Sabin Por: Sabin
Leitura
9min 20s
OUVIR 00:00
AAA

Um recente estudo brasileiro demonstrou que a vacinação contra o HPV pode reduzir em até 58% os casos de câncer de colo de útero entre mulheres jovens. A pesquisa, considerada uma das maiores já realizadas no país sobre o tema, reforça a eficácia da vacina como ferramenta de prevenção primária contra esse tipo de câncer, que segue como um dos mais incidentes entre mulheres no Brasil.

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus transmitido principalmente por via sexual e está diretamente relacionado ao surgimento de lesões precursoras e lesões malignas no colo uterino. A infecção é comum, mas a persistência de tipos oncogênicos do vírus pode levar ao desenvolvimento do câncer ao longo dos anos. Por isso, a vacinação precoce tem se mostrado fundamental para interromper essa cadeia e salvar vidas.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina quadrivalente contra o HPV para meninas e meninos de nove a 14 anos. Já a versão nonavalente, com cobertura ampliada contra mais subtipos do vírus, está disponível na rede privada. 

A proteção é maior quando a imunização é feita dentro da faixa etária recomendada e antes do início da vida sexual, aproveitando a melhor resposta imunológica do organismo nessa fase. Continue a leitura para entender como a proteção se mantém ao longo dos anos e quem deve se vacinar. 

O que diz o estudo feito no Brasil?

Entre 2019 e 2023, dados de saúde pública de mais de 60 milhões de mulheres/ano (20 a 24 anos) foram analisados para verificar o impacto da vacinação contra o HPV na prevenção do câncer de colo de útero. O levantamento dividiu a população em dois grupos: mulheres que receberam a vacina na adolescência e aquelas que não foram imunizadas.

Os resultados foram expressivos: houve redução de até 58% na incidência de câncer de colo de útero e de até 67% nas lesões precursoras da doença entre as mulheres vacinadas. Isso demonstra a efetividade da vacina mesmo anos após a aplicação e reforça a importância da adesão ao calendário vacinal.

A pesquisa oferece dados robustos e confiáveis, revelando que a prevenção é eficaz e necessária, especialmente se realizada na idade-alvo determinada pelas autoridades de saúde.

Conheça a vacina ampliada contra o HPV

Oferecida pelo Sabin, a Gardasil 9® é a versão mais completa da vacina contra o HPV. Ela protege contra nove subtipos do vírus (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58), incluindo os que mais frequentemente estão associados ao desenvolvimento do câncer de colo de útero, além de outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, ânus e pênis, e verrugas genitais. Essa proteção ampliada torna a Gardasil 9® uma aliada essencial na prevenção de doenças causadas pelo HPV.

A vacina é indicada para meninas e meninos, mulheres e homens de nove a 45 anos de idade — a vacinação em maiores de 45 anos pode ser recomendada pelo médico em decisão compartilhada com seu paciente. O esquema vacinal pode variar de acordo com a faixa etária e a condição de saúde da pessoa, sendo de duas ou três doses. Grupos como pessoas vivendo com HIV, vítimas de violência sexual e pacientes com papilomatose respiratória recorrente devem receber três doses para garantir uma resposta imune adequada.

A Gardasil 9® é aprovada por autoridades de saúde e apresenta um excelente perfil de segurança. Os efeitos adversos costumam ser leves e passageiros, como dor no local da aplicação, vermelhidão ou febre baixa. Investir na vacinação ampliada é uma forma eficaz e segura de se proteger contra o HPV e seus desdobramentos mais graves, como o câncer.

Por que a vacina deve ser tomada antes do início da vida sexual?

A vacinação contra o HPV é mais efetiva quando realizada antes da exposição ao vírus, que geralmente ocorre com o início da atividade sexual.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece como faixa etária-alvo crianças e adolescentes entre nove e 14 anos, uma vez que, nesse período, a resposta imunológica é mais robusta, conferindo maior proteção contra os subtipos do vírus contemplados pela vacina. Recentemente, ações de resgate para jovens de 15 a 19 anos não vacinados também têm sido realizadas.

Cabe ressaltar que, mesmo com o exame preventivo Papanicolau sendo crucial para a detecção precoce, a vacina age na etapa anterior, impedindo a infecção viral e, consequentemente, o surgimento de lesões precursoras. Isso a torna uma ferramenta indispensável na prevenção primária do câncer.

Mitos e verdades sobre a vacina do HPV

Apesar de todos os avanços, a desinformação ainda é uma barreira para muitas famílias. Assim, precisamos desmistificar alguns pontos importantes:

  • “A vacina incentiva o início da vida sexual” – Mito.
    A vacinação tem como objetivo proteger a saúde. Não há qualquer evidência de que influencie o comportamento sexual dos jovens.
  • “A vacina causa infertilidade” – Mito.
    Não existem estudos que comprovem essa relação. Ao contrário, ao prevenir infecções persistentes e o câncer, a vacina pode proteger a saúde reprodutiva a longo prazo.
  • “Meninos também precisam ser vacinados” – Verdade.
    O HPV também está relacionado aos cânceres de pênis, garganta e ânus. A vacinação masculina ajuda a conter a circulação do vírus e protege toda a população.
  • “A vacina é segura” – Verdade.
    Mais de 100 países utilizam a vacina contra o HPV. Diversas pesquisas garantem sua segurança e eficácia.

