Sabin Por: Sabin
Leitura
7min 50s
OUVIR 00:00
AAA

A mpox foi considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) pela primeira vez em 2022, em razão da ocorrência de casos fora da região tipicamente endêmica — países da África.

O primeiro caso foi notificado em maio daquele ano, em Londres, Inglaterra. No Brasil, a mpox foi detectada no mês seguinte, em São Paulo. A primeira ESPII pelo surto de mpox foi encerrada em 2023, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou, na ocasião, que a doença estava globalmente controlada.

Entretanto, em agosto de 2024, a OMS decidiu reconsiderar o status de emergência de saúde pública internacional, devido ao surgimento de uma nova cepa do vírus, com características mais agressivas. Desde então, mais de 180 mil casos foram confirmados ao redor do mundo. O Brasil tem acompanhado esse cenário, com pico de casos em 2022, redução em 2023, aumento em 2024 e estabilização em 2025.

No início de 2026, a doença voltou aos holofotes no país, com novos registros distribuídos em diferentes estados. Embora a situação não seja considerada alarmante, os órgãos de saúde reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar a transmissão.

Entenda o que é a mpox, como ela é transmitida, sintomas, tratamento e formas de prevenção. Acompanhe o artigo!

O que é a mpox?

Inicialmente conhecida como varíola dos macacos, a mpox — ou monkeypox — é transmitida pelo mpox vírus (MPXV), pertencente à mesma família (Poxviridae) e ao mesmo gênero (Orthopoxvirus) da varíola comum. 

A diferença é que a varíola comum, além de ser uma infecção essencialmente humana, está erradicada no mundo desde 1980. Já a mpox é uma doença zoonótica viral, ou seja, pode ser transmitida não somente de pessoa para pessoa, como também de animais para pessoas. Adiante, explicaremos melhor como se dá essa transmissão.

Como surgiu o termo “varíola dos macacos”

O primeiro nome da doença fazia referência à descoberta do vírus em macacos de um laboratório de pesquisa na Dinamarca, em 1958. Vale destacar que, apesar de o nome ter ficado erroneamente associado a macacos, os agentes transmissores do vírus, muito provavelmente, estão associados a roedores.

A preocupação em desvincular a doença dos macacos foi tanta que a OMS passou a recomendar outro nome para o monkeypox, determinando o uso preferencial do termo “mpox”.

Sintomas da mpox

Os sintomas geralmente começam a se manifestar entre três e 16 dias após o contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias, incluindo:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele (como mostra a imagem abaixo);
  • fraqueza;
  • inchaço dos gânglios linfáticos;
  • febre;
  • dores no corpo;
  • dor de cabeça;
  • calafrio.
Monkeypox

As lesões costumam aparecer de um a três dias após o início da febre. Primeiramente provocam um aspecto avermelhado na pele e, em seguida, formam pequenas vesículas com líquido claro ou amarelado, secando e caindo alguns dias depois. 

Na grande maioria das vezes, os sintomas da mpox desaparecem em algumas semanas. Contudo, em algumas pessoas, especialmente aquelas com doenças crônicas, crianças e gestantes, os sinais e sintomas podem resultar em complicações se não houver o devido cuidado, levando a internações hospitalares ou até mesmo a óbito. 

Casos graves podem resultar em lesões mais extensas e disseminadas, sobretudo nas áreas da boca, dos olhos e órgãos genitais. Podem ocorrer, ainda, infecções bacterianas secundárias na pele, infecções no sangue e nos pulmões. As complicações também podem incluir infecções bacterianas graves nas lesões cutâneas, encefalite, miocardite, pneumonia e problemas oculares.

Portanto, se você estiver apresentando algum sintoma, teve contato próximo com alguém infectado ou com suspeita da doença, procure imediatamente o serviço médico de sua cidade.

