Sabin Por: Sabin
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As mutações do coronavírus vêm tomando os noticiários e causando certa preocupação — e não poderia ser diferente, não é mesmo? Você também já deve ter sentido um pouco de receio ao ouvir a última notícia sobre uma nova mutação do SARS-CoV-2 descoberta em algum canto do mundo. Ainda mais em um momento que muitos já estão vacinados, nos perguntamos se temos anticorpos para esse vírus com essas mutações. O que significa tantas mutações assim?

As dúvidas são muitas. Por isso, vamos esclarecer o que a mutação do coronavírus significa para a sua vida e como interpretar essas novidades sem tanta ansiedade.

Neste post, você vai entender os principais conceitos sobre mutações de vírus. No fim, também daremos algumas dicas valiosas para se proteger da pandemia. Acompanhe!

O que é a mutação de um vírus?

As mutações de vírus são um evento natural e até esperado dentro da evolução desses microorganismos. É por isso, por exemplo, que a cada ano devemos tomar uma nova dose de vacina contra a gripe: os vírus se transformam e podem ficar mais ou menos resistentes.

Na prática, a mutação de um vírus é comum principalmente naqueles que contêm ácido ribonucleico (cuja sigla é RNA) como material genético — inclusive, este é o caso do Sars-CoV-2. 

Para a mutação acontecer, o vírus precisa estar dentro de um hospedeiro, como o homem ou outros animais que, comprovadamente, já hospedaram o coronavírus, entre eles porcos, gatos e morcegos. A partir disso, o material genético desse vírus começa a ser replicado, mas nem sempre a sequência genética é copiada perfeitamente, e é natural que aconteçam erros nesse processo. 

Grande parte das mutações não causa nenhuma modificação expressiva nos vírus. Entretanto, o acúmulo de mutações faz com que ele se diferencie do original. Quanto mais mutações ocorrerem, maiores são as chances disso acontecer. Uma questão de probabilidade, certo?

Dependendo de onde essa falha no genoma é processada, o vírus perde a capacidade de sobreviver, enfraquecendo bastante, ou ganha mais força para seguir se replicando e propagando doença.

O maior perigo é quando essas mutações geram proteínas da superfície do vírus que neutralizam ou enganam nosso sistema imunológico, aí sim, demandam atenção.

Agora, pensando especificamente no coronavírus, a maioria das variantes não tem, até o momento, alterado a interação do SARS-CoV-2 com os seres humanos. Por isso, não há razão para ansiedade toda vez que surge a notícia de uma nova mutação. Em outros termos, é absolutamente normal que um vírus sofra mutações e isso, por si, não é motivo para pânico e muitas das mutações que foram e serão identificadas não são motivo para preocupações extras. Vamos entender isso melhor, a seguir!

Como foi descoberta a mutação do coronavírus?

O SARS-CoV-2 apresenta uma estrutura muito simples. No interior do vírus se encontra o seu material genético. Logo nos primeiros meses da pandemia, os cientistas já tinham decifrado todo o genoma do novo coronavírus.

O material genético é envolto por um escudo de diversos tipos de proteínas. Uma delas, a proteína spike (S), liga-se aos receptores de algumas células humanas e consegue invadi-las. Por isso, ela também é o principal alvo das vacinas contra o vírus, que estimulam a produção de anticorpos antiproteína S.

Externamente, o vírus também é protegido por uma cápsula de lipídeos, que melhora tanto a sua capacidade de sobreviver no meio quanto de invadir as nossas células. As variantes são vírus com uma ou mais mutações, quando comparados ao material genético dos primeiros coronavírus identificados.

Pela importância da proteína S, os pesquisadores e as agências de saúde de todo o mundo vigiam o surgimento de mutações que alteram a sua estrutura. Por exemplo, a mudança de alguns aminoácidos na proteína S pode fazer com que o coronavírus se ligue melhor aos receptores das nossas células. E aí assim teremos motivos para ligar um alerta.

