Sabin Por: Sabin
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Burnout é um termo que é traduzido para português como esgotamento. A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, vem sendo mais evidenciada a cada dia, e seu entendimento é muito importante. O tema inspira reflexões, pois, na maioria dos casos, o problema é ocasionado no decorrer das atividades laborais, fazendo com que os trabalhadores se sintam indispostos, estressados e com a sensação de exaustão física e mental.

A síndrome ocasiona uma série de sintomas que afetam diretamente o bem-estar e a qualidade de vida, além de ser frequentemente a razão para acidentes de trabalho, afastamentos e até abusos de substâncias. Sendo assim, é necessário compreender quais são suas causas, sinais, tratamentos e formas de implementar estratégias eficientes para a sua prevenção. Ficou interessado? Então, continue a sua leitura!

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout corresponde a um estado de estresse elevado e crônico, normalmente gerado por excesso ou sobrecarga de trabalho. Sendo assim, o indivíduo que sofre essa condição perde suas energias físicas e emocionais devido a uma rotina desgastante, levando a:

  • sentimento de ineficácia e ausência de realização;
  • exaustão física e mental;
  • desapego, entre outros.

Nas situações de esgotamento completo, a pessoa não consegue produzir efetivamente. Contudo, é preciso entender que a síndrome não ocorre de forma repentina, mas se desenvolve com o decorrer do tempo, o que pode tornar o quadro mais difícil de ser identificado.

É importante ressaltar que a partir de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS), reconhece Burnout como uma doença ocupacional e não como uma condição médica. Ou seja, está associada ao trabalho e não a uma disfunção do indivíduo.

Quais são as causas mais comuns?

Entre os fatores de riscos identificados no trabalho e que podem ocasionar a Síndrome de Burnout, estão:

  • o reconhecimento;
  • a carga de trabalho;
  • os relacionamentos entres os colegas de trabalho;
  • a autonomia;
  • a percepção de estar sendo tratado de maneira justa e de que seus valores estão alinhados com o da empresa.

Quanto maior for o descontentamento ou a falta de equilíbrio em qualquer um desses aspectos, maior é a probabilidade do indivíduo passar por momentos frequentes de estresse e possa desenvolver a síndrome.

Então, a resposta a essas causas pode ser uma disfunção que se manifesta quando o trabalho se transforma em estresse, nervosismo e ansiedade. O indivíduo chega ao seu limite e se sente extremamente desmotivado, cansado e esgotado.

Alguns pesquisadores também discutem a ocorrência do Burnout em outras circunstâncias, como a parental. Ou seja, apesar da OMS a reconhecer como uma doença ocupacional, ela pode ser levada para outros ambientes, em situações que se equiparam com a rotina de trabalho, como a maternidade, por exemplo.

Como ela pode afetar o rendimento no trabalho e a vida pessoal?

Como já foi dito, a Síndrome de Burnout tem seu impacto percebido, na maioria dos casos, na vida profissional da pessoa. Mesmo que ela seja provocada pela vontade de oferecer o melhor de si nas atividades laborais, o contrário pode ocorrer. Afinal, tudo que é feito em excesso pode trazer consequências negativas.

As possíveis consequências no trabalho podem variar. Problemas de produtividade, quadros de agressividade com os colegas, complicação nos relacionamentos com os integrantes da equipe, absenteísmo, entre outros fazem parte dessas consequências.

Outro ponto relevante é que a síndrome também afeta a vida pessoal, podendo abalar ou destruir relações sólidas com a família, amigos e demais pessoas queridas ou, até mesmo, desenvolver traumas originários do nervosismo e agressividade com os indivíduos ao seu redor.

Quais são os sintomas?

A Síndrome de Burnout pode desencadear vários sintomas. A seguir, separamos os principais:

