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Coto umbilical: principais cuidados e sinais de alerta

Cuidados com o coto umbilical e os sinais de alerta

Hands of an obstetrician doctor are seen at work close up in thee moments after childbirth, tying intact umbilical cord of newborn baby boy, with copy space

Logo após o nascimento, o bebê inicia uma fase de adaptação fora do útero materno. Um dos sinais visíveis dessa transição é o coto umbilical, a pequena parte do cordão umbilical que permanece presa ao corpo do recém-nascido após o corte feito na sala de parto. Embora seja uma estrutura temporária, o coto requer atenção cuidadosa por parte dos pais e cuidadores, para garantir uma cicatrização segura e evitar infecções.

Nas primeiras semanas de vida, o organismo do bebê está se ajustando a uma nova realidade, e o coto umbilical é um exemplo claro desse processo. Por isso, compreender como ele evolui e quais cuidados são necessários é fundamental para proteger a saúde do recém-nascido e evitar complicações. Siga a leitura para saber mais sobre o assunto.

O que é o coto umbilical e como ele evolui nos primeiros dias de vida?

O coto umbilical é o segmento remanescente do cordão umbilical, responsável por nutrir e oxigenar o bebê durante a gestação. Após o parto, o cordão é clampeado e cortado, e o pedaço que fica ligado ao abdômen do bebê forma o que conhecemos como coto.

Nos primeiros dias de vida, o coto passa por um processo natural de transformação. Inicialmente, ele tem um aspecto úmido, brilhante e gelatinoso. Com o tempo, vai escurecendo, secando e encolhendo, processo conhecido como mumificação. A queda espontânea do coto geralmente acontece entre o quinto e o décimo quinto dia de vida, deixando no local a futura cicatriz umbilical: o umbigo.

Durante essa fase, é comum que os pais fiquem apreensivos com a aparência do coto, especialmente se ele escurecer ou apresentar crostas. No entanto, essas alterações fazem parte do processo natural de cicatrização e não devem causar alarme, desde que não estejam acompanhadas de sinais de infecção.

Quais são os cuidados recomendados com o coto umbilical?

Cuidar do coto umbilical não exige muitos recursos, mas atenção. A recomendação atual para bebês saudáveis é o chamado cuidado seco, que consiste em manter o coto sempre limpo, seco e exposto ao ar. Isso significa evitar cobri-lo com fraldas, faixas ou curativos e também não aplicar produtos como álcool, pomadas, mercúrio ou receitas caseiras, que podem irritar a pele e retardar a queda.

Caso haja sujeira aparente no coto, como urina ou fezes, a limpeza deve ser feita com água morna e sabão neutro. Após a higiene, é importante secar bem a região com uma toalha limpa e deixar o coto ao ar livre. Posicionar a fralda abaixo do umbigo ajuda a evitar o acúmulo de umidade e facilita a ventilação da área.

Cabe ressaltar que práticas populares, como colocar moedas, cintas ou compressas sobre o umbigo, não têm eficácia comprovada e podem ser prejudiciais à saúde do bebê. Essas ações, mesmo que motivadas por crenças familiares ou culturais, devem ser evitadas. Em algumas situações específicas, como partos domiciliares ou em ambientes com risco aumentado de infecção, o profissional de saúde pode orientar o uso de antissépticos. Fora desses casos, o cuidado seco é seguro, eficaz e suficiente para a maioria dos recém-nascidos.

Quando o coto umbilical representa um sinal de alerta?

Apesar de, na maioria dos casos, o coto umbilical evoluir sem problemas, é essencial estar atento a possíveis sinais de alerta que indicam infecção ou outras complicações. 

A infecção do coto umbilical é chamada de onfalite, e seu reconhecimento precoce pode evitar consequências mais graves. Os sinais locais que merecem atenção incluem vermelhidão ao redor do umbigo, secreção purulenta (amarelada ou esverdeada), odor desagradável, inchaço, endurecimento da pele próxima ao coto, dor ao toque ou sangramento persistente. A presença de qualquer um desses sintomas deve ser motivo para procurar atendimento médico imediatamente.

Além dos sinais visíveis no local, o bebê pode apresentar sintomas sistêmicos, que sugerem uma infecção generalizada ou sepse neonatal. Entre eles, estão: febre, temperatura corporal muito baixa (hipotermia), sonolência excessiva, irritabilidade, recusa para mamar, icterícia (coloração amarelada da pele ou dos olhos), respiração rápida, dificuldade para respirar, coloração azulada da pele (cianose) e até convulsões. Tudo isso configura emergência e necessidade de pronto atendimento médico.

Esses sintomas indicam que a infecção pode ter ultrapassado o coto e atingido outros órgãos, necessitando de avaliação médica urgente e tratamento adequado. Nenhuma dessas manifestações deve ser ignorada, mesmo que o bebê pareça calmo ou sem febre. Vale destacar que bebês recém-nascidos são mais vulneráveis a infecções e que alterações sutis podem rapidamente evoluir. Portanto, o acompanhamento com o pediatra nos primeiros dias e semanas é crucial.

O cuidado com o coto é simples, porém importante

O coto umbilical é uma estrutura transitória, mas que demanda cuidados nos primeiros dias de vida do bebê. Com medidas simples de higiene e observação diária, é possível garantir uma cicatrização adequada e prevenir infecções.

Evitar práticas antigas sem comprovação científica, manter a região seca e limpa, e saber identificar os sinais de alerta são atitudes que protegem a saúde do recém-nascido. Em caso de dúvida, alteração no aspecto do umbigo ou comportamento incomum do bebê, a melhor conduta é sempre buscar orientação de um profissional de saúde.A informação correta é uma aliada poderosa para os pais nesse momento tão especial e delicado que é o início da vida. Quer saber mais sobre os primeiros cuidados com o bebê e a importância da triagem neonatal? Acesse o conteúdo relacionado ao Teste do Pezinho.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

López-Medina MD, López-Araque AB, Linares-Abad M, López-Medina IM. Umbilical cord separation time, predictors and healing complications in newborns with dry care. PLoS One. 2020 Jan 10;15(1):e0227209. doi: 10.1371/journal.pone.0227209. PMID: 31923218; PMCID: PMC6953818.

O’Donnell KA, Glick PL, Caty MG. Pediatric umbilical problems. Pediatr Clin North Am. 1998 Aug;45(4):791-9. doi: 10.1016/s0031-3955(05)70045-6. PMID: 9728186.

Kaplan RL. Omphalitis: Clinical Presentation and Approach to Evaluation and Management. Pediatr Emerg Care. 2023 Mar 1;39(3):188-189. doi: 10.1097/PEC.0000000000002918. PMID: 36853079.

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