Saúde Archives | Blog Sabin https://blog.sabin.com.br/categoria/saude/ Conhecimento aliado ao bem-estar Thu, 31 Jul 2025 20:17:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://blog.sabin.com.br/wp-content/uploads/2021/03/favicons.png Saúde Archives | Blog Sabin https://blog.sabin.com.br/categoria/saude/ 32 32 O que é toxoplasmose congênita e como evitar complicações no bebê https://blog.sabin.com.br/saude/toxoplasmose-congenita-e-a-saude-do-bebe/ https://blog.sabin.com.br/saude/toxoplasmose-congenita-e-a-saude-do-bebe/#respond Tue, 26 Aug 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4619 A toxoplasmose congênita é uma infecção que pode trazer consequências sérias ao bebê ainda dentro do útero. Ela é causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, que é transmitido quando a mãe adquire a infecção durante a gravidez. O problema é que muitas mulheres não apresentam sintomas durante a infecção, o que torna o diagnóstico […]

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A toxoplasmose congênita é uma infecção que pode trazer consequências sérias ao bebê ainda dentro do útero. Ela é causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, que é transmitido quando a mãe adquire a infecção durante a gravidez. O problema é que muitas mulheres não apresentam sintomas durante a infecção, o que torna o diagnóstico mais difícil e aumenta as chances de complicações.

No Brasil, a incidência dessa infecção é mais alta do que em muitos outros países, o que reforça a importância de orientar gestantes sobre os cuidados necessários. A boa notícia é que, com medidas preventivas e acompanhamento adequado durante o pré-natal, é possível reduzir significativamente os riscos de transmissão.

Continue a leitura para compreender como é feito o diagnóstico e em que momento da gestação deve ter mais cuidado.

Entenda o que é toxoplasmose congênita

A toxoplasmose é uma infecção causada por um parasita que pode estar presente nas fezes de gatos infectados, em alimentos contaminados — como carnes malcozidas, frutas e vegetais mal lavados — e até mesmo no solo

Quando uma mulher adquire a infecção pela primeira vez durante a gravidez, existe a possibilidade de o parasita atravessar a placenta e atingir o bebê, caracterizando a toxoplasmose congênita.

É importante destacar que, muitas vezes, a mãe não apresenta sinais evidentes da doença. Mesmo assim, o bebê pode sofrer consequências graves, entre elas, alterações do sistema nervoso central e dos olhos. 

De modo geral, a prevalência elevada no Brasil reforça a necessidade de disseminar informações sobre prevenção entre gestantes e profissionais de saúde.

Por que o momento da gravidez influencia no risco?

O risco de transmissão da toxoplasmose para o bebê varia conforme a fase da gestação. No primeiro trimestre, a chance de o parasita atingir o feto é menor, mas, se a infecção acontecer, as complicações tendem a ser mais severas. Isso inclui desde abortos espontâneos até sequelas graves.

Já no segundo e principalmente no terceiro trimestre, a possibilidade de transmissão aumenta consideravelmente. Entretanto, as formas clínicas podem ser menos graves.

No Brasil, o perfil genético dos parasitas circulantes é mais agressivo, o que potencializa os riscos de quadros clínicos mais sérios, mesmo em infecções adquiridas em fases mais tardias da gestação.

Um aspecto importante a ser destacado é que, em países como a França, a implementação de exames regulares durante a gravidez contribuiu de forma relevante para a redução dos casos graves de toxoplasmose congênita. Essa experiência internacional corrobora o papel fundamental da triagem e do diagnóstico precoce. 

No Brasil, também avançamos com a criação de regulamentações voltadas ao acompanhamento das gestantes e triagem neonatal, o que representa um passo fundamental na prevenção e no cuidado com a saúde materno-infantil.

Quais os sinais de alerta nos bebês?

Muitos bebês com toxoplasmose congênita nascem sem sintomas aparentes. No entanto, em alguns casos, os sinais e sintomas da infecção podem ser perceptíveis logo nos primeiros dias de vida.

Sinais logo após o nascimento

Alguns recém-nascidos podem apresentar sinais aparentes da infecção ao nascer. Entre os primeiros sinais, estão o amarelamento da pele, conhecido como icterícia, o aumento do tamanho do fígado e do baço e a presença de manchas na pele

A anemia e outras alterações nos exames de sangue também podem chamar a atenção da equipe médica.

