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A tecnologia e a transformação digital influenciaram mudanças em múltiplos segmentos da sociedade. Não é diferente quando falamos na área da saúde, e com o período de pandemia e distanciamento social, necessário desde 2020, esse processo se acelerou ainda mais. Não à toa, um conceito tem ganhado cada vez mais relevância no setor: a telemedicina.

Afinal, segundo a Pesquisa Anual do FGVcia, o Brasil tem mais de 420 milhões de dispositivos digitais — smartphones, notebooks, tablets e computadores — em uso atualmente. Dentro desse cenário, portanto, por que não prestar o atendimento aos pacientes utilizando essas ferramentas?

Essa é a proposta da telemedicina: disponibilizar serviços de saúde mesmo a distância, o que torna uma alternativa válida para quem precisa de praticidade, tanto pacientes como médicos. E isso não significa perder a qualidade do atendimento. O que acha, então, de se aprofundar um pouco mais no assunto e entender a telemedicina? Continue a leitura e confira!

O que é telemedicina?

A telemedicina consiste na disponibilização de serviços de saúde mesmo quando médico e paciente não estão no mesmo local. Ou seja, em vez de precisar de uma consulta presencial para que o encontro entre os dois aconteça, é possível fazer o contato à distância, de qualquer lugar do mundo. Não importa se o médico está em um local e o paciente está em outra cidade, por exemplo.

Utilizando um software específico, um aplicativo de mensagens ou uma chamada de vídeo, o objetivo é conectar paciente e médicos. A partir dessa conexão, é possível realizar consultas, esclarecer dúvidas, fazer diagnósticos e orientar tratamentos, enfim, muitas das tarefas necessárias para um atendimento completo e com a melhor qualidade.

Essa prática se iniciou no final da década de 1960, nos Estados Unidos. A ideia era conseguir prestar atendimentos de emergência aos aeroportos da região de Massachusetts. Com uma linha de comunicação direta, profissionais da saúde conseguiam realizar diagnósticos e orientar aqueles que estavam prestando os primeiros socorros.

O suporte inicial, mesmo à distância, proporciona um atendimento mais qualificado logo no início, o que pode ser fundamental em casos mais urgentes. Com o tempo, a telemedicina foi evoluindo: dos aparelhos de televisão e telefones fixos na década de 1960 até o uso das videochamadas para realizar o contato mesmo a distância. Uma prática que se popularizou em países como Canadá, Israel e também, é claro, nos Estados Unidos.

No entanto, a qualidade dos equipamentos não era boa o suficiente para atender grande parcela da população, o que restringia o modelo aos casos mais específicos, como dos aeroportos em Massachusetts. A partir da transformação digital e o acesso mais fácil aos meios de comunicação mais modernos, a telemedicina se consolidou. Afinal, basta um smartphone para que um paciente faça contato com um médico.

Com tantos canais de comunicação disponíveis atualmente, a telemedicina ainda pode ser dividida em dois tipos de atendimento:

  • síncrona: o atendimento acontece em tempo real e, na maioria das vezes, é realizado a partir de uma chamada de vídeo. O objetivo é aproximar ao máximo a experiência do paciente ao que ele está acostumado, no contato presencial. Assim, do conforto da sua casa ou onde quer que esteja, ele pode falar com um profissional da saúde especializado no assunto.
  • assíncrona: a telemedicina também acontece sem ser em tempo real. Por meio de canais ágeis de troca de informações, como WhatsApp, SMS e até mesmo nas redes sociais, o paciente pode enviar perguntas menos urgentes ao médico, para que ele responda em algumas horas após o envio.

A telemedicina vai, portanto, se desenvolvendo e criando mecanismos para fazer o que realmente importa: aproximar médicos e pacientes que não estão geograficamente próximos e levar saúde para quem precisa. Sempre no formato que for melhor para a relação e de acordo com a necessidade do contato, seja em tempo real ou a partir de uma troca de mensagens.

Nos próximos anos, a tendência é de consolidação da telemedicina. Afinal, a pandemia reforçou ainda mais a importância da conexão a distância, uma vez que demonstrou ser uma forma muito eficiente de oferecer o atendimento necessário e manter o isolamento social orientado.

Quais são as práticas mais comuns da telemedicina?