Sintomas de exaustão física e emocional

  • Insônia: nos estágios iniciais, é possível que a pessoa tenha dificuldade para dormir por algumas noites. Com o passar do tempo, a falta de sono pode ser recorrente, sentindo-se cada vez mais exausta;
  • Fadiga crônica: a Síndrome de Burnout causa falta de energia e cansaço na maioria dos dias. Além disso, é comum o surgimento de uma sensação de medo pelo que está por vir em um certo dia;
  • Enfraquecimento do sistema imunológico: pelo fato de o corpo estar esgotado, o sistema imunológico fica fraco, tornando-se mais vulnerável a resfriados, gripes, infecções, entre outros problemas médicos;
  • Dificuldade de concentração e esquecimento: a falta de foco e um esquecimento leve faz parte dos sinais precoces. Com o passar dos dias, os sintomas podem chegar ao ponto em que você não consegue executar seu trabalho adequadamente e as atividades começam a se acumular;
  • Ansiedade: no começo, você pode passar por leves sintomas de preocupação, tensão e nervosismo. Conforme for se aproximando do esgotamento, a ansiedade pode se tornar tão grave que interfere na capacidade de trabalhar de maneira produtiva e gerar danos em sua vida pessoal;
  • Tristeza ou depressão: é comum, também, ter momentos de tristeza, falta de esperança e sentimento de inutilidade e culpa. Em casos mais avançados, você pode se sentir preso, e achar que o mundo ficaria melhor sem você;
  • Sinais físicos: os sinais físicos podem incluir palpitações cardíacas, dor no peito, tontura, falta de ar, desmaios, dores de cabeça, dor gastrointestinal, entre outros. É preciso ressaltar que deverão ser avaliados pelo médico, já que também estão relacionados com outras doenças;
  • Raiva: de início, isso pode representar uma irritabilidade ou tensão interpessoal. Mas, com o passar do tempo, essa condição pode se transformar em discussões sérias e explosões de raiva em casa ou no trabalho;
  • Perda de apetite: a Síndrome de Burnout pode causar a perda de apetite ou fazer com que a pessoa tenha vontade de pular algumas refeições do dia. Nos últimos estágios, a falta de apetite pode ser maior e gerar uma perda de peso relevante.

Sintomas de falta de realização

  • Irritabilidade aumentada: a irritabilidade em muitos casos é resultado do sentimento de ineficácia, em que a pessoa se sente inútil, sem importância e incapaz de realizar as coisas de forma tão eficiente como já fez um dia. Esse problema pode influenciar nas relações profissionais e pessoais ou, até mesmo, destruir carreiras e relacionamentos;
  • Apatia e desesperança: trata-se da sensação de que nada importa ou de que as coisas não estão indo bem. À medida que os sintomas pioram, essa perspectiva pode se tornar um fato imobilizador, com perdas de objetivos e metas;
  • Baixo desempenho e falta de produtividade: a síndrome impede que você seja tão produtivo como era antes, o que normalmente resulta em tarefas incompletas e uma lista de projetos a serem executados cada vez maior. Por mais que você tente, vai se tornando impossível ficar livre das diversas obrigações a serem cumpridas.

Sintomas de desapego

  • Pessimismo: no começo pode surgir como uma conversa negativa. A partir do momento em que o sintoma pode se tornar mais grave, isso pode ir além de como você se sente em relação a si mesmo e se estender para fatores de confiança com familiares e colegas de trabalho, com uma sensação de que não se pode contar com ninguém;
  • Destacamento: é a sensação geral de se sentir deslocado dos outros ou do seu ambiente. Isso pode ocasionar o afastamento físico ou emocional do trabalho e de outras responsabilidades. Em algumas situações, o indivíduo pode ficar doente, chegar atrasado regularmente aos compromissos, parar de responder e-mails, retornar ligações, entre outros;
  • Perda de prazer: no começo dos sintomas, a perda de prazer pode parecer leve, como não ter vontade de ir trabalhar ou ficar ansioso para chegar a hora de ir embora. Sem práticas de intervenção, esse sentimento pode se estender para todas as áreas da vida, como o tempo que passa com os familiares e amigos. No local de trabalho, ele pode tentar evitar novas funções e oportunidades;
  • Isolamento: de início, isso pode se assemelhar a uma resistência branda à socialização, por exemplo, não querer sair para almoçar com os colegas de trabalho. Com o passar do tempo, pode começar a sentir raiva quando alguém conversa com você, além de criar meios para evitar interações, como entrar cedo e sair tarde para não ver ninguém.

Como identificar a Síndrome de Burnout?

Uma maneira eficiente para detectar os primeiros sinais é estar atento aos comportamentos que não estão dentro do seu perfil normalmente. É importante identificar a Síndrome de Burnout o quanto antes e, assim, tomar as providências necessárias para evitar a ocorrência de sintomas mais fortes.

Por exemplo, a procura frequente por afastamento ou isolamento da vida social é um indício forte. Caso seja uma pessoa que sempre foi produtiva no trabalho e passou a sentir dificuldade para concluir projetos e entregar tarefas que geralmente faria sem nenhum tipo de problema, é preciso ter atenção.

