Sabin Por: Sabin
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No cuidado com a nossa saúde, é importante estar sempre alerta aos sinais que o corpo apresenta. Nesse sentido, os sintomas do HPV são um exemplo de cuidado que devemos ter constantemente: embora eles possam se manifestar com algumas doenças, em muitos casos a infecção é assintomática e pode passar despercebida.

Conseguir identificar a infecção por HPV precocemente, mesmo antes de apresentar sintomas, pode ser um grande diferencial para o tratamento e evitar complicações. Por isso, cada vez mais são estimuladas as práticas de prevenção e detecção precoce do vírus, para encontrá-lo antes que ele cause problemas mais graves.

Neste artigo, explicaremos o que é o HPV, quais os seus principais sintomas e os tratamentos mais indicados em caso de infecção. Você também saberá quais os meios de se prevenir do contágio e se existe cura para a doença. Vamos lá?

O que é HPV?

O HPV (Papilomavírus Humano) é composto por mais de 100 espécies diferentes de vírus que infectam mucosas e pele, tanto em mulheres quanto em homens. Essas infecções podem causar desde verrugas simples até casos mais sérios, como o câncer de colo uterino ou o câncer anal.

Ele é classificado em subtipos, identificados com números. Os principais responsáveis pelos cânceres (de colo uterino na mulher e anal, em ambos os sexos) são os 16 e 18. Já outros subtipos, como o 6 e o 11, estão relacionados às doenças benignas, como as verrugas genitais. Cabe informar que, a numeração é atribuída aos vírus cronologicamente, de acordo com a descoberta de novos subtipos.

Como o Papilomavírus se instala na pele e na região genital humana, a transmissão ocorre pelo contato com as lesões — especialmente em mucosas e feridas. Mesmo sendo comum em crianças, a probabilidade de contato com o vírus aumenta com o início da atividade sexual.

Isso ocorre porque a infecção é uma doença que se transmite principalmente pela via sexual: de acordo com a Fiocruz, cerca de 80% das pessoas que tiveram atividades sexuais se contaminará durante a vida. 

Quais os sintomas do HPV?

Como já mencionamos, a pessoa infectada pode desenvolver verrugas e lesões genitais. No entanto, a infecção pelo Papilomavírus geralmente não causa sintomas nos estágios iniciais. Por isso, é importante a realização de exames ginecológicos periodicamente para diagnosticar a doença logo no início.

Mesmo em pacientes sem verrugas genitais visíveis, a consulta médica é importante: a visualização ginecológica pode evidenciar lesões invisíveis a olho nu e identificar padrões que sugerem a infecção pelo HPV.

Se forem infecções mais graves, as células contaminadas podem se multiplicar desordenadamente e formar tumores malignos — dando origem aos cânceres anogenitais. Identificar o subtipo do HPV é uma informação de grande valia nesse sentido, uma vez que sabemos hoje que alguns deles apresentam risco oncológico — ou seja, podem levar ao desenvolvimento de um câncer — maior do que outros.

A multiplicação do HPV pode ser desencadeada pela diminuição na resistência do organismo humano. Por esse motivo, pacientes com o sistema imunológico comprometido, como soropositivos ou transplantados, estão em maior risco de desenvolverem tumores pelo HPV. Nessa população, o cuidado deve ser redobrado com os exames periódicos, o uso de contraceptivos de barreira (camisinhas) e as visitas regulares ao médico.

Quais são os tratamentos e cura para o HPV?

O tratamento contra a doença visa eliminar as lesões e verrugas causadas pelo contágio viral. A intervenção pode ser clínica (por meio de medicamentos) ou cirúrgica, com eletrocauterização, cauterização química ou seguir um tratamento específico para o tipo de câncer diagnosticado.

Em alguns casos, o Papilomavírus é eliminado do organismo de forma espontânea, sem que a pessoa saiba que foi infectada. Infelizmente, ainda não existe um medicamento que consiga erradicar o vírus do organismo, podendo a pessoa permanecer infectada por toda a vida. Nesse caso, a doença pode se manifestar de tempos em tempos, levando à necessidade de repetir o tratamento periodicamente.

Quais são os meios de prevenção contra o HPV?

A prevenção contra a infecção pelo HPV é o método mais apropriado para se proteger das formas graves da contaminação. Existem várias maneiras de se proteger contra a doença, e a medicina avança cada vez mais na redução da contaminação. Confira, a seguir, as principais formas de prevenção.

Exames

O exame ginecológico mais usado para identificar o câncer do colo de útero é o papanicolau. Ele pode detectar células com alterações no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas logo no início do contágio. Por isso, o exame pode evitar que a infecção se transforme em doenças mais graves, principalmente o câncer do colo de útero.