Dentro da telemedicina existem algumas práticas que são mais utilizadas por profissionais das mais variadas áreas e especialidades. Cardiologia, neurologia, radiologia, pneumologia e clínica médica são algumas das especialidades que mais utilizam essa alternativa de atendimento. As possibilidades, a partir do uso da tecnologia, são as mais variadas. Veja a seguir.

Teleconsultas

A teleconsulta é o procedimento mais comum dentro da telemedicina. Em resumo, se trata da consulta entre paciente e médico realizada a distância. Tudo é feito a partir da tecnologia, com o atendimento, na maioria dos casos, sendo realizado em tempo real. Um detalhe muito importante é o preenchimento de um prontuário eletrônico para garantir todo o cuidado necessário para a segurança do paciente.

O atendimento via teleconsulta também pode acontecer de forma assíncrona, utilizando outros canais para manter a comunicação com o paciente, algumas horas ou dias, depois do envio de um questionamento, por exemplo.

Teleconsultorias

A teleconsultoria é o contato por meio da tecnologia entre profissionais e gestores da área da saúde para, por exemplo, discutirem sobre determinados procedimentos. A ideia é facilitar a troca de informações entre especialistas de diferentes segmentos e, dessa forma, estabelecer a melhor conduta e orientação para o paciente.

Esse método é mais parecido com aquele usado na década de 1960 nos Estados Unidos, quando médicos prestavam uma consultoria remota aos socorristas sobre o que deveria ser feito em cada atendimento. Um dermatologista pode fornecer detalhes mais ricos para outro profissional sobre o tratamento adequado para um paciente que sofreu queimaduras graves, por exemplo.

Telediagnósticos

Como o nome já indica, os telediagnósticos são os atendimentos que permitem uma avaliação e análise mais aprofundada de exames do paciente. Tudo é feito a partir da comunicação via tecnologia, é claro. Assim, um profissional de saúde pode receber as imagens de um exame realizado pelo paciente, analisá-las e fazer o diagnóstico sobre o caso em questão.

Esse é um dos usos mais tradicionais da telemedicina, com a interpretação remota de imagens e gráficos acelerando o atendimento aos pacientes. Essa prática impacta diretamente na redução de custos para pacientes, clínicas e médicos, além de evitar o deslocamento — muitas vezes o que pode ser complexo — para receber o diagnóstico ou tratamento para uma doença.

Teleducação

A telemedicina também tem espaço para o aprimoramento de profissionais da saúde e médicos. Para isso, a teleducação permite que o contato com outros profissionais e especialistas seja realizado, mesmo a distância. Atualização de procedimentos, especializações, enfim, é possível explorar os recursos da tecnologia para continuar aprimorando o seu trabalho.

Quando um médico está participando, online, de conferências, cursos e debates sobre diferentes descobertas e abordagens em clínica médica ou em uma especialidade, ele está, portanto, usando a teleducação.

Qual é a importância da telemedicina?

A praticidade que a telemedicina oferece garante uma série de outros benefícios. Os avanços na tecnologia permitem, por exemplo, que o número de pacientes que buscam atendimento presencial diminua podendo evitar, em locais com alta demanda, a superlotação em hospitais e clínicas. Para se ter uma ideia, a telemedicina foi muito importante no início da pandemia no Brasil, reduzindo em até 64% o número de pacientes buscando por serviços de saúde presenciais.

Além disso, a telemedicina é uma forma de atualizar a área da saúde, levando a tecnologia para atender quem mais precisa. Locais em que o atendimento não é tão eficaz, por não conseguirem atender a demanda de pacientes, podem se beneficiar dessa abordagem. Casos mais leves podem ser consultados por médicos que estejam distantes, enquanto profissionais da cidade se concentram em atendimentos mais emergenciais, a exemplo da situação de superlotação citada.

A telemedicina é legal no Brasil?

A telemedicina tem crescido bastante no Brasil, mas a sua regulamentação pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aconteceu recentemente. Em fevereiro de 2019, uma publicação do órgão permitiu a utilização da tecnologia para “assistência, pesquisa, educação, promoção da saúde, prevenção de doenças e lesões e consultas”.

A ideia inicial da proposta era exigir que a primeira consulta fosse presencial para que paciente e médico se conhecessem melhor. Em seguida, seria autorizado o uso da telemedicina para prestar o atendimento necessário. Além disso, o documento exigia a presença de um segundo profissional de saúde para garantir mais segurança ao paciente.

