Sabin Por: Sabin
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Lacunas no desenvolvimento cognitivo e prejuízos ao sono são alguns dos problemas causados pelo uso excessivo do celular e outras telas digitais na infância. Assim, por mais que a tecnologia tenha um lado positivo e seja facilitadora em muitos momentos, é importante ter atenção em como está presente no dia a dia da criança e do adolescente.

Como efeito da nossa acessibilidade, as crianças passaram a usar telas cada vez mais cedo e em crescente intensidade. Por isso, é recomendado que tenham supervisão e que os responsáveis por elas entendam como fazer um uso em segurança.

Aqui no texto, trazemos várias informações para ajudar nisso. Acompanhe!

Quais os riscos do uso excessivo de telas digitais?

Tablets e smartphones podem ser ótimos e divertidos! Os joguinhos e vídeos, por exemplo, entretêm as crianças e são recursos que nos salvam quando não conseguimos dar-lhes a merecida atenção. No entanto, o uso excessivo das telas digitais na infância tem seu lado desfavorável. Entenda!

Desenvolvimento cognitivo

As cognições são capacidades importantes para uma pessoa se desenvolver de forma saudável e com condições de usufruir as oportunidades da vida. Elas envolvem habilidades de pensar, compreender, criar, articular palavras, fazer associações e entender a lógica dedutiva.

A infância é uma fase importante para essas aquisições, já que o cérebro está em maturação, com constante transformação e fazendo conexões neuronais. A criança que cresce em um ambiente com riqueza de estímulos tem mais chances de adquirir um ótimo desenvolvimento cognitivo.

A tecnologia, com a disponibilização de jogos e vídeos educativos, é um excelente recurso quando aplicada de forma complementar. Ou seja, não pode substituir as experiências da vida real. As crianças e adolescentes precisam do contato social, da interação e dos estímulos ambientais, por exemplo.

Comprometimento da visão

Passar o dia olhando para uma tela com luz de led pode não ser saudável aos olhos. Um dos riscos é o desenvolvimento de miopia, que é a redução da capacidade para enxergar objetos distantes. 

Isso acontece devido a um processo chamado acomodação, em que os músculos intraoculares se contraem para que objetos próximos fiquem nítidos. Quando esse estímulo é constante, é possível ocorrer alteração no cristalino, uma lente que faz parte da estrutura ocular.

Sedentarismo

As telas também incentivam o sedentarismo. Como os joguinhos e filmes são capazes de divertir e distrair, as crianças e adolescentes se acostumam a esse tipo de entretenimento e se sentem desmotivadas para atividades que exigem mais movimentação.

O sedentarismo na infância pode levar ao desenvolvimento de diversos agravos à saúde, como obesidade, depressão, diabetes, hipertensão, por exemplo, que são trilhas abertas para as doenças crônicas.

Criança precisa gastar energia e tem que ser incentivada à prática de atividades físicas e de brincadeiras ao ar livre. Andar de bicicleta, jogar bola, nadar e brincar de pique-pega são ótimas formas de ter uma recreação mais proveitosa.

Prejuízos ao sono

Outro risco é o prejuízo ao sono. Com o estímulo dos eletrônicos, o cérebro sente dificuldade de se desligar e descansar na hora de dormir. Além de surgir a insônia, as crianças, no dia seguinte, não ficam despertas o suficiente para aprender, e podem apresentar falta de concentração e se tornam irritadiças.

Dormir bem também é essencial para o desenvolvimento, o relaxamento e o bom humor. Inclusive, é durante o sono que o organismo libera GH, o hormônio do crescimento. 

Acesso a conteúdo inapropriado

É importante que os pais definam e controlem o material que pode ser acessado pelas crianças e adolescentes para que não acessem material inadequado para a idade ou se exponham a perigos. Entrar em contato com pessoas maldosas e participar de desafios perigosos são apenas alguns dos vários exemplos disso. 

Com que idade liberar o uso de eletrônicos?

A maioria dos profissionais de saúde mental é a favor de protelar o máximo possível. Mas, de forma geral, a Sociedade Brasileira de Pediatria chama a atenção para que o uso comece somente a partir dos 3 anos de idade, sempre aos poucos e, claro, com supervisão.

As recomendações médicas valem até mesmo para o período atual, em que todos ainda lidamos com restrições de contato, o que obriga a criançada a passar mais tempo em casa.

5 hábitos que ajudam a reduzir o uso excessivo do celular e telas digitais na infância

Agora que você entendeu a importância de diminuir o uso de telas digitais para crianças e adolescentes, veja algumas dicas para ter mais sucesso nesse desafio!

