Sabin Por: Sabin
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O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que pode provocar complicações severas e até a morte, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade. Apesar de existir uma vacina segura e eficaz, a doença voltou a ocorrer em diversos países — inclusive no Brasil—, reflexo da queda nas taxas de vacinação, 

Em 2025, surtos foram registrados em vários países das Américas, como Canadá, México e Estados Unidos. Na América do Sul, houve a confirmação de casos também na Bolívia, no Paraguai, no Peru e na Argentina. Neste mesmo ano, o Brasil apresentou 38 casos confirmados, com surtos nos estados de Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, relacionados a casos importados e presença em comunidades com baixa adesão à vacinação.

Manter a vacinação em dia é crucial para proteger indivíduos e comunidades. Conheça, a seguir, os principais pontos sobre a vacina de sarampo e a importância de manter o esquema vacinal completo.

O que é o sarampo e quais os riscos da doença?

O sarampo é causado por um vírus altamente transmissível por meio de partículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Com capacidade de contágio muito elevada, estima-se que uma única pessoa infectada possa transmitir o vírus para até 90% das pessoas suscetíveis com as quais tenha contato próximo. 

Os sintomas costumam surgir em torno de 10 a 14 dias após a exposição, incluindo febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele. O maior risco, no entanto, está nas complicações que podem surgir. Casos de pneumonia, diarreia intensa, otite, encefalite e até morte são mais frequentes entre crianças menores de cinco anos, adultos não vacinados, pessoas imunocomprometidas e desnutridos

A ausência de tratamento antiviral específico reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção.

Como a vacina de sarampo protege e quem deve tomá-la?

A vacina de sarampo é aplicada no Brasil nas formas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (que também protege contra varicela). Ambas utilizam vírus vivos atenuados e são administradas no calendário básico do Programa Nacional de Imunizações (PNI): a primeira aos 12 meses de idade, a segunda aos 15 meses.

Em contextos de maior risco, como surtos, exposição domiciliar ou viagens internacionais para regiões com circulação ativa do vírus, pode ser recomendada a chamada “dose zero” para crianças de seis a 11 meses. Importante destacar que essa aplicação antecipada não substitui o esquema regular.

Todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados, com esquema incompleto contra o sarampo ou sem comprovação de vacinação, devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada.

Qual a eficácia da vacina e por que ela é tão importante?

A vacina contra o sarampo é extremamente eficaz. Após uma dose, a proteção atinge cerca de 93%. Com duas doses, esse índice sobe para 97%, o que é suficiente para impedir a transmissão sustentada do vírus quando há cobertura adequada na população.

Para prevenir surtos de maneira efetiva, é necessário que pelo menos 95% da população esteja vacinada. Dados do Ministério da Saúde (MS) revelam melhora gradativa na cobertura vacinal após a queda observada no período pandêmico. Em fevereiro de 2026, a cobertura da primeira dose alcançou cerca de 94%, enquanto a da segunda dose chegou a aproximadamente 79% em bebês, segundo o Painel de Vacinação do MS. 

Apesar do avanço, as taxas de abandono ainda preocupam e corroboram a necessidade de completar os esquemas vacinais para evitar a reintrodução do vírus no país.

Sinais da hesitação vacinal e seus riscos 

A hesitação vacinal, caracterizada pelo atraso ou pela recusa em receber vacinas mesmo não havendo contraindicações médicas, é impulsionada principalmente por desinformação e fake news. Essa postura tem crescido, criando bolsões de não vacinados que favorecem o retorno de doenças controladas, conforme observado em surtos recentes nos estados de Tocantins e Mato Grosso.

A disseminação de teorias conspiratórias nas redes sociais compromete a confiança nas vacinas, resultando em coberturas incompletas mesmo com serviços de saúde disponíveis. Como impacto direto, há aumento no risco de reintrodução viral e complicações graves, evidenciando o papel relevante de campanhas educativas contra a desinformação.

A vacina de sarampo é segura?

A segurança da vacina de sarampo é amplamente reconhecida por autoridades de saúde nacionais e internacionais. Os eventos adversos são, em sua maioria, leves e transitórios, como febre, dor no local da aplicação e, em alguns casos, manchas vermelhas pelo corpo.

Reações mais graves são extremamente raras. As principais contraindicações incluem gestantes e pessoas com imunossupressão grave, que devem ser avaliadas por profissionais de saúde antes de qualquer aplicação.

Na ausência de contraindicações médicas, os benefícios superam consideravelmente os possíveis efeitos adversos. Ao prevenir uma doença com alto potencial de gravidade e transmissão, a vacina contribui para salvar vidas e evitar complicações duradouras.

O que fazer em caso de atraso no calendário vacinal?

Caso uma criança ou um adulto tenha perdido alguma dose, não é preciso recomeçar o esquema vacinal desde o início. A orientação é completar as doses faltantes, em conformidade com a idade e as diretrizes atuais.

