O que é Novembro Azul? Entenda o mês de prevenção ao câncer de próstata

O que é Novembro Azul? Entenda o mês de prevenção ao câncer de próstata

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O câncer de próstata é uma doença séria e está entre os principais desafios de saúde masculina no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 77.920 novos casos por ano no país entre 2026 e 2028. A idade é um dos principais fatores de risco, e a incidência aumenta significativamente após os 60 anos.

No entanto, uma das principais medidas para evitar complicações é a detecção precoce, um dos temas centrais abordados durante o Novembro Azul. A boa notícia é que, caso a doença seja diagnosticada ainda no início, as chances de cura podem ultrapassar 90%!

Neste conteúdo, você vai encontrar informações mais detalhadas sobre o câncer de próstata, como formas de prevenção, diagnóstico e tratamento, além de saber mais sobre a importância da campanha Novembro Azul e conhecer as ações do Sabin para este ano. Acompanhe!

O que é a próstata e qual sua função?

A próstata é um órgão pertencente ao aparelho reprodutor masculino, responsável por produzir parte do sêmen, o líquido prostático. Está localizada na região pélvica e, em condições saudáveis, apresenta um pequeno volume que fica suavemente aparente abaixo da bexiga.

Seu papel na reprodução é, sobretudo, liberar uma secreção no momento exato da ejaculação. Essa substância garante a viabilidade dos espermatozoides e é composta por enzimas anticoagulantes e nutrientes para os gametas masculinos.

Como e quando o câncer de próstata se manifesta?

O câncer de próstata é silencioso, podendo não ser evidenciado facilmente, mas é o tipo de câncer mais comum e o mais letal entre os homens.

Um dos principais indícios conhecidos é de que o câncer de próstata pode estar relacionado ao estímulo do hormônio masculino, como a testosterona. Desse modo, a ação prolongada do hormônio da glândula prostática pode superestimular as células, fazendo com que a glândula cresça e, então, facilite o desenvolvimento do tumor na próstata.

Faixa etária e fatores de risco

O risco de desenvolver câncer de próstata aumenta com a idade, particularmente a partir dos 60 anos. Ter pai ou irmão que recebeu o diagnóstico antes dos 60 anos também merece atenção, assim como a presença de casos na família. Homens negros e pessoas com determinadas alterações genéticas hereditárias, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, também podem apresentar risco aumentado.

Outros fatores que aumentam consideravelmente as chances de desenvolvimento da doença incluem: obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, maus hábitos alimentares e exposição a agentes químicos carcinogênicos (arsênio, produtos derivados de petróleo, entre outros).

Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer de próstata. Da mesma forma, a ausência de fatores conhecidos não elimina a possibilidade de diagnóstico. Apesar de não ser possível evitar todos os casos, manter hábitos saudáveis contribui para a saúde geral e pode ajudar a reduzir o risco de diferentes doenças crônicas.

Existem sintomas para o câncer de próstata?

Como mencionado, o câncer de próstata pode evoluir sem apresentar sintomas, principalmente nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar com mais frequência durante o dia ou à noite e presença de sangue na urina.

Entretanto, como essas alterações também podem estar relacionadas a condições benignas da próstata ou do sistema urinário, é fundamental procurar avaliação médica para investigar a causa.

Em fases avançadas, a doença pode provocar dor nos ossos e outros sintomas relacionados à disseminação do tumor para órgãos ou tecidos distantes. A ausência de sintomas, por sua vez, não exclui a possibilidade de câncer de próstata. 

Como prevenir o câncer de próstata?

Embora alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata sejam modificáveis, não existe garantia de prevenção. A melhor forma de lutar contra a doença está diretamente ligada à detecção precoce, uma maneira efetiva de evitar os casos mais graves. 

A principal maneira de identificar a manifestação do câncer de próstata é por meio do rastreamento do exame de sangue e do exame físico. E, claro, também é importante ficar atento aos fatores de risco para a doença. Com diagnóstico e tratamento precoces, é possível evitar complicações, dependendo do estágio e das particularidades de cada paciente.

Principais exames preventivos

O exame de sangue que mede o PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal são recursos utilizados na avaliação da próstata. A indicação depende do quadro clínico, dos fatores de risco e da decisão tomada entre o médico e o paciente.

O PSA é uma proteína produzida pela próstata, cuja concentração no sangue pode estar elevada em casos de câncer, mas também em condições benignas, como o aumento da próstata e a prostatite. Portanto, um resultado alterado não confirma, por si só, a presença de um tumor.