Sabin oferece exame para detecção da mpox

Sempre atento ao cenário epidemiológico e comprometido em oferecer sempre o que há de mais atualizado em serviços de saúde, o Sabin disponibiliza o exame de PCR em tempo real (qPCR) para detecção molecular da mpox. O diagnóstico precoce permite uma intervenção mais rápida e contribui para impedir o agravamento da doença.

Como a doença é transmitida?

A transmissão pode ser direta ou indireta, através do contato com sangue, fluidos corporais, lesões de pele ou mucosa infectada e objetos contaminados. Abaixo, listamos as principais vias:

Transmissão primária

Contato com sangue, mucosa ou fluidos corporais de animais infectados.

Transmissão secundária

Contato direto com fluidos corporais ou secreções respiratórias de uma pessoa que esteja infectada.

Transmissão por materiais contaminados

Contato com objetos que foram contaminados por secreções ou feridas de pacientes com mpox.

Transmissão vertical

Pode ocorrer da mãe infectada para o bebê, através da placenta ou contato próximo no parto.

Quais as formas de tratamento?

O tratamento da mpox consiste no alívio dos sintomas, não havendo um medicamento específico contra a doença. 

Existe vacina contra a mpox?

Sim, a vacina Jynneos é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público considerado de risco, como profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus, pessoas que vivem com HIV e aquelas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas de estarem infectadas.

Saiba como se prevenir

Para garantir a prevenção contra a doença, é importante adotar algumas medidas:

  • evite contato próximo com a pessoa doente, até que haja a completa cicatrização das lesões e a liberação médica;
  • evite contato com qualquer material que tenha sido utilizado pela pessoa infectada;
  • mantenha o hábito regular de higienizar corretamente as mãos, lavando-as com água e sabão.

Caso seja necessário o contato com pessoa suspeita ou diagnosticada, não deixe de usar equipamentos de proteção, como máscaras e luvas. Essas medidas podem ajudar a diminuir a proliferação do mpox vírus (e também de outros vírus circulantes). Então, vamos fazer a nossa parte!

Quer entender melhor por que doenças que já estavam controladas voltam a aparecer? Clique aqui e saiba mais!

