Sabin Por: Sabin
Leitura
7min 48s
OUVIR 00:00
AAA

O transtorno do espectro autista — TEA —, também conhecido como autismo, é um distúrbio complexo do desenvolvimento neurológico que acomete pessoas de todo o mundo. De acordo com dados do portal PEBMed, nos Estados Unidos, a prevalência do autismo entre crianças é de 1,7%, ou seja, 1 a cada 59 crianças tem o diagnóstico.

O distúrbio impacta de forma significativa a vida das crianças e das suas famílias. Por isso, é fundamental que se compreenda que o autismo não é apenas o diagnóstico, já que a criança vai demandar dedicação e cuidados especiais.

Neste artigo, além de entender melhor o que é o TEA, vamos explicar sobre os seus níveis de intensidade, como podem ser identificados, como funciona o diagnóstico, os tratamentos e terapias clínicas. Acompanhe e descubra!

O que é o autismo?

De acordo com o Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5, o autismo:

é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos.

Dessa forma, ele representa uma série de quadros que podem variar em intensidade e sintomas, gerando dificuldades de diferentes intensidades na rotina do indivíduo.

Somados a isso, algumas pessoas com autismo podem ter outros problemas de saúde que acompanham o transtorno. Entre eles, convulsões, distúrbios do sono, distúrbios gastrointestinais, déficit de atenção e hiperatividade, ansiedade e fobias.

É importante lembrar que o autismo se apresenta com variações significativas de uma pessoa para outra. Enquanto algumas têm dificuldades no aprendizado e na interação social, outras podem levar uma vida considerada normal, o que, por sua vez, leva a um diagnóstico tardio, ou seja, apenas na vida adulta.

Confira, a seguir, quais são os tipos mais comuns de TEA e suas características.

Quais são os tipos de transtornos que compõem o quadro dos TEA?

Transtorno autista, Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento e o Transtorno Desintegrativo da Infância são os quatro tipos mais comuns de manifestação do Transtorno do Espectro Autista.

Transtorno Autista

Nesse tipo de quadro, a pessoa tem sintomas graves e várias capacidades são afetadas intensamente. O indivíduo tem grande dificuldade de interação social e impacto cognitivo e linguístico, bem como a presença de comportamentos repetitivos.

O diagnóstico costuma ocorrer antes dos três anos de idade. Os principais sintomas do Transtorno Autista incluem:

  • comportamentos repetitivos — por exemplo: balançar e bater as mãos;
  • dificuldades de se comunicar;
  • demora no desenvolvimento linguagem;
  • falta de contato com os olhos.

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger pode ser considerada uma forma mais leve de manifestação do TEA. Mais comum em meninos que em meninas, as pessoas com esse tipo de autismo, geralmente, apresentam um desenvolvimento intelectual acima da média.

Costumam apresentar obsessões por objetos ou assuntos específicos, passando horas falando a respeito deles. Em adultos, isso pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade e quadros depressivos.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

O Transtorno Invasivo do Desenvolvimento é mais grave que a Síndrome de Asperger, mas não chega a ter sintomas tão graves quanto o Transtorno Autista. De forma geral, os sintomas incluem problemas com interação social, comportamentos repetitivos e dificuldade linguística.

Transtorno Desintegrativo da Infância

De todos os tipos, o Transtorno Desintegrativo da Infância é considerado o mais grave e também o mais raro. Normalmente, a criança com Transtorno Desintegrativo da Infância se desenvolve normalmente na fase inicial pós-nascimento, entretanto, a partir dos dois aos quatro anos ela começa a perder as habilidades sociais, intelectuais e linguísticas já adquiridas.

Quais são os níveis de dificuldades no TEA?

Ainda dentro das diferenças apresentadas no espectro autista, vale a pena se aprofundar a respeito de seus níveis de intensidade:

  • Nível Leve — 1: os sintomas incluem: dificuldade e falta de interesse em manter relações sociais, problemas para realizar atividades e com organização e planejamento;
  • Nível Médio — 2: os sinais são um pouco mais graves e incluem mais dificuldade nas relações sociais e na comunicação, inflexibilidade comportamental, resistência às mudanças e comportamentos repetitivos;
  • Nível Grave — 3: traz dificuldades importantes para realizar interações sociais e na comunicação verbal e não verbal. Apresentam grande sofrimento para mudar o foco das suas ações e inflexibilidade comportamental.

Como podem ser identificados?

