Sabin Por: Sabin
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Um dos temas que ganhou ainda mais espaço nos últimos dias foi a imunidade. Afinal, a sociedade enfrenta uma pandemia e entender o quanto o seu corpo está preparado para enfrentar bactérias, vírus e demais microrganismos é fundamental. Na busca por uma vida mais saudável, conhecer um pouco sobre a nossa imunidade é importante.

Nada melhor do que a prevenção, não é mesmo? Em vez de esperar por um desafio a ser superado por conta de uma eventual baixa imunidade, a melhor alternativa é se precaver. Para isso é preciso entender mais sobre o funcionamento do sistema imunológico, alguns dos sintomas que podem indicar uma queda na imunidade e, é claro, conhecer os exames que avaliam o estado imunológico.

Especialmente quando se fala em crianças, o cuidado é ainda mais importante. O que acha, então, de conhecer um pouco mais sobre os principais exames que avaliam a imunidade e a relevância de cada um deles? Continue a leitura deste artigo para tirar todas as suas dúvidas e garantir a sua saúde e de quem você ama.

O que é o nosso sistema imunológico?

Antes de conhecer mais detalhes sobre os principais exames que avaliam a imunidade, é preciso entender como o organismo funciona, certo? Em resumo, o sistema imune representa uma série de mecanismos de defesa do corpo para combater uma infecção. Não se trata de um órgão específico, mas uma série de células e órgãos que protegem o organismo.

Sempre que uma célula ou substância estranha entra no corpo, o sistema imunológico é o responsável por neutralizá-los e destruí-los. Tudo é feito de maneira coordenada, garantindo que o corpo, por exemplo, não desenvolva uma doença ou consiga reduzir a duração dela. A eficiência é garantida, já que o sistema consegue diferenciar o que é estranho das células do próprio corpo.

Imunologista clínica e médica do Sabin Medicina Diagnóstica, a Dra. Karina Mescouto de Melo conversou com a gente e explicou que existem dois tipos de imunidade:

“(…) dois tipos de resposta: a imunidade inata e a imunidade adquirida. A primeira se trata da capacidade que nasce com o indivíduo, um sistema capaz de apresentar respostas ainda mais amplas. Já o que é adquirido são os anticorpos adaptados a partir do momento que o corpo entra em contato com um vírus ou célula e as células de defesa iniciam a produção de anticorpos”.

Para que serve?

O sistema imunológico serve justamente para oferecer uma resposta eficiente aos inúmeros ataques diários por algum microrganismo. Quanto mais forte o sistema, mais rápida e eficiente a resposta ao que pode prejudicar o corpo. Ou seja, quem tem um sistema imunológico mais forte consegue reagir de forma mais eficiente para neutralizar o organismo causador da doença.

A Dra. Karina ainda explica que o sistema imunológico funciona como a capacidade neurológica de cada indivíduo, se desenvolvendo com o tempo e criando os mecanismos necessários para nos fortalecer.

“Assim como um bebê aprende a sorrir, andar e falar com o tempo, o sistema imunológico também vai se desenvolvendo e evoluindo de acordo com a idade. Não existe uma vitamina que faça um bebê começar a realizar cálculos matemáticos, certo? É preciso entender que o sistema imunológico também exige tempo para se desenvolver”.

Os 10 sinais de alerta para imunodeficiência primária em crianças (Adaptados da Jeffrey Modell Foundation – JMF pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiências – BRAGID).

Algumas situações podem indicar baixa imunidade e a busca de orientação médica, pode levar a investigação e intervenção precoces. De acordo com a JMF, instituição pública americana dedicada ao diagnóstico, tratamento e cura das imunodeficiências, 10 sinais nos alertam para a necessidade de investigação de imunodeficiências primárias em crianças. São eles:

  1. Duas ou mais Pneumonias no último ano;
  2. Quatro ou mais Otites no último ano;
  3. Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses;
  4. Abcessos de repetição ou ectima;
  5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
  6. Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica;
  7. Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune;
  8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria;
  9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência;
  10. História familiar de imunodeficiência.

