Sabin Por: Sabin
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Os últimos meses foram únicos em toda a nossa sociedade: uma pandemia modificou completamente a forma como as pessoas se relacionavam, como o trabalho era realizado e até mesmo mexeu com as prioridades de cada um de nós. Essas mudanças têm um ponto em comum: o vírus SARS-CoV. Mas, afinal, você sabe como surgiu o coronavírus e de que modo ele se espalhou pelo mundo?

Essa é a resposta que todos querem saber, não é mesmo? A verdade, porém, é que existem muitas incógnitas sobre o que realmente aconteceu e como o vírus foi tão poderoso ao redor do globo. Isso não significa que não existam indícios e informações oficiais sobre esse assunto, e é fundamental compreender mais sobre a origem do vírus.

Pensando nisso, reunimos as principais informações sobre o tema para você se atualizar e conseguir entender mais sobre a pandemia. Então, continue a leitura para saber sobre o surgimento do coronavírus e esclarecer as suas dúvidas!

O que é o coronavírus?

O coronavírus é um vírus que pertence a família de vírus que causam infecções respiratórias e conhecida já desde a década de 1960. Normalmente, causam infecções mais leves, mas o SARS-CoV tem um impacto maior em seres humanos, podendo levar a quadros mais graves.

Ele se transmite por meio das gotículas expelidas, quando alguém infectado espirra, tosse ou exala, podendo causar a doença – Covid-19. Quem estiver próximo e respirar, por exemplo, pode ser contaminado, assim como se a pessoa tocar em uma superfície contaminada e encostar no rosto em seguida. Normalmente, os sintomas são febre, tosse seca e cansaço. Na maioria dos casos, é possível se recuperar sem tratamentos específicos.

Como surgiu o coronavírus?

A principal pergunta que até agora não foi respondida precisamente é: afinal, como surgiu o coronavírus? As teorias e suposições são as mais variadas, mas não existe nenhuma confirmação oficial.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um relatório com as conclusões mais recentes sobre a verdadeira origem do vírus responsável pela pandemia. Confira as conclusões mais importantes da investigação.

Contágio de animal para humano é “possível”

Com fortes evidências embasando essa teoria, a OMS define como “possível” ou “provável” que a maior parte da infecção, pelo coronavírus, em humanos tenha tido a origem em animais. Não se sabe ao certo qual foi a espécie, mas o morcego é uma das possibilidades consideradas, já que sendo um portador com alta carga viral, a transmissão ocorria com facilidade.

Animais intermediando a transmissão

Outra possibilidade levantada pela OMS em seu relatório é de que um outro animal intermediou a infecção do ser humano. Ou seja, um morcego passou para outro animal, como animais silvestres domesticados, e esse transmitiu para o homem. A razão para tal hipótese é porque o vírus encontrado nos morcegos tem algumas diferenças significativas quando comparado àquele que infecta os humanos.

Contaminação por alimentos é “possível”

A contaminação de humanos também pode ter sido causada por alimentos ou até mesmo pelos recipientes em que os alimentos foram armazenados. Uma das razões para essa teoria é a capacidade do vírus em sobreviver em produtos congelados, muito comuns no mercado de Wuhan, na China, o epicentro da pandemia. O documento destaca, mas não pode confirmar tal possibilidade.

“Improvável” que o surgimento seja em laboratório

Um dos pontos esclarecidos pelo relatório da OMS é de que é “extremamente improvável” que a pandemia tenha se iniciado por conta de algum incidente em um laboratório de pesquisa. A entidade já havia descartado a possibilidade de fabricação humana por conta do genoma do vírus e, agora, praticamente descartou as chances do contágio em massa ter se iniciado com um acidente em laboratório.

Quando foram identificados os primeiros sintomas?

Apesar de não sabermos ao certo como surgiu o coronavírus, os primeiros sintomas do SARS-CoV foram identificados em Wuhan, na China, em 31 de dezembro de 2019. Rapidamente, os casos passaram a atingir outros países ao redor do globo, inicialmente no continente asiático.

O país que mais sofreu na região foi o Irã, com mais de 70 mil mortes, de acordo com números da Reuters. Em seguida, a Itália teve uma alta quantidade de contaminados pelo coronavírus em um primeiro momento, alcançando quase 120 mil mortes, desde o início da pandemia.