Complicações mais preocupantes

As complicações mais preocupantes envolvem o sistema nervoso central e os olhos. O bebê pode apresentar alterações no tamanho da cabeça, como aumento do perímetro cefálico por hidrocefalia ou mesmo microcefalia, além de episódios de convulsões

No campo oftalmológico, a toxoplasmose congênita pode causar inflamações na retina e na coroide, conhecidas como coriorretinite, que podem comprometer a visão e, em casos graves, levar à cegueira.

Efeitos tardios

Mesmo quando o bebê aparenta estar saudável ao nascer, é recomendável manter o acompanhamento com especialistas. Algumas consequências da infecção podem surgir ou se tornar perceptíveis com o passar do tempo, como atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo ou dificuldades de aprendizagem.

Como é feito o diagnóstico da toxoplasmose congênita?

O diagnóstico pode ser realizado durante a gravidez ou após o nascimento do bebê. No pré-natal, exames de sangue são solicitados para verificar se a gestante já teve contato com o parasita. 

Caso haja suspeita de infecção recente, o médico pode indicar exames mais detalhados, como a análise do líquido amniótico por meio da amniocentese, que permite verificar se o bebê foi infectado ainda no útero.

Após o nascimento, o bebê também deve ser avaliado. O Teste do Pezinho é utilizado como ferramenta de triagem, sendo crucial na identificação de bebês infectados, porém assintomáticos, cujas mães não foram diagnosticadas na gestação. Adicionalmente, exames de sangue específicos conseguem detectar a presença de anticorpos produzidos pelo próprio organismo do recém-nascido. 

Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética são utilizados para investigar possíveis alterações no cérebro. Por fim, a avaliação oftalmológica e auditiva também é essencial, já que olhos e ouvidos são frequentemente afetados pela toxoplasmose congênita.

O que fazer se a toxoplasmose for confirmada?

Se a infecção for diagnosticada durante a gravidez, o tratamento pode ser iniciado ainda antes do nascimento. Em casos de infecção recente, a gestante pode ser tratada com um antibiótico chamado espiramicina, que reduz o risco de o parasita alcançar o bebê. 

Se o diagnóstico indicar que o bebê já foi infectado, uma combinação de medicamentos, incluindo sulfadiazina e pirimetamina, poderá ser prescrita. Todos os tratamentos devem ser realizados com rigoroso acompanhamento médico.

Após o nascimento, o bebê pode precisar continuar o tratamento por um ano. Essa medida tem como objetivo diminuir os riscos de complicações neurológicas e oculares. O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, formada por pediatras, neurologistas, oftalmologistas e outros profissionais, é importante para garantir o melhor desenvolvimento possível da criança.

Como prevenir a toxoplasmose congênita?

A prevenção da toxoplasmose congênita passa por cuidados simples, mas que podem fazer toda a diferença. Um dos principais pontos é a atenção com a alimentação. Carnes devem ser sempre bem cozidas, evitando o consumo de preparações malpassadas ou cruas. Frutas, legumes e verduras precisam ser lavados adequadamente antes do consumo.

Além da alimentação, o contato com dejetos dos animais exige atenção. Evitar o manuseio direto das fezes de gatos é uma medida indispensável, especialmente durante a gravidez. Caso a gestante precise realizar a limpeza da caixa de areia, o uso de luvas e a higiene correta das mãos após o procedimento são determinantes.

Outro ponto importante é o cuidado ao lidar com a terra, como em atividades de jardinagem. Usar luvas e lavar bem as mãos após essas tarefas pode ajudar a reduzir o risco de infecção.

A realização de todos os exames recomendados durante o pré-natal também é uma das formas mais eficazes de prevenir complicações. Manter o pré-natal em dia e realizar todos os exames solicitados pelo obstetra são passos importantíssimos para proteger a saúde do bebê. Por isso, em caso de dúvidas ou suspeitas, o melhor caminho é buscar orientação médica qualificada.

