Sabin Por: Sabin
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A chegada do bebê é um momento único na vida da mulher. É tempo de mudanças, não apenas físicas como emocionais. É tempo de preparação para receber a criança com todo amor e cuidado exigidos. Parte fundamental desse processo, a amamentação requer muita atenção e, por esse motivo, ainda gera dúvidas, especialmente para as mamães de primeira viagem.

Podemos afirmar que a amamentação tem dois pilares: um baseado no afetivo, que é a relação entre mãe e filho; e outro baseado na informação. Com a junção desses dois pilares, é possível conseguir um ganho enorme na amamentação.

E é por essa razão que trazemos este conteúdo para que você possa entender os inúmeros benefícios com a prática de amamentar, tanto para a mãe quanto para o bebê, com reflexos positivos que podem ser observados até a vida adulta.

Como a amamentação pode beneficiar a saúde da mãe e do bebê

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, nos primeiros seis meses de vida, a criança pode e deve ser alimentada exclusivamente com leite materno, sem a necessidade de nenhum outro complemento. Considerado o alimento mais completo em nutrientes, o leite materno, sozinho, é responsável pela hidratação do bebê, ganho de peso e anticorpos, garantindo que ele cresça e se desenvolva de maneira saudável. O ideal é que a amamentação se prolongue até os dois anos de idade. Contudo, a partir dos seis meses, já é possível introduzir alimentos complementares.

Os ganhos com a amamentação não se limitam à criança, mas se aplicam também à mãe. São ganhos a longo prazo, tais como prevenção de doenças crônicas e autoimunes, além de diminuir as chances de depressão pós-parto. Outro benefício trazido é que diminui consideravelmente a ocorrência de anemia, durante o puerpério – período que sucede o parto.

A amamentação pode ajudar a reduzir o risco de o bebê desenvolver alergias, obesidade, além de doenças graves, como hipertensão e diabetes, infecções respiratórias, como pneumonia, entre outras. E não para por aí: a saúde bucal também é beneficiada. Uma criança que recebe amamentação exclusiva tem menos chance de desenvolver cáries no futuro, por exemplo.

Que o leite materno é considerado a melhor fonte de nutrição já sabemos, mas uma grande e especial vantagem do exercício da amamentação é o estabelecimento do laço afetivo entre a mãe e o bebê, promovendo completa sintonia e vínculo profundo, o que vem a contribuir não apenas na saúde mental de ambos, como também na formação cognitiva e fortalecimento psíquico da criança.

Qual a melhor maneira de amamentar?

Posição e pega corretas fazem toda a diferença na hora de amamentar. Primeiramente, é fundamental que a mãe esteja em uma posição confortável, pois é um momento em que ela precisa estar o mais tranquila possível. Por isso, o ideal é praticar a amamentação em um ambiente calmo, sem estímulos visuais ou sonoros, que possa proporcionar uma experiência prazerosa para ambos.

A criança precisa estar bem apoiada no colo para garantir uma boa pega — ato de sugar o leite materno. A posição preferencial é alinhar o tronco do bebê com o da mãe, em formato “barriga com barriga”. Essa maneira facilita a sucção do bebê. Mas há outras maneiras, como as posições transversal, deitada, invertida ou cavalinho. O importante é testar a melhor maneira que fique confortável para os dois.

Outra dica é que, se possível, seja retirado o excesso de vestimentas entre a mãe e o bebê. O contato pele a pele é outro benefício da amamentação que contribui para fortalecer o vínculo emocional.

A pega correta se dá quando a criança cobre toda a aréola do peito da mãe com a boca. Isso faz com que ela estimule as glândulas mamárias e provoque a saída do leite. Ao sugar apenas o mamilo, o estímulo não ocorre, dificultando a produção. Além disso, a pega incorreta pode provocar fissuras na mama, correndo o risco de infecção. Uma dica interessante é fazer com que a criança abra bem a boca, desencostando o nariz do peito e aproximando o queixo. A imagem abaixo ilustra bem o que fazer e o que não fazer.

VOCÊ SABIA? Pode parecer a mesma coisa, mas existe diferença entre os conceitos de amamentação e aleitamento.

Amamentar é o ato em si, em que a mãe oferece o peito à criança. Já o aleitamento diz respeito a todas as formas que a criança recebe o leite, podendo ser por meio da amamentação ou não. O termo também é aplicado às políticas públicas de incentivo à amamentação.