O diagnóstico de autismo deve ser feito por um médico. De forma geral, os pais observam sintomas como:

  • choro frequente e ininterrupto;
  • bebês que evitam o contato visual com a mãe, principalmente, durante a amamentação;
  • inquietação;
  • apatia;
  • surdez aparente à voz humana, a criança não atende aos chamados;
  • pouca vontade de se comunicar verbalmente;
  • transtorno de linguagem;
  • agressividade;
  • ansiedade;
  • resistência a mudanças na rotina;
  • movimentos repetitivos das mãos, cabeça e tronco.

Como é feito o diagnóstico do autismo?

O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico, feito a partir de observações da criança e entrevistas com pais e/ou cuidadores. Com essas informações, o médico segue os critérios do Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5 ou a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.

Em alguns casos, o diagnóstico só é feito na vida adulta, já que, enquanto algumas crianças têm problemas de interação e sinais clássicos do autismo, outros têm alta funcionalidade, com ausência de sintomas que permitam um diagnóstico mais precoce.

Quais são os tratamentos e terapias clínicas?

A criança autista deve ser ajudada com um suporte multidisciplinar, com terapia comportamental, para ajudar a lidar com as situações comuns do dia a dia. Os pais devem conversar com o pediatra, que vai recomendar o tratamento mais adequado, de acordo com as necessidades do paciente. Quanto mais precoce for a intervenção, melhores serão os resultados.

Além do suporte psicológico e psiquiátrico, pode ser recomendado o apoio de fonoaudiólogo e nutricionista, que ajudarão o paciente a lidar com questões na fala e na alimentação. Em alguns casos, a criança tem muita resistência à mudança, o que pode causar impacto também nas refeições.

Como você pode ver, o autismo é um transtorno com diferentes tipos e graus. O diagnóstico deve ser feito por um profissional médico e demanda suporte multidisciplinar de acordo com as necessidades de cada criança.

Este artigo sobre autismo foi útil? Então, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e ajude outras pessoas a aprenderem mais sobre o tema!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Autocuidado

Conheça 8 dicas práticas para ter uma rotina saudável

É muito comum ouvirmos que devemos adotar uma rotina saudável. Essa ideia está presente na mídia, nos consultórios médicos e até nas rodas de conversa em família. Mas, afinal, o que isso significa? A verdade é que depende. Não há uma única...

Autocuidado

Saiba como os exercícios físicos ajudam na sua saúde

Você já deve ter ouvido falar sobre como exercícios físicos ajudam na saúde, certo? Mas, afinal, qual é a relevância desse hábito para o nosso dia a dia? Apenas se exercitar é o suficiente para ter um organismo mais saudável? E como praticá-los da...

Saúde

O que é Novembro Azul? Entenda o mês de prevenção ao câncer de próstata

Quando o assunto é câncer, todo mundo fica um pouco assustado. Não é para menos, já que essa é uma doença séria, podendo ser fatal. No entanto, uma das principais medidas para evitar esse desfecho é o diagnóstico precoce, um dos principais temas...