A saúde do bebê também depende da alimentação da mãe após o parto. Aproveite para conhecer nosso conteúdo sobre o tema: Alimentação materna durante a amamentação.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Olariu, Tudor Rares et al. “Severe congenital toxoplasmosis in the United States: clinical and serologic findings in untreated infants.” The Pediatric infectious disease journal vol. 30,12 (2011): 1056-61. doi:10.1097/INF.0b013e3182343096

Avignon, Marine et al. “Diagnosis of Congenital Toxoplasmosis: Performance of Four IgG and IgM Automated Assays at Birth in a Tricentric Evaluation.” Journal of clinical microbiology vol. 60,5 (2022): e0011522. doi:10.1128/jcm.00115-22

Denis, Julie et al. “Contribution of serology in congenital toxoplasmosis diagnosis: results from a 10-year French retrospective study.” Journal of clinical microbiology vol. 61,10 (2023): e0035423. doi:10.1128/jcm.00354-23

Kahan, Yaara et al. “Characterization of Congenital Toxoplasmosis in Israel: A 17-year Nationwide Study Experience.” The Pediatric infectious disease journal vol. 39,6 (2020): 553-559. doi:10.1097/INF.0000000000002598Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Toxoplasmose congênita: diagnóstico, tratamento e prevenção. Departamento Científico de Infectologia. 2020. Disponível em: 22620c-DC – Toxoplasmose congênita.indd

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Mucopolissacaridose: o que é, quais os sintomas e a importância do diagnóstico precoce https://blog.sabin.com.br/saude/diagnostico-de-mucopolissacaridose/ https://blog.sabin.com.br/saude/diagnostico-de-mucopolissacaridose/#respond Tue, 19 Aug 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4616 A mucopolissacaridose, também conhecida pela sigla MPS, é um grupo de doenças genéticas raras que comprometem gradualmente a saúde de crianças e adultos.  Causada por uma falha no funcionamento de enzimas que atuam na degradação de certas substâncias do organismo, essa condição pode atingir diferentes órgãos e sistemas, provocando desde alterações físicas e motoras até […]

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A mucopolissacaridose, também conhecida pela sigla MPS, é um grupo de doenças genéticas raras que comprometem gradualmente a saúde de crianças e adultos. 

Causada por uma falha no funcionamento de enzimas que atuam na degradação de certas substâncias do organismo, essa condição pode atingir diferentes órgãos e sistemas, provocando desde alterações físicas e motoras até dificuldades respiratórias, visuais e cognitivas. 

Embora o nome ainda seja desconhecido por muitas famílias, conhecer a mucopolissacaridose e identificar os primeiros sinais pode transformar o futuro de quem convive com ela. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de melhorar a qualidade de vida e retardar o avanço da doença.

O que é mucopolissacaridose?

A mucopolissacaridose é uma doença hereditária causada pela deficiência de enzimas responsáveis por quebrar substâncias chamadas glicosaminoglicanos (GAGs), que fazem parte da estrutura de várias células do nosso corpo. Quando essas enzimas estão ausentes ou não funcionam corretamente, os GAGs se acumulam dentro das células, levando a um funcionamento inadequado dos órgãos e tecidos. 

Na maioria dos casos, a doença é de herança autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais são portadores de uma mutação genética que não os afeta diretamente, mas pode ser transmitida aos filhos. No entanto, há exceções, como a MPS tipo II (síndrome de Hunter), que tem herança ligada ao cromossomo X e afeta principalmente meninos. Nas formas ligadas ao X, é possível que a mutação seja herdada da mãe ou que surja espontaneamente, mesmo sem histórico familiar conhecido. 

Como resultado do acúmulo, a mucopolissacaridose pode acometer o esqueleto, o sistema respiratório, o coração, os olhos e o sistema nervoso central, com consequências que se agravam ao longo do tempo.

Quais os tipos de mucopolissacaridose?

Existem sete tipos principais de mucopolissacaridose, reconhecidos pelas siglas MPS I, II, III, IV, VI, VII e IX. Cada tipo está relacionado a uma enzima específica e apresenta manifestações clínicas distintas. A seguir, compartilhamos um pouco sobre cada um.

MPS I (síndromes de Hurler, Hurler-Scheie e Scheie)

A MPS I pode se apresentar em três formas: Hurler (a mais grave), Hurler-Scheie (intermediária) e Scheie (a mais branda). Os sintomas variam de acordo com a forma da doença, geralmente incluindo alterações físicas marcantes, dificuldades respiratórias, problemas de visão e atraso no desenvolvimento.

MPS II (síndrome de Hunter)

Conhecida como síndrome de Hunter, a MPS II afeta predominantemente meninos, pois está ligada ao cromossomo X. Pode causar sintomas físicos semelhantes aos da MPS I, além de comprometimento neurológico em alguns casos.