Dúvidas e mitos sobre amamentação

A amamentação é cercada de crenças que podem mais confundir do que informar. Por isso, reunimos aqui os principais questionamentos e vamos esclarecer agora para vocês. Confira!

Amamentar com que frequência

Como já foi dito no início deste artigo, a amamentação exclusiva até os seis meses de vida da criança é o ideal. Mas, quantas vezes a mãe deve amamentar?

É o que conhecemos como “livre demanda”, ou seja, sempre que o bebê sentir fome. Sendo assim, não há horário definido para amamentar, a mãe pode oferecer o leite sempre que for necessário e até que a criança esteja satisfeita.

Nos primeiros dias de vida, é natural que o bebê tenha mamadas mais curtas, devido à capacidade do estômago. Com o passar do tempo, as mamadas serão mais demoradas.

O que pode dificultar a amamentação

Conforme ilustrado anteriormente, além da pega incorreta, que pode causar rachaduras na mama, é possível que, durante o período de amamentação, ocorra o acúmulo de leite nas glândulas mamárias. Conhecido como ingurgitamento mamário (o popular “leite empedrado”), esse fenômeno acaba dificultando a saída do leite e provocando muitas dores.

Uma alternativa para quando a mama fica cheia é fazer a técnica da ordenha, realizada por meio de massagem manual ou uso de bombas específicas para retirada do leite, que pode ser armazenado para consumo posterior do bebê ou doado para bancos de leite humano. 

Quando a mãe não pode amamentar

Existem alguns casos em que a mãe está impossibilitada de amamentar. Para mulheres que vivem com os vírus HIV ou HTLV, há risco de transmissão através do leite materno. 

Já em relação ao uso de medicamentos pela gestante, são raros os casos em que pode afetar a lactação, como os quimioterápicos. Ao prescrever alguma medicação, o médico deverá avaliar possíveis riscos.

Nas situações em que a mãe não pode amamentar, para garantir a alimentação da criança, existem algumas alternativas, tais como recorrer a bancos de leite humano ou oferecer o leite artificial.

Existe uma alimentação adequada para amamentar?

O período da amamentação pede atenção especial na alimentação. Ter hábitos saudáveis e uma boa hidratação são fundamentais para a produção de leite. Não há uma dieta específica para o período, o segredo é ter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes. 

É sempre bom lembrar que o excesso não é benéfico, especialmente quando se trata de alimentos que contenham algum tipo de estimulante, como a cafeína. Em casos como esse, deve-se usar o bom senso e consumir com moderação. Além disso, bebidas alcoólicas e cigarros devem ser evitados.

Essas e outras formas adequadas de alimentação podem ser encontradas no Guia da Alimentação Saudável, que o Sabin preparou exclusivamente para você.

Vacinação em dia

Entre tantos preparativos e expectativas, uma medida essencial é manter a imunização atualizada. A medida serve para prevenir o aparecimento de doenças oportunistas, em virtude das alterações do sistema imunológico

Em geral, as vacinas são liberadas e recomendadas para mães lactantes (inclusive a de Covid-19). A exceção é para a vacina contra febre amarela, que apresenta risco de transmissão do vírus para o bebê através do leite materno. As demais não apresentam nenhum risco. Cheque sempre o calendário de vacinação.

Atividades físicas após o parto

Em geral, a prática de exercícios físicos pós-parto é segura, porém são necessários cuidados específicos e a avaliação de um profissional de saúde. As atividades físicas regulares após o parto causam efeitos positivos na saúde da mulher e não prejudicam a amamentação. Inclusive, recomenda-se amamentar antes de praticar a atividade, pois ajuda a evitar o ingurgitamento mamário.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS), sugere que gestantes (desde que não seja de alto risco) ou mulheres no pós-parto realizem, pelo menos, 150 minutos de atividade física moderada, semanalmente. 

O mito do leite fraco

Muitas pessoas confundem a consistência do leite durante a fase inicial da amamentação. Não existe “leite fraco”, a consistência varia de acordo com cada fase da vida do bebê. 

