Sabin Por: Sabin
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A vacinação estimula o organismo, por meio do sistema imunológico, a produzir anticorpos específicos, assim como se estivesse exposto à doença. Nos últimos anos, tem sido impressionante o progresso da ciência no campo da biologia molecular e imunologia, com avanços e transformações necessários para a defesa do corpo humano, capazes de contornar os efeitos de alguns vírus e bactérias.

As recomendações de vacina variam conforme a idade, estado de saúde e condições externas, protegendo a nível coletivo a saúde da população.

O fato é que a disseminação de mitos e o desconhecimento sobre a vacinação expõem a população ao risco. Além da falta de conhecimento, nota-se a circulação de inúmeras informações enganosas, no contexto da pandemia da Covid-19, criando um cenário que possibilita o aumento no número de casos de doenças já erradicadas, eliminadas ou em vias de controle.

Abaixo, listamos 15 informações difundidas sobre vacinas e vacinações. Siga com a gente e descubra o que é verdade e o que é mito.

1. Existe um risco aumentado de convulsão febril após a vacinação com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) — SCR-V?

Mito. Na realidade, o risco é bem pequeno. Assim, embora haja uma baixa incidência de convulsão febril, os benefícios que ela pode trazer à criança compensam. Por exemplo, a aplicação de uma vacina múltipla reduz o número de vacinas dolorosas e a irritabilidade decorrente do procedimento. Além disso, a criança fica protegida contra uma quantidade maior de infecções.

2. A vacina da Hepatite AB protege contra a hepatite C?

Mito. A hepatite C é causada por um vírus diferente, chamado vírus da hepatite C (HCV). Não existe vacina disponível para prevenir a infecção pelo HCV.

3. A vacina contra o tétano é somente aplicada em crianças?

Mito. Como a imunidade ao tétano diminui ao longo do tempo, adultos precisam obter uma dose de reforço a cada 10 anos para ficarem protegidos. Para adultos que ainda não se imunizaram com a vacina bacteriana do tipo adulto — dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou dT (Difteria e Tétano) —, recomenda-se tomá-la no lugar da vacina antitetânica (Toxóide Tetânico).

A dose de dTpa pode ser reforçada antes de 10 anos, então, uma boa ideia é falar com um médico sobre o que é melhor para sua situação específica. Certifique-se de que você e seus familiares estão protegidos contra o tétano e também contra outras doenças.

Ficou na dúvida? Profissionais de saúde, principalmente aqueles que lidam diretamente com pacientes, devem avaliar sua caderneta de vacinação para estar sempre atualizada. Ao usar o serviço de consulta gratuito do Sabin, o paciente obtém 10% de desconto naquelas vacinas que foram indicadas para atualização da caderneta.

4. A vacina do tétano é dose única?

Mito. A vacina do tétano é administrada em três doses, sendo que a indicação é tomar junto com a vacina contra difteria e coqueluche. Por isso, é conhecida como dTpa, ou tríplice bacteriana. A vacina do tétano é recomendada para adolescentes, adultos, idosos, gestantes e, em especial, alguns profissionais de risco (militares, policiais, bombeiros, marceneiros, entre outros).

5. Adulto não precisa tomar a vacina contra a meningite?

Mito. Adultos também devem receber a vacina contra meningite meningocócica conjugada C, (contra doenças causadas pelo meningococo C, como a meningite e meningococcemia); a ACWY, com ampla proteção (que previne infecções causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y); e, a do tipo B, cuja indicação dependerá da situação epidemiológica (ela protege contra infecções pela bactéria meningococo do tipo B).

6. Se você tiver mais de 60 anos de idade, você precisa ser vacinado uma vez por ano contra infecções pneumocócicas?

Mito. Acima de 60 anos, deve-se iniciar com uma dose da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), seguida, seis a 12 meses depois, de uma primeira dose da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) e uma segunda dose de VPP23, cinco anos após a primeira.

Para aqueles que já receberam uma dose de VPP23, recomenda-se o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A segunda dose de VPP23 deve ser feita cinco anos após a primeira, mantendo intervalo de seis a 12 meses com a VPC13.

Para os que já receberam duas doses de VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última aplicação de VPP23.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes dos 60 anos, está recomendada uma terceira dose depois dessa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última aplicação.

