A volta às aulas é um marco importante na vida das crianças e de suas famílias. Após as férias, a rotina volta a ser mais intensa, exigindo uma readaptação tanto física quanto emocional. Para garantir que os pequenos estejam saudáveis e prontos para encarar os desafios da escola, é fundamental dedicar atenção especial aos cuidados com a saúde.
Aqui, vamos abordar diversos aspectos importantes para a saúde das crianças nesse período de transição, desde a organização da rotina até a importância da vacinação.
Quer saber como garantir que seu filho esteja sempre bem? Continue a leitura e confira as dicas para cuidar da saúde dos pequenos.
Organização da rotina para um ano letivo saudável
Estabelecer uma rotina estruturada é indispensável para ajudar as crianças a retomarem o ritmo escolar. O sono, por exemplo, é um dos pilares mais relevantes. Durante o período de descanso, o organismo se regenera e o cérebro processa informações essenciais para o aprendizado. Especialistas recomendam que crianças em idade escolar durmam de nove a 11 horas por noite. Ajustar os horários gradualmente, com uma rotina consistente para dormir e acordar, ajuda a regular o relógio biológico e prevenir a fadiga.
Além do sono, a alimentação é um fator-chave. Lanches saudáveis podem influenciar positivamente no desempenho escolar, fornecendo energia e nutrientes necessários para o dia a dia. Inclua frutas, cereais integrais e proteínas magras na lancheira, evitando opções ultraprocessadas, ricas em açúcares e gorduras saturadas.
Para complementar, a hidratação adequada deve ser incentivada, especialmente em dias quentes ou após atividades físicas. Uma garrafa de água na mochila é uma prática simples, mas muito eficaz.
Outro ponto fundamental é a higiene pessoal. Lavar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições, previne infecções comuns em ambientes escolares. Orientar as crianças a não compartilhar objetos, como copos, talheres e materiais escolares, também contribui para a saúde coletiva.
A importância da vacinação para o convívio escolar
Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma medida crucial para a saúde coletiva no ambiente escolar. A imunização protege contra doenças graves, como sarampo, poliomielite e meningite, e reduz a circulação de agentes infecciosos na comunidade. Confira alguns benefícios da vacinação:
- prevenção de doenças transmissíveis em ambientes com aglomeração;
- promoção da imunidade coletiva, protegendo pessoas mais vulneráveis;
- redução de hospitalizações e complicações graves.
Imunização: quais são as vacinas recomendadas em cada etapa?
Manter em dia o calendário de vacinação protege não só a criança, mas toda a comunidade escolar. Confira as vacinas recomendadas:
Do nascimento aos dois anos
Vacinas: BCG, Hepatite B, Pentavalente, Poliomielite (VIP), Pneumocócica 10-valente e Rotavírus.
Dos 12 meses aos quatro anos
Vacinas: Tríplice Viral, Tetraviral, Hepatite A e reforços de Poliomielite e DTP.
Adolescentes (nove a 14 anos)
Vacinas: HPV e Meningocócica ACWY.
Monitoramento da saúde física e emocional das crianças
Após períodos prolongados de férias ou mudanças na rotina, é possível que o retorno às aulas seja acompanhado de sentimentos de ansiedade ou estresse. Por essa razão, pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como irritabilidade, dificuldades de concentração, mudanças no apetite ou sono desregulado.
Criar um ambiente acolhedor em casa e na escola ajuda a reduzir esses impactos. Converse com a criança sobre suas expectativas e medos em relação ao novo ano letivo. Incentive a expressão de sentimentos e demonstre apoio. Para casos de maior dificuldade, a ajuda de um psicólogo infantil pode ser importante para trabalhar questões emocionais mais profundas.
Exercícios físicos regulares também são uma excelente maneira de aliviar o estresse e melhorar o humor, além de auxiliarem no desenvolvimento físico. Priorize brincadeiras ao ar livre e esportes em equipe, que ajudam na socialização e no fortalecimento de vínculos.
Outro aspecto interessante a ser observado é a saúde da visão e da audição, pois esses sentidos desempenham um papel determinante no aprendizado e na interação social. Avaliações regulares por especialistas são recomendadas, já que problemas não diagnosticados podem comprometer tanto o desempenho escolar quanto o desenvolvimento geral das crianças.
