Plataformas digitais de saúde: por que esse modelo veio para ficar?

Plataformas digitais de saúde: por que esse modelo veio para ficar?

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Sabemos que os avanços tecnológicos mudaram a forma como acessamos diversos serviços, e com a saúde não poderia ser diferente. Embora a transformação digital no setor tenha iniciado ainda nos anos 2000, a popularização das plataformas de saúde ganhou força com a pandemia de  covid-19, período em que milhares de pessoas utilizaram essas ferramentas pela primeira vez.

O novo modelo de cuidado tornou o acesso à saúde mais simples, conectando pacientes e profissionais de maneira ágil e segura, o que impacta diretamente a qualidade de vida e o bem-estar da população. Com a consolidação da telemedicina, da telessaúde e da teleconsulta, a tecnologia está cada dia mais presente na rotina das pessoas, reforçando que esse formato veio para ficar.

Continue a leitura para entender melhor o que são as plataformas digitais, como elas estão revolucionando a saúde e o que esperar daqui para frente.          

O que são plataformas digitais de saúde e como funcionam?

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 75% dos brasileiros não têm convênio médico. Nesse cenário, as plataformas digitais de saúde surgem como uma alternativa viável que amplia as possibilidades de cuidado, especialmente para esse público.

Por meio de aplicativo ou site, essas ferramentas funcionam como uma verdadeira comunidade de saúde, reunindo, em um único ambiente, diversos serviços como consultas com especialistas, rede de clínicas, teleconsultas, agendamento de exames, descontos em medicamentos, entre outros. A ideia é ser a porta de entrada da jornada de cuidados do paciente, não se limitando aos atendimentos remotos. Dessa forma, consegue reduzir barreiras relacionadas a custos, deslocamentos e tempo de espera. Isso significa maior alcance a serviços de saúde de qualidade, com praticidade e economia.

Ao descomplicar o acesso a esses serviços, as plataformas oferecem uma experiência integrada para quem busca atendimento sem maiores burocracias. Em muitos casos, também ajudam a suprir demandas de saúde de populações que vivem em regiões mais remotas. Até mesmo em grandes centros urbanos, elas podem ser um recurso facilitador para quem deixa de se cuidar por falta de tempo ou de orçamento.

Da medicina tradicional ao cuidado digital

Durante muitos anos, o acesso à saúde esteve concentrado em hospitais, clínicas e planos de saúde tradicionais. Esses modelos continuam essenciais, porém a transformação digital trouxe novas possibilidades: enquanto na medicina tradicional o paciente precisa recorrer a diferentes prestadores de forma isolada, as plataformas digitais centralizam essas soluções em um só lugar.

O cuidado digital, sem dúvida, mudou a relação entre médico e paciente, ao promover agilidade no processo de atendimento, resultados mais rápidos e diagnósticos precoces. Entretanto, é importante ressaltar que a tecnologia deve ser usada como aliada na jornada de autocuidado, não substituindo os atendimentos presenciais que exigem avaliações clínicas mais complexas, bem como os check-ups regulares. A combinação entre acompanhamento clínico e hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos, continua sendo a chave para uma medicina verdadeiramente preventiva e assertiva.

Por que as plataformas de saúde estão ganhando cada vez mais espaço?

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o uso da internet já ultrapassou 90% da população no Brasil. Isso mostra que a probabilidade de novos usuários em busca de serviços digitais — entre eles, os de saúde — tende a aumentar significativamente.

Mais do que uma tendência passageira, as plataformas têm demonstrado sinais de que vieram para ficar, uma vez que se moldam às necessidades da sociedade contemporânea, que valoriza praticidade e custo-benefício, sem abrir mão (é claro) da excelência no atendimento. 

Principais benefícios das plataformas digitais

Com a transformação da forma como os cuidados em saúde são organizados, as plataformas digitais trazem vantagens claras para o dia a dia. Entre os principais benefícios encontrados, estão:

  • Consultas on-line: monitoramento contínuo e cuidado ideal para pessoas impossibilitadas de se locomover.
  • Receituários e laudos digitais: menos papel e mais facilidade no envio de prescrições.
  • Apoio a diagnósticos: identificação precoce de doenças e suporte à tomada de decisão clínica.
  • Tratamentos personalizados: acompanhamento individualizado conforme as necessidades de cada pessoa.

