Sabin Por: Sabin
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Quando se fala em saúde e qualidade de vida dos brasileiros, o primeiro esforço nesse sentido está em um exame obrigatório para todos os recém-nascidos do país: o Teste do Pezinho, também chamado de Teste de Guthrie. A sua realização é um direito de toda criança e um dever dos pais e cuidadores.

O objetivo do Teste do Pezinho é identificar uma série de doenças logo nos primeiros dias de vida da criança e, assim, evitar complicações mais graves ao longo do seu desenvolvimento. Por muito tempo, não existia um programa específico para acompanhar e oferecer o tratamento adequado aos recém-nascidos com triagem positiva. Agora, a política pública é cada vez mais abrangente e completa.

Mas você sabe como funciona o teste do pezinho na prática, as doenças detectadas e os planos para ampliação das doenças pesquisadas? Preparamos um artigo para você entender mais sobre o assunto e tirar as principais dúvidas. Vamos lá? Continue a leitura e confira!

O que é o teste do pezinho?

O teste do pezinho é um exame de triagem importante para o diagnóstico precoce de uma série de doenças. A partir da coleta de sangue, ainda nos primeiros dias de vida da criança, é possível identificar esses agravos e, se necessário, iniciar o tratamento e os cuidados necessários.

Presente no Brasil desde a década de 1970, o objetivo inicial do Teste de Guthrie era identificar duas doenças: fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito. Em 1992, a triagem passou a ser obrigatória em todo o país, que foi definido como o Programa de Diagnóstico Precoce do Hipotireoidismo Congênito e Fenilcetonúria.

A partir de uma série de critérios, o teste do pezinho evoluiu, passando a identificar mais doenças. E, assim, garantindo que os recém-nascidos recebessem o suporte necessário para um desenvolvimento saudável, por meio do Programa de Triagem Neonatal, instituído em 2001.

De acordo com Silvana Fahel, médica do Sabin Medicina Diagnóstica, o teste do pezinho tem sido ampliado ao longo dos anos, oferecendo não só a identificação de mais doenças, mas aumentando o suporte e acompanhamento necessários para o tratamento do paciente.

“O teste do pezinho começou com a análise de um número pequeno de doenças, todas elas sem a possibilidade de diagnóstico clínico, como a síndrome de Down. A partir do acompanhamento da incidência de doenças no Brasil, o programa foi sendo ampliado, causando um impacto positivo ainda maior para reduzir as taxas de mortalidade e eventuais sequelas”.

“Ao fazer um teste isolado, você apenas recebe um resultado. Com um programa, além do teste, é possível traçar um panorama mais completo, descobrindo, por exemplo, casos de falso positivo. Além disso, a equipe consegue proporcionar um tratamento multidisciplinar ao paciente e à sua família, oferecendo as orientações necessárias para não deixar que a maioria das doenças evolua, com complicações, e sequelas”.

Por que o teste do pezinho é importante?

O teste do pezinho é importante porque consegue identificar, precocemente, doenças genéticas, metabólicas e infecciosas. Dessa forma, permite que se faça o tratamento adequado para proteger o recém-nascido de problemas no seu desenvolvimento.

Quais doenças são detectadas com o teste do pezinho?

O teste do pezinho básico é realizado para detectar e prevenir precocemente sete doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, síndromes falciformes, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística, deficiência de biotinidase e mais recentemente, toxoplasmose congênita.

O hipotireoidismo, por exemplo, pode ser resolvido com a utilização do hormônio que normalmente seria produzido na tireoide. Uma solução muito simples para um problema que pode se tornar grave, resultando, até mesmo, em casos de deficiência intelectual quando não tratado precocemente.

Qual o prazo para fazer o teste do pezinho?

Buscando diminuir os resultados falsos positivos e os falsos negativos e cuidar precocemente dos pacientes positivos na triagem, de forma geral, o prazo ideal para a realização do teste do pezinho é quando o bebê completar 48 horas de vida. Ainda que possa ser feito posteriormente, o atraso pode acabar por retardar o início de um cuidado em que cada dia importa.

Adicionalmente, os valores de normalidade usados são para o período neonatal e um dos testes, o realizado para triagem da fibrose cística, perde muito o seu valor na identificação da doença, quando realizado após 40 dias de vida.

Como é feito o teste do pezinho?

Utilizando papel filtro, são coletadas algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido. Com isso, passam a ter amostras suficientes para realizar o exame e identificar muitas doenças.

O que é teste do pezinho ampliado?

O teste do pezinho ampliado se trata da expansão do número de doenças detectadas no teste do pezinho básico (as sete doenças citadas anteriormente). Anunciado em maio de 2021, por meio da Lei nº 14.154, o exame passará a identificar mais de 50 doenças.

A ampliação vai ser realizada de maneira gradual. Na primeira etapa vão ser identificadas aminoacidopatias, distúrbios do ciclo de ureia, galactosemia e distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos. Em um segundo momento, as doenças lisossômicas serão incluídas e, na terceira etapa, as imunodeficiências de causas genéticas. A última etapa vai incluir a triagem para a atrofia muscular espinhal, também conhecida pela sigla AME.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal é, portanto, um avanço importante para o sistema de saúde no Brasil, garantindo, para além da detecção de doenças e o cuidado precoce, a diminuição do risco de mortalidade e sequelas graves nas crianças brasileiras. A ótima notícia é que o programa segue sendo ampliado — oferecendo um panorama ainda mais completo sobre a saúde dos recém-nascidos do país.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o teste do pezinho e como ele é importante para saúde das crianças, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais? É uma maneira de compartilhar o conhecimento e reforçar os benefícios que esse exame proporciona!