Apesar da maioria das variantes não alterar as características dos vírus ou da doença causada por eles, sempre que se identifica uma nova variante do coronavírus se investiga as seguintes características, importantes para a relação do vírus com o hospedeiro:

  • transmissibilidade — velocidade e capacidade de transmissão. O seu aumento pode ser provocado por mutações que melhoram a capacidade do vírus sobreviver no ambiente externo ou criam outra via de transmissão (fecal-oral, por exemplo) ou aumentam a quantidade de vírus nas secreções respiratórias ou o período no qual uma pessoa o transmite para outras;
  • antigenicidade — interação do nosso sistema imunológico com o vírus. Uma variante pode levar a uma produção mais fraca de anticorpos; pode resistir aos anticorpos naturais ou estimulados pelas vacinas;
  • patogenicidade — capacidade de causar danos ao organismo. As mutações podem aumentar o poder de o vírus provocar doenças em grupos pouco afetados, como os jovens;
  • virulência — intensidade dos danos provocados. Uma mutação pode fazer com que o corpo reaja mais fortemente ou que o vírus se multiplique com muito mais eficácia — isso pode levar a uma maior destruição e a uma doença mais grave.

A vigilância epidemiológica das mutações do SARS-CoV-2

Para identificar as variantes, os cientistas coletam material respiratório de doentes, de pessoas saudáveis e de outros animais. Se o vírus for encontrado nessas amostras, ele tem seu genoma codificado em laboratório.

A partir da identificação de uma nova variante, inicia-se a investigação do impacto que ela tem sobre o adoecimento de uma população. Para isso, são analisados fatores que podem causar preocupação, como:

  • redução da antigenicidade — maiores taxas de reinfecção ou de Covid-19 em pessoas já vacinadas;
  • aumento da transmissibilidade — maiores taxas de transmissão ou de reprodução do vírus;
  • aumento da patogenicidade — maior frequência de pessoas com sintomas de Covid-19 ou surgimento de novos sintomas;
  • aumento da virulência — maiores taxas de óbitos por Covid-19, de internação ou de evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Se uma variante apresenta a capacidade de alterar alguma dessas características, ela recebe o nome de cepa viral. Portanto, nem toda variante será uma nova cepa do SARS-CoV-2.

Onde e quais mutações foram identificadas?

Como existem, continuamente, muitos estudos sobre as mutações do SARS-CoV-2, dezenas de variantes já foram identificadas. Vamos falar sobre as que são citadas com maior frequência.

Variante Delta

Conhecida também por B.1.617.2 e descoberta na Índia, no fim de 2020, essa variante tem a alta transmissibilidade como uma de suas principais características. Tanto que documentos da CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) apontam que a Delta seja cerca de 60% a 200% mais transmissível em relação às demais, podendo ser comparada à transmissibilidade da catapora.

A variante Delta tem provocado alerta na população, fazendo governos reforçarem as medidas segurança, diminuindo as flexibilizações que já aconteciam. Fato necessário, afinal, um estudo escocês mostrou que a Delta fez crescer casos que precisassem de internação no país.

Linhagem P.1 — origem no Brasil, descoberta no Japão

Em 6 de janeiro de 2021, o Japão anunciou a descoberta de uma nova variante em um grupo que havia viajado para o Amazonas. Depois disso, as autoridades brasileiras a identificaram em doentes brasileiros. Ela apresenta dez mutações nos genes que codificam a proteína S e outras duas em outras regiões do material genético.

Alguns cientistas apontaram para a possibilidade de causar reinfecções mais graves e aumentar a transmissibilidade. Os estudos mais recentes dessa variante indicam que o principal ponto de atenção é que os pacientes apresentam uma carga viral até 10 vezes maior.

Variante 501Y.V2 — África do Sul

Em 18 de dezembro, a África do Sul divulgou o relato de uma expansão acelerada de uma nova variante em três províncias do país. Em pouco tempo, ela se tornou mais frequente, levando a um receio de aumento da transmissibilidade.

VOC 202012/01 — Reino Unido

Em dezembro de 2020, foi divulgada a descoberta de uma variante britânica. Ela apresentava 17 mutações na proteína S. Com isso, gerou-se um temor de que ela pudesse interferir na transmissibilidade e a antigenicidade, prejudicando a eficácia das vacinas.

Em janeiro, as autoridades de saúde do Reino Unido divulgaram que essa variante poderia estar relacionada ao aumento das taxas de transmissão. No entanto, ela parece não aumentar a gravidade ou a letalidade da doença. Estudos realizados posteriormente têm fortalecido essas suspeitas.

Os indícios também apontam que ela pode infectar crianças e jovens com maior frequência, mas para confirmação precisa-se de mais evidências. O SARS-CoV-2 VOC 202012/01 já foi identificado em mais de 80 países.

Cluster 5 — Dinamarca

A variante surgiu em uma espécie de furões, os visons, muito usados na indústria europeia de roupas de pele animal. Em setembro de 2020, descobriu-se que ela infecta também os seres humanos. Felizmente, não apresentava alta transmissibilidade e, na época, somente 12 pessoas foram identificadas com ela.

