Sabin Por: Sabin
Leitura
8min 25s
OUVIR 00:00
AAA

No cuidado com a nossa saúde, é importante estar sempre alerta aos sinais que o corpo apresenta. Nesse sentido, os sintomas do HPV são um exemplo de cuidado que devemos ter constantemente: embora eles possam se manifestar com algumas doenças, em muitos casos a infecção é assintomática e pode passar despercebida.

Conseguir identificar a infecção por HPV precocemente, mesmo antes de apresentar sintomas, pode ser um grande diferencial para o tratamento e evitar complicações. Por isso, cada vez mais são estimuladas as práticas de prevenção e detecção precoce do vírus, para encontrá-lo antes que ele cause problemas mais graves.

Neste artigo, explicaremos o que é o HPV, quais os seus principais sintomas e os tratamentos mais indicados em caso de infecção. Você também saberá quais os meios de se prevenir do contágio e se existe cura para a doença. Vamos lá?

O que é HPV?

O HPV (Papilomavírus Humano) é composto por mais de 100 espécies diferentes de vírus que infectam mucosas e pele, tanto em mulheres quanto em homens. Essas infecções podem causar desde verrugas simples até casos mais sérios, como o câncer de colo uterino ou o câncer anal.

Ele é classificado em subtipos, identificados com números. Os principais responsáveis pelos cânceres (de colo uterino na mulher e anal, em ambos os sexos) são os 16 e 18. Já outros subtipos, como o 6 e o 11, estão relacionados às doenças benignas, como as verrugas genitais. Cabe informar que, a numeração é atribuída aos vírus cronologicamente, de acordo com a descoberta de novos subtipos.

Como o Papilomavírus se instala na pele e na região genital humana, a transmissão ocorre pelo contato com as lesões — especialmente em mucosas e feridas. Mesmo sendo comum em crianças, a probabilidade de contato com o vírus aumenta com o início da atividade sexual.

Isso ocorre porque a infecção é uma doença que se transmite principalmente pela via sexual: de acordo com a Fiocruz, cerca de 80% das pessoas que tiveram atividades sexuais se contaminará durante a vida. 

Quais os sintomas do HPV?

Como já mencionamos, a pessoa infectada pode desenvolver verrugas e lesões genitais. No entanto, a infecção pelo Papilomavírus geralmente não causa sintomas nos estágios iniciais. Por isso, é importante a realização de exames ginecológicos periodicamente para diagnosticar a doença logo no início.

Mesmo em pacientes sem verrugas genitais visíveis, a consulta médica é importante: a visualização ginecológica pode evidenciar lesões invisíveis a olho nu e identificar padrões que sugerem a infecção pelo HPV.

Se forem infecções mais graves, as células contaminadas podem se multiplicar desordenadamente e formar tumores malignos — dando origem aos cânceres anogenitais. Identificar o subtipo do HPV é uma informação de grande valia nesse sentido, uma vez que sabemos hoje que alguns deles apresentam risco oncológico — ou seja, podem levar ao desenvolvimento de um câncer — maior do que outros.

A multiplicação do HPV pode ser desencadeada pela diminuição na resistência do organismo humano. Por esse motivo, pacientes com o sistema imunológico comprometido, como soropositivos ou transplantados, estão em maior risco de desenvolverem tumores pelo HPV. Nessa população, o cuidado deve ser redobrado com os exames periódicos, o uso de contraceptivos de barreira (camisinhas) e as visitas regulares ao médico.

Quais são os tratamentos e cura para o HPV?

O tratamento contra a doença visa eliminar as lesões e verrugas causadas pelo contágio viral. A intervenção pode ser clínica (por meio de medicamentos) ou cirúrgica, com eletrocauterização, cauterização química ou seguir um tratamento específico para o tipo de câncer diagnosticado.

Em alguns casos, o Papilomavírus é eliminado do organismo de forma espontânea, sem que a pessoa saiba que foi infectada. Infelizmente, ainda não existe um medicamento que consiga erradicar o vírus do organismo, podendo a pessoa permanecer infectada por toda a vida. Nesse caso, a doença pode se manifestar de tempos em tempos, levando à necessidade de repetir o tratamento periodicamente.

Quais são os meios de prevenção contra o HPV?

A prevenção contra a infecção pelo HPV é o método mais apropriado para se proteger das formas graves da contaminação. Existem várias maneiras de se proteger contra a doença, e a medicina avança cada vez mais na redução da contaminação. Confira, a seguir, as principais formas de prevenção.

Exames

O exame ginecológico mais usado para identificar o câncer do colo de útero é o papanicolau. Ele pode detectar células com alterações no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas logo no início do contágio. Por isso, o exame pode evitar que a infecção se transforme em doenças mais graves, principalmente o câncer do colo de útero.

O papanicolau é um exame realizado no próprio consultório do ginecologista, sendo rápido e prático de se realizar. Atualmente, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda a realização do exame a cada 3 anos, após 2 resultados consecutivos negativos. Em pacientes portadoras do HIV, esse controle deve ser ainda mais estreito.