O toque retal permite que o médico avalie características da próstata, como tamanho, consistência e a presença de áreas suspeitas. Ele atua de maneira complementar à avaliação clínica, não devendo ser utilizado isoladamente para rastreamento.

Esses exames devem ser feitos por um profissional especialista (urologista) em pessoas com sinais e sintomas sugestivos ou na população que apresenta maior risco de desenvolvimento da doença.

A decisão quanto ao melhor método de investigação deve ocorrer entre o médico e o paciente no momento da consulta. A partir de qualquer alteração demonstrada nos exames de toque e PSA, os próximos exames solicitados podem incluir ressonância magnética da próstata, biópsia por agulha ou painéis genéticos específicos, como é o caso do PAICANP, um dos exames oferecidos pelo Sabin para o rastreio do câncer de próstata.

Como é feito o diagnóstico

Caso as alterações sejam comprovadas, a próxima etapa é a execução de uma biópsia prostática. Essa fase permite que as células sejam observadas pelo microscópio. Dessa forma, o profissional pode identificar se elas são ou não malignas. Se houver alguma dúvida, existe, ainda, o recurso da imuno-histoquímica, que é um método utilizado para refinar a pesquisa.

Na biópsia, pequenos fragmentos do tecido prostático são removidos com o auxílio de uma agulha, via transretal ou transperineal, conforme a indicação médica e a técnica utilizada.

A necessidade de sedação, o preparo, a recuperação e a alta também dependem do procedimento e das condições clínicas do paciente. A conduta deve ser explicada previamente pela equipe responsável.

A importância da avaliação médica regular

A avaliação médica regular serve para intervir o quanto antes e dar início ao tratamento, em casos de alterações malignas. Em função de todo o preconceito (e medo) que existe em relação ao exame de toque, muitos homens negligenciam os cuidados com a sua saúde. Essa é uma das principais barreiras da identificação precoce do câncer de próstata.

Participar do rastreamento e da avaliação médica periódica é uma iniciativa individual, cabendo a cada um procurar por um serviço de saúde especializado em urologia ou oncologia. Lá, o paciente será informado sobre os riscos e os benefícios de um diagnóstico logo no começo da doença, possibilitando decidir se quer ou não fazer os testes e participar do rastreio.

Vale reforçar que, mesmo diante de um diagnóstico de câncer, é possível ter uma vida considerada normal, com baixas chances de progressão da doença, enfatizando sempre a importância do acompanhamento médico regular para que a avaliação seja individualizada.

Qual é o tratamento para o câncer de próstata?

O tratamento do câncer de próstata pode ser bastante diferente para a doença localizada e para a metastática — que é quando ele sai do órgão de origem e se alastra para outros locais. No primeiro caso, a doença está apenas dentro da próstata e, assim, o tratamento cirúrgico e a radioterapia acabam sendo ótimas opções. De acordo com a agressividade da doença, essa abordagem pode ser associada ao bloqueio da testosterona, por uso de medicação ou até tratamento cirúrgico mais simples.

A cirurgia da próstata pode ser por via abdominal ou transperineal e é frequentemente realizada com a ajuda da técnica assistida por robô. No procedimento, a próstata é retirada, bem como as vesículas seminais. Caso indicado, também os linfonodos afetados pela doença.

A recuperação pós-operatória costuma ser rápida e bem menos dolorosa do que em outras abordagens. O paciente pode concluir sua recuperação em casa depois da alta médica, sendo necessários apenas retornos periódicos para acompanhamento.

No caso da radioterapia, não é preciso internação hospitalar, bastando que o paciente se apresente na sessão, realize o procedimento e volte para casa. O número de sessões é determinado pelo profissional radioterapeuta. Isso por ser feito por meio de duas técnicas: a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia guiada por imagem (IGRT).

Olhando para a doença metastática, a cirurgia não é uma opção. Nesse caso, o tratamento consiste em uma abordagem sistêmica, que inclui principalmente o bloqueio hormonal, diminuindo as doses sanguíneas de testosterona. Se, mesmo assim, a doença continuar progredindo, não respondendo à supressão hormonal, deve-se iniciar a quimioterapia para controlar a doença. 

