Sabin Por: Sabin
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A puberdade é uma fase muito importante na vida de crianças e adolescentes, quando o corpo passa por diversas transformações para se preparar para a vida adulta.

Essas mudanças podem começar em diferentes idades, geralmente por volta dos oito a 13 anos para meninas e nove a 14 anos para meninos. Dentre as principais modificações, destacam-se o crescimento corporal e de pelos pubianos, desenvolvimento das mamas e ocorrência da primeira menstruação em meninas, mudanças na voz, desenvolvimento de órgãos genitais, entre outras.

Mas, em alguns casos, esse amadurecimento corporal pode ocorrer antes da idade adequada. No final de 2022, ganhou destaque nas mídias digitais o caso de um bebê australiano de nove meses que havia menstruado. Apesar de causar certo espanto, há uma explicação científica para o fato, a chamada puberdade precoce.

Neste conteúdo, iremos explicar, em maiores detalhes, o que é a puberdade precoce e como identificar seus sinais em meninas e meninos.

O que é a puberdade precoce?

A puberdade precoce é definida como o início do desenvolvimento sexual antes do limite inferior de idade considerado para cada gênero (antes dos oito anos para as meninas e nove anos para os meninos). Ou seja, o corpo da criança começa a se transformar para a fase adulta mais cedo do que o esperado.

Há um crescente número de casos de puberdade precoce no mundo, incluindo situações extremas como o caso da bebê australiana. Estudos epidemiológicos mostram prevalência em torno de 0,2 a 2% da condição, com maior predominância em meninas.

É importante destacar que, além de antecipar a maturação sexual, a puberdade precoce pode acarretar prejuízos à saúde. As crianças podem apresentar crescimento acelerado inicialmente, porém, como seus ossos acabam amadurecendo mais rápido, elas param de crescer mais cedo do que o normal, resultando em uma estatura abaixo da média na fase adulta.

A puberdade precoce também pode gerar um maior risco de desenvolvimento de outras doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras disfunções metabólicas. Como a criança experimenta mudanças drásticas no seu corpo antes de seus colegas e amigos, essa condição pode gerar transtornos psicológicos e comportamentais, aumentando os riscos de depressão e ansiedade.

Felizmente, existe tratamento para a puberdade precoce, por meio de medicamentos que ajudam a retardar o desenvolvimento sexual, minimizando, assim, os efeitos na saúde física e emocional da criança.

Quais os tipos de puberdade precoce?

Existem dois tipos de puberdade precoce: a central e a periférica

Considerada a mais frequente, a central é decorrente de alterações no sistema nervoso central, que ativam antecipadamente o eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, estimulando a liberação precoce de hormônios relacionados à função sexual. Esses hormônios atuam amadurecendo os ovários ou testículos, que passam a secretar outros hormônios sexuais, como o estrogênio ou a testosterona, desencadeando a puberdade e as mudanças corporais.

A puberdade precoce periférica é muito menos comum e não está relacionada à ação do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas. Nesse caso, ocorre uma elevação nas concentrações de hormônios andrógenos ou de estrogênios, que podem ser produzidos por um tumor ou devido a outra alteração nos ovários, testículos ou glândulas suprarrenais.

É importante ressaltar que o tipo periférico não causa, propriamente, o amadurecimento dos testículos ou dos ovários, mas desencadeia o desenvolvimento das características sexuais secundárias.

Quais os sinais da puberdade precoce?

Para identificar a ocorrência da puberdade precoce na criança, é importante estar atento ao surgimento de mudanças corporais características antes dos oito anos. Os principais sinais observados são:

  • crescimento das mamas e primeira menstruação; 
  • aumento dos testículos e pênis;
  • surgimento de pelos pubianos, nas axilas e na face; 
  • mudanças na voz;
  • crescimento acelerado;
  • aumento de intensidade no odor corporal, principalmente nas axilas;
  • surgimento de acne.

Deve ficar claro que nem toda criança com puberdade precoce apresenta uma ampla variedade de sinais. Alguns podem ser de difícil identificação pelos pais, como o aumento testicular em meninos. Portanto, é fundamental realizar acompanhamento pediátrico regular e, caso necessário, consultar um endocrinologista para uma avaliação mais aprofundada.

Quais as causas da puberdade precoce?

Existem alguns fatores que podem influenciar o desenvolvimento da puberdade precoce, no entanto, a maioria dos casos é considerada idiopática (de origem desconhecida). 

Fatores genéticos, psicológicos e ambientais, como condições socioeconômicas, estado de saúde e nutrição, além da exposição a desreguladores endócrinos, também são influenciadores para a condição. Sabe-se, também, que crianças com familiares com puberdade precoce correm maior risco de desenvolver o distúrbio.