Preservativos

O uso de preservativos é fundamental na prevenção, não só do HPV, mas de todas as infecções sexualmente transmissíveis. É importante frisar, no entanto, que o uso de preservativos não evita completamente a transmissão do HPV: lesões genitais nas regiões próximas ao pênis e à vulva, por exemplo, ficam desprotegidas do alcance do preservativo e também podem ser contagiosas.

Vacinas

A vacinação é uma estratégia usada no enfrentamento da infecção pelo HPV. Ela previne contra quatro categorias principais do vírus, e sua função é estimular a produção de anticorpos específicos para cada um deles. No entanto, é importante salientar que a vacina é uma prevenção, e não um tratamento: ela é eficaz para prevenir o contágio, mas não trata lesões já existentes.

Como falamos acima, a vacina contempla uma categoria específica do HPV. A quadrivalente protege o organismo contra os quatro subtipos mais perigosos, que são os 6, 11, 16 e 18. Já a vacina bivalente atua só sobre os subtipos 16 e 18, que estão mais relacionados ao câncer do colo de útero.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina para meninas entre 9 a 14 anos e para meninos ente 11 a 14 anos de idade. Segundo a Secretaria do Governo, essa faixa etária contemplada foi definida de forma estratégica: os pacientes com essa idade têm chance de produzir mais anticorpos e geralmente ainda não iniciaram a atividade sexual, sendo ideais para a prevenção.

Ter informações sobre o HPV é de suma importância para a prevenção contra as doenças causadas pelo vírus. Hoje, já existem meios eficientes de nos prevenirmos contra o HPV, como a vacinação e as consultas periódicas ao médico, que pode identificar alterações, que não conseguimos ver, indicar melhores exames e tratamento. Assim, não se esqueça de procurar seu médico em caso de dúvidas, pois será ele quem indicará os melhores exames e o tratamento correto.

Embora a vacinação seja um avanço no controle do HPV, ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa ferramenta. Conheça os principais mitos sobre a vacinação e se atualize sobre essa importante forma de prevenção!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Autocuidado

Conheça 8 dicas práticas para ter uma rotina saudável

É muito comum ouvirmos que devemos adotar uma rotina saudável. Essa ideia está presente na mídia, nos consultórios médicos e até nas rodas de conversa em família. Mas, afinal, o que isso significa? A verdade é que depende. Não há uma única...

Autocuidado

Saiba como os exercícios físicos ajudam na sua saúde

Você já deve ter ouvido falar sobre como exercícios físicos ajudam na saúde, certo? Mas, afinal, qual é a relevância desse hábito para o nosso dia a dia? Apenas se exercitar é o suficiente para ter um organismo mais saudável? E como praticá-los da...

Saúde

O que é Novembro Azul? Entenda o mês de prevenção ao câncer de próstata

Quando o assunto é câncer, todo mundo fica um pouco assustado. Não é para menos, já que essa é uma doença séria, podendo ser fatal. No entanto, uma das principais medidas para evitar esse desfecho é o diagnóstico precoce, um dos principais temas...