Aos poucos, a doença foi se espalhando por todo o mundo. Atualmente, a Índia é um dos locais mais impactados, ultrapassando os 200 mil mortos até abril de 2021.

Como chegou ao Brasil?

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em fevereiro de 2020, e, segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford, mais de 100 pessoas entraram no Brasil contaminadas pelo vírus. A partir dessa entrada, o SARS-CoV se disseminou por aqui. A origem do vírus presente no Brasil é variada, pois, ele apresenta características similares ao material genético dos vírus encontrados na China, Estados Unidos e Europa.

Ao todo, foram mais de 14 milhões de brasileiros infectados e cerca de 400 mil mortes registradas pelo coronavírus até abril de 2021. Uma das regiões que mais foi impactada pelo vírus foi Manaus, no Amazonas, muito por conta da mutação que o micro-organismo sofreu. Assim, como as mutações identificadas na África do Sul e no Reino Unido, a cepa encontrada em Manaus tem maior potencial de transmissão, e já foi identificada em outras regiões, como em São Paulo.

Quais são as principais medidas de combate ao coronavírus?

As medidas mais eficientes de combate à infecção pelo coronavírus são as utilizadas desde o início da pandemia: uso correto de máscaras, aplicação de álcool em gel sempre que tiver contato com alguma superfície externa e não puder lavar as mãos, distanciamento social, higienização dos ambientes e uma rotina saudável, deixando o sedentarismo de lado e adotando uma alimentação saudável aliada aos exercícios físicos.

Mas a principal solução para combater o coronavírus é, sem dúvidas, a vacinação. O processo iniciado em 2021, na maioria dos países, tem resultados importantes, especialmente em relação à prevenção de casos de doença mais graves.

Entender como surgiu o coronavírus é fundamental para a evolução da sociedade e, é claro, para adotar as práticas mais eficientes no combate à propagação do vírus e suas mutações, seja a partir das atitudes mais simples do dia a dia, seja entendendo como funciona o processo de vacinação. E não se esqueça: em caso de sintomas, procure por um médico.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre como surgiu o coronavírus e a melhor maneira de preveni-lo, o que acha de entender mais sobre os seus sintomas?

