Sabin Por: Sabin
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A gripe é uma infecção respiratória viral altamente contagiosa que afeta milhões de pessoas todos os anos. Causada pelo vírus Influenza, a doença pode variar de um quadro leve a complicações graves, especialmente em grupos de risco como idosos, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com comorbidades. Com maior incidência nos meses frios, a gripe impacta a saúde e a qualidade de vida, tornando essenciais a adoção de medidas preventivas e o acesso a um tratamento adequado.

Compreender a gripe, seus sintomas, formas de transmissão e tratamento é fundamental para evitar complicações e reduzir sua propagação. Além disso, a vacinação anual é uma estratégia indispensável de proteção tanto individual quanto coletiva.

O  que é a gripe?

A gripe é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e é causada pelo vírus Influenza. O principal meio de transmissão ocorre por gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar, assim como pelo contato com superfícies contaminadas. Devido à sua alta transmissibilidade, a gripe pode se espalhar rapidamente, sobretudo em ambientes fechados.

Quais são os tipos de vírus?

Confira, abaixo, os três principais tipos do vírus Influenza.

  • Influenza A: o mais comum e responsável pelas epidemias sazonais e pandemias. Inclui subtipos como H1N1 e H3N2, frequentemente associados a surtos globais;
  • Influenza B: menos mutável que o tipo A, mas ainda responsável por surtos sazonais, sendo dividido em duas linhagens (Victoria e Yamagata);
  • Influenza C: mais raro e geralmente responsável por infecções leves, sem relevância para epidemias.

Um ponto de atenção é que o diagnóstico correto da gripe é primordial, em particular para os pacientes de risco. Ele é que vai direcionar o tratamento mais adequado e, dessa maneira, evitar complicações ou o avanço da doença.

Quais são os sintomas mais comuns da gripe?

Os sintomas da gripe aparecem de forma repentina, podendo variar de intensidade, a depender da resposta imunológica de cada pessoa. Febre alta acompanhada de calafrios é um dos primeiros sinais, seguida por tosse seca, dor de garganta e dores musculares e articulares. Também são característicos o cansaço extremo e a fadiga, a dor de cabeça e a congestão nasal.

Em geral, os sintomas duram de cinco a sete dias, porém o cansaço e a tosse podem persistir por um período mais longo. Em casos mais graves, a gripe pode evoluir para complicações como pneumonia e insuficiência respiratória, sendo muito importante a busca por atendimento médico imediato.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Certamente, uma das dúvidas mais recorrentes. Aliás, alguns sintomas da gripe e do resfriado, principalmente na fase inicial, podem ser fatores de confusão para a maioria das pessoas.

Em suma, a gripe e o resfriado são infecções respiratórias comuns, mas causadas por vírus diferentes. Enquanto a gripe é provocada pelo vírus Influenza e costuma ter sintomas mais intensos, o resfriado é normalmente causado por rinovírus (e outros vírus respiratórios) e apresenta manifestações mais leves.

Saiba identificar as principais diferenças entre as duas condições.

  • Início dos sintomas: a gripe se manifesta de forma súbita e intensa, enquanto o resfriado se desenvolve gradualmente;
  • Febre: presente e alta na gripe, mas rara e baixa no resfriado;
  • Gravidade: a gripe pode ser incapacitante e levar a complicações graves, já o resfriado é mais brando e raramente causa complicações.

A correta diferenciação entre as duas condições evita preocupações desnecessárias e garante um tratamento mais eficiente para cada caso.

Tratamento: como cuidar da gripe?

O tratamento da gripe varia conforme a gravidade dos sintomas e o perfil do paciente. Em casos leves, medidas simples podem ser suficientes para aliviar os sintomas. Selecionamos algumas recomendações básicas que podem auxiliar na recuperação da gripe:

  • Repouso adequado para auxiliar na recuperação do organismo;
  • Hidratação constante, incluindo água, chás e sopas nutritivas;
  • Uso de antitérmicos e analgésicos para aliviar febre e dores, sempre sob orientação médica.

Para casos mais graves, primordialmente em pacientes do grupo de risco, antivirais, como o oseltamivir, podem ser prescritos. Esses medicamentos são mais eficazes quando administrados nos primeiros três dias após o início dos sintomas, reduzindo a gravidade e a duração da doença.

Vale ressaltar que antibióticos não têm efeito contra vírus e não devem ser usados para tratar a gripe, a menos que haja infecção bacteriana secundária diagnosticada.

Como prevenir a gripe? 

A prevenção da gripe depende de hábitos saudáveis e medidas de higiene, que reduzem o risco de infecção. Nos últimos anos, a adoção de cuidados para evitar doenças respiratórias, como a covid-19, reforçou a importância dessas práticas. Portanto, manter uma rotina de prevenção é imprescindível para reduzir a transmissão do vírus e proteger a saúde, especialmente em períodos de maior circulação. 