Em casos mais raros, a puberdade precoce central pode estar relacionada à presença de tumores e lesões no cérebro. Já o tipo periférico pode ser causado por tumores e hiperplasia das glândulas suprarrenais ou cistos e tumores ovarianos ou testiculares. A puberdade precoce periférica também pode estar relacionada à síndrome de McCune-Albright — doença genética rara dos ossos e pele que pode causar problemas hormonais e aumento de função das gônadas.

A exposição da criança a fontes externas de estrogênio ou testosterona, como cremes ou pomadas, geralmente utilizados pelos pais, também pode ser um fator desencadeador.

Outros fatores devem ser considerados, como a obesidade, uma vez que crianças obesas apresentam uma maior chance de desenvolver o distúrbio. Tratamentos que envolvem a utilização de radioterapia para tumores localizados no sistema nervoso central, leucemia ou outras condições também podem aumentar os riscos.

Como realizar o diagnóstico?

O diagnóstico da puberdade precoce considera os sinais clínicos apresentados pela criança, os quais deverão ser avaliados pelo médico. Exames complementares poderão ser solicitados, como radiografias da mão e do punho, exames de sangue e exames de imagem de outros órgãos.

As radiografias são importantes para avaliar a maturidade óssea (também conhecida como radiografia de idade óssea). Na presença de indícios de idade óssea mais avançada do que deveria, a criança deverá ser encaminhada para uma avaliação mais completa.

Exames de sangue poderão ajudar a avaliar as dosagens de hormônios envolvidos com a maturidade sexual, como o FSH, LH, estradiol e testosterona. 

Caso a suspeita seja de puberdade precoce central, utiliza-se também a ressonância magnética do cérebro, a fim de verificar a existência de anormalidades, como a presença de lesões no hipotálamo ou na hipófise. 

Quanto à puberdade precoce periférica, os exames de escolha são a ultrassonografia da pelve e tomografia das glândulas suprarrenais, para averiguar a existência de lesões nos ovários, testículos e glândulas adrenais.

Existe tratamento para a puberdade precoce?

Sim, existe tratamento. Entretanto, a escolha da terapia deverá considerar as possíveis causas. O tratamento de uma causa identificável, como a remoção de um tumor ou cisto, poderá interromper a progressão da puberdade.

Por outro lado, quando não é possível definir a origem da puberdade precoce, medicamentos podem ser utilizados para retardar a sua progressão. A escolha desse tipo de terapia dependerá da idade, da velocidade de progressão e da curva de crescimento da criança.

O principal objetivo do tratamento é permitir que a criança se desenvolva naturalmente, sem apresentar problemas de saúde ou transtornos psicológicos e emocionais. As opções medicamentosas incluem a administração de substâncias sintéticas, que interrompem ou bloqueiam a produção dos hormônios sexuais.

Em casos cujos sinais se restringem ao crescimento prematuro de pelos pubianos ou nas axilas, por exemplo, pode não haver a necessidade de tratamento, apenas de acompanhamento médico periódico.

Além do tratamento, existem maneiras de prevenir a puberdade precoce, principalmente por meio de incentivos para a manutenção de hábitos de vida saudáveis. Uma alimentação adequada, em conjunto com a prática de exercícios físicos, evita o desenvolvimento da obesidade, um dos fatores predisponentes.

Mantenha sempre o acompanhamento médico de rotina do seu filho em dia. Assim, é possível identificar qualquer alteração ainda em estágios iniciais e iniciar o tratamento adequado. 

Agora que você já sabe o que é puberdade precoce, sugerimos a leitura do conteúdo sobre a importância da saúde sexual e reprodutiva entre os jovens.

Referências

Eugster EA. Update on Precocious Puberty in Girls. J Pediatr Adolesc Gynecol. 2019 Oct;32(5):455-459. doi: 10.1016/j.jpag.2019.05.011.

Graber JA. Pubertal timing and the development of psychopathology in adolescence and beyond. Horm Behav. 2013 Jul;64(2):262-9. doi: 10.1016/j.yhbeh.2013.04.003.

Kota AS, Ejaz S. Puberdade Precoce. [Atualizado em 4 de julho de 2022]. In: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK544313/

Latronico, A. C., Brito, V. N., & Carel, J. C. (2016). Causes, diagnosis, and treatment of central precocious puberty. The lancet Diabetes & endocrinology, 4(3), 265-274.