Outras mudanças iniciais, como desorganização, quadros de irritabilidade, visão negativa constante sobre tudo e pessimismo devem ser avaliados.

No entanto, é importante não confundir uma alteração nos comportamentos e personalidade com hábitos que já costuma apresentar e que sejam parecidos com esses sinais. Isso significa que existem indivíduos que são negativos por natureza, isso não é Síndrome de Burnout. O que deve ser identificado é as mudanças de atitudes normais para um negativismo rotineiro.

Além disso, é preciso saber que a síndrome pode ser confundida com outros problemas emocionais, considerando que seus sintomas também estão presentes nas demais patologias mentais. Por esse motivo, é extremamente importante ter atenção aos detalhes, sendo que o diagnóstico só poderá ser realizado por um profissional capacitado. Detectar o problema o mais rápido possível é fundamental para que a pessoa possa ter a melhor qualidade de vida possível.

Sendo assim, caso tenha notado alguns dos sinais e sintomas apresentados, o melhor a fazer é buscar a orientação de um profissional, para ajudar a identificar se você tem ou não tal condição.

Qual é a diferença entre Síndrome de Burnout, estresse e depressão?

A Síndrome de Burnout pode ser confundida com depressão, tendo em vista que as duas apresentam sintomas parecidos. Já o estresse é gerado devido a uma resposta física e psicológica a tudo que o indivíduo sente, por exemplo, sobrecarga de trabalho, cobranças excessivas, entre outros. Ou seja, ele acontece quando a pessoa está sobrecarregada, mas isso não quer dizer que vai apresentar a síndrome.

Por exemplo, vamos supor um aluno que vai prestar a prova do vestibular e que está passando por uma situação de estresse. Isto é, seu corpo, mente e emoções estão direcionados a conquistar boas notas. Mas, depois do exame ele tenderá a relaxar, se descontrair e voltar ao seu ritmo normal.

No caso da Síndrome de Burnout você acaba se sentindo sobrecarregado e estressado por um longo período, mesmo quando não é preciso estar tão ligado. Esses aspectos tendem a acontecer por causa do trabalho, na maioria dos casos, provocando sensações de cansaço e culpa.

Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout?

No caso da Síndrome de Burnout, é preciso entender o que está ocorrendo com o paciente. Depois de identificar o que causou o esgotamento físico e mental, é necessário ressignificar o problema com o auxílio do psicólogo.

Junto da terapia, o uso de medicamentos específicos também pode contribuir. Os efeitos e duração do tratamento dependerão de cada pessoa e da gravidade do quadro. Contudo, o acompanhamento de profissionais qualificados vai ajudar a controlar, reduzir e reverter os efeitos da síndrome.

Mudar os hábitos de rotina e inserir mais momentos de satisfação, bem-estar e prazer também faz parte do tratamento e prevenção da doença.

O que fazer para prevenir a Síndrome de Burnout?

Existem formas de prevenir e tratar a Síndrome de Burnout. A prevenção ocorre por intermédio de ações simples, que não acabam exigindo tanto da pessoa.

Prática de atividades físicas

A síndrome acaba provocando problemas físicos e tensões musculares que podem interferir na capacidade de locomoção. Então,abandonar o sedentarismo e praticar atividades físicas não só ajudam a liberar toda essa tensão dos músculos, como também desenvolvem uma rotina saudável. Também pode-se encarar osexercícios como uma forma de autocuidado e relaxamento.

Menos cobranças

Uma das causas que levam a esse quadro é a existência de uma cobrança em excesso de si mesmo. A procura pela perfeição não existe. Por esse motivo, busque não se cobrar tanto e tente compreender que as pessoas podem cometer erros, inclusive você, e que isso é perfeitamente normal.

Tenha em mente que errar é algo completamente aceitável e humano. Aprenda com os erros, mas não se torne uma vítima deles. É preciso ser resiliente, superar e seguir em frente.

Yoga ou meditação

Os dois, tantoYoga quanto meditação, colaboram para o controle do nível de estresse, bem como para auxiliar na respiração. Isso quer dizer saber controlar seus estados emocionais de volta e não se influenciar pelas exigências internas e externas do imediatismo.

Alimentação saudável

Aalimentação balanceada vai possibilitar a ingestão de vitaminas e nutrientes apropriados para o seu dia a dia. Eles vão ajudar a repor as energias e, dessa forma, acabar se sentindo mais preparado para as atividades da rotina.

Reorganização

Medidas simples para reorganizar o dia a dia e as tarefas do trabalho podem colaborar para que consiga exercer suas atividades de forma mais tranquila e calma, evitando, assim, que você se sobrecarregue.

