Sabin Por: Sabin
Leitura
8min 35s
OUVIR 00:00
AAA

Um dos temas que ganhou ainda mais espaço nos últimos dias foi a imunidade. Afinal, a sociedade enfrenta uma pandemia e entender o quanto o seu corpo está preparado para enfrentar bactérias, vírus e demais microrganismos é fundamental. Na busca por uma vida mais saudável, conhecer um pouco sobre a nossa imunidade é importante.

Nada melhor do que a prevenção, não é mesmo? Em vez de esperar por um desafio a ser superado por conta de uma eventual baixa imunidade, a melhor alternativa é se precaver. Para isso é preciso entender mais sobre o funcionamento do sistema imunológico, alguns dos sintomas que podem indicar uma queda na imunidade e, é claro, conhecer os exames que avaliam o estado imunológico.

Especialmente quando se fala em crianças, o cuidado é ainda mais importante. O que acha, então, de conhecer um pouco mais sobre os principais exames que avaliam a imunidade e a relevância de cada um deles? Continue a leitura deste artigo para tirar todas as suas dúvidas e garantir a sua saúde e de quem você ama.

O que é o nosso sistema imunológico?

Antes de conhecer mais detalhes sobre os principais exames que avaliam a imunidade, é preciso entender como o organismo funciona, certo? Em resumo, o sistema imune representa uma série de mecanismos de defesa do corpo para combater uma infecção. Não se trata de um órgão específico, mas uma série de células e órgãos que protegem o organismo.

Sempre que uma célula ou substância estranha entra no corpo, o sistema imunológico é o responsável por neutralizá-los e destruí-los. Tudo é feito de maneira coordenada, garantindo que o corpo, por exemplo, não desenvolva uma doença ou consiga reduzir a duração dela. A eficiência é garantida, já que o sistema consegue diferenciar o que é estranho das células do próprio corpo.

Imunologista clínica e médica do Sabin Medicina Diagnóstica, a Dra. Karina Mescouto de Melo conversou com a gente e explicou que existem dois tipos de imunidade:

“(…) dois tipos de resposta: a imunidade inata e a imunidade adquirida. A primeira se trata da capacidade que nasce com o indivíduo, um sistema capaz de apresentar respostas ainda mais amplas. Já o que é adquirido são os anticorpos adaptados a partir do momento que o corpo entra em contato com um vírus ou célula e as células de defesa iniciam a produção de anticorpos”.

Para que serve?

O sistema imunológico serve justamente para oferecer uma resposta eficiente aos inúmeros ataques diários por algum microrganismo. Quanto mais forte o sistema, mais rápida e eficiente a resposta ao que pode prejudicar o corpo. Ou seja, quem tem um sistema imunológico mais forte consegue reagir de forma mais eficiente para neutralizar o organismo causador da doença.

A Dra. Karina ainda explica que o sistema imunológico funciona como a capacidade neurológica de cada indivíduo, se desenvolvendo com o tempo e criando os mecanismos necessários para nos fortalecer.

“Assim como um bebê aprende a sorrir, andar e falar com o tempo, o sistema imunológico também vai se desenvolvendo e evoluindo de acordo com a idade. Não existe uma vitamina que faça um bebê começar a realizar cálculos matemáticos, certo? É preciso entender que o sistema imunológico também exige tempo para se desenvolver”.

Os 10 sinais de alerta para imunodeficiência primária em crianças (Adaptados da Jeffrey Modell Foundation – JMF pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiências – BRAGID).

Algumas situações podem indicar baixa imunidade e a busca de orientação médica, pode levar a investigação e intervenção precoces. De acordo com a JMF, instituição pública americana dedicada ao diagnóstico, tratamento e cura das imunodeficiências, 10 sinais nos alertam para a necessidade de investigação de imunodeficiências primárias em crianças. São eles:

  1. Duas ou mais Pneumonias no último ano;
  2. Quatro ou mais Otites no último ano;
  3. Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses;
  4. Abcessos de repetição ou ectima;
  5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
  6. Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica;
  7. Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune;
  8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria;
  9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência;
  10. História familiar de imunodeficiência.

Quando falamos de adultos, também vale se atentar a quadros recorrentes de diarreia acompanhados de perda de peso e também à recorrência de quadros infecciosos.

Quais são os exames que mais frequentemente avaliam a imunidade?

Seja por perceber alguns dos sintomas listados acima, seja para ficar em dia com a sua saúde, os exames que avaliam a imunidade são muito importantes. Mas você sabe quais são os principais e mais comuns? Confira!

Hemograma completo

Um dos exames para avaliar a imunidade mais utilizados é o hemograma completo. A partir de uma amostra de sangue do paciente é possível analisar parte do sistema imunológico. Com os valores de referência como comparativo, o profissional de saúde consegue identificar se determinados componentes estão na quantidade ideal para o funcionamento saudável do organismo, como explica a Dra. Karina.