7. Vacinas só podem ser tomadas em hospitais ou clínicas?

Mito. Como vimos no programa de vacinação contra a Covid-19, com a vacinação até mesmo em drive-thru, é possível tomar vacinas em, basicamente, qualquer local, inclusive na sua casa, trabalho ou onde precisar por meio dos serviços de atendimento móvel, sempre adotando as medidas de prevenção e segurança.

8. As doenças pneumocócicas não são comuns ou graves?

Mito. As doenças pneumocócicas são muito graves. O Streptococcus pneumoniae (bactéria que provoca a doença) é responsável por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade.

Essa bactéria pode provocar enfermidades como meningite, pneumonia, sinusite, otite, mastoidite e septicemia, principalmente, em portadores de doenças crônicas (doenças cardiovasculares, bronquite, asma, rinite, hipertensão, câncer, diabetes, e, dislipidemia). As doença pneumocócicas invasivas, ou seja muito graves, acometem aproximadamente um milhão de adultos todos os anos, sendo que 5% a 7% deles vão a óbito.

9. A vacina contra Hepatite B não pode ser tomada junto de outras vacinas?

Mito. A vacina Hepatite B pode ser tomada junto de outras vacinas. No entanto, no caso da nova vacina contra a covid-19, a recomendação é que ela não seja administrada simultaneamente a qualquer outra vacina. A fim de evitar associação de reações, a recomendação é aguardar 14 dias de intervalo para tomar outras vacinas, uma vez que não há estudos sobre a administração dos dois imunizantes juntos. Isto é um consenso. Por isso, é sempre necessário consultar um médico em caso de dúvidas.

Conforme a orientação médica, é recomendável imunizar-se com a vacina Hepatite AB. Assim, acaba sendo mais prático e econômico. Afinal, com apenas uma injeção, é possível gerar imunização contra dois tipos de hepatites (A e B).

10. Vacinas podem ocasionar efeitos colaterais?

Sim, isso é verdade. Assim como os medicamentos, toda vacina tem o potencial de gerar algum tipo de reação e isso depende de vários fatores, especialmente da resposta individual de cada pessoa.

Com o avanço da tecnologia, as vacinas se tornam a cada dia mais seguras e com as reações geralmente leves. O benefício é sempre maior do que ter a doença. Entre os efeitos adversos mais comuns estão:

  • dor, calor e vermelhidão no local da aplicação;
  • incômodo temporário no local, com desaparecimento em alguns dias;
  • coceira;
  • febre baixa;
  • mal-estar.

Apesar das reações, normalmente serem leves, é importante, se ocorrerem, ficar atento aos sintomas do corpo, sempre procurando a orientação de um médico.

Além disso, vale ressaltar que, em alguns casos especiais, se uma pessoa tem história de alergia a uma dose anterior ou é sensível a algum outro produto é necessário consultar um alergologista antes de aplicar a vacina para avaliar possíveis reações mais significativas, como:

  • pessoas com alergia grave a ovos (com confirmada anafilaxia) podem apresentar reações contra vacinas para febre-amarela, influenza e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba);
  • pessoas com alergia à gelatina também podem apresentar reações a vacinas contra raiva, varicela e tríplice bacteriana.

Assim, a maioria das reações são temporárias e leves a moderadas — casos graves são raros. É muito mais provável que a pessoa fique enferma com uma doença que poderia ter sido evitada com a vacinação do que ter alguma reação significativa pelo uso do imunizante.

11. Algumas vacinas precisam de reforço?

É verdade e, para entender isso, é importante compreender o esquema das vacinas (dose única, duas ou três doses) e reforço(s).

Acontece que algumas vacinas precisam de mais de uma dose para fazer o organismo desenvolver uma proteção prolongada. Com o passar dos anos acontece a queda dos anticorpos e a diminuição dos níveis de proteção, assim, torna-se necessária a aplicação de doses de reforço, que é o que acontece com a vacina de difteria e tétano.

Um exemplo interessante é a vacina contra a febre-amarela, para a qual não há consenso sobre a duração da proteção por ela conferida. Neste caso, é necessário avaliar o risco epidemiológico. Podendo ser considerada a realização de segunda dose, pela possibilidade de falha vacinal, para aquelas pessoas que moram ou precisam viajar para uma área com ocorrências da febre amarela, ou seja para pessoas que se expõem ao risco de adquirir a doença.

