A vacinação estimula o organismo, por meio do sistema imunológico, a produzir anticorpos específicos, assim como se estivesse exposto à doença. Nos últimos anos, tem sido impressionante o progresso da ciência no campo da biologia molecular e imunologia, com avanços e transformações necessários para a defesa do corpo humano, capazes de contornar os efeitos de alguns vírus e bactérias.
As recomendações de vacina variam conforme a idade, estado de saúde e condições externas, protegendo a nível coletivo a saúde da população.
O fato é que a disseminação de mitos e o desconhecimento sobre a vacinação expõem a população ao risco. Além da falta de conhecimento, nota-se a circulação de inúmeras informações enganosas, no contexto da pandemia da covid-19, criando um cenário que possibilita o aumento no número de casos de doenças já erradicadas, eliminadas ou em vias de controle.
[banner id="4572"]Abaixo, listamos 15 informações difundidas sobre vacinas e vacinações. Siga com a gente e descubra o que é verdade e o que é mito.
1. Existe um risco aumentado de convulsão febril após a vacinação com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) — SCR-V?
Mito. Na realidade, o risco é bem pequeno. Assim, embora haja uma baixa incidência de convulsão febril, os benefícios que ela pode trazer à criança compensam. Por exemplo, a aplicação de uma vacina múltipla reduz o número de vacinas dolorosas e a irritabilidade decorrente do procedimento. Além disso, a criança fica protegida contra uma quantidade maior de infecções.2. A vacina da Hepatite AB protege contra a hepatite C?
Mito. A hepatite C é causada por um vírus diferente, chamado vírus da hepatite C (HCV). Não existe vacina disponível para prevenir a infecção pelo HCV.3. A vacina contra o tétano é somente aplicada em crianças?
Mito. Como a imunidade ao tétano diminui ao longo do tempo, adultos precisam obter uma dose de reforço a cada 10 anos para ficarem protegidos. Para adultos que ainda não se imunizaram com a vacina bacteriana do tipo adulto — dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou dT (Difteria e Tétano) —, recomenda-se tomá-la no lugar da vacina antitetânica (Toxóide Tetânico). A dose de dTpa pode ser reforçada antes de 10 anos, então, uma boa ideia é falar com um médico sobre o que é melhor para sua situação específica. Certifique-se de que você e seus familiares estão protegidos contra o tétano e também contra outras doenças. Ficou na dúvida? Profissionais de saúde, principalmente aqueles que lidam diretamente com pacientes, devem avaliar sua caderneta de vacinação para estar sempre atualizada. Ao usar o serviço de consulta gratuito do Sabin, o paciente obtém 10% de desconto naquelas vacinas que foram indicadas para atualização da caderneta.4. A vacina do tétano é dose única?
Mito. A vacina do tétano é administrada em três doses, sendo que a indicação é tomar junto com a vacina contra difteria e coqueluche. Por isso, é conhecida como dTpa, ou tríplice bacteriana. A vacina do tétano é recomendada para adolescentes, adultos, idosos, gestantes e, em especial, alguns profissionais de risco (militares, policiais, bombeiros, marceneiros, entre outros).5. Adulto não precisa tomar a vacina contra a meningite?
Mito. Adultos também devem receber a vacina contra meningite meningocócica conjugada C, (contra doenças causadas pelo meningococo C, como a meningite e meningococcemia); a ACWY, com ampla proteção (que previne infecções causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y); e, a do tipo B, cuja indicação dependerá da situação epidemiológica (ela protege contra infecções pela bactéria meningococo do tipo B).6. Se você tiver mais de 60 anos de idade, você precisa ser vacinado uma vez por ano contra infecções pneumocócicas?
Mito. Acima de 60 anos, deve-se iniciar com uma dose da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), seguida, seis a 12 meses depois, de uma primeira dose da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) e uma segunda dose de VPP23, cinco anos após a primeira. Para aqueles que já receberam uma dose de VPP23, recomenda-se o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A segunda dose de VPP23 deve ser feita cinco anos após a primeira, mantendo intervalo de seis a 12 meses com a VPC13. Para os que já receberam duas doses de VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última aplicação de VPP23. Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes dos 60 anos, está recomendada uma terceira dose depois dessa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última aplicação. [banner id="4572"]7. Vacinas só podem ser tomadas em hospitais ou clínicas?
Mito. Como vimos no programa de vacinação contra a covid-19, com a vacinação até mesmo em drive-thru, é possível tomar vacinas em, basicamente, qualquer local, inclusive na sua casa, trabalho ou onde precisar por meio dos serviços de atendimento móvel, sempre adotando as medidas de prevenção e segurança.8. As doenças pneumocócicas não são comuns ou graves?
Mito. As doenças pneumocócicas são muito graves. O Streptococcus pneumoniae (bactéria que provoca a doença) é responsável por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade. Essa bactéria pode provocar enfermidades como meningite, pneumonia, sinusite, otite, mastoidite e septicemia, principalmente, em portadores de doenças crônicas (doenças cardiovasculares, bronquite, asma, rinite, hipertensão, câncer, diabetes, e, dislipidemia). As doença pneumocócicas invasivas, ou seja muito graves, acometem aproximadamente um milhão de adultos todos os anos, sendo que 5% a 7% deles vão a óbito.9. A vacina contra Hepatite B não pode ser tomada junto de outras vacinas?
Mito. A vacina Hepatite B pode ser tomada junto de outras vacinas. No entanto, no caso da nova vacina contra a covid-19, a recomendação é que ela não seja administrada simultaneamente a qualquer outra vacina. A fim de evitar associação de reações, a recomendação é aguardar 14 dias de intervalo para tomar outras vacinas, uma vez que não há estudos sobre a administração dos dois imunizantes juntos. Isto é um consenso. Por isso, é sempre necessário consultar um médico em caso de dúvidas. Conforme a orientação médica, é recomendável imunizar-se com a vacina Hepatite AB. Assim, acaba sendo mais prático e econômico. Afinal, com apenas uma injeção, é possível gerar imunização contra dois tipos de hepatites (A e B).10. Vacinas podem ocasionar efeitos colaterais?
Sim, isso é verdade. Assim como os medicamentos, toda vacina tem o potencial de gerar algum tipo de reação e isso depende de vários fatores, especialmente da resposta individual de cada pessoa. Com o avanço da tecnologia, as vacinas se tornam a cada dia mais seguras e com as reações geralmente leves. O benefício é sempre maior do que ter a doença. Entre os efeitos adversos mais comuns estão:- dor, calor e vermelhidão no local da aplicação;
- incômodo temporário no local, com desaparecimento em alguns dias;
- coceira;
- febre baixa;
- mal-estar.
- pessoas com alergia grave a ovos (com confirmada anafilaxia) podem apresentar reações contra vacinas para febre-amarela, influenza e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba);
- pessoas com alergia à gelatina também podem apresentar reações a vacinas contra raiva, varicela e tríplice bacteriana.