Mendle J, Turkheimer E, Emery RE. Detrimental Psychological Outcomes Associated with Early Pubertal Timing in Adolescent Girls. Dev Rev. 2007 Jun;27(2):151-171. doi: 10.1016/j.dr.2006.11.001.SBP. Puberdade Precoce. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Puberdade_Precoce.Leila.Ve4-1.pdf Acesso em: 08/03/2023

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Quais são os sinais da puberdade precoce em meninas e meninos?; A puberdade é uma fase muito importante na vida de crianças e adolescentes, quando o corpo passa por diversas transformações para se preparar para a vida adulta. Essas mudanças podem começar em diferentes idades, geralmente por volta dos oito a 13 anos para meninas e nove a 14 anos para meninos. Dentre as principais modificações, destacam-se o crescimento corporal e de pelos pubianos, desenvolvimento das mamas e ocorrência da primeira menstruação em meninas, mudanças na voz, desenvolvimento de órgãos genitais, entre outras. Mas, em alguns casos, esse amadurecimento corporal pode ocorrer antes da idade adequada. No final de 2022, ganhou destaque nas mídias digitais o caso de um bebê australiano de nove meses que havia menstruado. Apesar de causar certo espanto, há uma explicação científica para o fato, a chamada puberdade precoce. Neste conteúdo, iremos explicar, em maiores detalhes, o que é a puberdade precoce e como identificar seus sinais em meninas e meninos. O que é a puberdade precoce? A puberdade precoce é definida como o início do desenvolvimento sexual antes do limite inferior de idade considerado para cada gênero (antes dos oito anos para as meninas e nove anos para os meninos). Ou seja, o corpo da criança começa a se transformar para a fase adulta mais cedo do que o esperado. Há um crescente número de casos de puberdade precoce no mundo, incluindo situações extremas como o caso da bebê australiana. Estudos epidemiológicos mostram prevalência em torno de 0,2 a 2% da condição, com maior predominância em meninas. É importante destacar que, além de antecipar a maturação sexual, a puberdade precoce pode acarretar prejuízos à saúde. As crianças podem apresentar crescimento acelerado inicialmente, porém, como seus ossos acabam amadurecendo mais rápido, elas param de crescer mais cedo do que o normal, resultando em uma estatura abaixo da média na fase adulta. A puberdade precoce também pode gerar um maior risco de desenvolvimento de outras doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras disfunções metabólicas. Como a criança experimenta mudanças drásticas no seu corpo antes de seus colegas e amigos, essa condição pode gerar transtornos psicológicos e comportamentais, aumentando os riscos de depressão e ansiedade. Felizmente, existe tratamento para a puberdade precoce, por meio de medicamentos que ajudam a retardar o desenvolvimento sexual, minimizando, assim, os efeitos na saúde física e emocional da criança. Quais os tipos de puberdade precoce? Existem dois tipos de puberdade precoce: a central e a periférica.  Considerada a mais frequente, a central é decorrente de alterações no sistema nervoso central, que ativam antecipadamente o eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, estimulando a liberação precoce de hormônios relacionados à função sexual. Esses hormônios atuam amadurecendo os ovários ou testículos, que passam a secretar outros hormônios sexuais, como o estrogênio ou a testosterona, desencadeando a puberdade e as mudanças corporais. A puberdade precoce periférica é muito menos comum e não está relacionada à ação do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas. Nesse caso, ocorre uma elevação nas concentrações de hormônios andrógenos ou de estrogênios, que podem ser produzidos por um tumor ou devido a outra alteração nos ovários, testículos ou glândulas suprarrenais. É importante ressaltar que o tipo periférico não causa, propriamente, o amadurecimento dos testículos ou dos ovários, mas desencadeia o desenvolvimento das características sexuais secundárias. Quais os sinais da puberdade precoce? Para identificar a ocorrência da puberdade precoce na criança, é importante estar atento ao surgimento de mudanças corporais características antes dos oito anos. Os principais sinais observados são: crescimento das mamas e primeira menstruação;  aumento dos testículos e pênis; surgimento de pelos pubianos, nas axilas e na face;  mudanças na voz; crescimento acelerado; aumento de intensidade no odor corporal, principalmente nas axilas; surgimento de acne. Deve ficar claro que nem toda criança com puberdade precoce apresenta uma ampla variedade de sinais. Alguns podem ser de difícil identificação pelos pais, como o aumento testicular em meninos. Portanto, é fundamental realizar acompanhamento pediátrico regular e, caso necessário, consultar um endocrinologista para uma avaliação mais aprofundada. Quais as causas da puberdade precoce? Existem alguns fatores que podem influenciar o desenvolvimento da puberdade precoce, no entanto, a maioria dos casos é considerada idiopática (de origem desconhecida).  