Em março de 2020, o Ministério da Saúde fez o primeiro movimento para impulsionar o uso da telemedicina em todo o país. No documento publicado, é autorizado, em caráter excepcional e temporário, que médicos e profissionais da saúde ofereçam atendimento aos pacientes a partir do uso da tecnologia.

As ações de Telemedicina de interação a distância podem contemplar o atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação, no âmbito do SUS, bem como na saúde suplementar e privada.

Pouco menos de um mês depois da publicação da primeira autorização por parte do Ministério da Saúde, uma atualização no Diário Oficial da União criou a Lei nº 13.989 para regulamentar o uso da telemedicina no Brasil.

Entende-se por telemedicina, entre outros, o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde. O médico deverá informar ao paciente todas as limitações inerentes ao uso da telemedicina, tendo em vista a impossibilidade de realização de exame físico durante a consulta.

Quando o atendimento online é indicado?

A telemedicina pode ser útil para inúmeras situações, mas uma das mais eficientes é o acompanhamento durante o tratamento. Não à toa, um estudo feito pelo Massachusetts General Hospital mostra que 79% dos pacientes preferem o pós-atendimento virtual do que o presencial. Ou seja, após uma consulta inicial e um diagnóstico realizado, o paciente prefere a consulta online.

Em casos emergenciais, a telemedicina não é a opção mais adequada, já que muitos procedimentos só podem ser feitos presencialmente. Mas, em situações que podem não exigir o contato físico, como um estágio inicial de uma gripe leve, é possível o monitoramento a distância. Após a definição de um diagnóstico e prescrição dos medicamentos necessários, o acompanhamento pode ser feito online.

Além disso, a telemedicina pode ser muito útil para esclarecer dúvidas corriqueiras, especialmente com o método assíncrono. O paciente envia uma dúvida por e-mail, WhatsApp ou SMS e o médico responde o questionamento em algumas horas. Isso evita que os dois lados esperem muito aguardando por uma consulta e otimiza todo o atendimento.

Em resumo, a telemedicina deve ser utilizada para a triagem de pacientes, orientação inicial sobre uma dúvida e também para a análise de sintomas. Querendo ou não, o atendimento remoto ainda é limitado, já que não permite a realização de uma cirurgia ou mesmo de um exame clínico.

Quais são os 8 benefícios da telemedicina?

Na prática, quais são os principais benefícios da telemedicina para os profissionais que investem nessa opção? Como essa alternativa impacta no dia a dia dos médicos? Tire as suas dúvidas e não fique para trás!

1. Maior produtividade

A produtividade é o ganho mais importante quando se fala em telemedicina. O médico que investe nessa opção de atendimento garante uma maior eficiência da sua rotina de trabalho. Imagine ter que se deslocar de um ponto da cidade para outro apenas para atender um paciente? Quantas horas são perdidas nas idas e vindas entre uma consulta e outra?

Ou pior: quantos atrasos atrapalham a agenda diariamente? Todas essas questões são resolvidas com a telemedicina, que permite a realização de um maior número de consultas. Para quem busca mais produtividade, adicionar o atendimento remoto ao portfólio, pode ser uma alternativa interessante.

2. Ganho em agilidade

O ganho em produtividade também acontece pela maior agilidade que a telemedicina oferece. Muito por conta do prontuário eletrônico, é possível ter todas as informações do paciente em instantes, além de facilitar a atualização do documento online. Em uma rotina tradicionalmente corrida, a agilidade que o recurso oferece pode ser um atrativo para os médicos.

A agilidade também se reflete nos atendimentos, especialmente em relação ao tempo de espera entre uma e outra consulta. Como os atrasos são mais raros e os pacientes não tiveram que se deslocar, toda a dinâmica de atendimento é mais ágil e prática. Isso permite que o médico tenha mais consultas em sua agenda ao longo de um dia, por exemplo.

3. Redução de custos

A saúde dos pacientes é sempre uma prioridade, mas também é importante avaliar a questão financeira para o médico, não é mesmo? Em primeiro lugar, essas tecnologias utilizadas na telemedicina já fazem parte do dia a dia da população. Afinal, já é comum o contato diário a um smartphone ou um computador com acesso à internet na vida de quase todos os brasileiros. Os custos de investimento, portanto, são muito baixos.

