Sabin Por: Sabin
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A meningite é uma inflamação, que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, que acomete as meninges, membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal. As meningites podem ser graves e, para ter uma evolução benigna, necessitam de diagnóstico, orientação e tratamento precoces. 

Para alguns tipos de meningite, a prevenção com a vacinação é a medida mais efetiva. Neste post trazemos diversas informações importantes sobre a meningite, para que você possa cuidar melhor da sua saúde. Acompanhe!

O que é meningite e qual parte do cérebro ela afeta?

A meningite é um processo inflamatório que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Esse processo inflamatório pode ficar restrito a essas membranas ou complicar e acometer o cérebro (daí denomina-se encefalite). 

Quais os sintomas e as principais diferenças entre os tipos de meningite?

A inflamação que caracteriza a meningite infecciosa é desencadeada por micro-organismos como bactérias, vírus e fungos. Por isso existem diferentes tipos de meningite, de acordo com o agente causador da doença.

De forma geral, os sintomas, mais frequentes nas meningites são:

  • dor de cabeça;
  • dor na nuca;
  • rigidez no pescoço;
  • febre;
  • mal-estar;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • em crianças pequenas podem ocorrer choro fácil, irritabilidade e abaulamento de fontanela (moleira).

É válido ressaltar que os sintomas da meningite podem ser mais graves a depender do agente e do grau de comprometimento do sistema nervoso central, causando, por exemplo, confusão mental e convulsões (quando há encefalite).

Na meningite viral os sintomas costumam ser mais amenos e na bacteriana eles acontecem de uma forma mais intensa e a doença pode evoluir muito rapidamente e complicar. A meningite fúngica é o tipo mais raro da doença. 

A seguir apresentamos com um pouco mais de detalhes as características dos dois principais tipos de meningites, a viral e a bacteriana.

Meningite viral

As meningites virais costumam ser mais frequentes e tendem a ser menos graves que as bacterianas. Elas podem ser secundárias a vários tipos de vírus, como os enterovírus (agentes mais frequentes), o vírus do herpes simples, da varicela zoster, vírus da zika e chikungunya, por exemplo.

Como costuma apresentar-se com um quadro mais leve, a meningite viral é considerada uma doença benigna e para a maioria dos vírus não há tratamento específico, as abordagens envolvem mais o controle dos sintomas e a cura costuma ocorrer sem deixar sequelas. 

Meningite bacteriana

A meningite bacteriana é aquela que traz mais preocupação pela necessidade de tratamento precoce, maior risco de complicações, mortalidade e sequelas. Diversas bactérias podem causar a meningite, mas as infecções pelos principais agentes, Haemophilus influenzae, meningococo e o pneumococo, podem ser evitadas com vacinação.

O tratamento da meningite bacteriana precisa ser iniciado logo após a confirmação diagnóstica. São utilizados antibióticos específicos para combater o micro-organismo causador da doença.

Quais são as complicações?

Como você viu, esses dois tipos de meningites geralmente apresentam gravidades distintas. A doença provocada por vírus não costuma deixar sequelas no organismo, porém, aquela causada por bactérias, além de desencadear sintomas mais intensos, traz complicações e maior mortalidade.

As principais complicações das meningites bacterianas são:

  • deficiência intelectual;
  • distúrbios visuais;
  • perda de audição;
  • distúrbios da linguagem;
  • anormalidades motoras.

O que fazer no caso de apresentar sintomas de meningite?

Na manifestação de qualquer sintoma, é sempre fundamental procurar um atendimento médico. Quando se trata da meningite isso é importante porque, como você viu, em especial no tipo bacteriano, a doença pode ter uma evolução muito rápida, em poucas horas e o tratamento precisa ser iniciado imediatamente.

O médico solicitará exames para obter o diagnóstico e recomendará as medidas mais adequadas para que o organismo consiga reagir e se recuperar. É essencial não esperar muito tempo e buscar o atendimento de emergência.

Nos dois tipos de meningites, a análise dos sintomas e do exame físico contribuem para a suspeita da doença e do possível agente infeccioso, mas é preciso realizar exames específicos para se obter um diagnóstico preciso. 