Momento de lazer

Prezar por momentos de relaxamento e lazer são essenciais para descansar o corpo e a mente. Assistir a uma série que queria ver há muito tempo, passear com a família, encontrar com os amigos, ler um bom livro, entre outros são cuidados que ajudam tanto na prevenção quanto no tratamento da Síndrome de Burnout.

Cultivo de relacionamentos saudáveis no trabalho

Gentileza, respeito, cordialidade e cooperação podem ser aplicados em qualquer ambiente e fazer com que as relações se tornem mais leves. Então, nada melhor que colocar essas qualidades em prática e, então, tornar os dias de trabalho melhores e menos estressantes para todos.

Uso dos dias de folgas e férias

As férias existem pelo fato de que todo mundo precisa descansar. Sendo assim, não adie as suas. Se organize e aproveite seus dias de descanso da melhor forma. Assista a alguns filmes, viaje, leia livros ou, simplesmente, não faça nada. O importante é se desligar do trabalho e, dessa forma, relaxar a mente e o corpo.

Reflexão sobre possíveis mudanças

Mudanças englobam diversos pontos, como alteração de cargo e funções, encontrar soluções diferentes para vários tipos de problemas, tentar algo novo dentro da empresa etc. Então, esse pode ser o seu momento de entender que precisa tomar determinadas atitudes para melhorar algo que não esteja agradando.

Análise dos motivos de estar no emprego

Veja o que motivou você a trabalhar na empresa onde está, fazer parte da equipe e ocupar o cargo atual. Essas questões reforçam que se esforçou para se manter na posição que se encontra e que isso é mérito das competências e habilidades desenvolvidas. É necessário lembrar dos pontos positivos que o fizeram acreditar na sua capacidade.

Definição dos objetivos a curto prazo

Escreva suas metas profissionais e pessoais, afinal, isso vai aliviar a sua tensão diária no ambiente laboral. Isso porque o trabalho deve ser um parceiro para a conquista dos seus objetivos e não um peso. Perceber que está no trabalho para realizar um sonho faz com que a tensão seja minimizada. Sendo assim, equilibre as metas entre lazer e responsabilidade, já que a chave para o sucesso é o equilíbrio.

Boa comunicação com a liderança

A comunicação aberta, objetiva e frequente com seu gestor é muito importante para o estabelecimento de metas profissionais. Independentemente de você estar com excesso de trabalho ou não, procure sempre conversar com seu líder.

Ao realizar um planejamento prévio com seu superior, é possível identificar melhor quais são suas atribuições e o que ele espera de você. Assim, fica mais fácil se organizar e entender se as atividades que estão exigindo são realmente compatíveis com o tempo que tem para desenvolvê-las. Ao criar um plano, você vai conseguir perceber que é possível cumprir as funções sem passar por pressões.

Redução do uso de tecnologia

É muito comum que as pessoas dediquem seu horário de descanso à TV, mesmo depois de passar o dia trabalhando em computadores ou outros equipamentos tecnológicos. Além disso, o uso constante dos smartphones demais dispositivos que transmitem, a todo momento, notícias sobre o clima, trânsito, acidentes, notícias do Brasil e do mundo, entre diversos outros alertas.

É lógico que é importante estar por dentro do que acontece ao seu redor, mas também é necessário saber como lidar com tudo isso. Afinal, o uso em excesso dessas tecnologias podem causar doenças e dependência. Sendo assim, limite a quantidade de tempo que vai ficar exposto a elas. Para ajudar nesse processo, você pode buscar ficar mais perto de pessoas queridas, ter maior contato com a natureza, realizar atividades físicas etc.

Respeito com os horários

É muito importante que os horários das refeições e de pausas sejam cumpridos. Isso porque, o tempo para espairecer das atividades a serem cumpridas e do ambiente de trabalho em geral, permite que a mente descanse e você consiga render mais.

Organização do espaço de trabalho

Não subestime a relevância de deixar o seu local de trabalho organizado. Quando o ambiente em que você passa grande parte do seu dia está desarrumado, a sua mente também fica bagunçada. Então, arrume a mesa de trabalho, se livre de papéis desnecessários e implemente outras ações que possam contribuir para o aumento da produtividade.

Psicoterapia

O acompanhamento de um profissional qualificado é essencial para o processo de tratamento da síndrome. Dessa forma, uma alternativa é a psicoterapia, que com suas técnicas vai ajudar no controle de cenários de extremo estresse.