Desigualdade no acesso à vacina ainda é um problema

Mesmo com a oferta gratuita da vacina pelo SUS, a cobertura vacinal ainda é desigual no Brasil. Isso significa que milhares de jovens estão desprotegidos contra o HPV. Campanhas educativas, ações em escolas e estratégias de busca ativa por parte das unidades de saúde são primordiais para reverter esse cenário e aumentar a cobertura.

Evite o preconceito e cuide da saúde!

O preconceito e as fake news ainda dificultam o acesso à informação e à prevenção. Algumas famílias deixam de vacinar seus filhos por medo ou desinformação, acreditando que a vacina está ligada a comportamentos sexuais. Essa crença é infundada e coloca vidas em risco.

O HPV é um vírus silencioso e perigoso. A melhor forma de combatê-lo é por meio de informação confiável e da vacinação em massa. Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde são fontes seguras para o esclarecimento de dúvidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta ambiciosa: eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. Para alcançar esse objetivo, três pilares são determinantes:

  • Vacinar 90% das meninas até os 15 anos.
  • Realizar exame preventivo em 70% das mulheres.
  • Tratar 90% das lesões diagnosticadas precocemente.

O Brasil já tem os recursos disponíveis, falta aumentar a conscientização e garantir que a vacina chegue a todos que precisam.Para saber mais sobre o HPV, seus sintomas e o tratamento, acesse o conteúdo: O que você precisa saber sobre HPV: sintomas, tratamento e prevenção.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Cerqueira-Silva T, Oliveira V de A, Boaventura VS, Bertoldo Júnior J, Oliveira MAB, Júnior JBS, et al. Effect of Brazil’s national human papillomavirus vaccination programme on the incidence of cervical cancer and cervical intraepithelial neoplasia grade 3 in women aged 20–24 years: a population-based study. Lancet Glob Health. 2025;13(10):e1715–22.

Pan American Health Organization (PAHO).End cervical cancer [Internet]. Washington, D.C.: PAHO; c2023 . Available from:https://www.paho.org/en/end-cervical-cancer