O papanicolau é um exame realizado no próprio consultório do ginecologista, sendo rápido e prático de se realizar. Atualmente, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda a realização do exame a cada 3 anos, após 2 resultados consecutivos negativos. Em pacientes portadoras do HIV, esse controle deve ser ainda mais estreito.

Preservativos

O uso de preservativos é fundamental na prevenção, não só do HPV, mas de todas as infecções sexualmente transmissíveis. É importante frisar, no entanto, que o uso de preservativos não evita completamente a transmissão do HPV: lesões genitais nas regiões próximas ao pênis e à vulva, por exemplo, ficam desprotegidas do alcance do preservativo e também podem ser contagiosas.

Vacinas

A vacinação é uma estratégia usada no enfrentamento da infecção pelo HPV. Ela previne contra quatro categorias principais do vírus, e sua função é estimular a produção de anticorpos específicos para cada um deles. No entanto, é importante salientar que a vacina é uma prevenção, e não um tratamento: ela é eficaz para prevenir o contágio, mas não trata lesões já existentes.

Como falamos acima, a vacina contempla uma categoria específica do HPV. A quadrivalente protege o organismo contra os quatro subtipos mais perigosos, que são os 6, 11, 16 e 18. Já a vacina bivalente atua só sobre os subtipos 16 e 18, que estão mais relacionados ao câncer do colo de útero.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina para meninas entre 9 a 14 anos e para meninos ente 11 a 14 anos de idade. Segundo a Secretaria do Governo, essa faixa etária contemplada foi definida de forma estratégica: os pacientes com essa idade têm chance de produzir mais anticorpos e geralmente ainda não iniciaram a atividade sexual, sendo ideais para a prevenção.

Ter informações sobre o HPV é de suma importância para a prevenção contra as doenças causadas pelo vírus. Hoje, já existem meios eficientes de nos prevenirmos contra o HPV, como a vacinação e as consultas periódicas ao médico, que pode identificar alterações, que não conseguimos ver, indicar melhores exames e tratamento. Assim, não se esqueça de procurar seu médico em caso de dúvidas, pois será ele quem indicará os melhores exames e o tratamento correto.

Embora a vacinação seja um avanço no controle do HPV, ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa ferramenta. Conheça os principais mitos sobre a vacinação e se atualize sobre essa importante forma de prevenção!