Outras variantes ao redor do mundo

Dezenas de outras variantes foram encontradas aqui e em outros países, mas ainda não sabemos a relevância delas para a pandemia:

As variantes podem interagir entre si e realizar trocas de parte do material genético, originando uma nova versão híbrida.

Como se proteger?

De forma geral, as variantes não mudaram a forma de proteção contra a Covid-19. Entretanto, devido ao risco de maior transmissibilidade de algumas cepas, a OMS recomendou que as máscaras de tecido contassem com uma camada tripla do material. Essa orientação, até o momento, não foi oficializada pelas autoridades brasileiras. Elas também devem ficar sempre bem aderentes ao rosto. Outras formas de proteção são:

  • higienizar as máscaras de pano antes de reutilizá-las;
  • seguir as recomendações de distanciamento social recomendadas pelo governo da sua cidade;
  • evitar saídas desnecessárias de casa, especialmente, se você estiver no grupo de risco ou morar com alguém que esteja;
  • higienizar frequentemente as regiões da sua casa que são tocadas com frequência;
  • não reutilizar as roupas que usou fora de casa antes de lavá-las com água e sabão;
  • passar sempre álcool nas mãos depois de tocar em superfícies fora de casa;
  • fazer quarentena se estiver com sintomas de Covid-19 ou tiver contato com alguém que os apresentou recentemente.

Outra medida muito importante é a vacinação. Esse é o caminho para o controle efetivo da pandemia. Mais pessoas imunizadas fazem com que o vírus encontre dificuldades para se multiplicar e se espalhar para outros organismos.

Quanto menos gente se infectar com o novo coronavírus, menores são as chances de que ele sofra novas mutações. Portanto, adotar as medidas básicas de prevenção e se vacinar são formas de proteger não apenas você, mas todo mundo que você ama e sua vizinhança.

Por mais que, a cada dia, mais e mais gente seja vacinada, conhecer e aplicar no seu dia a dia as medidas de prevenção é essencial. Como você viu, quanto menos contaminados, menores as chances de mutação do vírus. Então, leia este conteúdo sobre métodos de prevenção e compartilhe as dicas com seus conhecidos!