1. Fique mais com seu filho

Os tempos com a família reunida são saudáveis e positivos para o desenvolvimento infantil. Almoço e jantar, por exemplo, são momentos breves, mas que fazem diferença no vínculo, favorecem o diálogo, estimulam a alimentação saudável e contribuem para experiências sociais

A interação precoce dos pais com a criança facilita o bom relacionamento futuro, estabelece um maior vínculo para se conversar sobre diferentes temas em todas as fases, inclusive na adolescência.

2. Defina limites e horários

É importante que, desde o começo, as crianças saibam que existe um limite para a diversão com as telas. Além de isso ser uma forma de incentivá-las a escolher as atividades mais adequadas para o entretenimento, ajuda a criar um senso de responsabilidade e compromisso. 

Agora, com a volta às aulas presenciais, pode ser até mais fácil especificar e estimular esse comprometimento. Por exemplo, você pode criar regras do tipo: apenas das 18h às 19h e se tiver feito o dever de casa.

3. Invista em brincadeiras interessantes

Já pensou na possibilidade de as crianças não escolherem outras diversões por não terem o hábito? A infância de hoje está imersa em tecnologia; então, ao observar como os amigos da mesma idade brincam, a tendência é imitar. Por isso, vale apresentar algumas brincadeiras antigas e interessantes. Amarelinha, bolinha de gude, queimada e pique-bandeirinha são algumas ideias nesse sentido.

4. Use um bloqueador de conteúdos e faça supervisão

Não custa prevenir, não é mesmo? Ainda que você pense que o seu filho não terá acesso a conteúdo inadequado, empreste o tablet e celular no modo infantil, que diminui os riscos. Vale destacar que o uso das telas digitais por crianças deve ser supervisionado com orientações para os perigos online e como fazer o uso com segurança.

Nunca se sabe, por exemplo, quem está por trás de uma foto nas redes sociais. Inclusive, não são raras notícias de desafios que terminaram mal ou de encontros com sequestradores e pedófilos.

5. Dê o bom exemplo

Bem, não adianta exigir das crianças algo que os adultos não fazem. Se a ideia é diminuir o uso excessivo de telas digitais na infância, o exemplo precisa começar dentro de casa. Assim, em vez de pensar em pegar o smartphone para conferir as redes sociais, que tal escolher um livro?

Enfim, a tecnologia e as telas são divertidas e têm um lado positivo. No entanto, é fato que o uso excessivo do celular na infância prejudica o desenvolvimento infantil, predispondo a criança a transtornos fisiológicos e emocionais. Sendo assim, vamos prezar pelo equilíbrio, combinado?