Agora que você já sabe o que é Síndrome de Burnout, como ela se desenvolve e as principais causas, é importante estar atento ao surgimento de qualquer sinal ou sintoma, principalmente se passa por momentos de frequente estresse na rotina de trabalho. Afinal, o diagnóstico precoce é fundamental para o impedimento de problemas mais graves. Além disso, ter bons hábitos de vida são aspectos significativos para a manutenção do seu bem-estar físico e mental e manter uma boa qualidade de vida.

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A Síndrome de Burnout corresponde a um estado de estresse elevado e crônico, normalmente gerado por excesso ou sobrecarga de trabalho. Sendo assim, o indivíduo que sofre essa condição perde suas energias físicas e emocionais devido a uma rotina desgastante, levando a: sentimento de ineficácia e ausência de realização;exaustão física e mental;desapego, entre outros. Nas situações de esgotamento completo, a pessoa não consegue produzir efetivamente. Contudo, é preciso entender que a síndrome não ocorre de forma repentina, mas se desenvolve com o decorrer do tempo, o que pode tornar o quadro mais difícil de ser identificado. É importante ressaltar que a partir de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS), reconhece Burnout como uma doença ocupacional e não como uma condição médica. Ou seja, está associada ao trabalho e não a uma disfunção do indivíduo. Quais são as causas mais comuns? Entre os fatores de riscos identificados no trabalho e que podem ocasionar a Síndrome de Burnout, estão: o reconhecimento;a carga de trabalho;os relacionamentos entres os colegas de trabalho;a autonomia;a percepção de estar sendo tratado de maneira justa e de que seus valores estão alinhados com o da empresa. Quanto maior for o descontentamento ou a falta de equilíbrio em qualquer um desses aspectos, maior é a probabilidade do indivíduo passar por momentos frequentes de estresse e possa desenvolver a síndrome. Então, a resposta a essas causas pode ser uma disfunção que se manifesta quando o trabalho se transforma em estresse, nervosismo e ansiedade. O indivíduo chega ao seu limite e se sente extremamente desmotivado, cansado e esgotado. Alguns pesquisadores também discutem a ocorrência do Burnout em outras circunstâncias, como a parental. Ou seja, apesar da OMS a reconhecer como uma doença ocupacional, ela pode ser levada para outros ambientes, em situações que se equiparam com a rotina de trabalho, como a maternidade, por exemplo. Como ela pode afetar o rendimento no trabalho e a vida pessoal? Como já foi dito, a Síndrome de Burnout tem seu impacto percebido, na maioria dos casos, na vida profissional da pessoa. Mesmo que ela seja provocada pela vontade de oferecer o melhor de si nas atividades laborais, o contrário pode ocorrer. Afinal, tudo que é feito em excesso pode trazer consequências negativas. As possíveis consequências no trabalho podem variar. Problemas de produtividade, quadros de agressividade com os colegas, complicação nos relacionamentos com os integrantes da equipe, absenteísmo, entre outros fazem parte dessas consequências. Outro ponto relevante é que a síndrome também afeta a vida pessoal, podendo abalar ou destruir relações sólidas com a família, amigos e demais pessoas queridas ou, até mesmo, desenvolver traumas originários do nervosismo e agressividade com os indivíduos ao seu redor. Quais são os sintomas? A Síndrome de Burnout pode desencadear vários sintomas. A seguir, separamos os principais: Sintomas de exaustão física e emocional Insônia: nos estágios iniciais, é possível que a pessoa tenha dificuldade para dormir por algumas noites. Com o passar do tempo, a falta de sono pode ser recorrente, sentindo-se cada vez mais exausta;Fadiga crônica: a Síndrome de Burnout causa falta de energia e cansaço na maioria dos dias. Além disso, é comum o surgimento de uma sensação de medo pelo que está por vir em um certo dia;Enfraquecimento do sistema imunológico: pelo fato de o corpo estar esgotado, o sistema imunológico fica fraco, tornando-se mais vulnerável a resfriados, gripes, infecções, entre outros problemas médicos;Dificuldade de concentração e esquecimento: a falta de foco e um esquecimento leve faz parte dos sinais precoces. Com o passar dos dias, os sintomas podem chegar ao ponto em que você não consegue executar seu trabalho adequadamente e as atividades começam a se acumular;Ansiedade: no começo, você pode passar por leves sintomas de preocupação, tensão e nervosismo. Conforme for se aproximando do esgotamento, a ansiedade pode se tornar tão grave que interfere