Diversas pesquisas são continuamente realizadas no mundo todo para melhorar tanto a assistência quanto o tratamento para o câncer de próstata. É claro que outros cuidados também são recomendados em ambos os casos, como abandonar o sedentarismo e manter uma alimentação saudável. Bons hábitos são a chave para uma saúde plena e mais qualidade de vida, mesmo durante o tratamento.

É por essa razão que campanhas como Novembro Azul são cada vez mais relevantes, para evitar que a doença tenha um diagnóstico tardio, apresentando-se de forma mais grave. Iniciativas como essa permitem que os profissionais possam falar sobre o problema, alertar a população e conscientizar tanto homens quanto mulheres que se preocupam com a saúde de seus entes queridos.

O que é o Novembro Azul?

Você já deve ter reparado que, de um tempo para cá, os meses vêm ganhando cores como uma espécie de “sobrenome”. Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Vermelho são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos na prática. Mas você sabe o que isso significa?

Atribuir cores aos meses tem o objetivo de chamar a atenção para causas importantes e que merecem cuidado o ano todo. Essas campanhas estão associadas aos perigos das doenças que mais vitimam pessoas no mundo. A principal finalidade é a divulgação por meio da mídia, dos hospitais e clínicas, das empresas, das instituições públicas e de todas as organizações que queiram participar.

Os meses de outubro e novembro são os mais conhecidos por envolverem duas doenças que matam uma enorme quantidade de pessoas por ano: o câncer de mama (em outubro) e o de próstata (em novembro).

Sabin no Novembro Azul

Com a campanha “Prevenção Sem Vergonha”, o Sabin usa o humor para abrir espaço a conversas sobre saúde masculina e incentivar os homens a deixarem o constrangimento de lado na hora de cuidar do próprio corpo. 

No Novembro Azul, a iniciativa traz o convite “Cuide da rosquinha!”, uma forma descontraída de abordar temas que ainda são cercados de estigmas.

E para incentivar a prevenção, até 31 de dezembro de 2026, o Sabin também oferece pacotes com condições especiais, incluindo exames laboratoriais e de imagem, além de vacinas.

Qual a importância desse tipo de campanha?

O Novembro Azul amplia a discussão sobre a saúde masculina e ajuda a combater tabus que podem dificultar a busca por atendimento médico. Mais do que falar sobre o câncer de próstata, a campanha incentiva os homens a conhecer os fatores de risco, reconhecer possíveis sinais de alerta e esclarecer dúvidas com profissionais de saúde.

Ao falar sobre o problema, homens e mulheres passam a entender melhor o que representa o acompanhamento preventivo e o quanto isso pode contribuir para salvar vidas. Com mais informações, o medo dos pacientes diminui, e sua presença nas consultas médicas torna-se mais frequente.

Como você viu, os tumores costumam progredir lentamente, podendo levar décadas até que os pacientes manifestem qualquer sintoma. Apesar disso, parte dos pacientes acaba apresentando uma versão mais agressiva da doença, que progride com rapidez e tem surgimento precoce. Infelizmente, ainda não existe nenhum método capaz de determinar quais pacientes vão apresentar a doença nessa condição mais agressiva.

Muito se fala que o paciente é o protagonista no cuidado da sua saúde, e o médico só está ali com um papel secundário que presta assistência. Contudo, para que isso funcione como deve, é necessário que todos estejam cientes da importância da auto-observação, do autocuidado e da periodicidade das visitas ao profissional de saúde.

Agora que você já entendeu a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e de ações como o Novembro Azul, que tal saber mais sobre como cuidar da saúde do homem?

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de próstata. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata. Acesso em: 29 out. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Novembro Azul: mês mundial de combate ao câncer de próstata. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/novembro-azul-mes-mundial-de-combate-ao-cancer-de-prostata. Acesso em: 29 out. 2026.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de próstata: versão para população. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Atualizado em: 27 jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/prostata/versao-para-populacao. Acesso em: 29 out. 2026.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Brasil — estimativa dos casos novos. Rio de Janeiro: INCA, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/estado-capital/brasil. Acesso em: 29 out. 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA. O papel do toque retal na avaliação da saúde da próstata e na detecção precoce do câncer. Portal da Urologia, 27 out. 2026. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/sbu-no-consultorio/notas-tecnicas/o-papel-do-toque-retal-na-avaliacao-da-saude-da-prostata-e-na-deteccao-precoce-do-cancer. Acesso em: 29 out. 2026

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA. Disponível em: https://sboc.org.br/. Acesso em: 29 out. 2026.

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