Autismo: saiba como identificar, níveis e tratamento;O transtorno do espectro autista — TEA —, também conhecido como autismo, é um distúrbio complexo do desenvolvimento neurológico que acomete pessoas de todo o mundo. De acordo com dados do portal PEBMed, nos Estados Unidos, a prevalência do autismo entre crianças é de 1,7%, ou seja, 1 a cada 59 crianças tem o diagnóstico. O distúrbio impacta de forma significativa a vida das crianças e das suas famílias. Por isso, é fundamental que se compreenda que o autismo não é apenas o diagnóstico, já que a criança vai demandar dedicação e cuidados especiais. Neste artigo, além de entender melhor o que é o TEA, vamos explicar sobre os seus níveis de intensidade, como podem ser identificados, como funciona o diagnóstico, os tratamentos e terapias clínicas. Acompanhe e descubra! O que é o autismo? De acordo com o Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5, o autismo: é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos. Dessa forma, ele representa uma série de quadros que podem variar em intensidade e sintomas, gerando dificuldades de diferentes intensidades na rotina do indivíduo. Somados a isso, algumas pessoas com autismo podem ter outros problemas de saúde que acompanham o transtorno. Entre eles, convulsões, distúrbios do sono, distúrbios gastrointestinais, déficit de atenção e hiperatividade, ansiedade e fobias. É importante lembrar que o autismo se apresenta com variações significativas de uma pessoa para outra. Enquanto algumas têm dificuldades no aprendizado e na interação social, outras podem levar uma vida considerada normal, o que, por sua vez, leva a um diagnóstico tardio, ou seja, apenas na vida adulta. Confira, a seguir, quais são os tipos mais comuns de TEA e suas características. Quais são os tipos de transtornos que compõem o quadro dos TEA? Transtorno autista, Síndrome de Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento e o Transtorno Desintegrativo da Infância são os quatro tipos mais comuns de manifestação do Transtorno do Espectro Autista. Transtorno Autista Nesse tipo de quadro, a pessoa tem sintomas graves e várias capacidades são afetadas intensamente. O indivíduo tem grande dificuldade de interação social e impacto cognitivo e linguístico, bem como a presença de comportamentos repetitivos. O diagnóstico costuma ocorrer antes dos três anos de idade. Os principais sintomas do Transtorno Autista incluem: comportamentos repetitivos — por exemplo: balançar e bater as mãos; dificuldades de se comunicar; demora no desenvolvimento linguagem; falta de contato com os olhos. Síndrome de Asperger A Síndrome de Asperger pode ser considerada uma forma mais leve de manifestação do TEA. Mais comum em meninos que em meninas, as pessoas com esse tipo de autismo, geralmente, apresentam um desenvolvimento intelectual acima da média. Costumam apresentar obsessões por objetos ou assuntos específicos, passando horas falando a respeito deles. Em adultos, isso pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade e quadros depressivos. Transtorno Invasivo do Desenvolvimento O Transtorno Invasivo do Desenvolvimento é mais grave que a Síndrome de Asperger, mas não chega a ter sintomas tão graves quanto o Transtorno Autista. De forma geral, os sintomas incluem problemas com interação social, comportamentos repetitivos e dificuldade linguística. Transtorno Desintegrativo da Infância De todos os tipos, o Transtorno Desintegrativo da Infância é considerado o mais grave e também o mais raro. Normalmente, a criança com Transtorno Desintegrativo da Infância se desenvolve normalmente na fase inicial pós-nascimento, entretanto, a partir dos dois aos quatro anos ela começa a perder as habilidades sociais, intelectuais e linguísticas já adquiridas. Quais são os níveis de dificuldades no TEA? Ainda dentro das diferenças apresentadas no espectro autista, vale a pena se aprofundar a respeito de seus níveis de intensidade: Nível Leve — 1: os sintomas incluem: dificuldade e falta de interesse em manter relações sociais, problemas para realizar atividades e com organização e planejamento; Nível Médio — 2: os sinais são um pouco mais graves e incluem mais dificuldade nas relações sociais e na comunicação, inflexibilidade comportamental, resistência às mudanças e comportamentos repetitivos; Nível Grave — 3: traz dificuldades importantes para realizar interações sociais e na comunicação verbal e não verbal. Apresentam grande sofrimento para mudar o foco das suas ações e inflexibilidade comportamental. Como podem ser identificados? O diagnóstico de autismo deve ser feito por um médico. De forma geral, os pais observam sintomas como: choro frequente e ininterrupto; bebês que evitam o contato visual com a mãe, principalmente, durante a amamentação; inquietação; apatia; surdez aparente à voz humana, a criança não atende aos chamados; pouca vontade de se comunicar verbalmente; transtorno de linguagem; agressividade; ansiedade; resistência a mudanças na rotina; movimentos repetitivos das mãos, cabeça e tronco. Como é feito o diagnóstico do autismo? O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico, feito a partir de observações da criança e entrevistas com pais e/ou cuidadores. Com essas informações, o médico segue os critérios do Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5 ou a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Em alguns casos, o diagnóstico só é feito na vida adulta, já que, enquanto algumas crianças têm problemas de interação e sinais clássicos do autismo, outros têm alta funcionalidade, com ausência de sintomas que permitam um diagnóstico mais precoce. Quais são os tratamentos e terapias clínicas? A criança autista deve ser ajudada com um suporte multidisciplinar, com terapia comportamental, para ajudar a lidar com as situações comuns do dia a dia. Os pais devem conversar com o pediatra, que vai recomendar o tratamento mais adequado, de acordo com as necessidades do paciente. Quanto mais precoce for a intervenção, melhores serão os resultados. Além do suporte psicológico e psiquiátrico, pode ser recomendado o apoio de fonoaudiólogo e nutricionista, que ajudarão o paciente a lidar com questões na fala e na alimentação. Em alguns casos, a criança tem muita resistência à mudança, o que pode causar impacto também nas refeições. Como você pode ver, o autismo é um transtorno com diferentes tipos e graus. O diagnóstico deve ser feito por um profissional médico e demanda suporte multidisciplinar de acordo com as necessidades de cada criança. Este artigo sobre autismo foi útil? Então, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e ajude outras pessoas a aprenderem mais sobre o tema!

Olá! Nosso site utiliza cookies para que possamos otimizar o atendimento que prestamos a você. Ao utilizar nosso site, você concorda com uso deles. Para saber mais, leia nossa política de privacidade.