na capacidade de trabalhar de maneira produtiva e gerar danos em sua vida pessoal;Tristeza ou depressão: é comum, também, ter momentos de tristeza, falta de esperança e sentimento de inutilidade e culpa. Em casos mais avançados, você pode se sentir preso, e achar que o mundo ficaria melhor sem você;Sinais físicos: os sinais físicos podem incluir palpitações cardíacas, dor no peito, tontura, falta de ar, desmaios, dores de cabeça, dor gastrointestinal, entre outros. É preciso ressaltar que deverão ser avaliados pelo médico, já que também estão relacionados com outras doenças;Raiva: de início, isso pode representar uma irritabilidade ou tensão interpessoal. Mas, com o passar do tempo, essa condição pode se transformar em discussões sérias e explosões de raiva em casa ou no trabalho;Perda de apetite: a Síndrome de Burnout pode causar a perda de apetite ou fazer com que a pessoa tenha vontade de pular algumas refeições do dia. Nos últimos estágios, a falta de apetite pode ser maior e gerar uma perda de peso relevante. Sintomas de falta de realização Irritabilidade aumentada: a irritabilidade em muitos casos é resultado do sentimento de ineficácia, em que a pessoa se sente inútil, sem importância e incapaz de realizar as coisas de forma tão eficiente como já fez um dia. Esse problema pode influenciar nas relações profissionais e pessoais ou, até mesmo, destruir carreiras e relacionamentos;Apatia e desesperança: trata-se da sensação de que nada importa ou de que as coisas não estão indo bem. À medida que os sintomas pioram, essa perspectiva pode se tornar um fato imobilizador, com perdas de objetivos e metas;Baixo desempenho e falta de produtividade: a síndrome impede que você seja tão produtivo como era antes, o que normalmente resulta em tarefas incompletas e uma lista de projetos a serem executados cada vez maior. Por mais que você tente, vai se tornando impossível ficar livre das diversas obrigações a serem cumpridas. Sintomas de desapego Pessimismo: no começo pode surgir como uma conversa negativa. A partir do momento em que o sintoma pode se tornar mais grave, isso pode ir além de como você se sente em relação a si mesmo e se estender para fatores de confiança com familiares e colegas de trabalho, com uma sensação de que não se pode contar com ninguém;Destacamento: é a sensação geral de se sentir deslocado dos outros ou do seu ambiente. Isso pode ocasionar o afastamento físico ou emocional do trabalho e de outras responsabilidades. Em algumas situações, o indivíduo pode ficar doente, chegar atrasado regularmente aos compromissos, parar de responder e-mails, retornar ligações, entre outros;Perda de prazer: no começo dos sintomas, a perda de prazer pode parecer leve, como não ter vontade de ir trabalhar ou ficar ansioso para chegar a hora de ir embora. Sem práticas de intervenção, esse sentimento pode se estender para todas as áreas da vida, como o tempo que passa com os familiares e amigos. No local de trabalho, ele pode tentar evitar novas funções e oportunidades;Isolamento: de início, isso pode se assemelhar a uma resistência branda à socialização, por exemplo, não querer sair para almoçar com os colegas de trabalho. Com o passar do tempo, pode começar a sentir raiva quando alguém conversa com você, além de criar meios para evitar interações, como entrar cedo e sair tarde para não ver ninguém. Como identificar a Síndrome de Burnout? Uma maneira eficiente para detectar os primeiros sinais é estar atento aos comportamentos que não estão dentro do seu perfil normalmente. É importante identificar a Síndrome de Burnout o quanto antes e, assim, tomar as providências necessárias para evitar a ocorrência de sintomas mais fortes. Por exemplo, a procura frequente por afastamento ou isolamento da vida social é um indício forte. Caso seja uma pessoa que sempre foi produtiva no trabalho e passou a sentir dificuldade para concluir projetos e entregar tarefas que geralmente faria sem nenhum tipo de problema, é preciso ter atenção. Outras mudanças iniciais, como desorganização, quadros de irritabilidade, visão negativa constante sobre tudo e pessimismo devem ser avaliados. No entanto, é importante não confundir uma alteração nos comportamentos e personalidade com hábitos que já costuma apresentar e que sejam parecidos com esses sinais. Isso significa que existem indivíduos que são negativos por natureza, isso não é Síndrome de Burnout. O que deve ser identificado é as mudanças de atitudes normais para um negativismo rotineiro. Além disso, é preciso saber que a síndrome pode ser confundida com outros problemas