Dicas de prevenção

Separamos algumas dicas valiosas para ajudar você a se prevenir da gripe:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel;
  • Evitar tocar o rosto, principalmente olhos, nariz e boca, sem a higienização adequada;
  • Usar máscaras em locais fechados ou em contato com pessoas doentes;
  • Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral;
  • Manter uma alimentação equilibrada e a qualidade do sono, que contribui para fortalecer o sistema imunológico;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos não higienizados.

Essas medidas, aliadas à vacinação anual, têm papel crucial na redução da disseminação da doença e proteção da saúde da população.

A importância da vacinação contra a gripe

A vacina contra a gripe é a principal estratégia de prevenção e proteção contra o vírus Influenza. Atualizada anualmente, a vacina protege contra as cepas mais prevalentes em cada temporada. A versão quadrivalente inclui proteção contra dois subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e dois do Influenza B (Victoria e Yamagata). Para 2025, a nova vacina traz uma composição atualizada, incluindo novas cepas, e formulada para reforçar essa proteção.

A vacinação é indicada para todas as pessoas a partir de seis meses de idade, sendo ainda mais recomendada para grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. A administração é feita por via intramuscular, sendo aplicada em dose única anual. Crianças menores de nove anos, que nunca foram vacinadas, devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias.

A vacina é segura e não causa gripe, pois é composta por vírus inativados. Os eventos adversos mais comuns são dor no local da aplicação e febre baixa, desaparecendo em poucos dias. 

Não deixe de se vacinar anualmente para garantir sua proteção e contribuir para a imunidade coletiva. Para saber mais sobre a vacina contra a gripe e sua importância, acesse o conteúdo completo no Blog do Sabin: Vacina da gripe: por que tomar?

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Javanian M, Barary M, Ghebrehewet S, Koppolu V, Vasigala V, Ebrahimpour S. A brief review of influenza virus infection. J Med Virol. 2021;93(8):4638-4646. doi:10.1002/jmv.26990

Torres A, Loeches IM, Sligl W, Lee N. Severe flu management: a point of view. Intensive Care Med. 2020;46(2):153-162. doi:10.1007/s00134-019-05868-8

McLean HQ, Belongia EA. Influenza Vaccine Effectiveness: New Insights and Challenges. Cold Spring Harb Perspect Med. 2021;11(6):a038315. Published 2021 Jun 1. doi:10.1101/cshperspect.a038315