O colostro, nome dado ao leite produzido nos seis primeiros dias do recém-nascido, apresenta aparência transparente, o que pode causar essa confusão do “leite fraco”. Apesar da característica, o colostro é um alimento riquíssimo e tem papel fundamental para o estabelecimento da amamentação e o desenvolvimento da criança.

As demais fases de produção são: leite de transição, produzido entre sete e 21 dias do nascimento; e leite maduro, após 21 dias do parto.

Amamentação x coronavírus

Uma preocupação que se tornou recorrente é sobre amamentar em tempos de pandemia. Mas, as mamães podem ficar despreocupadas: não há evidências científicas que indicam a possibilidade de transmissão do coronavírus pelo leite materno. A amamentação pode (e deve) ser mantida, mesmo quando a lactante for diagnosticada com Covid-19. Para isso, basta adotar os cuidados adequados de higienização e medidas de prevenção, como uso de máscara. 

O acompanhamento médico é fundamental

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que o acompanhamento médico deve começar antes do parto, no terceiro trimestre da gestação. O pré e pós-natal são imprescindíveis para que a futura mamãe construa uma relação de confiança com o pediatra e, principalmente, possa esclarecer todas as suas dúvidas, não só relacionadas à amamentação em si, como também sobre o parto, é claro, as vacinas obrigatórias, a importância dos testes do pezinho, bochechinha, orelhinha, entre outros procedimentos utilizados para detecção e prevenção de doenças.

AGOSTO DOURADO

Para você ter uma ideia, a relevância da amamentação é tão grande que ganhou um mês inteiro comemorativo no Brasil: o Mês do Aleitamento Materno, celebrado em agosto. A campanha tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do aleitamento materno, divulgar informações e estimular o ato de amamentar.

Ainda no mês de agosto, a primeira semana é conhecida como a Semana Mundial da Amamentação, criada pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação para promover o aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida da criança, estendido até dois anos ou mais. A ação mobiliza 120 países, incluindo o Brasil.

As duas campanhas compõem o Agosto Dourado, dedicado à luta e ao incentivo à amamentação. A cor dourada foi escolhida por conta da excelência na qualidade do leite materno, considerado uma alimentação “padrão ouro”.

Antes de ser um ato sublime, amamentar é investir em saúde. Importante dizer que a garantia da amamentação é responsabilidade não só da mãe, mas de todos que cercam a criança. A família deve formar uma rede de apoio para que a mulher possa amamentar e o binômio mãe-bebê se estabeleça com conforto e confiança.

Se você está vivenciando esse período tão especial, ou conhece alguém que precise de orientações, compartilhe este post e ajude mais mães a conhecerem as múltiplas vantagens obtidas com a amamentação.