emocionais, considerando que seus sintomas também estão presentes nas demais patologias mentais. Por esse motivo, é extremamente importante ter atenção aos detalhes, sendo que o diagnóstico só poderá ser realizado por um profissional capacitado. Detectar o problema o mais rápido possível é fundamental para que a pessoa possa ter a melhor qualidade de vida possível. Sendo assim, caso tenha notado alguns dos sinais e sintomas apresentados, o melhor a fazer é buscar a orientação de um profissional, para ajudar a identificar se você tem ou não tal condição. Qual é a diferença entre Síndrome de Burnout, estresse e depressão? A Síndrome de Burnout pode ser confundida com depressão, tendo em vista que as duas apresentam sintomas parecidos. Já o estresse é gerado devido a uma resposta física e psicológica a tudo que o indivíduo sente, por exemplo, sobrecarga de trabalho, cobranças excessivas, entre outros. Ou seja, ele acontece quando a pessoa está sobrecarregada, mas isso não quer dizer que vai apresentar a síndrome. Por exemplo, vamos supor um aluno que vai prestar a prova do vestibular e que está passando por uma situação de estresse. Isto é, seu corpo, mente e emoções estão direcionados a conquistar boas notas. Mas, depois do exame ele tenderá a relaxar, se descontrair e voltar ao seu ritmo normal. No caso da Síndrome de Burnout você acaba se sentindo sobrecarregado e estressado por um longo período, mesmo quando não é preciso estar tão ligado. Esses aspectos tendem a acontecer por causa do trabalho, na maioria dos casos, provocando sensações de cansaço e culpa. Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout? No caso da Síndrome de Burnout, é preciso entender o que está ocorrendo com o paciente. Depois de identificar o que causou o esgotamento físico e mental, é necessário ressignificar o problema com o auxílio do psicólogo. Junto da terapia, o uso de medicamentos específicos também pode contribuir. Os efeitos e duração do tratamento dependerão de cada pessoa e da gravidade do quadro. Contudo, o acompanhamento de profissionais qualificados vai ajudar a controlar, reduzir e reverter os efeitos da síndrome. Mudar os hábitos de rotina e inserir mais momentos de satisfação, bem-estar e prazer também faz parte do tratamento e prevenção da doença. O que fazer para prevenir a Síndrome de Burnout? Existem formas de prevenir e tratar a Síndrome de Burnout. A prevenção ocorre por intermédio de ações simples, que não acabam exigindo tanto da pessoa. Prática de atividades físicas A síndrome acaba provocando problemas físicos e tensões musculares que podem interferir na capacidade de locomoção. Então,abandonar o sedentarismo e praticar atividades físicas não só ajudam a liberar toda essa tensão dos músculos, como também desenvolvem uma rotina saudável. Também pode-se encarar osexercícios como uma forma de autocuidado e relaxamento. Menos cobranças Uma das causas que levam a esse quadro é a existência de uma cobrança em excesso de si mesmo. A procura pela perfeição não existe. Por esse motivo, busque não se cobrar tanto e tente compreender que as pessoas podem cometer erros, inclusive você, e que isso é perfeitamente normal. Tenha em mente que errar é algo completamente aceitável e humano. Aprenda com os erros, mas não se torne uma vítima deles. É preciso ser resiliente, superar e seguir em frente. Yoga ou meditação Os dois, tantoYoga quanto meditação, colaboram para o controle do nível de estresse, bem como para auxiliar na respiração. Isso quer dizer saber controlar seus estados emocionais de volta e não se influenciar pelas exigências internas e externas do imediatismo. Alimentação saudável Aalimentação balanceada vai possibilitar a ingestão de vitaminas e nutrientes apropriados para o seu dia a dia. Eles vão ajudar a repor as energias e, dessa forma, acabar se sentindo mais preparado para as atividades da rotina. Reorganização Medidas simples para reorganizar o dia a dia e as tarefas do trabalho podem colaborar para que consiga exercer suas atividades de forma mais tranquila e calma, evitando, assim, que você se sobrecarregue. Momento de lazer Prezar por momentos de relaxamento e lazer são essenciais para descansar o corpo e a mente. Assistir a uma série que queria ver há muito tempo, passear com a família, encontrar com os amigos, ler um bom livro, entre outros são cuidados que ajudam tanto na prevenção quanto no tratamento da Síndrome de Burnout. Cultivo de relacionamentos saudáveis no trabalho Gentileza, respeito, cordialidade e cooperação podem ser aplicados em qualquer ambiente e fazer com que as relações se tornem