MPS III (síndrome de Sanfilippo)

A MPS III é chamada de síndrome de Sanfilippo e se destaca pelo comprometimento neurológico progressivo, com poucas alterações em outros órgãos. Crianças com esse tipo costumam apresentar atraso no desenvolvimento, perda de habilidades cognitivas e alterações de comportamento, sendo comum a regressão de capacidades já adquiridas.

MPS IV (síndrome de Morquio)

Na MPS IV, conhecida como síndrome de Morquio, os principais impactos ocorrem no esqueleto. Usualmente, os pacientes têm estatura baixa, alterações na coluna e nas articulações; em alguns casos, comprometimento intelectual. Esse tipo é dividido em MPS IV-A e MPS IV-B, a depender da enzima envolvida. 

MPS VI (síndrome de Maroteaux-Lamy)

A MPS VI, ou síndrome de Maroteaux-Lamy, pode afetar de forma intensa os sistemas físicos do corpo, como ossos, olhos e pulmões, mas há casos mais leves, só diagnosticados na idade adulta. Apesar das limitações físicas, o desenvolvimento intelectual costuma ser preservado.

MPS VII (síndrome de Sly)

A MPS VII, também chamada de síndrome de Sly, é extremamente rara e pode se manifestar ainda na gestação, provocando um quadro grave chamado hidropsia fetal. Os sintomas variam de leves a graves, conforme a mutação genética envolvida.

MPS IX

A MPS IX é considerada a forma mais rara entre todas as mucopolissacaridoses. Foram registrados poucos casos no mundo, normalmente associados a inflamações articulares. Por sua raridade, muitas características clínicas ainda estão sendo estudadas.

A gravidade da doença varia muito, mesmo entre pacientes com o mesmo tipo, o que exige uma abordagem individualizada para o diagnóstico e o tratamento.

Quais são os sintomas da mucopolissacaridose?

Os sinais da mucopolissacaridose costumam surgir na infância e variam com o tipo da doença. Entre os sintomas mais comuns, estão: atraso no crescimento, alterações nos ossos e nas articulações, rigidez corporal e deformações na coluna vertebral — o que pode impactar diretamente a mobilidade da criança.

Além dessas alterações físicas, é comum o surgimento de traços faciais característicos, como cabeça aumentada, língua grande, lábios grossos e ponte nasal achatada. Essas mudanças costumam se tornar mais evidentes com o avanço da doença.

Algumas manifestações também afetam órgãos e estruturas internas. É possível observar a presença de hérnias, aumento do fígado e do baço, perda auditiva e alterações na visão. Infecções respiratórias recorrentes, dificuldades para respirar e apneia do sono também estão entre os sinais de alerta.

Em determinados tipos de MPS, pode haver comprometimento cognitivo, com prejuízos no desenvolvimento intelectual e alterações de comportamento. Esses sintomas tendem a se agravar com o tempo, tornando indispensável o acompanhamento médico contínuo para preservar a funcionalidade e a autonomia do paciente.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da mucopolissacaridose pode ser realizado de duas formas. A primeira é por meio da triagem neonatal, ainda nos primeiros dias de vida do bebê, mesmo antes que os sintomas apareçam. Alguns estados brasileiros já incluem a MPS em versões ampliadas do Teste do Pezinho e do Teste da Bochechinha, que identificam alterações genéticas relacionadas à doença. 

A segunda forma ocorre a partir da observação de sinais clínicos. Quando há suspeita, o médico pode solicitar exames específicos, como a análise de urina e sangue para detectar o acúmulo de glicosaminoglicanos, testes enzimáticos para confirmar a deficiência da enzima e testes genéticos para identificar a mutação causadora. Esse conjunto de exames permite determinar o tipo de MPS, definir a melhor abordagem terapêutica e orientar os familiares quanto ao aconselhamento genético.

Qual o tratamento para a mucopolissacaridose?

Embora ainda não exista cura para a mucopolissacaridose, o tratamento pode retardar o avanço da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Entre as abordagens terapêuticas, existem as terapias complementares, como fisioterapia, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico e suporte educacional. Essas intervenções ajudam a manter as funcionalidades física e cognitiva, promovendo maior autonomia no dia a dia. 