Além disso, o médico consegue economizar desde detalhes, como a substituição do papel por prontuários eletrônicos, até mesmo com os gastos com gasolina e deslocamento para outras cidades ou bairros mais distantes, uma prática muito comum entre profissionais da área da saúde. Mais do que tempo e produtividade, a telemedicina também representa economia de recursos.

4. Troca de informações com outros profissionais

A telemedicina também pode ser utilizada como meio de comunicação entre profissionais da área da saúde. As chamadas teleconsultorias ou os momentos de teleducação garantem o acesso a mais informações e conhecimento. De forma prática, o médico pode se aprofundar um pouco mais em um determinado caso ou buscar por auxílio externo.

O melhor é que isso pode ser feito de forma simples e ágil, sem exigir a perda de muito tempo apenas para receber um outro parecer sobre um tratamento que está sendo analisado. Essa troca de informações se reflete em mais oportunidades de capacitação, garantindo que o médico esteja sempre em contato com novas tendências, conceitos e melhores práticas nas diferentes especialidades.

5. Contato mais próximo com o paciente

Outro benefício da telemedicina é a possibilidade de criar vínculos mais naturais e saudáveis com os pacientes. Seja com a consulta online em tempo real, seja com a pergunta via mensagem de texto. As duas partes criam uma relação mais próxima, o que pode se refletir em uma maior adesão ao tratamento, além da maior satisfação para o paciente, é claro.

Como a confiança é parte fundamental para a relação saudável entre médico e paciente, a telemedicina pode ser uma forma de estreitar esses laços. Mesmo em outra cidade, o paciente pode marcar consultas regulares com o profissional, algo que talvez não fosse possível se o atendimento fosse presencial. Caso uma das partes mude, por exemplo, as consultas podem continuar acontecendo.

6. Segurança e praticidade

Imagine acabar o atendimento e já ter todas as informações anotadas preenchidas no prontuário eletrônico do paciente? E melhor ainda: tudo é feito dentro de uma nuvem, limitando o acesso aos documentos e garantindo que possa ser acessado de qualquer lugar. A telemedicina oferece essa praticidade aos médicos, que ganham em segurança da informação e eficiência.

7. Evolução constante do serviço

Outro benefício gerado pela telemedicina é o constante aprimoramento das ferramentas e soluções utilizadas para prestar o atendimento remoto. Como é um método relativamente novo no Brasil e a tecnologia não para de evoluir, a tendência é que o serviço melhore cada vez mais para todas as partes envolvidas.

A tendência é que softwares cada vez mais eficientes e práticos sejam utilizados para a prática da telemedicina e a experiência seja ainda melhor. Portanto, os benefícios listados até aqui podem ser ampliadas com o passar do tempo ou até mesmo, quem sabe, novas opções de práticas da telemedicina sejam adicionadas ao seu portfólio.

8. Mais oportunidades de atendimento

A telemedicina também amplia as oportunidades de atendimento. Para quem quer preencher ainda mais a sua lista de pacientes, a consulta remota pode criar horários na sua agenda. Sabe aqueles 40 minutos apenas para chegar em outro consultório? Eles podem se transformar em um atendimento online com a mesma qualidade necessária.

O número de consultas aumenta, os pacientes são fidelizados e ainda é possível dedicar mais tempo para cuidar e aproveitar a família, por exemplo. A rotina se torna mais agradável e une três pontos essenciais: qualidade no atendimento, praticidade e atenção para o lado pessoal. Graças aos recursos da tecnologia, esse cenário se torna mais fácil de acontecer.

A telemedicina é, portanto, um caminho natural para a área da saúde na medida em que o uso de novas tecnologias se torna tão comum. Isso não significa que o atendimento presencial seja dispensável, mas é possível realizar diferentes serviços mesmo a distância, gerando mais praticidade para médicos e também para os pacientes, além de todos os benefícios apresentados acima.

Agora que você já sabe o que é telemedicina e como pode ser importante investir nessa alternativa de assistência aos seus pacientes, o que acha de conhecer um pouco mais sobre outra opção que também tem se tornado bastante popular? Saiba tudo sobre como você pode fazer exames, testes e receber vacina de onde estiver com o Atendimento Móvel Sabin.