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Uso excessivo do celular e outras telas na infância: problemas e consequências; Lacunas no desenvolvimento cognitivo e prejuízos ao sono são alguns dos problemas causados pelo uso excessivo do celular e outras telas digitais na infância. Assim, por mais que a tecnologia tenha um lado positivo e seja facilitadora em muitos momentos, é importante ter atenção em como está presente no dia a dia da criança e do adolescente. Como efeito da nossa acessibilidade, as crianças passaram a usar telas cada vez mais cedo e em crescente intensidade. Por isso, é recomendado que tenham supervisão e que os responsáveis por elas entendam como fazer um uso em segurança. Aqui no texto, trazemos várias informações para ajudar nisso. Acompanhe! Quais os riscos do uso excessivo de telas digitais? Tablets e smartphones podem ser ótimos e divertidos! Os joguinhos e vídeos, por exemplo, entretêm as crianças e são recursos que nos salvam quando não conseguimos dar-lhes a merecida atenção. No entanto, o uso excessivo das telas digitais na infância tem seu lado desfavorável. Entenda! Desenvolvimento cognitivo As cognições são capacidades importantes para uma pessoa se desenvolver de forma saudável e com condições de usufruir as oportunidades da vida. Elas envolvem habilidades de pensar, compreender, criar, articular palavras, fazer associações e entender a lógica dedutiva. A infância é uma fase importante para essas aquisições, já que o cérebro está em maturação, com constante transformação e fazendo conexões neuronais. A criança que cresce em um ambiente com riqueza de estímulos tem mais chances de adquirir um ótimo desenvolvimento cognitivo. A tecnologia, com a disponibilização de jogos e vídeos educativos, é um excelente recurso quando aplicada de forma complementar. Ou seja, não pode substituir as experiências da vida real. As crianças e adolescentes precisam do contato social, da interação e dos estímulos ambientais, por exemplo. Comprometimento da visão Passar o dia olhando para uma tela com luz de led pode não ser saudável aos olhos. Um dos riscos é o desenvolvimento de miopia, que é a redução da capacidade para enxergar objetos distantes.  Isso acontece devido a um processo chamado acomodação, em que os músculos intraoculares se contraem para que objetos próximos fiquem nítidos. Quando esse estímulo é constante, é possível ocorrer alteração no cristalino, uma lente que faz parte da estrutura ocular. Sedentarismo As telas também incentivam o sedentarismo. Como os joguinhos e filmes são capazes de divertir e distrair, as crianças e adolescentes se acostumam a esse tipo de entretenimento e se sentem desmotivadas para atividades que exigem mais movimentação. O sedentarismo na infância pode levar ao desenvolvimento de diversos agravos à saúde, como obesidade, depressão, diabetes, hipertensão, por exemplo, que são trilhas abertas para as doenças crônicas. Criança precisa gastar energia e tem que ser incentivada à prática de atividades físicas e de brincadeiras ao ar livre. Andar de bicicleta, jogar bola, nadar e brincar de pique-pega são ótimas formas de ter uma recreação mais proveitosa. Prejuízos ao sono Outro risco é o prejuízo ao sono. Com o estímulo dos eletrônicos, o cérebro sente dificuldade de se desligar e descansar na hora de dormir. Além de surgir a insônia, as crianças, no dia seguinte, não ficam despertas o suficiente para aprender, e podem apresentar falta de concentração e se tornam irritadiças. Dormir bem também é essencial para o desenvolvimento, o relaxamento e o bom humor. Inclusive, é durante o sono que o organismo libera GH, o hormônio do crescimento.  Acesso a conteúdo inapropriado É importante que os pais definam e controlem o material que pode ser acessado pelas crianças e adolescentes para que não acessem material inadequado para a idade ou se exponham a perigos. Entrar em contato com pessoas maldosas e participar de desafios perigosos são apenas alguns dos vários exemplos disso.  Com que idade liberar o uso de eletrônicos? A maioria dos profissionais de saúde mental é a favor de protelar o máximo possível. Mas, de forma geral, a Sociedade Brasileira de Pediatria chama a atenção para que o uso comece somente a partir dos 3 anos de idade, sempre aos poucos e, claro, com supervisão. As recomendações médicas valem até mesmo para o período atual, em que todos ainda lidamos com restrições de contato, o que obriga a criançada a passar mais tempo em casa. 5 hábitos que ajudam a reduzir o uso excessivo do celular e telas digitais na infância Agora que você entendeu a importância de diminuir o uso de telas digitais para crianças e adolescentes, veja algumas dicas para ter mais sucesso nesse desafio! 1. Fique mais com seu filho Os tempos com a família reunida são saudáveis e positivos para o desenvolvimento infantil. Almoço e jantar, por exemplo, são momentos breves, mas que fazem diferença no vínculo, favorecem o diálogo, estimulam a alimentação saudável e contribuem para experiências sociais.  A interação precoce dos pais com a criança facilita o bom relacionamento futuro, estabelece um maior vínculo para se conversar sobre diferentes temas em todas as fases, inclusive na adolescência. 2. Defina limites e horários É importante que, desde o começo, as crianças saibam que existe um limite para a diversão com as telas. Além de isso ser uma forma de incentivá-las a escolher as atividades mais adequadas para o entretenimento, ajuda a criar um senso de responsabilidade e compromisso.  Agora, com a volta às aulas presenciais, pode ser até mais fácil especificar e estimular esse comprometimento. Por exemplo, você pode criar regras do tipo: apenas das 18h às 19h e se tiver feito o dever de casa. 3. Invista em brincadeiras interessantes Já pensou na possibilidade de as crianças não escolherem outras diversões por não terem o hábito? A infância de hoje está imersa em tecnologia; então, ao observar como os amigos da mesma idade brincam, a tendência é imitar. Por isso, vale apresentar algumas brincadeiras antigas e interessantes. Amarelinha, bolinha de gude, queimada e pique-bandeirinha são algumas ideias nesse sentido. 4. Use um bloqueador de conteúdos e faça supervisão Não custa prevenir, não é mesmo? Ainda que você pense que o seu filho não terá acesso a conteúdo inadequado, empreste o tablet e celular no modo infantil, que diminui os riscos. Vale destacar que o uso das telas digitais por crianças deve ser supervisionado com orientações para os perigos online e como fazer o uso com segurança. Nunca se sabe, por exemplo, quem está por trás de uma foto nas redes sociais. Inclusive, não são raras notícias de desafios que terminaram mal ou de encontros com sequestradores e pedófilos. 5. Dê o bom exemplo Bem, não adianta exigir das crianças algo que os adultos não fazem. Se a ideia é diminuir o uso excessivo de telas digitais na infância, o exemplo precisa começar dentro de casa. Assim, em vez de pensar em pegar o smartphone para conferir as redes sociais, que tal escolher um livro? Enfim, a tecnologia e as telas são divertidas e têm um lado positivo. No entanto, é fato que o uso excessivo do celular na infância prejudica o desenvolvimento infantil, predispondo a criança a transtornos fisiológicos e emocionais. Sendo assim, vamos prezar pelo equilíbrio, combinado? Gostou do artigo? Então, assine a nossa newsletter e acompanhe de perto outras dicas saudáveis como essas!

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