A terapia de reposição enzimática, aplicada regularmente por infusão, fornece a enzima ausente no organismo. Esse tratamento, disponível para os tipos I, II, IV-A, VI e VII, contribui para a melhora das funções respiratória, cardíaca e motora, mesmo não atuando diretamente sobre o sistema nervoso central devido à barreira hematoencefálica. Já a terapia gênica, ainda em desenvolvimento, surge como uma alternativa promissora para o futuro, com potencial de corrigir a causa genética da doença. 

Em alguns casos, o transplante de células-tronco hematopoiéticas pode ser indicado, especialmente quando realizado na infância, com o objetivo de reduzir os danos neurológicos e estabilizar a progressão da doença.

Independentemente da abordagem terapêutica adotada, é essencial que o tratamento seja conduzido por uma equipe multidisciplinar. Diferentes profissionais devem atuar de forma integrada para atender às necessidades específicas de cada paciente, oferecendo suporte contínuo e humanizado.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Por ser uma doença que avança progressivamente e, se não tratada, pode causar prejuízos irreversíveis à saúde. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de iniciar um tratamento eficaz, antes que os danos se tornem graves. 

O início precoce das terapias possibilita preservar as funções motoras e cognitivas, controlar os sintomas e oferecer mais qualidade de vida ao paciente e sua família. Contribui, ainda, para o planejamento familiar, sobretudo em famílias que já têm um caso confirmado, permitindo o acesso ao aconselhamento genético.

Como a triagem neonatal pode ajudar?

A triagem neonatal é uma ferramenta importante para identificar precocemente doenças genéticas como a mucopolissacaridose. Como dito anteriormente, o Teste do Pezinho, realizado nos primeiros dias de vida, já é capaz de detectar diversos problemas de saúde e, em versões ampliadas, pode incluir a MPS. O Teste da Bochechinha, por sua vez, também permite identificar alterações genéticas de forma rápida e indolor. 

Quando feita precocemente, essa triagem abre caminho para o acompanhamento imediato, aumentando as chances de sucesso do tratamento e oferecendo ao bebê uma perspectiva de vida mais saudável.

A importância da conscientização sobre doenças raras

Por serem raras, doenças como a mucopolissacaridose ainda enfrentam barreiras no diagnóstico e no acesso ao tratamento. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com outras condições, e o diagnóstico é adiado, comprometendo o resultado das intervenções. 

Por esse motivo, campanhas de conscientização ajudam a informar a população, pais ou responsáveis e profissionais de saúde sobre os sinais da doença, incentivando a busca por diagnóstico e acompanhamento especializado. Associações de pacientes também desempenham um papel fundamental na difusão de informações, no suporte emocional às famílias e na mobilização por políticas públicas que garantam acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

Com o diagnóstico precoce, o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar e o envolvimento da família, é possível controlar os sintomas, preservar habilidades e promover mais bem-estar para quem convive com a condição.

Falar sobre MPS é uma forma de dar visibilidade às doenças raras e de ampliar o acesso à informação para que mais famílias tenham a oportunidade de agir a tempo. Entenda mais sobre a importância da investigação de doenças raras, clicando aqui.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Ago, Yasuhiko et al. “Molecular Mechanisms in Pathophysiology of Mucopolysaccharidosis and Prospects for Innovative Therapy.” International journal of molecular sciences vol. 25,2 1113. 17 Jan. 2024, doi:10.3390/ijms25021113

Costa-Motta, Fabiana Moura et al. “A community-based study of mucopolysaccharidosis type VI in Brazil: the influence of founder effect, endogamy and consanguinity.” Human heredity vol. 77,1-4 (2014): 189-96. doi:10.1159/000358404

Federhen, Andressa et al. “Estimated birth prevalence of mucopolysaccharidoses in Brazil.” American journal of medical genetics. Part A vol. 182,3 (2020): 469-483. doi:10.1002/ajmg.a.61456

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Exame antes da quimioterapia: mais cuidado e saúde para você https://blog.sabin.com.br/saude/exame-genetico-antes-da-quimioterapia/ https://blog.sabin.com.br/saude/exame-genetico-antes-da-quimioterapia/#respond Tue, 12 Aug 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4610 A quimioterapia é um dos principais tratamentos contra o câncer. No entanto, devido à sua ação intensa no organismo, pode provocar reações adversas que afetam a qualidade de vida do paciente. Mas você sabia que existe um exame que pode ajudar a prevenir os efeitos colaterais mais graves, mesmo antes de o tratamento começar? Neste […]

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A quimioterapia é um dos principais tratamentos contra o câncer. No entanto, devido à sua ação intensa no organismo, pode provocar reações adversas que afetam a qualidade de vida do paciente. Mas você sabia que existe um exame que pode ajudar a prevenir os efeitos colaterais mais graves, mesmo antes de o tratamento começar?