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Você sabe o que é telemedicina? Saiba como funciona e seus benefícios; A tecnologia e a transformação digital influenciaram mudanças em múltiplos segmentos da sociedade. Não é diferente quando falamos na área da saúde, e com o período de pandemia e distanciamento social, necessário desde 2020, esse processo se acelerou ainda mais. Não à toa, um conceito tem ganhado cada vez mais relevância no setor: a telemedicina. Afinal, segundo a Pesquisa Anual do FGVcia, o Brasil tem mais de 420 milhões de dispositivos digitais — smartphones, notebooks, tablets e computadores — em uso atualmente. Dentro desse cenário, portanto, por que não prestar o atendimento aos pacientes utilizando essas ferramentas? Essa é a proposta da telemedicina: disponibilizar serviços de saúde mesmo a distância, o que torna uma alternativa válida para quem precisa de praticidade, tanto pacientes como médicos. E isso não significa perder a qualidade do atendimento. O que acha, então, de se aprofundar um pouco mais no assunto e entender a telemedicina? Continue a leitura e confira! O que é telemedicina? A telemedicina consiste na disponibilização de serviços de saúde mesmo quando médico e paciente não estão no mesmo local. Ou seja, em vez de precisar de uma consulta presencial para que o encontro entre os dois aconteça, é possível fazer o contato à distância, de qualquer lugar do mundo. Não importa se o médico está em um local e o paciente está em outra cidade, por exemplo. Utilizando um software específico, um aplicativo de mensagens ou uma chamada de vídeo, o objetivo é conectar paciente e médicos. A partir dessa conexão, é possível realizar consultas, esclarecer dúvidas, fazer diagnósticos e orientar tratamentos, enfim, muitas das tarefas necessárias para um atendimento completo e com a melhor qualidade. Essa prática se iniciou no final da década de 1960, nos Estados Unidos. A ideia era conseguir prestar atendimentos de emergência aos aeroportos da região de Massachusetts. Com uma linha de comunicação direta, profissionais da saúde conseguiam realizar diagnósticos e orientar aqueles que estavam prestando os primeiros socorros. O suporte inicial, mesmo à distância, proporciona um atendimento mais qualificado logo no início, o que pode ser fundamental em casos mais urgentes. Com o tempo, a telemedicina foi evoluindo: dos aparelhos de televisão e telefones fixos na década de 1960 até o uso das videochamadas para realizar o contato mesmo a distância. Uma prática que se popularizou em países como Canadá, Israel e também, é claro, nos Estados Unidos. No entanto, a qualidade dos equipamentos não era boa o suficiente para atender grande parcela da população, o que restringia o modelo aos casos mais específicos, como dos aeroportos em Massachusetts. A partir da transformação digital e o acesso mais fácil aos meios de comunicação mais modernos, a telemedicina se consolidou. Afinal, basta um smartphone para que um paciente faça contato com um médico. Com tantos canais de comunicação disponíveis atualmente, a telemedicina ainda pode ser dividida em dois tipos de atendimento: síncrona: o atendimento acontece em tempo real e, na maioria das vezes, é realizado a partir de uma chamada de vídeo. O objetivo é aproximar ao máximo a experiência do paciente ao que ele está acostumado, no contato presencial. Assim, do conforto da sua casa ou onde quer que esteja, ele pode falar com um profissional da saúde especializado no assunto.assíncrona: a telemedicina também acontece sem ser em tempo real. Por meio de canais ágeis de troca de informações, como WhatsApp, SMS e até mesmo nas redes sociais, o paciente pode enviar perguntas menos urgentes ao médico, para que ele responda em algumas horas após o envio. A telemedicina vai, portanto, se desenvolvendo e criando mecanismos para fazer o que realmente importa: aproximar médicos e pacientes que não estão geograficamente próximos e levar saúde para quem precisa. Sempre no formato que for melhor para a relação e de acordo com a necessidade do contato, seja em tempo real ou a partir de uma troca de mensagens. Nos próximos anos, a tendência é de consolidação da telemedicina. Afinal, a pandemia reforçou ainda mais a importância da conexão a distância, uma vez que demonstrou ser uma forma muito eficiente de oferecer o atendimento necessário e manter o isolamento social orientado. Quais são as práticas mais comuns da telemedicina? Dentro da telemedicina existem algumas práticas que são mais utilizadas