Vale lembrar que se a pessoa for para um local de risco, mas se foi vacinado há 10 anos ou menos, não é necessário tomá-la novamente, a não ser que não se lembre ou se não tiver o registro na carteira de vacinação.

12. Com a vacinação, há a formação de anticorpos e imunização do organismo?

Verdade, esse é o principal objetivo da vacinação. O imunizante interage com o sistema imunológico do paciente para gerar uma resposta imunológica de um modo muito parecido ao que ocorre em uma infecção natural, mas sem que a pessoa contraia a doença ou haja riscos à saúde.

A formação de anticorpos e a consequente imunização podem ser geradas de diferentes maneiras, conforme o tipo de vacina. Em alguns casos, expor o organismo ao vírus, e às bactérias (mortos ou inativados) é o suficiente para provocar uma resposta imune significativa.

Em outros casos, não é necessário expor o sistema imunológico a todo microrganismo, bastando usar partes de sua estrutura, como uma proteína. Algumas das principais vacinas contra o coronavírus, como as produzidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, utilizam o RNA do vírus para provocar essa resposta imunológica do organismo.

Dessa forma, o sistema imunológico “aprende” como eliminar o vírus. Assim, se houver uma futura infecção, o organismo estará preparado para combater o microrganismo, sem ficar doente.

13. As vacinas têm segurança comprovada por fases de avaliação e testes realizados previamente?

Verdade. Antes de serem liberadas para imunizar a população, as vacinas passam por rigorosas etapas de testes para garantir sua segurança e eficácia. Os primeiros testes ocorrem naqueles animais em que o vírus reage de modo semelhante ao que ocorre no nosso organismo, como camundongos modificados e macacos.

Para iniciar os testes clínicos em humanos, é necessário obter a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Com a aprovação, o imunizante é aplicado em poucos voluntários. Se os resultados forem satisfatórios, passa-se para a fase 2, em que o grupo de testes aumenta, tornando-se mais heterogêneo, incluindo até mesmo pacientes de risco.

Já na terceira fase dos testes clínicos, a vacina é aplicada em milhares de pessoas, observando-se a reação no mundo real, com exposição natural ao vírus. Essa fase pode durar anos. Todo o processo é documentado em detalhes e servirá de base para que os órgãos reguladores examinem e ponderem sobre a sua aprovação.

Por fim, na quarta fase, temos a pós-comercialização, em que a farmacovigilância atua para monitorar o uso e os efeitos na população em geral. Por esse motivo, as vacinas apresentam segurança comprovada. O processo de criação/comercialização das vacinas passa por essas quatro fases, sendo feitos estudos e fiscalizações que asseguram que é seguro tomá-las.

Vale ressaltar que a pandemia do coronavírus gerou um cenário sem precedentes e acelerou aspectos técnicos e legais da produção do imunizante. Mas, a segurança não foi deixada de lado. Houve, na verdade, uma intensificação de esforços e um compartilhamento de informações em escala global, oque potencializou a observação dos resultados.

14. A vacina HPV pode prevenir o câncer?

Isso também é verdade. O HPV, conhecido como papilomavírus humano, causa verrugas comuns na pele e nas genitálias. Ele tem cerca de 150 subtipos conhecidos e dois deles (HPV-16 e HPV-18) estão associados a cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Além disso, o HPV também está ligado a outros tipos de câncer, como ânus, vulva, vagina e pênis.

A probabilidade de uma infecção pelo HPV evoluir para um câncer é estatístico, ou seja, na maior parte das pessoas o sistema imunológico consegue eliminar o microrganismo. O problema é que um pequeno grupo desenvolve uma infecção permanente que pode evoluir para o câncer.

Assim, a vacina foi um avanço importante no combate contra o câncer do colo uterino. Ela impede a contaminação e reduz significativamente as chances de desenvolvimento da doença.

Bom lembrar que a vacina contra HPV não é a única capaz de prevenir o câncer. A de hepatite B também pode reduzir as chances da pessoa desenvolver câncer no fígado. Isso comprova a grande importância que a vacinação tem para a saúde da população.

15. Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal?