“O exame mais comum para avaliar a imunidade é o hemograma. Trata-se de uma fotografia geral das células de defesa de um organismo, analisando o que é conhecido como a parte vermelha, como plaquetas, e também a parte branca, que contem os linfócitos, células responsáveis por produzirem os imunizantes”.

Exames de sorologia 

Os exames de sorologia também são muito comuns para verificar a imunidade de um paciente. A análise é feita a partir do líquido separado do sangue após coagulação (soro). Com esse estudo, é possível identificar as imunoglobulinas IgM e IgG.

A primeira molécula, IgM, surge assim que o organismo tem contato com o vírus ou bactéria. Já o IgG, leva um pouco mais de tempo para surgir, já que vai ser a molécula responsável por neutralizar a ação do mesmo vírus ou bactéria. Ou seja, significa que o sistema imunológico entendeu como combater aquele organismo estranho que voltou a invadir o corpo. Nos exames de sorologia, pesquisa-se os anticorpos (IgM e IgG) específicos contra determinados agentes infecciosos.

Dosagem de imunoglobulinas

Outro exame importante é a análise das imunoglobulinas. O objetivo desse exame é verificar se as quantidades dessas estruturas são as necessárias para lidar com os agentes infecciosos. Com uma única amostra de sangue, é possível identificar cinco tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Cada uma delas pode ter ação principal contra agentes ou em um sistema do corpo, como o IgA, que ajuda, em mucosas, na proteção contra infecções.

Contagem e subpopulação de linfócitos

Os linfócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, atuam diretamente no combate aos vírus e bactérias. É importante a análise das populações ou subtipos dessas células (linfócitos, T, B e Natural Killer (NK)) para entender se o sistema imunológico está capacitado em cada uma das funções que o linfócito exerce.

Agora que você já conhece mais um pouco sobre o sistema imunológico, sinais sugestivos de baixa imunidade e até exames que avaliam o estado imune, não custa repetir: se identificou sinais de imunodeficiência em você ou um familiar e deseja fazer uma investigação, procure seu médico de confiança. E na hora de agendar seu exame, conte com a gente. Com o Sabin você agenda seus exames sem sair de casa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Autocuidado

Conheça 8 dicas práticas para ter uma rotina saudável

É muito comum ouvirmos que devemos adotar uma rotina saudável. Essa ideia está presente na mídia, nos consultórios médicos e até nas rodas de conversa em família. Mas, afinal, o que isso significa? A verdade é que depende. Não há uma única...

Autocuidado

Saiba como os exercícios físicos ajudam na sua saúde

Você já deve ter ouvido falar sobre como exercícios físicos ajudam na saúde, certo? Mas, afinal, qual é a relevância desse hábito para o nosso dia a dia? Apenas se exercitar é o suficiente para ter um organismo mais saudável? E como praticá-los da...

Saúde

O que é Novembro Azul? Entenda o mês de prevenção ao câncer de próstata

Quando o assunto é câncer, todo mundo fica um pouco assustado. Não é para menos, já que essa é uma doença séria, podendo ser fatal. No entanto, uma das principais medidas para evitar esse desfecho é o diagnóstico precoce, um dos principais temas...

