se prevenir de maneira eficiente e garantir a sua saúde e qualidade de vida. Vamos lá? O que é o câncer de mama? Todos os tipos de câncer são caracterizados por mutações em células de determinadas áreas do corpo. As áreas acometidas podem ser a pele, o sangue, os órgãos internos e muito mais. No caso do câncer de mama, o tecido mamário é afetado, ocorrendo o desenvolvimento de nódulos (tumores). Ainda que seja possível a ocorrência de nódulos benignos, ou seja, livres de câncer, boa parte deles é do tipo maligno. Nesse caso, acontece a modificação (mutação) de uma célula, que começa a se multiplicar descontroladamente. Esse é o tipo de neoplasia mais comum em mulheres, representando cerca de 30% dos casos — de acordo com dados do INCA, o Instituto Nacional de Câncer — e 16% dos óbitos causados pela doença. Como o câncer de mama se manifesta em diferentes idades? Não há uma idade padrão para a manifestação do câncer de mama. Ele, na verdade, pode acometer mulheres — e, menos comumente, homens — de qualquer faixa etária, embora exista uma prevalência maior do desenvolvimento desses tumores em mulheres acima dos 50 anos de idade. Embora seja extremamente incomum, o câncer de mama também pode atingir adolescentes de ambos os sexos, inclusive abaixo dos 18 anos de idade. Por isso, é fundamental que as garotas tenham o hábito de examinar as próprias mamas a partir da primeira menstruação. Na primeira consulta com um ginecologista, todo esse processo deve ser explicado pelo profissional. As jovens adultas, mulheres que se encontram entre os 20 e 30 anos, também precisam estar atentas ao surgimento dessa doença. A taxa de mortalidade entre mulheres dessa faixa etária para o câncer de mama permanece em estabilidade nos dados de 1979 a 2019. Para que essa estatística não mude, o autoexame permanece indispensável. No mesmo gráfico, podemos observar uma ligeira mudança na linha que representa as mulheres acima dos 40 anos. Isso quer dizer que é a partir dessa faixa etária que a situação começa a mudar. Para termos uma ideia, é importante salientar que cerca de 40% dos casos da doença acometem mulheres com menos de 50 anos. Desses 40%, apenas 10% do número total representam as mulheres de até 39 anos. Ou seja: os números se tornam mais expressivos nessa fase. A marca dos 50 anos, por sua vez, é considerada como a de maior incidência para os casos de câncer de mama. Aqui, os cuidados devem ser redobrados para o diagnóstico precoce de qualquer tipo de alteração. Por isso, o rastreamento costuma ser mais consistente a partir dessa faixa etária. Quais são as manifestações clínicas do câncer de mama? Agora, é hora de descobrirmos um pouco mais sobre essa doença. Chegou o momento de você saber quais são os sintomas e sinais apresentados por quem é acometido pelo câncer de mama. Os principais sinais são: alterações no aspecto da pele (como cor, “enrugamento”, entre outros);presença de secreção nos mamilos;descamação excessiva do mamilo;mudança no tamanho dos seios, normalmente assimétrica (ou seja, um fica maior que o outro de repente);dor nos seios;mudança na temperatura da região;inchaço;surgimento de nódulos endurecidos. Vale lembrar que o câncer de mama em mulheres mais jovens tem um caráter um pouco mais agressivo quando comparado ao que acomete pessoas mais velhas. Sendo assim, não deixe de buscar auxílio caso perceba qualquer alteração! https://www.youtube.com/watch?v=NhJCFzI9mew Como prevenir o câncer de mama? A prevenção do câncer de mama é um trabalho multifatorial, ou seja, que envolve uma grande variedade de aspectos. Para compreendermos quais são as melhores medidas, precisamos entender também os fatores de risco para esse problema. Eles são: menstruação precoce (antes dos 12 anos);menopausa tardia (após os 55 anos);uso de terapia hormonal ou anticoncepcionais por muito tempo;gravidez após os 30 anos de idade;ingestão de álcool ou substâncias químicas;sedentarismo;exposição frequente à radiação;obesidade;uso de cigarros (ainda com estudos em curso para determinar ou não a sua influência no câncer de mama). Os fatores hereditários, de acordo com dados do INCA, representam cerca de 10% dos casos de câncer de mama. Por isso, não podem ser negligenciados, já que esse é um número importante em meio ao grande número de pacientes acometidas todos os anos. A prevenção, portanto, é feita a partir da: realização de exames de imagem periódicos;acompanhamento com o ginecologista desde a primeira menstruação;adoção de hábitos mais saudáveis, com a prática de exercícios físicos e a redução do uso de álcool ou cigarro. 4 motivos para fazer o autoexame Os principais motivos para a realização do autoexame de mama são: conhecer as mamas e o próprio corpo;identificar rapidamente qualquer alteração digna de nota;prevenção de problemas mais graves;procura de ajuda especializada, caso seja necessário. A seguir, veremos um pouquinho mais sobre cada um desses itens! Conhecer as mamas O autoconhecimento é fundamental para a promoção da nossa saúde. Por isso, identificarmos as características das mamas e do corpo enquanto saudáveis é o primeiro passo para podermos identificar qualquer tipo de alteração. Identificar qualquer alteração e prevenir problemas mais graves Com o autoconhecimento, fica bem mais fácil perceber qualquer pequena alteração. Essa é a chave para a prevenção, já que 90% dos cânceres de mama são curados quando o diagnóstico é feito precocemente. Procurar ajuda especializada quando necessário Ao identificar alterações na região das mamas ou axilas, não deixe de buscar o auxílio de um profissional da saúde o quanto antes. Há ótimas chances de recuperação completa e, por isso, esperar não é uma opção! Como podemos ver, o autoexame de câncer de mama é uma prática indispensável para o controle dessa doença, promovendo um diagnóstico precoce e aumentando as chances de cura das pacientes acometidas. Por isso, seja no Outubro Rosa ou em qualquer outra época do ano, se examine periodicamente a fim de identificar qualquer alteração! Como vimos, é um pouco difícil prevenir essa doença. No entanto, tudo indica que a presença de hábitos saudáveis ajude a manter o problema mais longe de nossas vidas! Conheça, então, algumas dicas para abandonar o sedentarismo e mudar o seu estilo de vida. Boa leitura!

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