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Entenda as mutações do coronavírus e saiba se proteger; As mutações do coronavírus vêm tomando os noticiários e causando certa preocupação — e não poderia ser diferente, não é mesmo? Você também já deve ter sentido um pouco de receio ao ouvir a última notícia sobre uma nova mutação do SARS-CoV-2 descoberta em algum canto do mundo. Ainda mais em um momento que muitos já estão vacinados, nos perguntamos se temos anticorpos para esse vírus com essas mutações. O que significa tantas mutações assim? As dúvidas são muitas. Por isso, vamos esclarecer o que a mutação do coronavírus significa para a sua vida e como interpretar essas novidades sem tanta ansiedade. Neste post, você vai entender os principais conceitos sobre mutações de vírus. No fim, também daremos algumas dicas valiosas para se proteger da pandemia. Acompanhe! O que é a mutação de um vírus? As mutações de vírus são um evento natural e até esperado dentro da evolução desses microorganismos. É por isso, por exemplo, que a cada ano devemos tomar uma nova dose de vacina contra a gripe: os vírus se transformam e podem ficar mais ou menos resistentes. Na prática, a mutação de um vírus é comum principalmente naqueles que contêm ácido ribonucleico (cuja sigla é RNA) como material genético — inclusive, este é o caso do Sars-CoV-2.  Para a mutação acontecer, o vírus precisa estar dentro de um hospedeiro, como o homem ou outros animais que, comprovadamente, já hospedaram o coronavírus, entre eles porcos, gatos e morcegos. A partir disso, o material genético desse vírus começa a ser replicado, mas nem sempre a sequência genética é copiada perfeitamente, e é natural que aconteçam erros nesse processo.  Grande parte das mutações não causa nenhuma modificação expressiva nos vírus. Entretanto, o acúmulo de mutações faz com que ele se diferencie do original. Quanto mais mutações ocorrerem, maiores são as chances disso acontecer. Uma questão de probabilidade, certo? Dependendo de onde essa falha no genoma é processada, o vírus perde a capacidade de sobreviver, enfraquecendo bastante, ou ganha mais força para seguir se replicando e propagando doença. O maior perigo é quando essas mutações geram proteínas da superfície do vírus que neutralizam ou enganam nosso sistema imunológico, aí sim, demandam atenção. Agora, pensando especificamente no coronavírus, a maioria das variantes não tem, até o momento, alterado a interação do SARS-CoV-2 com os seres humanos. Por isso, não há razão para ansiedade toda vez que surge a notícia de uma nova mutação. Em outros termos, é absolutamente normal que um vírus sofra mutações e isso, por si, não é motivo para pânico e muitas das mutações que foram e serão identificadas não são motivo para preocupações extras. Vamos entender isso melhor, a seguir! Como foi descoberta a mutação do coronavírus? O SARS-CoV-2 apresenta uma estrutura muito simples. No interior do vírus se encontra o seu material genético. Logo nos primeiros meses da pandemia, os cientistas já tinham decifrado todo o genoma do novo coronavírus. O material genético é envolto por um escudo de diversos tipos de proteínas. Uma delas, a proteína spike (S), liga-se aos receptores de algumas células humanas e consegue invadi-las. Por isso, ela também é o principal alvo das vacinas contra o vírus, que estimulam a produção de anticorpos antiproteína S. Externamente, o vírus também é protegido por uma cápsula de lipídeos, que melhora tanto a sua capacidade de sobreviver no meio quanto de invadir as nossas células. As variantes são vírus com uma ou mais mutações, quando comparados ao material genético dos primeiros coronavírus identificados. Pela importância da proteína S, os pesquisadores e as agências de saúde de todo o mundo vigiam o surgimento de mutações que alteram a sua estrutura. Por exemplo, a mudança de alguns aminoácidos na proteína S pode fazer com que o coronavírus se ligue melhor aos receptores das nossas células. E aí assim teremos motivos para ligar um alerta. Apesar da maioria das variantes não alterar as características dos vírus ou da doença causada por eles, sempre que se identifica uma nova variante do coronavírus se investiga as seguintes características, importantes para a relação do vírus com o hospedeiro: transmissibilidade — velocidade e capacidade de transmissão. O seu aumento pode ser provocado por mutações que melhoram a capacidade do vírus sobreviver no ambiente externo ou criam outra via de transmissão (fecal-oral, por exemplo) ou aumentam a quantidade de vírus nas secreções respiratórias ou o período no qual uma pessoa o transmite para outras;antigenicidade — interação do nosso sistema imunológico com o vírus. Uma variante pode levar a uma produção mais fraca de anticorpos; pode resistir aos anticorpos naturais ou estimulados pelas vacinas;patogenicidade — capacidade de causar danos ao organismo. As mutações podem aumentar o poder de o vírus provocar doenças em grupos pouco afetados, como os jovens;virulência — intensidade dos danos provocados. Uma mutação pode fazer com que o corpo reaja mais fortemente ou que o vírus se multiplique com muito mais eficácia — isso pode levar a uma maior destruição e a uma doença mais grave. A vigilância epidemiológica das mutações do SARS-CoV-2 Para identificar as variantes, os cientistas coletam material respiratório de doentes, de pessoas saudáveis e de outros animais. Se o vírus for encontrado nessas amostras, ele tem seu genoma codificado em laboratório. A partir da identificação de uma nova variante, inicia-se a investigação do impacto que ela tem sobre o adoecimento de uma população. Para isso, são analisados fatores que podem causar preocupação, como: redução da antigenicidade — maiores taxas de reinfecção ou de Covid-19 em pessoas já vacinadas;aumento da