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O que você precisa saber sobre HPV: sintomas, tratamento e prevenção; No cuidado com a nossa saúde, é importante estar sempre alerta aos sinais que o corpo apresenta. Nesse sentido, os sintomas do HPV são um exemplo de cuidado que devemos ter constantemente: embora eles possam se manifestar com algumas doenças, em muitos casos a infecção é assintomática e pode passar despercebida. Conseguir identificar a infecção por HPV precocemente, mesmo antes de apresentar sintomas, pode ser um grande diferencial para o tratamento e evitar complicações. Por isso, cada vez mais são estimuladas as práticas de prevenção e detecção precoce do vírus, para encontrá-lo antes que ele cause problemas mais graves. Neste artigo, explicaremos o que é o HPV, quais os seus principais sintomas e os tratamentos mais indicados em caso de infecção. Você também saberá quais os meios de se prevenir do contágio e se existe cura para a doença. Vamos lá? O que é HPV? O HPV (Papilomavírus Humano) é composto por mais de 100 espécies diferentes de vírus que infectam mucosas e pele, tanto em mulheres quanto em homens. Essas infecções podem causar desde verrugas simples até casos mais sérios, como o câncer de colo uterino ou o câncer anal. Ele é classificado em subtipos, identificados com números. Os principais responsáveis pelos cânceres (de colo uterino na mulher e anal, em ambos os sexos) são os 16 e 18. Já outros subtipos, como o 6 e o 11, estão relacionados às doenças benignas, como as verrugas genitais. Cabe informar que, a numeração é atribuída aos vírus cronologicamente, de acordo com a descoberta de novos subtipos. Como o Papilomavírus se instala na pele e na região genital humana, a transmissão ocorre pelo contato com as lesões — especialmente em mucosas e feridas. Mesmo sendo comum em crianças, a probabilidade de contato com o vírus aumenta com o início da atividade sexual. Isso ocorre porque a infecção é uma doença que se transmite principalmente pela via sexual: de acordo com a Fiocruz, cerca de 80% das pessoas que tiveram atividades sexuais se contaminará durante a vida.  Quais os sintomas do HPV? Como já mencionamos, a pessoa infectada pode desenvolver verrugas e lesões genitais. No entanto, a infecção pelo Papilomavírus geralmente não causa sintomas nos estágios iniciais. Por isso, é importante a realização de exames ginecológicos periodicamente para diagnosticar a doença logo no início. Mesmo em pacientes sem verrugas genitais visíveis, a consulta médica é importante: a visualização ginecológica pode evidenciar lesões invisíveis a olho nu e identificar padrões que sugerem a infecção pelo HPV. Se forem infecções mais graves, as células contaminadas podem se multiplicar desordenadamente e formar tumores malignos — dando origem aos cânceres anogenitais. Identificar o subtipo do HPV é uma informação de grande valia nesse sentido, uma vez que sabemos hoje que alguns deles apresentam risco oncológico — ou seja, podem levar ao desenvolvimento de um câncer — maior do que outros. A multiplicação do HPV pode ser desencadeada pela diminuição na resistência do organismo humano. Por esse motivo, pacientes com o sistema imunológico comprometido, como soropositivos ou transplantados, estão em maior risco de desenvolverem tumores pelo HPV. Nessa população, o cuidado deve ser redobrado com os exames periódicos, o uso de contraceptivos de barreira (camisinhas) e as visitas regulares ao médico. Quais são os tratamentos e cura para o HPV? O tratamento contra a doença visa eliminar as lesões e verrugas causadas pelo contágio viral. A intervenção pode ser clínica (por meio de medicamentos) ou cirúrgica, com eletrocauterização, cauterização química ou seguir um tratamento específico para o tipo de câncer diagnosticado. Em alguns casos, o Papilomavírus é eliminado do organismo de forma espontânea, sem que a pessoa saiba que foi infectada. Infelizmente, ainda não existe um medicamento que consiga erradicar o vírus do organismo, podendo a pessoa permanecer infectada por toda a vida. Nesse caso, a doença pode se manifestar de tempos em tempos, levando à necessidade de repetir o tratamento periodicamente. Quais são os meios de prevenção contra o HPV? A prevenção contra a infecção pelo HPV é o método mais apropriado para se proteger das formas graves da contaminação. Existem várias maneiras de se proteger contra a doença, e a medicina avança cada vez mais na redução da contaminação. Confira, a seguir, as principais formas de prevenção. Exames O exame ginecológico mais usado para identificar o câncer do colo de útero é o papanicolau. Ele pode detectar células com alterações no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas logo no início do contágio. Por isso, o exame pode evitar que a infecção se transforme em doenças mais graves, principalmente o câncer do colo de útero. O papanicolau é um exame realizado no próprio consultório do ginecologista, sendo rápido e prático de se realizar. Atualmente, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomenda a realização do exame a cada 3 anos, após 2 resultados consecutivos negativos. Em pacientes portadoras do HIV, esse controle deve ser ainda mais estreito. Preservativos O uso de preservativos é fundamental na prevenção, não só do HPV, mas de todas as infecções sexualmente transmissíveis. É importante frisar, no entanto, que o uso de preservativos não evita completamente a transmissão do HPV: lesões genitais nas regiões próximas ao pênis e à vulva, por exemplo, ficam desprotegidas do alcance do preservativo e também podem ser contagiosas. Vacinas A vacinação é uma estratégia usada no enfrentamento da infecção pelo HPV. Ela previne contra quatro categorias principais do vírus, e sua função é estimular a produção de anticorpos específicos para cada um deles. No entanto, é importante salientar que a vacina é uma prevenção, e não um tratamento: ela é eficaz para prevenir o contágio, mas não trata lesões já existentes. Como falamos acima, a vacina contempla uma categoria específica do HPV. A quadrivalente protege o organismo contra os quatro subtipos mais perigosos, que são os 6, 11, 16 e 18. Já a vacina bivalente atua só sobre os subtipos 16 e 18, que estão mais relacionados ao câncer do colo de útero. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina para meninas entre 9 a 14 anos e para meninos ente 11 a 14 anos de idade. Segundo a Secretaria do Governo, essa faixa etária contemplada foi definida de forma estratégica: os pacientes com essa idade têm chance de produzir mais anticorpos e geralmente ainda não iniciaram a atividade sexual, sendo ideais para a prevenção. Ter informações sobre o HPV é de suma importância para a prevenção contra as doenças causadas pelo vírus. Hoje, já existem meios eficientes de nos prevenirmos contra o HPV, como a vacinação e as consultas periódicas ao médico, que pode identificar alterações, que não conseguimos ver, indicar melhores exames e tratamento. Assim, não se esqueça de procurar seu médico em caso de dúvidas, pois será ele quem indicará os melhores exames e o tratamento correto. Embora a vacinação seja um avanço no controle do HPV, ainda existem muitas dúvidas a respeito dessa ferramenta. Conheça os principais mitos sobre a vacinação e se atualize sobre essa importante forma de prevenção!