Vale destacar que o acesso às plataformas de saúde é totalmente amparado pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que garante segurança máxima e sigilo absoluto no uso dos dados. O mesmo rigor se aplica aos parceiros que oferecem os serviços intermediados pela plataforma, submetidos a critérios estritos de seleção.

Como a plataforma Rita Saúde contribui para tornar o cuidado mais acessível

A Rita Saúde é uma solução digital criada pelo Grupo Sabin para simplificar os cuidados com a saúde e torná-los disponíveis para o maior número de pessoas. A proposta é ser o elo de ligação entre pacientes e profissionais, abreviando o caminho do autocuidado.

Com uma ampla rede de parceiros, a Rita Saúde disponibiliza consultas presenciais em clínicas de diversas especialidades e teleconsultas pela própria plataforma, além de benefícios em farmácias e exames com valores acessíveis. 

Trata-se de uma solução robusta que fornece todas as condições para que a saúde não seja deixada de lado, em decorrência de entraves como a vida corrida ou o peso no orçamento.

Novas tendências da saúde digital

Atualmente, a saúde digital ganha novos contornos com a integração da inteligência artificial (IA) e da análise avançada de dados. A crescente incorporação desses recursos tecnológicos torna os sistemas de saúde mais eficientes, que vão muito além da telemedicina. Veja alguns exemplos práticos que já estão transformando o setor:

  • Dispositivos inteligentes: smartwatches e sensores que monitoram dados como frequência cardíaca, qualidade do sono e até níveis de estresse em tempo real.
  • Prontuários eletrônicos: registro digital do histórico do paciente, que permite o compartilhamento seguro entre diferentes especialistas.
  • Big data: análise de grandes volumes de dados, que garante decisões médicas mais rápidas e a otimização de tratamentos.

Como mencionado acima, o objetivo dessas inovações não é substituir o atendimento presencial, mas criar novas formas de acompanhar a saúde, favorecer o acesso aos serviços e promover um cuidado mais contínuo e preventivo, capaz de antecipar riscos e oferecer soluções.

A tecnologia caminha para a sofisticação das plataformas digitais de saúde. A interoperabilidade dos diferentes tipos de aplicativos de saúde e bem-estar possibilita mitigar a dispersão de informações de um paciente. O avanço da IA e da análise de dados resulta em um acompanhamento mais preciso, contribuindo para a medicina preditiva individualizada.

O que se espera é que, em um futuro próximo, os dados clínicos do paciente estejam unificados, propiciando medidas preventivas eficazes e abordagens terapêuticas coordenadas e centradas nas necessidades de cada um. A boa notícia é que estamos caminhando a passos largos para isso.

Quer saber como funciona o atendimento médico à distância e tirar suas dúvidas sobre o assunto? Leia nosso artigo completo sobre o que é telemedicina e descubra todas as suas vantagens.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

FRONTIERS IN PUBLIC HEALTH. Digitalisation of medicine in LMICs (sub-Saharan Africa): enablers, barriers, and funding strategies for sustainable health systems. Lausanne: Frontiers, 2026. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/public-health/articles/10.3389/fpubh.2026.1710904/full. Acesso em: 23 jun. 2026.

JOURNAL OF MEDICAL INTERNET RESEARCH. 25 Years of Digital Health Toward Universal Health Coverage in Low- and Middle-Income Countries: Rapid Systematic Review. Toronto: JMIR Publications, 2025. Disponível em: https://www.jmir.org/2025/1/e59042. Acesso em: 23 jun. 2026.

JOURNAL OF MEDICAL INTERNET RESEARCH. Perspectives of Digital Health Innovations in Low- and Middle-Income Health Care Systems From South and Southeast Asia. Toronto: JMIR Publications, 2024. Disponível em: https://www.jmir.org/2024/1/e57612. Acesso em: 23 jun. 2026.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Internet chega a 95% de domicílios do país em 2025. Agência de Notícias IBGE, 2 jul. 2026. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/47410-internet-chega-a-95-de-domicilios-do-pais-em-2025. Acesso em: 3 jul. 2026

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