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Como surgiu o coronavírus? Veja o que se sabe sobre a origem do vírus;Os últimos meses foram únicos em toda a nossa sociedade: uma pandemia modificou completamente a forma como as pessoas se relacionavam, como o trabalho era realizado e até mesmo mexeu com as prioridades de cada um de nós. Essas mudanças têm um ponto em comum: o vírus SARS-CoV. Mas, afinal, você sabe como surgiu o coronavírus e de que modo ele se espalhou pelo mundo? Essa é a resposta que todos querem saber, não é mesmo? A verdade, porém, é que existem muitas incógnitas sobre o que realmente aconteceu e como o vírus foi tão poderoso ao redor do globo. Isso não significa que não existam indícios e informações oficiais sobre esse assunto, e é fundamental compreender mais sobre a origem do vírus. Pensando nisso, reunimos as principais informações sobre o tema para você se atualizar e conseguir entender mais sobre a pandemia. Então, continue a leitura para saber sobre o surgimento do coronavírus e esclarecer as suas dúvidas! O que é o coronavírus? O coronavírus é um vírus que pertence a família de vírus que causam infecções respiratórias e conhecida já desde a década de 1960. Normalmente, causam infecções mais leves, mas o SARS-CoV tem um impacto maior em seres humanos, podendo levar a quadros mais graves. Ele se transmite por meio das gotículas expelidas, quando alguém infectado espirra, tosse ou exala, podendo causar a doença - Covid-19. Quem estiver próximo e respirar, por exemplo, pode ser contaminado, assim como se a pessoa tocar em uma superfície contaminada e encostar no rosto em seguida. Normalmente, os sintomas são febre, tosse seca e cansaço. Na maioria dos casos, é possível se recuperar sem tratamentos específicos. Como surgiu o coronavírus? A principal pergunta que até agora não foi respondida precisamente é: afinal, como surgiu o coronavírus? As teorias e suposições são as mais variadas, mas não existe nenhuma confirmação oficial. A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um relatório com as conclusões mais recentes sobre a verdadeira origem do vírus responsável pela pandemia. Confira as conclusões mais importantes da investigação. Contágio de animal para humano é "possível" Com fortes evidências embasando essa teoria, a OMS define como "possível" ou "provável" que a maior parte da infecção, pelo coronavírus, em humanos tenha tido a origem em animais. Não se sabe ao certo qual foi a espécie, mas o morcego é uma das possibilidades consideradas, já que sendo um portador com alta carga viral, a transmissão ocorria com facilidade. Animais intermediando a transmissão Outra possibilidade levantada pela OMS em seu relatório é de que um outro animal intermediou a infecção do ser humano. Ou seja, um morcego passou para outro animal, como animais silvestres domesticados, e esse transmitiu para o homem. A razão para tal hipótese é porque o vírus encontrado nos morcegos tem algumas diferenças significativas quando comparado àquele que infecta os humanos. Contaminação por alimentos é "possível" A contaminação de humanos também pode ter sido causada por alimentos ou até mesmo pelos recipientes em que os alimentos foram armazenados. Uma das razões para essa teoria é a capacidade do vírus em sobreviver em produtos congelados, muito comuns no mercado de Wuhan, na China, o epicentro da pandemia. O documento destaca, mas não pode confirmar tal possibilidade. "Improvável" que o surgimento seja em laboratório Um dos pontos esclarecidos pelo relatório da OMS é de que é "extremamente improvável" que a pandemia tenha se iniciado por conta de algum incidente em um laboratório de pesquisa. A entidade já havia descartado a possibilidade de fabricação humana por conta do genoma do vírus e, agora, praticamente descartou as chances do contágio em massa ter se iniciado com um acidente em laboratório. Quando foram identificados os primeiros sintomas? Apesar de não sabermos ao certo como surgiu o coronavírus, os primeiros sintomas do SARS-CoV foram identificados em Wuhan, na China, em 31 de dezembro de 2019. Rapidamente, os casos passaram a atingir outros países ao redor do globo, inicialmente no continente asiático. O país que mais sofreu na região foi o Irã, com mais de 70 mil mortes, de acordo com números da Reuters. Em seguida, a Itália teve uma alta quantidade de contaminados pelo coronavírus em um primeiro momento, alcançando quase 120 mil mortes, desde o início da pandemia. Aos poucos, a doença foi se espalhando por todo o mundo. Atualmente, a Índia é um dos locais mais impactados, ultrapassando os 200 mil mortos até abril de 2021. Como chegou ao Brasil? No Brasil, o primeiro caso foi registrado em fevereiro de 2020, e, segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford, mais de 100 pessoas entraram no Brasil contaminadas pelo vírus. A partir dessa entrada, o SARS-CoV se disseminou por aqui. A origem do vírus presente no Brasil é variada, pois, ele apresenta características similares ao material genético dos vírus encontrados na China, Estados Unidos e Europa. Ao todo, foram mais de 14 milhões de brasileiros infectados e cerca de 400 mil mortes registradas pelo coronavírus até abril de 2021. Uma das regiões que mais foi impactada pelo vírus foi Manaus, no Amazonas, muito por conta da mutação que o micro-organismo sofreu. Assim, como as mutações identificadas na África do Sul e no Reino Unido, a cepa encontrada em Manaus tem maior potencial de transmissão, e já foi identificada em outras regiões, como em São Paulo. Quais são as principais medidas de combate ao coronavírus? As medidas mais eficientes de combate à infecção pelo coronavírus são as utilizadas desde o início da pandemia: uso correto de máscaras, aplicação de álcool em gel sempre que tiver contato com alguma superfície externa e não puder lavar as mãos, distanciamento social, higienização dos ambientes e uma rotina saudável, deixando o sedentarismo de lado e adotando uma alimentação saudável aliada aos exercícios físicos. Mas a principal solução para combater o coronavírus é, sem dúvidas, a vacinação. O processo iniciado em 2021, na maioria dos países, tem resultados importantes, especialmente em relação à prevenção de casos de doença mais graves. Entender como surgiu o coronavírus é fundamental para a evolução da sociedade e, é claro, para adotar as práticas mais eficientes no combate à propagação do vírus e suas mutações, seja a partir das atitudes mais simples do dia a dia, seja entendendo como funciona o processo de vacinação. E não se esqueça: em caso de sintomas, procure por um médico. Agora que você já sabe um pouco mais sobre como surgiu o coronavírus e a melhor maneira de preveni-lo, o que acha de entender mais sobre os seus sintomas?

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