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O que é o teste do pezinho (Teste de Guthrie)? Entenda;Quando se fala em saúde e qualidade de vida dos brasileiros, o primeiro esforço nesse sentido está em um exame obrigatório para todos os recém-nascidos do país: o Teste do Pezinho, também chamado de Teste de Guthrie. A sua realização é um direito de toda criança e um dever dos pais e cuidadores. O objetivo do Teste do Pezinho é identificar uma série de doenças logo nos primeiros dias de vida da criança e, assim, evitar complicações mais graves ao longo do seu desenvolvimento. Por muito tempo, não existia um programa específico para acompanhar e oferecer o tratamento adequado aos recém-nascidos com triagem positiva. Agora, a política pública é cada vez mais abrangente e completa. Mas você sabe como funciona o teste do pezinho na prática, as doenças detectadas e os planos para ampliação das doenças pesquisadas? Preparamos um artigo para você entender mais sobre o assunto e tirar as principais dúvidas. Vamos lá? Continue a leitura e confira! O que é o teste do pezinho? O teste do pezinho é um exame de triagem importante para o diagnóstico precoce de uma série de doenças. A partir da coleta de sangue, ainda nos primeiros dias de vida da criança, é possível identificar esses agravos e, se necessário, iniciar o tratamento e os cuidados necessários. Presente no Brasil desde a década de 1970, o objetivo inicial do Teste de Guthrie era identificar duas doenças: fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito. Em 1992, a triagem passou a ser obrigatória em todo o país, que foi definido como o Programa de Diagnóstico Precoce do Hipotireoidismo Congênito e Fenilcetonúria. A partir de uma série de critérios, o teste do pezinho evoluiu, passando a identificar mais doenças. E, assim, garantindo que os recém-nascidos recebessem o suporte necessário para um desenvolvimento saudável, por meio do Programa de Triagem Neonatal, instituído em 2001. De acordo com Silvana Fahel, médica do Sabin Medicina Diagnóstica, o teste do pezinho tem sido ampliado ao longo dos anos, oferecendo não só a identificação de mais doenças, mas aumentando o suporte e acompanhamento necessários para o tratamento do paciente. "O teste do pezinho começou com a análise de um número pequeno de doenças, todas elas sem a possibilidade de diagnóstico clínico, como a síndrome de Down. A partir do acompanhamento da incidência de doenças no Brasil, o programa foi sendo ampliado, causando um impacto positivo ainda maior para reduzir as taxas de mortalidade e eventuais sequelas". "Ao fazer um teste isolado, você apenas recebe um resultado. Com um programa, além do teste, é possível traçar um panorama mais completo, descobrindo, por exemplo, casos de falso positivo. Além disso, a equipe consegue proporcionar um tratamento multidisciplinar ao paciente e à sua família, oferecendo as orientações necessárias para não deixar que a maioria das doenças evolua, com complicações, e sequelas". Por que o teste do pezinho é importante? O teste do pezinho é importante porque consegue identificar, precocemente, doenças genéticas, metabólicas e infecciosas. Dessa forma, permite que se faça o tratamento adequado para proteger o recém-nascido de problemas no seu desenvolvimento. Quais doenças são detectadas com o teste do pezinho? O teste do pezinho básico é realizado para detectar e prevenir precocemente sete doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, síndromes falciformes, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística, deficiência de biotinidase e mais recentemente, toxoplasmose congênita. O hipotireoidismo, por exemplo, pode ser resolvido com a utilização do hormônio que normalmente seria produzido na tireoide. Uma solução muito simples para um problema que pode se tornar grave, resultando, até mesmo, em casos de deficiência intelectual quando não tratado precocemente. Qual o prazo para fazer o teste do pezinho? Buscando diminuir os resultados falsos positivos e os falsos negativos e cuidar precocemente dos pacientes positivos na triagem, de forma geral, o prazo ideal para a realização do teste do pezinho é quando o bebê completar 48 horas de vida. Ainda que possa ser feito posteriormente, o atraso pode acabar por retardar o início de um cuidado em que cada dia importa. Adicionalmente, os valores de normalidade usados são para o período neonatal e um dos testes, o realizado para triagem da fibrose cística, perde muito o seu valor na identificação da doença, quando realizado após 40 dias de vida. Como é feito o teste do pezinho? Utilizando papel filtro, são coletadas algumas gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido. Com isso, passam a ter amostras suficientes para realizar o exame e identificar muitas doenças. O que é teste do pezinho ampliado? O teste do pezinho ampliado se trata da expansão do número de doenças detectadas no teste do pezinho básico (as sete doenças citadas anteriormente). Anunciado em maio de 2021, por meio da Lei nº 14.154, o exame passará a identificar mais de 50 doenças. A ampliação vai ser realizada de maneira gradual. Na primeira etapa vão ser identificadas aminoacidopatias, distúrbios do ciclo de ureia, galactosemia e distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos. Em um segundo momento, as doenças lisossômicas serão incluídas e, na terceira etapa, as imunodeficiências de causas genéticas. A última etapa vai incluir a triagem para a atrofia muscular espinhal, também conhecida pela sigla AME. O Programa Nacional de Triagem Neonatal é, portanto, um avanço importante para o sistema de saúde no Brasil, garantindo, para além da detecção de doenças e o cuidado precoce, a diminuição do risco de mortalidade e sequelas graves nas crianças brasileiras. A ótima notícia é que o programa segue sendo ampliado — oferecendo um panorama ainda mais completo sobre a saúde dos recém-nascidos do país. Agora que você já sabe um pouco mais sobre o teste do pezinho e como ele é importante para saúde das crianças, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais? É uma maneira de compartilhar o conhecimento e reforçar os benefícios que esse exame proporciona! Em caso de dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento da sua região.

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