por profissionais das mais variadas áreas e especialidades. Cardiologia, neurologia, radiologia, pneumologia e clínica médica são algumas das especialidades que mais utilizam essa alternativa de atendimento. As possibilidades, a partir do uso da tecnologia, são as mais variadas. Veja a seguir. Teleconsultas A teleconsulta é o procedimento mais comum dentro da telemedicina. Em resumo, se trata da consulta entre paciente e médico realizada a distância. Tudo é feito a partir da tecnologia, com o atendimento, na maioria dos casos, sendo realizado em tempo real. Um detalhe muito importante é o preenchimento de um prontuário eletrônico para garantir todo o cuidado necessário para a segurança do paciente. O atendimento via teleconsulta também pode acontecer de forma assíncrona, utilizando outros canais para manter a comunicação com o paciente, algumas horas ou dias, depois do envio de um questionamento, por exemplo. Teleconsultorias A teleconsultoria é o contato por meio da tecnologia entre profissionais e gestores da área da saúde para, por exemplo, discutirem sobre determinados procedimentos. A ideia é facilitar a troca de informações entre especialistas de diferentes segmentos e, dessa forma, estabelecer a melhor conduta e orientação para o paciente. Esse método é mais parecido com aquele usado na década de 1960 nos Estados Unidos, quando médicos prestavam uma consultoria remota aos socorristas sobre o que deveria ser feito em cada atendimento. Um dermatologista pode fornecer detalhes mais ricos para outro profissional sobre o tratamento adequado para um paciente que sofreu queimaduras graves, por exemplo. Telediagnósticos Como o nome já indica, os telediagnósticos são os atendimentos que permitem uma avaliação e análise mais aprofundada de exames do paciente. Tudo é feito a partir da comunicação via tecnologia, é claro. Assim, um profissional de saúde pode receber as imagens de um exame realizado pelo paciente, analisá-las e fazer o diagnóstico sobre o caso em questão. Esse é um dos usos mais tradicionais da telemedicina, com a interpretação remota de imagens e gráficos acelerando o atendimento aos pacientes. Essa prática impacta diretamente na redução de custos para pacientes, clínicas e médicos, além de evitar o deslocamento — muitas vezes o que pode ser complexo — para receber o diagnóstico ou tratamento para uma doença. Teleducação A telemedicina também tem espaço para o aprimoramento de profissionais da saúde e médicos. Para isso, a teleducação permite que o contato com outros profissionais e especialistas seja realizado, mesmo a distância. Atualização de procedimentos, especializações, enfim, é possível explorar os recursos da tecnologia para continuar aprimorando o seu trabalho. Quando um médico está participando, online, de conferências, cursos e debates sobre diferentes descobertas e abordagens em clínica médica ou em uma especialidade, ele está, portanto, usando a teleducação. Qual é a importância da telemedicina? A praticidade que a telemedicina oferece garante uma série de outros benefícios. Os avanços na tecnologia permitem, por exemplo, que o número de pacientes que buscam atendimento presencial diminua podendo evitar, em locais com alta demanda, a superlotação em hospitais e clínicas. Para se ter uma ideia, a telemedicina foi muito importante no início da pandemia no Brasil, reduzindo em até 64% o número de pacientes buscando por serviços de saúde presenciais. Além disso, a telemedicina é uma forma de atualizar a área da saúde, levando a tecnologia para atender quem mais precisa. Locais em que o atendimento não é tão eficaz, por não conseguirem atender a demanda de pacientes, podem se beneficiar dessa abordagem. Casos mais leves podem ser consultados por médicos que estejam distantes, enquanto profissionais da cidade se concentram em atendimentos mais emergenciais, a exemplo da situação de superlotação citada. A telemedicina é legal no Brasil? A telemedicina tem crescido bastante no Brasil, mas a sua regulamentação pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aconteceu recentemente. Em fevereiro de 2019, uma publicação do órgão permitiu a utilização da tecnologia para "assistência, pesquisa, educação, promoção da saúde, prevenção de doenças e lesões e consultas". A ideia inicial da proposta era exigir que a primeira consulta fosse presencial para que paciente e médico se conhecessem melhor. Em seguida, seria autorizado o uso da telemedicina para prestar o atendimento necessário. Além disso, o documento exigia