Verdade. Isso pode ocorrer por diversos motivos. Por exemplo, a pessoa pode não lembrar que foi imunizada ou ter perdido seu registro de vacinação. Nesses casos, conversando com profissionais de saúde pode-se obter orientações sobre quais vacinas serão necessárias. Dessa forma, a reaplicação vai garantir que você esteja protegido.

E você, está com as suas vacinas em dia? Lembre-se de que a vacina é um importante instrumento para prevenir doenças graves e garantir a segurança e o bem-estar da população. Está com dúvidas? Consulte seu médico de confiança!

Para ajudar a promover verdades sobre o assunto na web, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais?

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Abaixo, listamos 15 informações difundidas sobre vacinas e vacinações. Siga com a gente e descubra o que é verdade e o que é mito. 1. Existe um risco aumentado de convulsão febril após a vacinação com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) — SCR-V? Mito. Na realidade, o risco é bem pequeno. Assim, embora haja uma baixa incidência de convulsão febril, os benefícios que ela pode trazer à criança compensam. Por exemplo, a aplicação de uma vacina múltipla reduz o número de vacinas dolorosas e a irritabilidade decorrente do procedimento. Além disso, a criança fica protegida contra uma quantidade maior de infecções. 2. A vacina da Hepatite AB protege contra a hepatite C? Mito. A hepatite C é causada por um vírus diferente, chamado vírus da hepatite C (HCV). Não existe vacina disponível para prevenir a infecção pelo HCV. 3. A vacina contra o tétano é somente aplicada em crianças? Mito. Como a imunidade ao tétano diminui ao longo do tempo, adultos precisam obter uma dose de reforço a cada 10 anos para ficarem protegidos. Para adultos que ainda não se imunizaram com a vacina bacteriana do tipo adulto — dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche) ou dT (Difteria e Tétano) —, recomenda-se tomá-la no lugar da vacina antitetânica (Toxóide Tetânico). A dose de dTpa pode ser reforçada antes de 10 anos, então, uma boa ideia é falar com um médico sobre o que é melhor para sua situação específica. Certifique-se de que você e seus familiares estão protegidos contra o tétano e também contra outras doenças. Ficou na dúvida? Profissionais de saúde, principalmente aqueles que lidam diretamente com pacientes, devem avaliar sua caderneta de vacinação para estar sempre atualizada. Ao usar o serviço de consulta gratuito do Sabin, o paciente obtém 10% de desconto naquelas vacinas que foram indicadas para atualização da caderneta. 4. A vacina do tétano é dose única? Mito. A vacina do tétano é administrada em três doses, sendo que a indicação é tomar junto com a vacina contra difteria e coqueluche. Por isso, é conhecida como dTpa, ou tríplice bacteriana. A vacina do tétano é recomendada para adolescentes, adultos, idosos, gestantes e, em especial, alguns profissionais de risco (militares, policiais, bombeiros, marceneiros, entre outros). 5. Adulto não precisa tomar a vacina contra a meningite? Mito. Adultos também devem receber a vacina contra meningite meningocócica conjugada C, (contra doenças causadas pelo meningococo C, como a meningite e meningococcemia); a ACWY, com ampla proteção (que previne infecções causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y); e, a do tipo B, cuja indicação dependerá da situação epidemiológica (ela protege contra infecções pela bactéria meningococo do tipo B). 6. Se você tiver mais de 60 anos de idade, você precisa ser vacinado uma vez por ano contra infecções pneumocócicas? Mito. Acima de 60 anos, deve-se iniciar com uma dose da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), seguida, seis a 12 meses depois, de uma primeira dose da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) e uma segunda dose de VPP23, cinco anos após a primeira. Para aqueles que já receberam uma dose de VPP23, recomenda-se o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A segunda dose de VPP23 deve ser feita cinco anos após a primeira, mantendo intervalo de seis a 12 meses com a VPC13. Para os que já receberam duas doses de VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última aplicação de VPP23. Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes dos 60 anos, está recomendada uma terceira dose depois dessa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última aplicação. 