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Vacina contra HPV ajuda a reduzir casos de câncer de colo de útero; Um recente estudo brasileiro demonstrou que a vacinação contra o HPV pode reduzir em até 58% os casos de câncer de colo de útero entre mulheres jovens. A pesquisa, considerada uma das maiores já realizadas no país sobre o tema, reforça a eficácia da vacina como ferramenta de prevenção primária contra esse tipo de câncer, que segue como um dos mais incidentes entre mulheres no Brasil. O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus transmitido principalmente por via sexual e está diretamente relacionado ao surgimento de lesões precursoras e lesões malignas no colo uterino. A infecção é comum, mas a persistência de tipos oncogênicos do vírus pode levar ao desenvolvimento do câncer ao longo dos anos. Por isso, a vacinação precoce tem se mostrado fundamental para interromper essa cadeia e salvar vidas. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina quadrivalente contra o HPV para meninas e meninos de nove a 14 anos. Já a versão nonavalente, com cobertura ampliada contra mais subtipos do vírus, está disponível na rede privada.  A proteção é maior quando a imunização é feita dentro da faixa etária recomendada e antes do início da vida sexual, aproveitando a melhor resposta imunológica do organismo nessa fase. Continue a leitura para entender como a proteção se mantém ao longo dos anos e quem deve se vacinar.  O que diz o estudo feito no Brasil? Entre 2019 e 2023, dados de saúde pública de mais de 60 milhões de mulheres/ano (20 a 24 anos) foram analisados para verificar o impacto da vacinação contra o HPV na prevenção do câncer de colo de útero. O levantamento dividiu a população em dois grupos: mulheres que receberam a vacina na adolescência e aquelas que não foram imunizadas. Os resultados foram expressivos: houve redução de até 58% na incidência de câncer de colo de útero e de até 67% nas lesões precursoras da doença entre as mulheres vacinadas. Isso demonstra a efetividade da vacina mesmo anos após a aplicação e reforça a importância da adesão ao calendário vacinal. A pesquisa oferece dados robustos e confiáveis, revelando que a prevenção é eficaz e necessária, especialmente se realizada na idade-alvo determinada pelas autoridades de saúde. Conheça a vacina ampliada contra o HPV Oferecida pelo Sabin, a Gardasil 9® é a versão mais completa da vacina contra o HPV. Ela protege contra nove subtipos do vírus (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58), incluindo os que mais frequentemente estão associados ao desenvolvimento do câncer de colo de útero, além de outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, ânus e pênis, e verrugas genitais. Essa proteção ampliada torna a Gardasil 9® uma aliada essencial na prevenção de doenças causadas pelo HPV. A vacina é indicada para meninas e meninos, mulheres e homens de nove a 45 anos de idade — a vacinação em maiores de 45 anos pode ser recomendada pelo médico em decisão compartilhada com seu paciente. O esquema vacinal pode variar de acordo com a faixa etária e a condição de saúde da pessoa, sendo de duas ou três doses. Grupos como pessoas vivendo com HIV, vítimas de violência sexual e pacientes com papilomatose respiratória recorrente devem receber três doses para garantir uma resposta imune adequada. A Gardasil 9® é aprovada por autoridades de saúde e apresenta um excelente perfil de segurança. Os efeitos adversos costumam ser leves e passageiros, como dor no local da aplicação, vermelhidão ou febre baixa. Investir na vacinação ampliada é uma forma eficaz e segura de se proteger contra o HPV e seus desdobramentos mais graves, como o câncer. Por que a vacina deve ser tomada antes do início da vida sexual? A vacinação contra o HPV é mais efetiva quando realizada antes da exposição ao vírus, que geralmente ocorre com o início da atividade sexual. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece como faixa etária-alvo crianças e adolescentes entre nove e 14 anos, uma vez que, nesse período, a resposta imunológica é mais robusta, conferindo maior proteção contra os subtipos do vírus contemplados pela vacina. Recentemente, ações de resgate para jovens de 15 a 19 anos não vacinados também têm sido realizadas. Cabe ressaltar que, mesmo com o exame preventivo Papanicolau sendo crucial para a detecção precoce, a vacina age na etapa anterior, impedindo a infecção viral e, consequentemente, o surgimento de lesões precursoras. Isso a torna uma ferramenta indispensável na prevenção primária do câncer. Mitos e verdades sobre a vacina do HPV Apesar de todos os avanços, a desinformação ainda é uma barreira para muitas famílias. Assim, precisamos desmistificar alguns pontos importantes: “A vacina incentiva o início da vida sexual” – Mito.A vacinação tem como objetivo proteger a saúde. Não há qualquer evidência de que influencie o comportamento sexual dos jovens. “A vacina causa infertilidade” – Mito.Não existem estudos que comprovem essa relação. Ao contrário, ao prevenir infecções persistentes e o câncer, a vacina pode proteger a saúde reprodutiva a longo prazo. “Meninos também precisam ser vacinados” – Verdade.O HPV também está relacionado aos cânceres de pênis, garganta e ânus. A vacinação masculina ajuda a conter a circulação do vírus e protege toda a população. “A vacina é segura” – Verdade.Mais de 100 países utilizam a vacina contra o HPV. Diversas pesquisas garantem sua segurança e eficácia. Desigualdade no acesso à vacina ainda é um problema Mesmo com a oferta gratuita da vacina pelo SUS, a cobertura vacinal ainda é desigual no Brasil. Isso significa que milhares de jovens estão desprotegidos contra o HPV. Campanhas educativas, ações em escolas e estratégias de busca ativa por parte das unidades de saúde são primordiais para reverter esse cenário e aumentar a cobertura. Evite o preconceito e cuide da saúde! O preconceito e as fake news ainda dificultam o acesso à informação e à prevenção. Algumas famílias deixam de vacinar seus filhos por medo ou desinformação, acreditando que a vacina está ligada a comportamentos sexuais. Essa crença é infundada e coloca vidas em risco. O HPV é um vírus silencioso e perigoso. A melhor forma de combatê-lo é por meio de informação confiável e da vacinação em massa. Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde são fontes seguras para o esclarecimento de dúvidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta ambiciosa: eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. Para alcançar esse objetivo, três pilares são determinantes: Vacinar 90% das meninas até os 15 anos. Realizar exame preventivo em 70% das mulheres. Tratar 90% das lesões diagnosticadas precocemente. O Brasil já tem os recursos disponíveis, falta aumentar a conscientização e garantir que a vacina chegue a todos que precisam.Para saber mais sobre o HPV, seus sintomas e o tratamento, acesse o conteúdo: O que você precisa saber sobre HPV: sintomas, tratamento e prevenção. Sabin avisa: Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames. Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.  Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial. Referências: Cerqueira-Silva T, Oliveira V de A, Boaventura VS, Bertoldo Júnior J, Oliveira MAB, Júnior JBS, et al. Effect of Brazil's national human papillomavirus vaccination programme on the incidence of cervical cancer and cervical intraepithelial neoplasia grade 3 in women aged 20–24 years: a population-based study. Lancet Glob Health. 2025;13(10):e1715–22.Pan American Health Organization (PAHO).End cervical cancer [Internet]. Washington, D.C.: PAHO; c2023 . Available from:https://www.paho.org/en/end-cervical-cancer