mais leves. Então, nada melhor que colocar essas qualidades em prática e, então, tornar os dias de trabalho melhores e menos estressantes para todos. Uso dos dias de folgas e férias As férias existem pelo fato de que todo mundo precisa descansar. Sendo assim, não adie as suas. Se organize e aproveite seus dias de descanso da melhor forma. Assista a alguns filmes, viaje, leia livros ou, simplesmente, não faça nada. O importante é se desligar do trabalho e, dessa forma, relaxar a mente e o corpo. Reflexão sobre possíveis mudanças Mudanças englobam diversos pontos, como alteração de cargo e funções, encontrar soluções diferentes para vários tipos de problemas, tentar algo novo dentro da empresa etc. Então, esse pode ser o seu momento de entender que precisa tomar determinadas atitudes para melhorar algo que não esteja agradando. Análise dos motivos de estar no emprego Veja o que motivou você a trabalhar na empresa onde está, fazer parte da equipe e ocupar o cargo atual. Essas questões reforçam que se esforçou para se manter na posição que se encontra e que isso é mérito das competências e habilidades desenvolvidas. É necessário lembrar dos pontos positivos que o fizeram acreditar na sua capacidade. Definição dos objetivos a curto prazo Escreva suas metas profissionais e pessoais, afinal, isso vai aliviar a sua tensão diária no ambiente laboral. Isso porque o trabalho deve ser um parceiro para a conquista dos seus objetivos e não um peso. Perceber que está no trabalho para realizar um sonho faz com que a tensão seja minimizada. Sendo assim, equilibre as metas entre lazer e responsabilidade, já que a chave para o sucesso é o equilíbrio. Boa comunicação com a liderança A comunicação aberta, objetiva e frequente com seu gestor é muito importante para o estabelecimento de metas profissionais. Independentemente de você estar com excesso de trabalho ou não, procure sempre conversar com seu líder. Ao realizar um planejamento prévio com seu superior, é possível identificar melhor quais são suas atribuições e o que ele espera de você. Assim, fica mais fácil se organizar e entender se as atividades que estão exigindo são realmente compatíveis com o tempo que tem para desenvolvê-las. Ao criar um plano, você vai conseguir perceber que é possível cumprir as funções sem passar por pressões. Redução do uso de tecnologia É muito comum que as pessoas dediquem seu horário de descanso à TV, mesmo depois de passar o dia trabalhando em computadores ou outros equipamentos tecnológicos. Além disso, o uso constante dos smartphones demais dispositivos que transmitem, a todo momento, notícias sobre o clima, trânsito, acidentes, notícias do Brasil e do mundo, entre diversos outros alertas. É lógico que é importante estar por dentro do que acontece ao seu redor, mas também é necessário saber como lidar com tudo isso. Afinal, o uso em excesso dessas tecnologias podem causar doenças e dependência. Sendo assim, limite a quantidade de tempo que vai ficar exposto a elas. Para ajudar nesse processo, você pode buscar ficar mais perto de pessoas queridas, ter maior contato com a natureza, realizar atividades físicas etc. Respeito com os horários É muito importante que os horários das refeições e de pausas sejam cumpridos. Isso porque, o tempo para espairecer das atividades a serem cumpridas e do ambiente de trabalho em geral, permite que a mente descanse e você consiga render mais. Organização do espaço de trabalho Não subestime a relevância de deixar o seu local de trabalho organizado. Quando o ambiente em que você passa grande parte do seu dia está desarrumado, a sua mente também fica bagunçada. Então, arrume a mesa de trabalho, se livre de papéis desnecessários e implemente outras ações que possam contribuir para o aumento da produtividade. Psicoterapia O acompanhamento de um profissional qualificado é essencial para o processo de tratamento da síndrome. Dessa forma, uma alternativa é a psicoterapia, que com suas técnicas vai ajudar no controle de cenários de extremo estresse. Agora que você já sabe o que é Síndrome de Burnout, como ela se desenvolve e as principais causas, é importante estar atento ao surgimento de qualquer sinal ou sintoma, principalmente se passa por momentos de frequente estresse na rotina de trabalho. Afinal, o diagnóstico precoce é fundamental para o impedimento de problemas mais graves. Além disso, ter bons hábitos de vida são aspectos significativos para a manutenção do seu bem-estar físico e mental e manter uma boa qualidade de vida. Gostou do artigo? Então, aproveite sua visita e saiba como melhorar a qualidade do sono!