7. Vacinas só podem ser tomadas em hospitais ou clínicas? Mito. Como vimos no programa de vacinação contra a Covid-19, com a vacinação até mesmo em drive-thru, é possível tomar vacinas em, basicamente, qualquer local, inclusive na sua casa, trabalho ou onde precisar por meio dos serviços de atendimento móvel, sempre adotando as medidas de prevenção e segurança. 8. As doenças pneumocócicas não são comuns ou graves? Mito. As doenças pneumocócicas são muito graves. O Streptococcus pneumoniae (bactéria que provoca a doença) é responsável por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos de idade. Essa bactéria pode provocar enfermidades como meningite, pneumonia, sinusite, otite, mastoidite e septicemia, principalmente, em portadores de doenças crônicas (doenças cardiovasculares, bronquite, asma, rinite, hipertensão, câncer, diabetes, e, dislipidemia). As doença pneumocócicas invasivas, ou seja muito graves, acometem aproximadamente um milhão de adultos todos os anos, sendo que 5% a 7% deles vão a óbito. 9. A vacina contra Hepatite B não pode ser tomada junto de outras vacinas? Mito. A vacina Hepatite B pode ser tomada junto de outras vacinas. No entanto, no caso da nova vacina contra a covid-19, a recomendação é que ela não seja administrada simultaneamente a qualquer outra vacina. A fim de evitar associação de reações, a recomendação é aguardar 14 dias de intervalo para tomar outras vacinas, uma vez que não há estudos sobre a administração dos dois imunizantes juntos. Isto é um consenso. Por isso, é sempre necessário consultar um médico em caso de dúvidas. Conforme a orientação médica, é recomendável imunizar-se com a vacina Hepatite AB. Assim, acaba sendo mais prático e econômico. Afinal, com apenas uma injeção, é possível gerar imunização contra dois tipos de hepatites (A e B). 10. Vacinas podem ocasionar efeitos colaterais? Sim, isso é verdade. Assim como os medicamentos, toda vacina tem o potencial de gerar algum tipo de reação e isso depende de vários fatores, especialmente da resposta individual de cada pessoa. Com o avanço da tecnologia, as vacinas se tornam a cada dia mais seguras e com as reações geralmente leves. O benefício é sempre maior do que ter a doença. Entre os efeitos adversos mais comuns estão: dor, calor e vermelhidão no local da aplicação; incômodo temporário no local, com desaparecimento em alguns dias; coceira; febre baixa; mal-estar. Apesar das reações, normalmente serem leves, é importante, se ocorrerem, ficar atento aos sintomas do corpo, sempre procurando a orientação de um médico. Além disso, vale ressaltar que, em alguns casos especiais, se uma pessoa tem história de alergia a uma dose anterior ou é sensível a algum outro produto é necessário consultar um alergologista antes de aplicar a vacina para avaliar possíveis reações mais significativas, como: pessoas com alergia grave a ovos (com confirmada anafilaxia) podem apresentar reações contra vacinas para febre-amarela, influenza e tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); pessoas com alergia à gelatina também podem apresentar reações a vacinas contra raiva, varicela e tríplice bacteriana. Assim, a maioria das reações são temporárias e leves a moderadas — casos graves são raros. É muito mais provável que a pessoa fique enferma com uma doença que poderia ter sido evitada com a vacinação do que ter alguma reação significativa pelo uso do imunizante. 11. Algumas vacinas precisam de reforço? É verdade e, para entender isso, é importante compreender o esquema das vacinas (dose única, duas ou três doses) e reforço(s). Acontece que algumas vacinas precisam de mais de uma dose para fazer o organismo desenvolver uma proteção prolongada. Com o passar dos anos acontece a queda dos anticorpos e a diminuição dos níveis de proteção, assim, torna-se necessária a aplicação de doses de reforço, que é o que acontece com a vacina de difteria e tétano. Um exemplo interessante é a vacina contra a febre-amarela, para a qual não há consenso sobre a duração da proteção por ela conferida. Neste caso, é necessário avaliar o risco epidemiológico. Podendo ser considerada a realização de segunda dose, pela possibilidade de falha vacinal, para aquelas pessoas que moram ou precisam viajar para uma área com ocorrências da febre amarela, ou seja para pessoas que se expõem ao risco de adquirir a doença. Vale lembrar que se a pessoa for para um local de risco, mas se foi vacinado há 10 anos ou menos, não é necessário tomá-la novamente, a não ser que não se lembre ou se não tiver o registro na carteira de vacinação. 