Exames para avaliar a imunidade: o que são, quais fazer e mais; Um dos temas que ganhou ainda mais espaço nos últimos dias foi a imunidade. Afinal, a sociedade enfrenta uma pandemia e entender o quanto o seu corpo está preparado para enfrentar bactérias, vírus e demais microrganismos é fundamental. Na busca por uma vida mais saudável, conhecer um pouco sobre a nossa imunidade é importante. Nada melhor do que a prevenção, não é mesmo? Em vez de esperar por um desafio a ser superado por conta de uma eventual baixa imunidade, a melhor alternativa é se precaver. Para isso é preciso entender mais sobre o funcionamento do sistema imunológico, alguns dos sintomas que podem indicar uma queda na imunidade e, é claro, conhecer os exames que avaliam o estado imunológico. Especialmente quando se fala em crianças, o cuidado é ainda mais importante. O que acha, então, de conhecer um pouco mais sobre os principais exames que avaliam a imunidade e a relevância de cada um deles? Continue a leitura deste artigo para tirar todas as suas dúvidas e garantir a sua saúde e de quem você ama. O que é o nosso sistema imunológico? Antes de conhecer mais detalhes sobre os principais exames que avaliam a imunidade, é preciso entender como o organismo funciona, certo? Em resumo, o sistema imune representa uma série de mecanismos de defesa do corpo para combater uma infecção. Não se trata de um órgão específico, mas uma série de células e órgãos que protegem o organismo. Sempre que uma célula ou substância estranha entra no corpo, o sistema imunológico é o responsável por neutralizá-los e destruí-los. Tudo é feito de maneira coordenada, garantindo que o corpo, por exemplo, não desenvolva uma doença ou consiga reduzir a duração dela. A eficiência é garantida, já que o sistema consegue diferenciar o que é estranho das células do próprio corpo. Imunologista clínica e médica do Sabin Medicina Diagnóstica, a Dra. Karina Mescouto de Melo conversou com a gente e explicou que existem dois tipos de imunidade: "(...) dois tipos de resposta: a imunidade inata e a imunidade adquirida. A primeira se trata da capacidade que nasce com o indivíduo, um sistema capaz de apresentar respostas ainda mais amplas. Já o que é adquirido são os anticorpos adaptados a partir do momento que o corpo entra em contato com um vírus ou célula e as células de defesa iniciam a produção de anticorpos". Para que serve? O sistema imunológico serve justamente para oferecer uma resposta eficiente aos inúmeros ataques diários por algum microrganismo. Quanto mais forte o sistema, mais rápida e eficiente a resposta ao que pode prejudicar o corpo. Ou seja, quem tem um sistema imunológico mais forte consegue reagir de forma mais eficiente para neutralizar o organismo causador da doença. A Dra. Karina ainda explica que o sistema imunológico funciona como a capacidade neurológica de cada indivíduo, se desenvolvendo com o tempo e criando os mecanismos necessários para nos fortalecer. "Assim como um bebê aprende a sorrir, andar e falar com o tempo, o sistema imunológico também vai se desenvolvendo e evoluindo de acordo com a idade. Não existe uma vitamina que faça um bebê começar a realizar cálculos matemáticos, certo? É preciso entender que o sistema imunológico também exige tempo para se desenvolver". Os 10 sinais de alerta para imunodeficiência primária em crianças (Adaptados da Jeffrey Modell Foundation - JMF pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiências - BRAGID). Algumas situações podem indicar baixa imunidade e a busca de orientação médica, pode levar a investigação e intervenção precoces. De acordo com a JMF, instituição pública americana dedicada ao diagnóstico, tratamento e cura das imunodeficiências, 10 sinais nos alertam para a necessidade de investigação de imunodeficiências primárias em crianças. São eles: Duas ou mais Pneumonias no último ano;Quatro ou mais Otites no último ano;Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses;Abcessos de repetição ou ectima;Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica;Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune;Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria;Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência;História familiar de imunodeficiência. Quando falamos de adultos, também vale se atentar a quadros recorrentes de diarreia acompanhados de perda de peso e também à recorrência de quadros infecciosos. Quais são os exames que mais frequentemente avaliam a imunidade? Seja por perceber alguns dos sintomas listados acima, seja para ficar em dia com a sua saúde, os exames que avaliam a imunidade são muito importantes. Mas você sabe quais são os principais e mais comuns? Confira! Hemograma completo Um dos exames para avaliar a imunidade mais utilizados é o hemograma completo. A partir de uma amostra de sangue do paciente é possível analisar parte do sistema imunológico. Com os valores de referência como comparativo, o profissional de saúde consegue identificar se determinados componentes estão na quantidade ideal para o funcionamento saudável do organismo, como explica a Dra. Karina. "O exame mais comum para avaliar a imunidade é o hemograma. Trata-se de uma fotografia geral das células de defesa de um organismo, analisando o que é conhecido como a parte vermelha, como plaquetas, e também a parte branca, que contem os linfócitos, células responsáveis por produzirem os imunizantes". Exames de sorologia  Os exames de sorologia também são muito comuns para verificar a imunidade de um paciente. A análise é feita a partir do líquido separado do sangue após coagulação (soro). Com esse estudo, é possível identificar as imunoglobulinas IgM e IgG. A primeira molécula, IgM, surge assim que o organismo tem contato com o vírus ou bactéria. Já o IgG, leva um pouco mais de tempo para surgir, já que vai ser a molécula responsável por neutralizar a ação do mesmo vírus ou bactéria. Ou seja, significa que o sistema imunológico entendeu como combater aquele organismo estranho que voltou a invadir o corpo. Nos exames de sorologia, pesquisa-se os anticorpos (IgM e IgG) específicos contra determinados agentes infecciosos. Dosagem de imunoglobulinas Outro exame importante é a análise das imunoglobulinas. O objetivo desse exame é verificar se as quantidades dessas estruturas são as necessárias para lidar com os agentes infecciosos. Com uma única amostra de sangue, é possível identificar cinco tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Cada uma delas pode ter ação principal contra agentes ou em um sistema do corpo, como o IgA, que ajuda, em mucosas, na proteção contra infecções. Contagem e subpopulação de linfócitos Os linfócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, atuam diretamente no combate aos vírus e bactérias. É importante a análise das populações ou subtipos dessas células (linfócitos, T, B e Natural Killer (NK)) para entender se o sistema imunológico está capacitado em cada uma das funções que o linfócito exerce. Agora que você já conhece mais um pouco sobre o sistema imunológico, sinais sugestivos de baixa imunidade e até exames que avaliam o estado imune, não custa repetir: se identificou sinais de imunodeficiência em você ou um familiar e deseja fazer uma investigação, procure seu médico de confiança. E na hora de agendar seu exame, conte com a gente. Com o Sabin você agenda seus exames sem sair de casa.

Olá! Nosso site utiliza cookies para que possamos otimizar o atendimento que prestamos a você. Ao utilizar nosso site, você concorda com uso deles. Para saber mais, leia nossa política de privacidade.