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mpox: conheça mais sobre a doença; A mpox foi considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) pela primeira vez em 2022, em razão da ocorrência de casos fora da região tipicamente endêmica — países da África. O primeiro caso foi notificado em maio daquele ano, em Londres, Inglaterra. No Brasil, a mpox foi detectada no mês seguinte, em São Paulo. A primeira ESPII pelo surto de mpox foi encerrada em 2023, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou, na ocasião, que a doença estava globalmente controlada. Entretanto, em agosto de 2024, a OMS decidiu reconsiderar o status de emergência de saúde pública internacional, devido ao surgimento de uma nova cepa do vírus, com características mais agressivas. Desde então, mais de 180 mil casos foram confirmados ao redor do mundo. O Brasil tem acompanhado esse cenário, com pico de casos em 2022, redução em 2023, aumento em 2024 e estabilização em 2025. No início de 2026, a doença voltou aos holofotes no país, com novos registros distribuídos em diferentes estados. Embora a situação não seja considerada alarmante, os órgãos de saúde reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar a transmissão. Entenda o que é a mpox, como ela é transmitida, sintomas, tratamento e formas de prevenção. Acompanhe o artigo! O que é a mpox? Inicialmente conhecida como varíola dos macacos, a mpox — ou monkeypox — é transmitida pelo mpox vírus (MPXV), pertencente à mesma família (Poxviridae) e ao mesmo gênero (Orthopoxvirus) da varíola comum.  A diferença é que a varíola comum, além de ser uma infecção essencialmente humana, está erradicada no mundo desde 1980. Já a mpox é uma doença zoonótica viral, ou seja, pode ser transmitida não somente de pessoa para pessoa, como também de animais para pessoas. Adiante, explicaremos melhor como se dá essa transmissão. Como surgiu o termo “varíola dos macacos” O primeiro nome da doença fazia referência à descoberta do vírus em macacos de um laboratório de pesquisa na Dinamarca, em 1958. Vale destacar que, apesar de o nome ter ficado erroneamente associado a macacos, os agentes transmissores do vírus, muito provavelmente, estão associados a roedores. A preocupação em desvincular a doença dos macacos foi tanta que a OMS passou a recomendar outro nome para o monkeypox, determinando o uso preferencial do termo “mpox”. Sintomas da mpox Os sintomas geralmente começam a se manifestar entre três e 16 dias após o contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias, incluindo: erupções cutâneas ou lesões de pele (como mostra a imagem abaixo); fraqueza; inchaço dos gânglios linfáticos; febre; dores no corpo; dor de cabeça; calafrio. As lesões costumam aparecer de um a três dias após o início da febre. Primeiramente provocam um aspecto avermelhado na pele e, em seguida, formam pequenas vesículas com líquido claro ou amarelado, secando e caindo alguns dias depois.  Na grande maioria das vezes, os sintomas da mpox desaparecem em algumas semanas. Contudo, em algumas pessoas, especialmente aquelas com doenças crônicas, crianças e gestantes, os sinais e sintomas podem resultar em complicações se não houver o devido cuidado, levando a internações hospitalares ou até mesmo a óbito.  Casos graves podem resultar em lesões mais extensas e disseminadas, sobretudo nas áreas da boca, dos olhos e órgãos genitais. Podem ocorrer, ainda, infecções bacterianas secundárias na pele, infecções no sangue e nos pulmões. As complicações também podem incluir infecções bacterianas graves nas lesões cutâneas, encefalite, miocardite, pneumonia e problemas oculares. Portanto, se você estiver apresentando algum sintoma, teve contato próximo com alguém infectado ou com suspeita da doença, procure imediatamente o serviço médico de sua cidade. Sabin oferece exame para detecção da mpox Sempre atento ao cenário epidemiológico e comprometido em oferecer sempre o que há de mais atualizado em serviços de saúde, o Sabin disponibiliza o exame de PCR em tempo real (qPCR) para detecção molecular da mpox. O diagnóstico precoce permite uma intervenção mais rápida e contribui para impedir o agravamento da doença. [banner id="3966"] Como a doença é transmitida? A transmissão pode ser direta ou indireta, através do contato com sangue, fluidos corporais, lesões de pele ou mucosa infectada e objetos contaminados. Abaixo, listamos as principais vias: Transmissão primária Contato com sangue, mucosa ou fluidos corporais de animais infectados. Transmissão secundária Contato direto com fluidos corporais ou secreções respiratórias de uma pessoa que esteja infectada. Transmissão por materiais contaminados Contato com objetos que foram contaminados por secreções ou feridas de pacientes com mpox. Transmissão vertical Pode ocorrer da mãe infectada para o bebê, através da placenta ou contato próximo no parto. Quais as formas de tratamento? O tratamento da mpox consiste no alívio dos sintomas, não havendo um medicamento específico contra a doença.  Existe vacina contra a mpox? Sim, a vacina Jynneos é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público considerado de risco, como profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus, pessoas que vivem com HIV e aquelas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas de estarem infectadas. Saiba como se prevenir Para garantir a prevenção contra a doença, é importante adotar algumas medidas: evite contato próximo com a pessoa doente, até que haja a completa cicatrização das lesões e a liberação médica; evite contato com qualquer material que tenha sido utilizado pela pessoa infectada; mantenha o hábito regular de higienizar corretamente as mãos, lavando-as com água e sabão. Caso seja necessário o contato com pessoa suspeita ou diagnosticada, não deixe de usar equipamentos de proteção, como máscaras e luvas. Essas medidas podem ajudar a diminuir a proliferação do mpox vírus (e também de outros vírus circulantes). Então, vamos fazer a nossa parte! Quer entender melhor por que doenças que já estavam controladas voltam a aparecer? Clique aqui e saiba mais! Sabin avisa: Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames. Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.  Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.