12. Com a vacinação, há a formação de anticorpos e imunização do organismo? Verdade, esse é o principal objetivo da vacinação. O imunizante interage com o sistema imunológico do paciente para gerar uma resposta imunológica de um modo muito parecido ao que ocorre em uma infecção natural, mas sem que a pessoa contraia a doença ou haja riscos à saúde. A formação de anticorpos e a consequente imunização podem ser geradas de diferentes maneiras, conforme o tipo de vacina. Em alguns casos, expor o organismo ao vírus, e às bactérias (mortos ou inativados) é o suficiente para provocar uma resposta imune significativa. Em outros casos, não é necessário expor o sistema imunológico a todo microrganismo, bastando usar partes de sua estrutura, como uma proteína. Algumas das principais vacinas contra o coronavírus, como as produzidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, utilizam o RNA do vírus para provocar essa resposta imunológica do organismo. Dessa forma, o sistema imunológico “aprende” como eliminar o vírus. Assim, se houver uma futura infecção, o organismo estará preparado para combater o microrganismo, sem ficar doente. 13. As vacinas têm segurança comprovada por fases de avaliação e testes realizados previamente? Verdade. Antes de serem liberadas para imunizar a população, as vacinas passam por rigorosas etapas de testes para garantir sua segurança e eficácia. Os primeiros testes ocorrem naqueles animais em que o vírus reage de modo semelhante ao que ocorre no nosso organismo, como camundongos modificados e macacos. Para iniciar os testes clínicos em humanos, é necessário obter a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Com a aprovação, o imunizante é aplicado em poucos voluntários. Se os resultados forem satisfatórios, passa-se para a fase 2, em que o grupo de testes aumenta, tornando-se mais heterogêneo, incluindo até mesmo pacientes de risco. Já na terceira fase dos testes clínicos, a vacina é aplicada em milhares de pessoas, observando-se a reação no mundo real, com exposição natural ao vírus. Essa fase pode durar anos. Todo o processo é documentado em detalhes e servirá de base para que os órgãos reguladores examinem e ponderem sobre a sua aprovação. Por fim, na quarta fase, temos a pós-comercialização, em que a farmacovigilância atua para monitorar o uso e os efeitos na população em geral. Por esse motivo, as vacinas apresentam segurança comprovada. O processo de criação/comercialização das vacinas passa por essas quatro fases, sendo feitos estudos e fiscalizações que asseguram que é seguro tomá-las. Vale ressaltar que a pandemia do coronavírus gerou um cenário sem precedentes e acelerou aspectos técnicos e legais da produção do imunizante. Mas, a segurança não foi deixada de lado. Houve, na verdade, uma intensificação de esforços e um compartilhamento de informações em escala global, oque potencializou a observação dos resultados. 14. A vacina HPV pode prevenir o câncer? Isso também é verdade. O HPV, conhecido como papilomavírus humano, causa verrugas comuns na pele e nas genitálias. Ele tem cerca de 150 subtipos conhecidos e dois deles (HPV-16 e HPV-18) estão associados a cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Além disso, o HPV também está ligado a outros tipos de câncer, como ânus, vulva, vagina e pênis. A probabilidade de uma infecção pelo HPV evoluir para um câncer é estatístico, ou seja, na maior parte das pessoas o sistema imunológico consegue eliminar o microrganismo. O problema é que um pequeno grupo desenvolve uma infecção permanente que pode evoluir para o câncer. Assim, a vacina foi um avanço importante no combate contra o câncer do colo uterino. Ela impede a contaminação e reduz significativamente as chances de desenvolvimento da doença. Bom lembrar que a vacina contra HPV não é a única capaz de prevenir o câncer. A de hepatite B também pode reduzir as chances da pessoa desenvolver câncer no fígado. Isso comprova a grande importância que a vacinação tem para a saúde da população. 15. Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal? Verdade. Isso pode ocorrer por diversos motivos. Por exemplo, a pessoa pode não lembrar que foi imunizada ou ter perdido seu registro de vacinação. Nesses casos, conversando com profissionais de saúde pode-se obter orientações sobre quais vacinas serão necessárias. Dessa forma, a reaplicação vai garantir que você esteja protegido. E você, está com as suas vacinas em dia? Lembre-se de que a vacina é um importante instrumento para prevenir doenças graves e garantir a segurança e o bem-estar da população. Está com dúvidas? Consulte seu médico de confiança! 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