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Como a amamentação pode beneficiar a saúde da mãe e do bebê A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, nos primeiros seis meses de vida, a criança pode e deve ser alimentada exclusivamente com leite materno, sem a necessidade de nenhum outro complemento. Considerado o alimento mais completo em nutrientes, o leite materno, sozinho, é responsável pela hidratação do bebê, ganho de peso e anticorpos, garantindo que ele cresça e se desenvolva de maneira saudável. O ideal é que a amamentação se prolongue até os dois anos de idade. Contudo, a partir dos seis meses, já é possível introduzir alimentos complementares. Os ganhos com a amamentação não se limitam à criança, mas se aplicam também à mãe. São ganhos a longo prazo, tais como prevenção de doenças crônicas e autoimunes, além de diminuir as chances de depressão pós-parto. Outro benefício trazido é que diminui consideravelmente a ocorrência de anemia, durante o puerpério – período que sucede o parto. A amamentação pode ajudar a reduzir o risco de o bebê desenvolver alergias, obesidade, além de doenças graves, como hipertensão e diabetes, infecções respiratórias, como pneumonia, entre outras. E não para por aí: a saúde bucal também é beneficiada. Uma criança que recebe amamentação exclusiva tem menos chance de desenvolver cáries no futuro, por exemplo. Que o leite materno é considerado a melhor fonte de nutrição já sabemos, mas uma grande e especial vantagem do exercício da amamentação é o estabelecimento do laço afetivo entre a mãe e o bebê, promovendo completa sintonia e vínculo profundo, o que vem a contribuir não apenas na saúde mental de ambos, como também na formação cognitiva e fortalecimento psíquico da criança. Qual a melhor maneira de amamentar? Posição e pega corretas fazem toda a diferença na hora de amamentar. Primeiramente, é fundamental que a mãe esteja em uma posição confortável, pois é um momento em que ela precisa estar o mais tranquila possível. Por isso, o ideal é praticar a amamentação em um ambiente calmo, sem estímulos visuais ou sonoros, que possa proporcionar uma experiência prazerosa para ambos. A criança precisa estar bem apoiada no colo para garantir uma boa pega — ato de sugar o leite materno. A posição preferencial é alinhar o tronco do bebê com o da mãe, em formato “barriga com barriga”. Essa maneira facilita a sucção do bebê. Mas há outras maneiras, como as posições transversal, deitada, invertida ou cavalinho. O importante é testar a melhor maneira que fique confortável para os dois. Outra dica é que, se possível, seja retirado o excesso de vestimentas entre a mãe e o bebê. O contato pele a pele é outro benefício da amamentação que contribui para fortalecer o vínculo emocional. A pega correta se dá quando a criança cobre toda a aréola do peito da mãe com a boca. Isso faz com que ela estimule as glândulas mamárias e provoque a saída do leite. Ao sugar apenas o mamilo, o estímulo não ocorre, dificultando a produção. Além disso, a pega incorreta pode provocar fissuras na mama, correndo o risco de infecção. Uma dica interessante é fazer com que a criança abra bem a boca, desencostando o nariz do peito e aproximando o queixo. A imagem abaixo ilustra bem o que fazer e o que não fazer. VOCÊ SABIA? Pode parecer a mesma coisa, mas existe diferença entre os conceitos de amamentação e aleitamento. Amamentar é o ato em si, em que a mãe oferece o peito à criança. Já o aleitamento diz respeito a todas as formas que a criança recebe o leite, podendo ser por meio da amamentação ou não. O termo também é aplicado às políticas públicas de incentivo à amamentação. Dúvidas e mitos sobre amamentação A amamentação é cercada de crenças que podem mais confundir do que informar. Por isso, reunimos aqui os principais questionamentos e vamos esclarecer agora para vocês. Confira! Amamentar com que frequência Como já foi dito no início deste artigo, a amamentação exclusiva até os seis meses de vida da criança é o ideal. Mas, quantas vezes a mãe deve amamentar? É o que conhecemos como “livre demanda”, ou seja, sempre que o bebê sentir fome. Sendo assim, não há horário definido para amamentar, a mãe pode oferecer o leite sempre que for necessário e até que a criança esteja satisfeita. Nos primeiros dias de vida, é natural que o bebê tenha mamadas mais curtas, devido à capacidade do estômago. Com o passar do tempo, as mamadas serão mais demoradas. O que pode dificultar a amamentação Conforme ilustrado anteriormente, além da pega incorreta, que pode causar rachaduras na mama, é possível que, durante o período de amamentação, ocorra o acúmulo de leite nas glândulas mamárias. Conhecido como ingurgitamento mamário (o popular “leite empedrado”), esse fenômeno acaba dificultando a saída do leite e provocando muitas dores. Uma alternativa para quando a mama fica cheia é fazer a técnica da ordenha, realizada por meio de massagem manual ou uso de bombas específicas para retirada do leite, que pode ser armazenado para consumo posterior do bebê ou doado para bancos de leite humano.  Quando a mãe não pode amamentar Existem alguns casos em que a mãe está impossibilitada de amamentar. Para mulheres que vivem com os vírus HIV ou HTLV, há risco de transmissão através do leite materno.  