Ministério da Saúde – Gripe (Influenza) — Ministério da Saúde

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Como tratar e se prevenir da gripe?; A gripe é uma infecção respiratória viral altamente contagiosa que afeta milhões de pessoas todos os anos. Causada pelo vírus Influenza, a doença pode variar de um quadro leve a complicações graves, especialmente em grupos de risco como idosos, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com comorbidades. Com maior incidência nos meses frios, a gripe impacta a saúde e a qualidade de vida, tornando essenciais a adoção de medidas preventivas e o acesso a um tratamento adequado. Compreender a gripe, seus sintomas, formas de transmissão e tratamento é fundamental para evitar complicações e reduzir sua propagação. Além disso, a vacinação anual é uma estratégia indispensável de proteção tanto individual quanto coletiva. O  que é a gripe? A gripe é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e é causada pelo vírus Influenza. O principal meio de transmissão ocorre por gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar, assim como pelo contato com superfícies contaminadas. Devido à sua alta transmissibilidade, a gripe pode se espalhar rapidamente, sobretudo em ambientes fechados. Quais são os tipos de vírus? Confira, abaixo, os três principais tipos do vírus Influenza. Influenza A: o mais comum e responsável pelas epidemias sazonais e pandemias. Inclui subtipos como H1N1 e H3N2, frequentemente associados a surtos globais; Influenza B: menos mutável que o tipo A, mas ainda responsável por surtos sazonais, sendo dividido em duas linhagens (Victoria e Yamagata); Influenza C: mais raro e geralmente responsável por infecções leves, sem relevância para epidemias. Um ponto de atenção é que o diagnóstico correto da gripe é primordial, em particular para os pacientes de risco. Ele é que vai direcionar o tratamento mais adequado e, dessa maneira, evitar complicações ou o avanço da doença. Quais são os sintomas mais comuns da gripe? Os sintomas da gripe aparecem de forma repentina, podendo variar de intensidade, a depender da resposta imunológica de cada pessoa. Febre alta acompanhada de calafrios é um dos primeiros sinais, seguida por tosse seca, dor de garganta e dores musculares e articulares. Também são característicos o cansaço extremo e a fadiga, a dor de cabeça e a congestão nasal. Em geral, os sintomas duram de cinco a sete dias, porém o cansaço e a tosse podem persistir por um período mais longo. Em casos mais graves, a gripe pode evoluir para complicações como pneumonia e insuficiência respiratória, sendo muito importante a busca por atendimento médico imediato. Qual a diferença entre gripe e resfriado? Certamente, uma das dúvidas mais recorrentes. Aliás, alguns sintomas da gripe e do resfriado, principalmente na fase inicial, podem ser fatores de confusão para a maioria das pessoas. Em suma, a gripe e o resfriado são infecções respiratórias comuns, mas causadas por vírus diferentes. Enquanto a gripe é provocada pelo vírus Influenza e costuma ter sintomas mais intensos, o resfriado é normalmente causado por rinovírus (e outros vírus respiratórios) e apresenta manifestações mais leves. Saiba identificar as principais diferenças entre as duas condições. Início dos sintomas: a gripe se manifesta de forma súbita e intensa, enquanto o resfriado se desenvolve gradualmente; Febre: presente e alta na gripe, mas rara e baixa no resfriado; Gravidade: a gripe pode ser incapacitante e levar a complicações graves, já o resfriado é mais brando e raramente causa complicações. A correta diferenciação entre as duas condições evita preocupações desnecessárias e garante um tratamento mais eficiente para cada caso. Tratamento: como cuidar da gripe? O tratamento da gripe varia conforme a gravidade dos sintomas e o perfil do paciente. Em casos leves, medidas simples podem ser suficientes para aliviar os sintomas. Selecionamos algumas recomendações básicas que podem auxiliar na recuperação da gripe: Repouso adequado para auxiliar na recuperação do organismo; Hidratação constante, incluindo água, chás e sopas nutritivas; Uso de antitérmicos e analgésicos para aliviar febre e dores, sempre sob orientação médica. Para casos mais graves, primordialmente em pacientes do grupo de risco, antivirais, como o oseltamivir, podem ser prescritos. Esses medicamentos são mais eficazes quando administrados nos primeiros três dias após o início dos sintomas, reduzindo a gravidade e a duração da doença. Vale ressaltar que antibióticos não têm efeito contra vírus e não devem ser usados para tratar a gripe, a menos que haja infecção bacteriana secundária diagnosticada. Como prevenir a gripe?  A prevenção da gripe depende de hábitos saudáveis e medidas de higiene, que reduzem o risco de infecção. Nos últimos anos, a adoção de cuidados para evitar doenças respiratórias, como a covid-19, reforçou a importância dessas práticas. Portanto, manter uma rotina de prevenção é imprescindível para reduzir a transmissão do vírus e proteger a saúde, especialmente em períodos de maior circulação.  Dicas de prevenção Separamos algumas dicas valiosas para ajudar você a se prevenir da gripe: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel; Evitar tocar o rosto, principalmente olhos, nariz e boca, sem a higienização adequada; Usar máscaras em locais fechados ou em contato com pessoas doentes; Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral; Manter uma alimentação equilibrada e a qualidade do sono, que contribui para fortalecer o sistema imunológico; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos não higienizados. Essas medidas, aliadas à vacinação anual, têm papel crucial na redução da disseminação da doença e proteção da saúde da população. A importância da vacinação contra a gripe A vacina contra a gripe é a principal estratégia de prevenção e proteção contra o vírus Influenza. Atualizada anualmente, a vacina protege contra as cepas mais prevalentes em cada temporada. A versão quadrivalente inclui proteção contra dois subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e dois do Influenza B (Victoria e Yamagata). Para 2025, a nova vacina traz uma composição atualizada, incluindo novas cepas, e formulada para reforçar essa proteção. A vacinação é indicada para todas as pessoas a partir de seis meses de idade, sendo ainda mais recomendada para grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. A administração é feita por via intramuscular, sendo aplicada em dose única anual. Crianças menores de nove anos, que nunca foram vacinadas, devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias. A vacina é segura e não causa gripe, pois é composta por vírus inativados. Os eventos adversos mais comuns são dor no local da aplicação e febre baixa, desaparecendo em poucos dias.  Não deixe de se vacinar anualmente para garantir sua proteção e contribuir para a imunidade coletiva. Para saber mais sobre a vacina contra a gripe e sua importância, acesse o conteúdo completo no Blog do Sabin: Vacina da gripe: por que tomar? Sabin avisa: Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames. Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.  Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial. Referências: Javanian M, Barary M, Ghebrehewet S, Koppolu V, Vasigala V, Ebrahimpour S. A brief review of influenza virus infection. J Med Virol. 2021;93(8):4638-4646. doi:10.1002/jmv.26990 Torres A, Loeches IM, Sligl W, Lee N. Severe flu management: a point of view. Intensive Care Med. 2020;46(2):153-162. doi:10.1007/s00134-019-05868-8 McLean HQ, Belongia EA. Influenza Vaccine Effectiveness: New Insights and Challenges. Cold Spring Harb Perspect Med. 2021;11(6):a038315. Published 2021 Jun 1. doi:10.1101/cshperspect.a038315 Ministério da Saúde - Gripe (Influenza) — Ministério da Saúde