O que você precisa saber sobre HPV: sintomas, tratamento e prevenção; No cuidado com a nossa saúde, é importante estar sempre alerta aos sinais que o corpo apresenta. Nesse sentido, os sintomas do HPV são um exemplo de cuidado que devemos ter constantemente: embora eles possam se manifestar com algumas doenças, em muitos casos a infecção é assintomática e pode passar despercebida. Conseguir identificar a infecção por HPV precocemente, mesmo antes de apresentar sintomas, pode ser um grande diferencial para o tratamento e evitar complicações. Por isso, cada vez mais são estimuladas as práticas de prevenção e detecção precoce do vírus, para encontrá-lo antes que ele cause problemas mais graves. Neste artigo, explicaremos o que é o HPV, quais os seus principais sintomas e os tratamentos mais indicados em caso de infecção. Você também saberá quais os meios de se prevenir do contágio e se existe cura para a doença. Vamos lá? O que é HPV? O HPV (Papilomavírus Humano) é composto por mais de 100 espécies diferentes de vírus que infectam mucosas e pele, tanto em mulheres quanto em homens. Essas infecções podem causar desde verrugas simples até casos mais sérios, como o câncer de colo uterino ou o câncer anal. Ele é classificado em subtipos, identificados com números. Os principais responsáveis pelos cânceres (de colo uterino na mulher e anal, em ambos os sexos) são os 16 e 18. Já outros subtipos, como o 6 e o 11, estão relacionados às doenças benignas, como as verrugas genitais. Cabe informar que, a numeração é atribuída aos vírus cronologicamente, de acordo com a descoberta de novos subtipos. Como o Papilomavírus se instala na pele e na região genital humana, a transmissão ocorre pelo contato com as lesões — especialmente em mucosas e feridas. Mesmo sendo comum em crianças, a probabilidade de contato com o vírus aumenta com o início da atividade sexual. Isso ocorre porque a infecção é uma doença que se transmite principalmente pela via sexual: de acordo com a Fiocruz, cerca de 80% das pessoas que tiveram atividades sexuais se contaminará durante a vida.  Quais os sintomas do HPV? Como já mencionamos, a pessoa infectada pode desenvolver verrugas e lesões genitais. No entanto, a infecção pelo Papilomavírus geralmente não causa sintomas nos estágios iniciais. Por isso, é importante a realização de exames ginecológicos periodicamente para diagnosticar a doença logo no início. Mesmo em pacientes sem verrugas genitais visíveis, a consulta médica é importante: a visualização ginecológica pode evidenciar lesões invisíveis a olho nu e identificar padrões que sugerem a infecção pelo HPV. Se forem infecções mais graves, as células contaminadas podem se multiplicar desordenadamente e formar tumores malignos — dando origem aos cânceres anogenitais. Identificar o subtipo do HPV é uma informação de grande valia nesse sentido, uma vez que sabemos hoje que alguns deles apresentam risco oncológico — ou seja, podem levar ao desenvolvimento de um câncer — maior do que outros. A multiplicação do HPV pode ser desencadeada pela diminuição na resistência do organismo humano. Por esse motivo, pacientes com o sistema imunológico comprometido, como soropositivos ou transplantados, estão em maior risco de desenvolverem tumores pelo HPV. Nessa população, o cuidado deve ser redobrado com os exames periódicos, o uso de contraceptivos de barreira (camisinhas) e as visitas regulares ao médico. Quais são os tratamentos e cura para o HPV? O tratamento contra a doença visa eliminar as lesões e verrugas causadas pelo contágio viral. A intervenção pode ser clínica (por meio de medicamentos) ou cirúrgica, com eletrocauterização, cauterização química ou seguir um tratamento específico para o tipo de câncer diagnosticado. Em alguns casos, o Papilomavírus é eliminado do organismo de forma espontânea, sem que a pessoa saiba que foi infectada. Infelizmente, ainda não existe um medicamento que consiga erradicar o vírus do organismo, podendo a pessoa permanecer infectada por toda a vida. Nesse caso, a doença pode se manifestar de tempos em tempos, levando à necessidade de repetir o tratamento periodicamente. Quais são os meios de prevenção contra o HPV? A prevenção contra a infecção pelo HPV é o método mais apropriado para se proteger das formas graves da contaminação. Existem várias maneiras de se proteger contra a doença, e a medicina avança cada vez mais na redução da contaminação. Confira, a seguir, as principais formas de prevenção. Exames O exame ginecológico mais usado para identificar o câncer do colo de útero é o papanicolau. Ele pode detectar células com alterações no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas logo no início do contágio. Por isso, o exame pode evitar que a infecção se transforme em doenças mais graves, principalmente o câncer do colo de útero. O papanicolau é um exame realizado no próprio consultório do ginecologista, sendo rápido e prático de se realizar. Atualmente, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda a realização do exame a cada 3 anos, após 2 resultados consecutivos negativos. Em pacientes portadoras do HIV, esse controle deve ser ainda mais estreito. Preservativos O uso de preservativos é fundamental na prevenção, não só do HPV, mas de todas as infecções sexualmente transmissíveis. É importante frisar, no entanto, que o uso de preservativos não evita completamente a transmissão do HPV: lesões genitais nas regiões próximas ao pênis e à vulva, por exemplo, ficam desprotegidas do alcance do preservativo e também podem ser contagiosas. Vacinas A vacinação é uma estratégia usada no enfrentamento da infecção pelo HPV. Ela previne contra quatro categorias principais do vírus, e sua função é estimular a produção de anticorpos específicos para cada um deles. No entanto, é importante salientar que a vacina é uma prevenção, e não um tratamento: ela é eficaz para prevenir o contágio, mas não trata lesões já existentes. Como falamos acima, a vacina contempla uma categoria específica do HPV. A quadrivalente protege o organismo contra os quatro subtipos mais perigosos, que são os 6, 11, 16 e 18. Já a vacina bivalente atua só sobre os subtipos 16 e 18, que estão mais relacionados ao câncer do colo de útero. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina para meninas entre 9 a 14 anos e para meninos ente 11 a 14 anos de idade. Segundo a Secretaria do Governo, essa faixa etária contemplada foi definida de forma estratégica: os pacientes com essa idade têm chance de produzir mais anticorpos e geralmente ainda não iniciaram a atividade sexual, sendo ideais para a prevenção. Ter informações sobre o HPV é de suma importância para a prevenção contra as doenças causadas pelo vírus. Hoje, já existem meios eficientes de nos prevenirmos contra o HPV, como a vacinação e as consultas periódicas ao médico, que pode identificar alterações, que não conseguimos ver, indicar melhores exames e tratamento. Assim, não se esqueça de procurar seu médico em caso de dúvidas, pois será ele quem indicará os melhores exames e o tratamento correto. Embora a vacinação seja um avanço no controle do HPV, ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa ferramenta. Conheça os principais mitos sobre a vacinação e se atualize sobre essa importante forma de prevenção!

Olá! Nosso site utiliza cookies para que possamos otimizar o atendimento que prestamos a você. Ao utilizar nosso site, você concorda com uso deles. Para saber mais, leia nossa política de privacidade.