Quando falamos de adultos, também vale se atentar a quadros recorrentes de diarreia acompanhados de perda de peso e também à recorrência de quadros infecciosos.

Quais são os exames que mais frequentemente avaliam a imunidade?

Seja por perceber alguns dos sintomas listados acima, seja para ficar em dia com a sua saúde, os exames que avaliam a imunidade são muito importantes. Mas você sabe quais são os principais e mais comuns? Confira!

Hemograma completo

Um dos exames para avaliar a imunidade mais utilizados é o hemograma completo. A partir de uma amostra de sangue do paciente é possível analisar parte do sistema imunológico. Com os valores de referência como comparativo, o profissional de saúde consegue identificar se determinados componentes estão na quantidade ideal para o funcionamento saudável do organismo, como explica a Dra. Karina.

“O exame mais comum para avaliar a imunidade é o hemograma. Trata-se de uma fotografia geral das células de defesa de um organismo, analisando o que é conhecido como a parte vermelha, como plaquetas, e também a parte branca, que contem os linfócitos, células responsáveis por produzirem os imunizantes”.

Exames de sorologia 

Os exames de sorologia também são muito comuns para verificar a imunidade de um paciente. A análise é feita a partir do líquido separado do sangue após coagulação (soro). Com esse estudo, é possível identificar as imunoglobulinas IgM e IgG.

A primeira molécula, IgM, surge assim que o organismo tem contato com o vírus ou bactéria. Já o IgG, leva um pouco mais de tempo para surgir, já que vai ser a molécula responsável por neutralizar a ação do mesmo vírus ou bactéria. Ou seja, significa que o sistema imunológico entendeu como combater aquele organismo estranho que voltou a invadir o corpo. Nos exames de sorologia, pesquisa-se os anticorpos (IgM e IgG) específicos contra determinados agentes infecciosos.

Dosagem de imunoglobulinas

Outro exame importante é a análise das imunoglobulinas. O objetivo desse exame é verificar se as quantidades dessas estruturas são as necessárias para lidar com os agentes infecciosos. Com uma única amostra de sangue, é possível identificar cinco tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Cada uma delas pode ter ação principal contra agentes ou em um sistema do corpo, como o IgA, que ajuda, em mucosas, na proteção contra infecções.

Contagem e subpopulação de linfócitos

Os linfócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, atuam diretamente no combate aos vírus e bactérias. É importante a análise das populações ou subtipos dessas células (linfócitos, T, B e Natural Killer (NK)) para entender se o sistema imunológico está capacitado em cada uma das funções que o linfócito exerce.

Agora que você já conhece mais um pouco sobre o sistema imunológico, sinais sugestivos de baixa imunidade e até exames que avaliam o estado imune, não custa repetir: se identificou sinais de imunodeficiência em você ou um familiar e deseja fazer uma investigação, procure seu médico de confiança. E na hora de agendar seu exame, conte com a gente. Com o Sabin você agenda seus exames sem sair de casa.