A confirmação do diagnóstico de meningite é feita por punção na região lombar (mais frequente) ou suboccipital do líquido cefalorraquidiano (LCR), que está dentro da coluna e tem a função de proteger a medula espinhal. O material coletado é analisado para diagnóstico da inflamação e do agente infeccioso.

Qual é a importância da vacinação para a prevenção?

Uma importante forma de prevenção de meningites é manter o calendário de vacinação em dia. 

Os pais, como gestores da saúde dos filhos, precisam estar atentos ao calendário de vacina em todas as fases de idade, inclusive na adolescência. No caso dos adultos que não têm o cartão ou não têm certeza sobre as vacinas recebidas, é preciso conversar com o médico para um planejamento adequado.

Avacinação é fundamental porque por meio dela o organismo desenvolve imunidade, defesa, para alguns agentes causadores de meningite. Assim cuida-se, em especial, da saúde das crianças, que estão mais suscetíveis às formas graves de meningite, como a meningocócica e pneumocócica. No caso da meningite meningocócica, chamamos a atenção para a vacinação dos adolescentes, que muitas vezes, assintomáticos, são importantes transmissores dessa grave doença.

Além da vacinação, destacam-se outras medidas de prevenção. Para as meningites bacterianas, como a transmissão costuma ser por via aérea, por gotículas e secreções das respiratórias, é muito importante evitar lugares fechados e com aglomeração de pessoas, principalmente nos meses mais frios, quando os ambientes ficam muito fechados e o contato interpessoal aumenta. Também devemos manter os ambientes sempre ventilados e limpos.

A transmissão da meningite viral mais comum, por enterovírus, ocorre por via fecal-oral, por isso deve-se manter o rigor com a higiene pessoal, lavando as mãos com frequência e os utensílios, como talheres, copos, pratos, chupetas e mamadeiras precisam estar sempre limpos e manuseados com as mãos limpas. 

É importante, também, evitar o contato e a proximidade com pessoas que estão doentes ou que apresentam sintomas.

Agora que você conheceu os principais tipos de meningite e tem mais informações sobre essa doença, tenha atenção com as medidas preventivas para evitá-las. 

As vacinas são o melhor meio de evitar o contágio. Em caso de dúvidas, consulte um médico.

Essas informações são importantes e podem salvar vidas. Faça sua parte compartilhando este conteúdo nas redes sociais para alertar seus amigos.