Fatores genéticos, psicológicos e ambientais, como condições socioeconômicas, estado de saúde e nutrição, além da exposição a desreguladores endócrinos, também são influenciadores para a condição. Sabe-se, também, que crianças com familiares com puberdade precoce correm maior risco de desenvolver o distúrbio. Em casos mais raros, a puberdade precoce central pode estar relacionada à presença de tumores e lesões no cérebro. Já o tipo periférico pode ser causado por tumores e hiperplasia das glândulas suprarrenais ou cistos e tumores ovarianos ou testiculares. A puberdade precoce periférica também pode estar relacionada à síndrome de McCune-Albright — doença genética rara dos ossos e pele que pode causar problemas hormonais e aumento de função das gônadas. A exposição da criança a fontes externas de estrogênio ou testosterona, como cremes ou pomadas, geralmente utilizados pelos pais, também pode ser um fator desencadeador. Outros fatores devem ser considerados, como a obesidade, uma vez que crianças obesas apresentam uma maior chance de desenvolver o distúrbio. Tratamentos que envolvem a utilização de radioterapia para tumores localizados no sistema nervoso central, leucemia ou outras condições também podem aumentar os riscos. Como realizar o diagnóstico? O diagnóstico da puberdade precoce considera os sinais clínicos apresentados pela criança, os quais deverão ser avaliados pelo médico. Exames complementares poderão ser solicitados, como radiografias da mão e do punho, exames de sangue e exames de imagem de outros órgãos. As radiografias são importantes para avaliar a maturidade óssea (também conhecida como radiografia de idade óssea). Na presença de indícios de idade óssea mais avançada do que deveria, a criança deverá ser encaminhada para uma avaliação mais completa. Exames de sangue poderão ajudar a avaliar as dosagens de hormônios envolvidos com a maturidade sexual, como o FSH, LH, estradiol e testosterona.  Caso a suspeita seja de puberdade precoce central, utiliza-se também a ressonância magnética do cérebro, a fim de verificar a existência de anormalidades, como a presença de lesões no hipotálamo ou na hipófise.  Quanto à puberdade precoce periférica, os exames de escolha são a ultrassonografia da pelve e tomografia das glândulas suprarrenais, para averiguar a existência de lesões nos ovários, testículos e glândulas adrenais. Existe tratamento para a puberdade precoce? Sim, existe tratamento. Entretanto, a escolha da terapia deverá considerar as possíveis causas. O tratamento de uma causa identificável, como a remoção de um tumor ou cisto, poderá interromper a progressão da puberdade. Por outro lado, quando não é possível definir a origem da puberdade precoce, medicamentos podem ser utilizados para retardar a sua progressão. A escolha desse tipo de terapia dependerá da idade, da velocidade de progressão e da curva de crescimento da criança. O principal objetivo do tratamento é permitir que a criança se desenvolva naturalmente, sem apresentar problemas de saúde ou transtornos psicológicos e emocionais. As opções medicamentosas incluem a administração de substâncias sintéticas, que interrompem ou bloqueiam a produção dos hormônios sexuais. Em casos cujos sinais se restringem ao crescimento prematuro de pelos pubianos ou nas axilas, por exemplo, pode não haver a necessidade de tratamento, apenas de acompanhamento médico periódico. Além do tratamento, existem maneiras de prevenir a puberdade precoce, principalmente por meio de incentivos para a manutenção de hábitos de vida saudáveis. Uma alimentação adequada, em conjunto com a prática de exercícios físicos, evita o desenvolvimento da obesidade, um dos fatores predisponentes. Mantenha sempre o acompanhamento médico de rotina do seu filho em dia. Assim, é possível identificar qualquer alteração ainda em estágios iniciais e iniciar o tratamento adequado.  Agora que você já sabe o que é puberdade precoce, sugerimos a leitura do conteúdo sobre a importância da saúde sexual e reprodutiva entre os jovens. [banner id="3189"] Referências Eugster EA. Update on Precocious Puberty in Girls. J Pediatr Adolesc Gynecol. 2019 Oct;32(5):455-459. doi: 10.1016/j.jpag.2019.05.011. Graber JA. Pubertal timing and the development of psychopathology in adolescence and beyond. Horm Behav. 2013 Jul;64(2):262-9. doi: 10.1016/j.yhbeh.2013.04.003. Kota AS, Ejaz S. Puberdade Precoce. [Atualizado em 4 de julho de 2022]. In: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK544313/ Latronico, A. C., Brito, V. N., & Carel, J. C. (2016). Causes, diagnosis, and treatment of central precocious puberty. The lancet Diabetes & endocrinology, 4(3), 265-274. Mendle J, Turkheimer E, Emery RE. Detrimental Psychological Outcomes Associated with Early Pubertal Timing in Adolescent Girls. Dev Rev. 2007 Jun;27(2):151-171. doi: 10.1016/j.dr.2006.11.001.SBP. Puberdade Precoce. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Puberdade_Precoce.Leila.Ve4-1.pdf Acesso em: 08/03/2023