Manter o cartão de vacinação atualizado é uma responsabilidade primordial dos pais e responsáveis. A conferência pode ser feita em qualquer unidade básica de saúde, e a aplicação é gratuita. Você também pode consultar sua caderneta com o Sabin e saber qual vacina está faltando tomar. Acesse sabin.com.br/vacinas e faça sua avaliação.

Vacinar-se o quanto antes é uma atitude preventiva que pode proteger não apenas o indivíduo, mas também toda a comunidade.

Por que manter a vacina de sarampo em dia?

A reintrodução do sarampo em diversos países comprova que a eliminação da doença depende de vigilância contínua e altas coberturas vacinais. A vacina é o recurso mais seguro, eficaz e acessível para impedir a circulação do vírus.

Vacinar-se é mais do que um cuidado pessoal, é um ato de solidariedade. Quando um número suficiente de pessoas está protegido, os grupos mais vulneráveis, como bebês, gestantes e imunocomprometidos, também ficam protegidos indiretamente.

Em um momento em que surtos voltam a ocorrer e a confiança nas vacinas precisa ser fortalecida, manter a caderneta de vacinação em dia é uma forma simples e eficaz de contribuir para a saúde de todos

Leia o conteúdo Por que doenças erradicadas estão voltando? e entenda o impacto das vacinas na eliminação de doenças.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica Conjunta nº 368/2025-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: alerta sobre o aumento de casos de sarampo e reforço das estratégias de vigilância e vacinação. Brasília: Ministério da Saúde; 2025. 9 p.

Minta AA, Ferrari M, Antoni S, et al. Progress Toward Measles Elimination – Worldwide, 2000-2023. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2024 Nov 14;73(45):1036-1042. doi: 10.15585/mmwr.mm7345a4. PMID: 39541251; PMCID: PMC11576049.

Naureckas Li C, Kaplan SL, Edwards KM, Marshall GS, Parker S, Mary Healy C. What’s Old Is New Again: Measles. Pediatrics. 2025 Jun 1;155(6):e2025071332. doi: 10.1542/peds.2025-071332. PMID: 40211105.

Organização Pan-Americana da Saúde. Sarampo [Internet]. Washington, D.C.: OPAS; c2024 [atualizado 2024 jul 15; acesso em 2025 nov 13]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/sarampo

Ha Do LA, Mulholland K. Measles 2025. N Engl J Med. 2025 Jun 25. doi: 10.1056/NEJMra2504516.