a presença de um segundo profissional de saúde para garantir mais segurança ao paciente. Em março de 2020, o Ministério da Saúde fez o primeiro movimento para impulsionar o uso da telemedicina em todo o país. No documento publicado, é autorizado, em caráter excepcional e temporário, que médicos e profissionais da saúde ofereçam atendimento aos pacientes a partir do uso da tecnologia. As ações de Telemedicina de interação a distância podem contemplar o atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação, no âmbito do SUS, bem como na saúde suplementar e privada. Pouco menos de um mês depois da publicação da primeira autorização por parte do Ministério da Saúde, uma atualização no Diário Oficial da União criou a Lei nº 13.989 para regulamentar o uso da telemedicina no Brasil. Entende-se por telemedicina, entre outros, o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde. O médico deverá informar ao paciente todas as limitações inerentes ao uso da telemedicina, tendo em vista a impossibilidade de realização de exame físico durante a consulta. Quando o atendimento online é indicado? A telemedicina pode ser útil para inúmeras situações, mas uma das mais eficientes é o acompanhamento durante o tratamento. Não à toa, um estudo feito pelo Massachusetts General Hospital mostra que 79% dos pacientes preferem o pós-atendimento virtual do que o presencial. Ou seja, após uma consulta inicial e um diagnóstico realizado, o paciente prefere a consulta online. Em casos emergenciais, a telemedicina não é a opção mais adequada, já que muitos procedimentos só podem ser feitos presencialmente. Mas, em situações que podem não exigir o contato físico, como um estágio inicial de uma gripe leve, é possível o monitoramento a distância. Após a definição de um diagnóstico e prescrição dos medicamentos necessários, o acompanhamento pode ser feito online. Além disso, a telemedicina pode ser muito útil para esclarecer dúvidas corriqueiras, especialmente com o método assíncrono. O paciente envia uma dúvida por e-mail, WhatsApp ou SMS e o médico responde o questionamento em algumas horas. Isso evita que os dois lados esperem muito aguardando por uma consulta e otimiza todo o atendimento. Em resumo, a telemedicina deve ser utilizada para a triagem de pacientes, orientação inicial sobre uma dúvida e também para a análise de sintomas. Querendo ou não, o atendimento remoto ainda é limitado, já que não permite a realização de uma cirurgia ou mesmo de um exame clínico. Quais são os 8 benefícios da telemedicina? Na prática, quais são os principais benefícios da telemedicina para os profissionais que investem nessa opção? Como essa alternativa impacta no dia a dia dos médicos? Tire as suas dúvidas e não fique para trás! 1. Maior produtividade A produtividade é o ganho mais importante quando se fala em telemedicina. O médico que investe nessa opção de atendimento garante uma maior eficiência da sua rotina de trabalho. Imagine ter que se deslocar de um ponto da cidade para outro apenas para atender um paciente? Quantas horas são perdidas nas idas e vindas entre uma consulta e outra? Ou pior: quantos atrasos atrapalham a agenda diariamente? Todas essas questões são resolvidas com a telemedicina, que permite a realização de um maior número de consultas. Para quem busca mais produtividade, adicionar o atendimento remoto ao portfólio, pode ser uma alternativa interessante. 2. Ganho em agilidade O ganho em produtividade também acontece pela maior agilidade que a telemedicina oferece. Muito por conta do prontuário eletrônico, é possível ter todas as informações do paciente em instantes, além de facilitar a atualização do documento online. Em uma rotina tradicionalmente corrida, a agilidade que o recurso oferece pode ser um atrativo para os médicos. A agilidade também se reflete nos atendimentos, especialmente em relação ao tempo de espera entre uma e outra consulta. Como os atrasos são mais raros e os pacientes não tiveram que se deslocar, toda a dinâmica de atendimento é mais ágil e prática. Isso permite que o médico tenha mais consultas em sua agenda ao longo de um dia, por exemplo. 