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Continue a leitura deste artigo para tirar todas as suas dúvidas e garantir a sua saúde e de quem você ama. O que é o nosso sistema imunológico? Antes de conhecer mais detalhes sobre os principais exames que avaliam a imunidade, é preciso entender como o organismo funciona, certo? Em resumo, o sistema imune representa uma série de mecanismos de defesa do corpo para combater uma infecção. Não se trata de um órgão específico, mas uma série de células e órgãos que protegem o organismo. Sempre que uma célula ou substância estranha entra no corpo, o sistema imunológico é o responsável por neutralizá-los e destruí-los. Tudo é feito de maneira coordenada, garantindo que o corpo, por exemplo, não desenvolva uma doença ou consiga reduzir a duração dela. A eficiência é garantida, já que o sistema consegue diferenciar o que é estranho das células do próprio corpo. Imunologista clínica e médica do Sabin Medicina Diagnóstica, a Dra. Karina Mescouto de Melo conversou com a gente e explicou que existem dois tipos de imunidade: "(...) dois tipos de resposta: a imunidade inata e a imunidade adquirida. A primeira se trata da capacidade que nasce com o indivíduo, um sistema capaz de apresentar respostas ainda mais amplas. Já o que é adquirido são os anticorpos adaptados a partir do momento que o corpo entra em contato com um vírus ou célula e as células de defesa iniciam a produção de anticorpos". Para que serve? O sistema imunológico serve justamente para oferecer uma resposta eficiente aos inúmeros ataques diários por algum microrganismo. Quanto mais forte o sistema, mais rápida e eficiente a resposta ao que pode prejudicar o corpo. Ou seja, quem tem um sistema imunológico mais forte consegue reagir de forma mais eficiente para neutralizar o organismo causador da doença. A Dra. Karina ainda explica que o sistema imunológico funciona como a capacidade neurológica de cada indivíduo, se desenvolvendo com o tempo e criando os mecanismos necessários para nos fortalecer. "Assim como um bebê aprende a sorrir, andar e falar com o tempo, o sistema imunológico também vai se desenvolvendo e evoluindo de acordo com a idade. Não existe uma vitamina que faça um bebê começar a realizar cálculos matemáticos, certo? É preciso entender que o sistema imunológico também exige tempo para se desenvolver". Os 10 sinais de alerta para imunodeficiência primária em crianças (Adaptados da Jeffrey Modell Foundation - JMF pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiências - BRAGID). Algumas situações podem indicar baixa imunidade e a busca de orientação médica, pode levar a investigação e intervenção precoces. De acordo com a JMF, instituição pública americana dedicada ao diagnóstico, tratamento e cura das imunodeficiências, 10 sinais nos alertam para a necessidade de investigação de imunodeficiências primárias em crianças. São eles: Duas ou mais Pneumonias no último ano;Quatro ou mais Otites no último ano;Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses;Abcessos de repetição ou ectima;Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica;Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune;Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria;Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência;História familiar de imunodeficiência. Quando falamos de adultos, também vale se atentar a quadros recorrentes de diarreia acompanhados de perda de peso e também à recorrência de quadros infecciosos. Quais são os exames que mais frequentemente avaliam a imunidade? Seja por perceber alguns dos sintomas listados acima, seja para ficar em dia com a sua saúde, os exames que avaliam a imunidade são muito importantes. Mas você sabe quais são os principais e mais comuns? Confira! Hemograma completo Um dos exames para avaliar a imunidade mais utilizados é o hemograma completo. A partir de uma amostra de sangue do paciente é possível analisar parte do sistema imunológico. Com os valores de referência como comparativo, o profissional de saúde consegue identificar se determinados componentes estão na quantidade ideal para o funcionamento saudável do organismo, como explica a Dra. Karina. "O exame mais comum para avaliar a imunidade é o hemograma. Trata-se de uma fotografia geral das células de defesa de um organismo, analisando o que é conhecido como a parte vermelha, como plaquetas, e também a parte branca, que contem os linfócitos, células responsáveis por produzirem os imunizantes". 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Com uma única amostra de sangue, é possível identificar cinco tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Cada uma delas pode ter ação principal contra agentes ou em um sistema do corpo, como o IgA, que ajuda, em mucosas, na proteção contra infecções. Contagem e subpopulação de linfócitos Os linfócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, atuam diretamente no combate aos vírus e bactérias. É importante a análise das populações ou subtipos dessas células (linfócitos, T, B e Natural Killer (NK)) para entender se o sistema imunológico está capacitado em cada uma das funções que o linfócito exerce. Agora que você já conhece mais um pouco sobre o sistema imunológico, sinais sugestivos de baixa imunidade e até exames que avaliam o estado imune, não custa repetir: se identificou sinais de imunodeficiência em você ou um familiar e deseja fazer uma investigação, procure seu médico de confiança. E na hora de agendar seu exame, conte com a gente. Com o Sabin você agenda seus exames sem sair de casa.

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