transmissibilidade — maiores taxas de transmissão ou de reprodução do vírus;aumento da patogenicidade — maior frequência de pessoas com sintomas de Covid-19 ou surgimento de novos sintomas;aumento da virulência — maiores taxas de óbitos por Covid-19, de internação ou de evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave. Se uma variante apresenta a capacidade de alterar alguma dessas características, ela recebe o nome de cepa viral. Portanto, nem toda variante será uma nova cepa do SARS-CoV-2. Onde e quais mutações foram identificadas? Como existem, continuamente, muitos estudos sobre as mutações do SARS-CoV-2, dezenas de variantes já foram identificadas. Vamos falar sobre as que são citadas com maior frequência. Variante Delta Conhecida também por B.1.617.2 e descoberta na Índia, no fim de 2020, essa variante tem a alta transmissibilidade como uma de suas principais características. Tanto que documentos da CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) apontam que a Delta seja cerca de 60% a 200% mais transmissível em relação às demais, podendo ser comparada à transmissibilidade da catapora. A variante Delta tem provocado alerta na população, fazendo governos reforçarem as medidas segurança, diminuindo as flexibilizações que já aconteciam. Fato necessário, afinal, um estudo escocês mostrou que a Delta fez crescer casos que precisassem de internação no país. Linhagem P.1 — origem no Brasil, descoberta no Japão Em 6 de janeiro de 2021, o Japão anunciou a descoberta de uma nova variante em um grupo que havia viajado para o Amazonas. Depois disso, as autoridades brasileiras a identificaram em doentes brasileiros. Ela apresenta dez mutações nos genes que codificam a proteína S e outras duas em outras regiões do material genético. Alguns cientistas apontaram para a possibilidade de causar reinfecções mais graves e aumentar a transmissibilidade. Os estudos mais recentes dessa variante indicam que o principal ponto de atenção é que os pacientes apresentam uma carga viral até 10 vezes maior. Variante 501Y.V2 — África do Sul Em 18 de dezembro, a África do Sul divulgou o relato de uma expansão acelerada de uma nova variante em três províncias do país. Em pouco tempo, ela se tornou mais frequente, levando a um receio de aumento da transmissibilidade. VOC 202012/01 — Reino Unido Em dezembro de 2020, foi divulgada a descoberta de uma variante britânica. Ela apresentava 17 mutações na proteína S. Com isso, gerou-se um temor de que ela pudesse interferir na transmissibilidade e a antigenicidade, prejudicando a eficácia das vacinas. Em janeiro, as autoridades de saúde do Reino Unido divulgaram que essa variante poderia estar relacionada ao aumento das taxas de transmissão. No entanto, ela parece não aumentar a gravidade ou a letalidade da doença. Estudos realizados posteriormente têm fortalecido essas suspeitas. Os indícios também apontam que ela pode infectar crianças e jovens com maior frequência, mas para confirmação precisa-se de mais evidências. O SARS-CoV-2 VOC 202012/01 já foi identificado em mais de 80 países. Cluster 5 — Dinamarca A variante surgiu em uma espécie de furões, os visons, muito usados na indústria europeia de roupas de pele animal. Em setembro de 2020, descobriu-se que ela infecta também os seres humanos. Felizmente, não apresentava alta transmissibilidade e, na época, somente 12 pessoas foram identificadas com ela. Outras variantes ao redor do mundo Dezenas de outras variantes foram encontradas aqui e em outros países, mas ainda não sabemos a relevância delas para a pandemia: variante B.1.427/B.1.429, da Califórnia. Uma pesquisa recente mostrou que ela pode ser mais transmissível;variante B.1.526, na Cidade de Nova Iorque, descoberta em meados de fevereiro de 2021;variante N440 K e a variante E484Q, na Índia. As variantes podem interagir entre si e realizar trocas de parte do material genético, originando uma nova versão híbrida. Como se proteger? De forma geral, as variantes não mudaram a forma de proteção contra a Covid-19. Entretanto, devido ao risco de maior transmissibilidade de algumas cepas, a OMS recomendou que as máscaras de tecido contassem com uma camada tripla do material. Essa orientação, até o momento, não foi oficializada pelas autoridades brasileiras. Elas também devem ficar sempre bem aderentes ao rosto. Outras formas de proteção são: higienizar as máscaras de pano antes de reutilizá-las;seguir as recomendações de distanciamento social recomendadas pelo governo da sua cidade;evitar saídas desnecessárias de casa, especialmente, se você estiver no grupo de risco ou morar com alguém que esteja;higienizar frequentemente as regiões da sua casa que são tocadas com frequência;não reutilizar as roupas que usou fora de casa antes de lavá-las com água e sabão;passar sempre álcool nas mãos depois de tocar em superfícies fora de casa;fazer quarentena se estiver com sintomas de Covid-19 ou tiver contato com alguém que os apresentou recentemente. Outra medida muito importante é a vacinação. Esse é o caminho para o controle efetivo da pandemia. Mais pessoas imunizadas fazem com que o vírus encontre dificuldades para se multiplicar e se espalhar para outros organismos. Quanto menos gente se infectar com o novo coronavírus, menores são as chances de que ele sofra novas mutações. Portanto, adotar as medidas básicas de prevenção e se vacinar são formas de proteger não apenas você, mas todo mundo que você ama e sua vizinhança. Por mais que, a cada dia, mais e mais gente seja vacinada, conhecer e aplicar no seu dia a dia as medidas de prevenção é essencial. Como você viu, quanto menos contaminados, menores as chances de mutação do vírus. Então, leia este conteúdo sobre métodos de prevenção e compartilhe as dicas com seus conhecidos!

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