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Vacina de sarampo: entenda por que ela é essencial; O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que pode provocar complicações severas e até a morte, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade. Apesar de existir uma vacina segura e eficaz, a doença voltou a ocorrer em diversos países — inclusive no Brasil—, reflexo da queda nas taxas de vacinação,  Em 2025, surtos foram registrados em vários países das Américas, como Canadá, México e Estados Unidos. Na América do Sul, houve a confirmação de casos também na Bolívia, no Paraguai, no Peru e na Argentina. Neste mesmo ano, o Brasil apresentou 38 casos confirmados, com surtos nos estados de Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, relacionados a casos importados e presença em comunidades com baixa adesão à vacinação. Manter a vacinação em dia é crucial para proteger indivíduos e comunidades. Conheça, a seguir, os principais pontos sobre a vacina de sarampo e a importância de manter o esquema vacinal completo. O que é o sarampo e quais os riscos da doença? O sarampo é causado por um vírus altamente transmissível por meio de partículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Com capacidade de contágio muito elevada, estima-se que uma única pessoa infectada possa transmitir o vírus para até 90% das pessoas suscetíveis com as quais tenha contato próximo.  Os sintomas costumam surgir em torno de 10 a 14 dias após a exposição, incluindo febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele. O maior risco, no entanto, está nas complicações que podem surgir. Casos de pneumonia, diarreia intensa, otite, encefalite e até morte são mais frequentes entre crianças menores de cinco anos, adultos não vacinados, pessoas imunocomprometidas e desnutridos.  A ausência de tratamento antiviral específico reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção. Como a vacina de sarampo protege e quem deve tomá-la? A vacina de sarampo é aplicada no Brasil nas formas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (que também protege contra varicela). Ambas utilizam vírus vivos atenuados e são administradas no calendário básico do Programa Nacional de Imunizações (PNI): a primeira aos 12 meses de idade, a segunda aos 15 meses. Em contextos de maior risco, como surtos, exposição domiciliar ou viagens internacionais para regiões com circulação ativa do vírus, pode ser recomendada a chamada “dose zero” para crianças de seis a 11 meses. Importante destacar que essa aplicação antecipada não substitui o esquema regular. Todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados, com esquema incompleto contra o sarampo ou sem comprovação de vacinação, devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada. Qual a eficácia da vacina e por que ela é tão importante? A vacina contra o sarampo é extremamente eficaz. Após uma dose, a proteção atinge cerca de 93%. Com duas doses, esse índice sobe para 97%, o que é suficiente para impedir a transmissão sustentada do vírus quando há cobertura adequada na população. Para prevenir surtos de maneira efetiva, é necessário que pelo menos 95% da população esteja vacinada. Dados do Ministério da Saúde (MS) revelam melhora gradativa na cobertura vacinal após a queda observada no período pandêmico. Em fevereiro de 2026, a cobertura da primeira dose alcançou cerca de 94%, enquanto a da segunda dose chegou a aproximadamente 79% em bebês, segundo o Painel de Vacinação do MS.  Apesar do avanço, as taxas de abandono ainda preocupam e corroboram a necessidade de completar os esquemas vacinais para evitar a reintrodução do vírus no país. Sinais da hesitação vacinal e seus riscos  A hesitação vacinal, caracterizada pelo atraso ou pela recusa em receber vacinas mesmo não havendo contraindicações médicas, é impulsionada principalmente por desinformação e fake news. Essa postura tem crescido, criando bolsões de não vacinados que favorecem o retorno de doenças controladas, conforme observado em surtos recentes nos estados de Tocantins e Mato Grosso. A disseminação de teorias conspiratórias nas redes sociais compromete a confiança nas vacinas, resultando em coberturas incompletas mesmo com serviços de saúde disponíveis. Como impacto direto, há aumento no risco de reintrodução viral e complicações graves, evidenciando o papel relevante de campanhas educativas contra a desinformação. A vacina de sarampo é segura? A segurança da vacina de sarampo é amplamente reconhecida por autoridades de saúde nacionais e internacionais. Os eventos adversos são, em sua maioria, leves e transitórios, como febre, dor no local da aplicação e, em alguns casos, manchas vermelhas pelo corpo. Reações mais graves são extremamente raras. As principais contraindicações incluem gestantes e pessoas com imunossupressão grave, que devem ser avaliadas por profissionais de saúde antes de qualquer aplicação. Na ausência de contraindicações médicas, os benefícios superam consideravelmente os possíveis efeitos adversos. Ao prevenir uma doença com alto potencial de gravidade e transmissão, a vacina contribui para salvar vidas e evitar complicações duradouras. O que fazer em caso de atraso no calendário vacinal? Caso uma criança ou um adulto tenha perdido alguma dose, não é preciso recomeçar o esquema vacinal desde o início. A orientação é completar as doses faltantes, em conformidade com a idade e as diretrizes atuais. Manter o cartão de vacinação atualizado é uma responsabilidade primordial dos pais e responsáveis. A conferência pode ser feita em qualquer unidade básica de saúde, e a aplicação é gratuita. Você também pode consultar sua caderneta com o Sabin e saber qual vacina está faltando tomar. Acesse sabin.com.br/vacinas e faça sua avaliação. Vacinar-se o quanto antes é uma atitude preventiva que pode proteger não apenas o indivíduo, mas também toda a comunidade. Por que manter a vacina de sarampo em dia? A reintrodução do sarampo em diversos países comprova que a eliminação da doença depende de vigilância contínua e altas coberturas vacinais. A vacina é o recurso mais seguro, eficaz e acessível para impedir a circulação do vírus. Vacinar-se é mais do que um cuidado pessoal, é um ato de solidariedade. Quando um número suficiente de pessoas está protegido, os grupos mais vulneráveis, como bebês, gestantes e imunocomprometidos, também ficam protegidos indiretamente. Em um momento em que surtos voltam a ocorrer e a confiança nas vacinas precisa ser fortalecida, manter a caderneta de vacinação em dia é uma forma simples e eficaz de contribuir para a saúde de todos.  Leia o conteúdo Por que doenças erradicadas estão voltando? e entenda o impacto das vacinas na eliminação de doenças. Sabin avisa: Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames. Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.  Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Nota Técnica Conjunta nº 368/2025-CGVDI/DPNI/SVSA/MS: alerta sobre o aumento de casos de sarampo e reforço das estratégias de vigilância e vacinação. Brasília: Ministério da Saúde; 2025. 9 p. Minta AA, Ferrari M, Antoni S, et al. Progress Toward Measles Elimination - Worldwide, 2000-2023. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2024 Nov 14;73(45):1036-1042. doi: 10.15585/mmwr.mm7345a4. PMID: 39541251; PMCID: PMC11576049. Naureckas Li C, Kaplan SL, Edwards KM, Marshall GS, Parker S, Mary Healy C. What's Old Is New Again: Measles. Pediatrics. 2025 Jun 1;155(6):e2025071332. doi: 10.1542/peds.2025-071332. PMID: 40211105. Organização Pan-Americana da Saúde. Sarampo [Internet]. Washington, D.C.: OPAS; c2024 [atualizado 2024 jul 15; acesso em 2025 nov 13]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/sarampo Ha Do LA, Mulholland K. Measles 2025. N Engl J Med. 2025 Jun 25. doi: 10.1056/NEJMra2504516.