O uso de celulares e o impacto na saúde das crianças
O uso excessivo de celulares têm impactos diretos na saúde física e emocional das crianças. Estudos mostram que isso pode interferir na concentração, no aprendizado e no sono, bem como contribui para o aumento da ansiedade. No ambiente escolar, esses dispositivos podem desviar a atenção das atividades pedagógicas e limitar interações sociais importantes.
Diante dessa constatação, uma nova lei decidiu pela restrição do uso de celulares em escolas de educação básica no Brasil, visando melhorar o desempenho acadêmico e promover a interação social entre os estudantes. A restrição abrange momentos como aulas, intervalos e atividades extracurriculares, com exceções para emergências, inclusão de alunos com deficiência e uso pedagógico.
Estabelecer limites claros para o uso de celulares durante o período escolar pode ajudar a promover um ambiente mais saudável e produtivo, incentivando as crianças a se concentrarem nas atividades e interagirem com colegas de forma mais significativa.
Segurança no trajeto escolar
Garantir a segurança no caminho até a escola é uma responsabilidade compartilhada entre pais, responsáveis e instituições de ensino. Se o transporte escolar for utilizado, dê preferência a empresas regulamentadas e veículos em boas condições, e busque verificar se os motoristas possuem habilitação adequada.
Para as crianças que vão a pé, ensine regras básicas de trânsito, como atravessar na faixa de pedestres, respeitar os semáforos e olhar para os dois lados antes de atravessar. Caminhar em grupo é sempre mais seguro, sobretudo para os mais jovens.
Evitar distrações ao longo do trajeto é igualmente importante. O uso de celulares ou fones de ouvido pode diminuir a atenção e aumentar o risco de acidentes. Oriente a criança a permanecer atenta ao ambiente e a relatar qualquer situação suspeita para um adulto de confiança.
Acompanhamento contínuo da saúde das crianças
A saúde das crianças exige cuidados específicos e acompanhamento médico desde o nascimento. A atuação do pediatra é imprescindível, monitorando o crescimento e desenvolvimento da criança até a adolescência.
Consultas regulares permitem a identificação precoce de problemas e fornecem orientações sobre hábitos saudáveis e prevenção de doenças. Exames laboratoriais complementam esse acompanhamento, avaliando aspectos como nutrição e imunidade.
O papel dos pais ou responsáveis
Os pais ou responsáveis exercem um papel central no desenvolvimento saudável das crianças. Além de estabelecerem uma rotina adequada, são responsáveis por monitorar aspectos físicos e emocionais. Abaixo, listamos algumas ações práticas.
- alimentação equilibrada: priorizar refeições ricas em nutrientes e evitar alimentos processados;
- higiene pessoal: reforçar hábitos como lavar as mãos e escovar os dentes após as refeições;
- estimular a prática de atividades físicas: criar momentos de lazer ativo, como passeios ao ar livre;
- monitorar a saúde emocional: estar disponível para ouvir e apoiar a criança em situações de dificuldade;
- cuidado com a postura: certificar-se que as mochilas sejam adequadas e não excedam 10% do peso corporal da criança.
Em suma, o período de volta às aulas é um momento de recomeço, cheio de novas oportunidades e desafios. Com os cuidados certos, esse período pode ser aproveitado ao máximo, garantindo o bem-estar e a segurança das crianças.
Organizar uma rotina equilibrada, manter o calendário vacinal atualizado, cuidar da saúde emocional e da segurança no trajeto escolar são medidas que farão toda a diferença para um ano letivo tranquilo e produtivo.
Para ajudar nos cuidados com a saúde dos pequenos, indicamos a leitura sobre a importância das consultas regulares ao pediatra.
Sabin avisa:
Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.
Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.
Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.
Referências:
Ministério da Saúde. (n.d.). Volta às aulas: vacinação em dia ajuda a criança a ficar protegida ao longo de todo o ano. Recuperado de https://bvsms.saude.gov.br/volta-as-aulas-vacinacao-em-dia-ajuda-a-crianca-a-ficar-protegida-ao-longo-de-todo-o-ano/
Revista Crescer. (2016). Segurança de pedestres no trânsito: dicas para andar por aí com crianças. Recuperado de https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Seguranca/noticia/2016/09/seguranca-de-pedestres-nos-transito-dicas-para-andar-por-ai-com-criancas.html
Sociedade Brasileira de Pediatria. (2024). Calendário de vacinação 2024/2025 – Recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria. Recuperado de https://www.sbp.com.br