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Quais são os tipos de meningite? Informações que você precisa saber; A meningite é uma inflamação, que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, que acomete as meninges, membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal. As meningites podem ser graves e, para ter uma evolução benigna, necessitam de diagnóstico, orientação e tratamento precoces.  Para alguns tipos de meningite, a prevenção com a vacinação é a medida mais efetiva. Neste post trazemos diversas informações importantes sobre a meningite, para que você possa cuidar melhor da sua saúde. Acompanhe! O que é meningite e qual parte do cérebro ela afeta? A meningite é um processo inflamatório que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Esse processo inflamatório pode ficar restrito a essas membranas ou complicar e acometer o cérebro (daí denomina-se encefalite).  Quais os sintomas e as principais diferenças entre os tipos de meningite? A inflamação que caracteriza a meningite infecciosa é desencadeada por micro-organismos como bactérias, vírus e fungos. Por isso existem diferentes tipos de meningite, de acordo com o agente causador da doença. De forma geral, os sintomas, mais frequentes nas meningites são: dor de cabeça;dor na nuca;rigidez no pescoço;febre;mal-estar;náuseas;vômitos;em crianças pequenas podem ocorrer choro fácil, irritabilidade e abaulamento de fontanela (moleira). É válido ressaltar que os sintomas da meningite podem ser mais graves a depender do agente e do grau de comprometimento do sistema nervoso central, causando, por exemplo, confusão mental e convulsões (quando há encefalite). Na meningite viral os sintomas costumam ser mais amenos e na bacteriana eles acontecem de uma forma mais intensa e a doença pode evoluir muito rapidamente e complicar. A meningite fúngica é o tipo mais raro da doença.  A seguir apresentamos com um pouco mais de detalhes as características dos dois principais tipos de meningites, a viral e a bacteriana. Meningite viral As meningites virais costumam ser mais frequentes e tendem a ser menos graves que as bacterianas. Elas podem ser secundárias a vários tipos de vírus, como os enterovírus (agentes mais frequentes), o vírus do herpes simples, da varicela zoster, vírus da zika e chikungunya, por exemplo. Como costuma apresentar-se com um quadro mais leve, a meningite viral é considerada uma doença benigna e para a maioria dos vírus não há tratamento específico, as abordagens envolvem mais o controle dos sintomas e a cura costuma ocorrer sem deixar sequelas.  Meningite bacteriana A meningite bacteriana é aquela que traz mais preocupação pela necessidade de tratamento precoce, maior risco de complicações, mortalidade e sequelas. Diversas bactérias podem causar a meningite, mas as infecções pelos principais agentes, Haemophilus influenzae, meningococo e o pneumococo, podem ser evitadas com vacinação. O tratamento da meningite bacteriana precisa ser iniciado logo após a confirmação diagnóstica. São utilizados antibióticos específicos para combater o micro-organismo causador da doença. Quais são as complicações? Como você viu, esses dois tipos de meningites geralmente apresentam gravidades distintas. A doença provocada por vírus não costuma deixar sequelas no organismo, porém, aquela causada por bactérias, além de desencadear sintomas mais intensos, traz complicações e maior mortalidade. As principais complicações das meningites bacterianas são: deficiência intelectual;distúrbios visuais;perda de audição;distúrbios da linguagem;anormalidades motoras. O que fazer no caso de apresentar sintomas de meningite? Na manifestação de qualquer sintoma, é sempre fundamental procurar um atendimento médico. Quando se trata da meningite isso é importante porque, como você viu, em especial no tipo bacteriano, a doença pode ter uma evolução muito rápida, em poucas horas e o tratamento precisa ser iniciado imediatamente. O médico solicitará exames para obter o diagnóstico e recomendará as medidas mais adequadas para que o organismo consiga reagir e se recuperar. É essencial não esperar muito tempo e buscar o atendimento de emergência. Nos dois tipos de meningites, a análise dos sintomas e do exame físico contribuem para a suspeita da doença e do possível agente infeccioso, mas é preciso realizar exames específicos para se obter um diagnóstico preciso.  A confirmação do diagnóstico de meningite é feita por punção na região lombar (mais frequente) ou suboccipital do líquido cefalorraquidiano (LCR), que está dentro da coluna e tem a função de proteger a medula espinhal. O material coletado é analisado para diagnóstico da inflamação e do agente infeccioso. Qual é a importância da vacinação para a prevenção? Uma importante forma de prevenção de meningites é manter o calendário de vacinação em dia.  Os pais, como gestores da saúde dos filhos, precisam estar atentos ao calendário de vacina em todas as fases de idade, inclusive na adolescência. No caso dos adultos que não têm o cartão ou não têm certeza sobre as vacinas recebidas, é preciso conversar com o médico para um planejamento adequado. Avacinação é fundamental porque por meio dela o organismo desenvolve imunidade, defesa, para alguns agentes causadores de meningite. Assim cuida-se, em especial, da saúde das crianças, que estão mais suscetíveis às formas graves de meningite, como a meningocócica e pneumocócica. No caso da meningite meningocócica, chamamos a atenção para a vacinação dos adolescentes, que muitas vezes, assintomáticos, são importantes transmissores dessa grave doença. Além da vacinação, destacam-se outras medidas de prevenção. Para as meningites bacterianas, como a transmissão costuma ser por via aérea, por gotículas e secreções das respiratórias, é muito importante evitar lugares fechados e com aglomeração de pessoas, principalmente nos meses mais frios, quando os ambientes ficam muito fechados e o contato interpessoal aumenta. Também devemos manter os ambientes sempre ventilados e limpos. A transmissão da meningite viral mais comum, por enterovírus, ocorre por via fecal-oral, por isso deve-se manter o rigor com a higiene pessoal, lavando as mãos com frequência e os utensílios, como talheres, copos, pratos, chupetas e mamadeiras precisam estar sempre limpos e manuseados com as mãos limpas.  É importante, também, evitar o contato e a proximidade com pessoas que estão doentes ou que apresentam sintomas. Agora que você conheceu os principais tipos de meningite e tem mais informações sobre essa doença, tenha atenção com as medidas preventivas para evitá-las.  As vacinas são o melhor meio de evitar o contágio. 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