Já em relação ao uso de medicamentos pela gestante, são raros os casos em que pode afetar a lactação, como os quimioterápicos. Ao prescrever alguma medicação, o médico deverá avaliar possíveis riscos. Nas situações em que a mãe não pode amamentar, para garantir a alimentação da criança, existem algumas alternativas, tais como recorrer a bancos de leite humano ou oferecer o leite artificial. Existe uma alimentação adequada para amamentar? O período da amamentação pede atenção especial na alimentação. Ter hábitos saudáveis e uma boa hidratação são fundamentais para a produção de leite. Não há uma dieta específica para o período, o segredo é ter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes.  É sempre bom lembrar que o excesso não é benéfico, especialmente quando se trata de alimentos que contenham algum tipo de estimulante, como a cafeína. Em casos como esse, deve-se usar o bom senso e consumir com moderação. Além disso, bebidas alcoólicas e cigarros devem ser evitados. Essas e outras formas adequadas de alimentação podem ser encontradas no Guia da Alimentação Saudável, que o Sabin preparou exclusivamente para você. Vacinação em dia Entre tantos preparativos e expectativas, uma medida essencial é manter a imunização atualizada. A medida serve para prevenir o aparecimento de doenças oportunistas, em virtude das alterações do sistema imunológico.  Em geral, as vacinas são liberadas e recomendadas para mães lactantes (inclusive a de Covid-19). A exceção é para a vacina contra febre amarela, que apresenta risco de transmissão do vírus para o bebê através do leite materno. As demais não apresentam nenhum risco. Cheque sempre o calendário de vacinação. Atividades físicas após o parto Em geral, a prática de exercícios físicos pós-parto é segura, porém são necessários cuidados específicos e a avaliação de um profissional de saúde. As atividades físicas regulares após o parto causam efeitos positivos na saúde da mulher e não prejudicam a amamentação. Inclusive, recomenda-se amamentar antes de praticar a atividade, pois ajuda a evitar o ingurgitamento mamário. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde (MS), sugere que gestantes (desde que não seja de alto risco) ou mulheres no pós-parto realizem, pelo menos, 150 minutos de atividade física moderada, semanalmente.  O mito do leite fraco Muitas pessoas confundem a consistência do leite durante a fase inicial da amamentação. Não existe “leite fraco”, a consistência varia de acordo com cada fase da vida do bebê.  O colostro, nome dado ao leite produzido nos seis primeiros dias do recém-nascido, apresenta aparência transparente, o que pode causar essa confusão do “leite fraco”. Apesar da característica, o colostro é um alimento riquíssimo e tem papel fundamental para o estabelecimento da amamentação e o desenvolvimento da criança. As demais fases de produção são: leite de transição, produzido entre sete e 21 dias do nascimento; e leite maduro, após 21 dias do parto. Amamentação x coronavírus Uma preocupação que se tornou recorrente é sobre amamentar em tempos de pandemia. Mas, as mamães podem ficar despreocupadas: não há evidências científicas que indicam a possibilidade de transmissão do coronavírus pelo leite materno. A amamentação pode (e deve) ser mantida, mesmo quando a lactante for diagnosticada com Covid-19. Para isso, basta adotar os cuidados adequados de higienização e medidas de prevenção, como uso de máscara.  O acompanhamento médico é fundamental A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que o acompanhamento médico deve começar antes do parto, no terceiro trimestre da gestação. O pré e pós-natal são imprescindíveis para que a futura mamãe construa uma relação de confiança com o pediatra e, principalmente, possa esclarecer todas as suas dúvidas, não só relacionadas à amamentação em si, como também sobre o parto, é claro, as vacinas obrigatórias, a importância dos testes do pezinho, bochechinha, orelhinha, entre outros procedimentos utilizados para detecção e prevenção de doenças. AGOSTO DOURADO Para você ter uma ideia, a relevância da amamentação é tão grande que ganhou um mês inteiro comemorativo no Brasil: o Mês do Aleitamento Materno, celebrado em agosto. A campanha tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do aleitamento materno, divulgar informações e estimular o ato de amamentar. Ainda no mês de agosto, a primeira semana é conhecida como a Semana Mundial da Amamentação, criada pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação para promover o aleitamento exclusivo até o sexto mês de vida da criança, estendido até dois anos ou mais. A ação mobiliza 120 países, incluindo o Brasil. As duas campanhas compõem o Agosto Dourado, dedicado à luta e ao incentivo à amamentação. A cor dourada foi escolhida por conta da excelência na qualidade do leite materno, considerado uma alimentação “padrão ouro”. Antes de ser um ato sublime, amamentar é investir em saúde. Importante dizer que a garantia da amamentação é responsabilidade não só da mãe, mas de todos que cercam a criança. A família deve formar uma rede de apoio para que a mulher possa amamentar e o binômio mãe-bebê se estabeleça com conforto e confiança. Se você está vivenciando esse período tão especial, ou conhece alguém que precise de orientações, compartilhe este post e ajude mais mães a conhecerem as múltiplas vantagens obtidas com a amamentação.