3. Redução de custos A saúde dos pacientes é sempre uma prioridade, mas também é importante avaliar a questão financeira para o médico, não é mesmo? Em primeiro lugar, essas tecnologias utilizadas na telemedicina já fazem parte do dia a dia da população. Afinal, já é comum o contato diário a um smartphone ou um computador com acesso à internet na vida de quase todos os brasileiros. Os custos de investimento, portanto, são muito baixos. Além disso, o médico consegue economizar desde detalhes, como a substituição do papel por prontuários eletrônicos, até mesmo com os gastos com gasolina e deslocamento para outras cidades ou bairros mais distantes, uma prática muito comum entre profissionais da área da saúde. Mais do que tempo e produtividade, a telemedicina também representa economia de recursos. 4. Troca de informações com outros profissionais A telemedicina também pode ser utilizada como meio de comunicação entre profissionais da área da saúde. As chamadas teleconsultorias ou os momentos de teleducação garantem o acesso a mais informações e conhecimento. De forma prática, o médico pode se aprofundar um pouco mais em um determinado caso ou buscar por auxílio externo. O melhor é que isso pode ser feito de forma simples e ágil, sem exigir a perda de muito tempo apenas para receber um outro parecer sobre um tratamento que está sendo analisado. Essa troca de informações se reflete em mais oportunidades de capacitação, garantindo que o médico esteja sempre em contato com novas tendências, conceitos e melhores práticas nas diferentes especialidades. 5. Contato mais próximo com o paciente Outro benefício da telemedicina é a possibilidade de criar vínculos mais naturais e saudáveis com os pacientes. Seja com a consulta online em tempo real, seja com a pergunta via mensagem de texto. As duas partes criam uma relação mais próxima, o que pode se refletir em uma maior adesão ao tratamento, além da maior satisfação para o paciente, é claro. Como a confiança é parte fundamental para a relação saudável entre médico e paciente, a telemedicina pode ser uma forma de estreitar esses laços. Mesmo em outra cidade, o paciente pode marcar consultas regulares com o profissional, algo que talvez não fosse possível se o atendimento fosse presencial. Caso uma das partes mude, por exemplo, as consultas podem continuar acontecendo. 6. Segurança e praticidade Imagine acabar o atendimento e já ter todas as informações anotadas preenchidas no prontuário eletrônico do paciente? E melhor ainda: tudo é feito dentro de uma nuvem, limitando o acesso aos documentos e garantindo que possa ser acessado de qualquer lugar. A telemedicina oferece essa praticidade aos médicos, que ganham em segurança da informação e eficiência. 7. Evolução constante do serviço Outro benefício gerado pela telemedicina é o constante aprimoramento das ferramentas e soluções utilizadas para prestar o atendimento remoto. Como é um método relativamente novo no Brasil e a tecnologia não para de evoluir, a tendência é que o serviço melhore cada vez mais para todas as partes envolvidas. A tendência é que softwares cada vez mais eficientes e práticos sejam utilizados para a prática da telemedicina e a experiência seja ainda melhor. Portanto, os benefícios listados até aqui podem ser ampliadas com o passar do tempo ou até mesmo, quem sabe, novas opções de práticas da telemedicina sejam adicionadas ao seu portfólio. 8. Mais oportunidades de atendimento A telemedicina também amplia as oportunidades de atendimento. Para quem quer preencher ainda mais a sua lista de pacientes, a consulta remota pode criar horários na sua agenda. Sabe aqueles 40 minutos apenas para chegar em outro consultório? Eles podem se transformar em um atendimento online com a mesma qualidade necessária. O número de consultas aumenta, os pacientes são fidelizados e ainda é possível dedicar mais tempo para cuidar e aproveitar a família, por exemplo. A rotina se torna mais agradável e une três pontos essenciais: qualidade no atendimento, praticidade e atenção para o lado pessoal. Graças aos recursos da tecnologia, esse cenário se torna mais fácil de acontecer. A telemedicina é, portanto, um caminho natural para a área da saúde na medida em que o uso de novas tecnologias se torna tão comum. Isso não significa que o atendimento presencial seja dispensável, mas é possível realizar diferentes serviços mesmo a distância, gerando mais praticidade para médicos e também para os pacientes, além de todos os benefícios apresentados acima. Agora que você já sabe o que é telemedicina e como pode ser importante investir nessa alternativa de assistência aos seus pacientes, o que acha de conhecer um pouco mais sobre outra opção que também tem se tornado bastante popular? Saiba tudo sobre como você pode fazer exames, testes e receber vacina de onde estiver com o Atendimento Móvel Sabin.

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