Neste conteúdo, vamos explicar de forma simples o que é o exame genético conhecido como DPYD, por que ele é importante e como traz mais segurança para quem vai iniciar a quimioterapia com medicamentos como o 5-fluorouracil (5-FU) e a capecitabina

O exame permite que o médico conheça melhor o perfil genético do paciente e escolha a dose mais adequada, evitando riscos desnecessários. Se você vai começar a quimioterapia ou conhece alguém nessa situação, vale a pena entender como a ferramenta pode fazer a diferença.

O que é quimioterapia e por que exige tanto cuidado?

A quimioterapia é um tratamento utilizado para combater o câncer, agindo diretamente sobre as células que se multiplicam rapidamente, como as células tumorais. Ela pode ser usada sozinha ou em conjunto com cirurgia, radioterapia ou terapias-alvo, dependendo do tipo e estágio da doença.

Por ser um tratamento bastante eficaz, a quimioterapia é amplamente recomendada por médicos em diversos casos. Entretanto, os medicamentos utilizados podem afetar não apenas as células doentes, mas também as células saudáveis, especialmente aquelas que se dividem de maneira rápida, como as do sistema digestivo, do sangue e dos folículos capilares. É justamente por isso que a quimioterapia pode causar efeitos colaterais.

Cada organismo reage de uma forma, e o que funciona bem para uma pessoa pode causar reações graves em outra. Assim, é fundamental que o tratamento seja acompanhado cuidadosamente e, quando possível, adaptado ao perfil individual do paciente. 

Diante desse cenário, alguns exames genéticos já permitem prever como o corpo vai reagir a determinados quimioterápicos, sendo um deles o exame do gene DPYD.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia?

Os efeitos colaterais da quimioterapia podem variar bastante entre os pacientes. Enquanto algumas pessoas apresentam sintomas leves, outras podem enfrentar complicações mais sérias, que chegam a exigir internações ou até a interrupção do tratamento.

Entre os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia, estão: náuseas, vômitos, diarreia, feridas na boca, queda da imunidade (neutropenia), cansaço intenso e alterações na pele ou no apetite. Em alguns casos, podem surgir inflamações mais graves no trato digestivo ou infecções pela baixa contagem de glóbulos brancos.

O que muita gente ainda não sabe é que algumas dessas reações podem estar ligadas ao funcionamento de uma enzima do organismo denominada diidropirimidina desidrogenase (DPD). Ela é responsável por metabolizar medicamentos como o 5-FU e a capecitabina. Quando seu funcionamento não está adequado, o corpo pode ter dificuldade para eliminar os quimioterápicos, o que aumenta o risco de toxicidade. E é justamente aqui que entra o exame DPYD.

O que o exame DPYD tem a ver com tudo isso?

O exame DPYD é um teste genético que detecta variantes no gene DPYD, responsável por produzir a enzima DPD. Algumas pessoas nascem com alterações nesse gene, que diminuem ou anulam a atividade da enzima. Isso significa que, ao receber certos medicamentos quimioterápicos, os pacientes têm um risco muito maior de apresentar efeitos colaterais graves.

O oncologista pode solicitar o exame antes de iniciar a quimioterapia como uma medida de precaução. Com o resultado em mãos, o médico consegue avaliar se a pessoa tem alguma dessas variantes genéticas e, portanto, ajustar a dose do medicamento ou até escolher outra estratégia de tratamento, garantindo mais segurança.

Esse exame é particularmente relevante para pacientes com câncer colorretal, gástrico ou de mama, que são os tipos mais frequentemente tratados com medicamentos que dependem da ação da enzima DPD.

Por que esse exame é importante para a sua saúde?

Cada pessoa responde de maneira diferente aos medicamentos. Por essa razão, entender como o seu corpo metaboliza os quimioterápicos pode prevenir problemas sérios antes mesmo que eles aconteçam.

O exame DPYD ajuda a identificar quem tem risco aumentado de toxicidade, permitindo que o tratamento seja personalizado. Em vez de receber a dose padrão, o paciente pode começar com uma dose reduzida ou seguir outro protocolo, de acordo com a sua constituição genética. Isso evita reações inesperadas, reduz a chance de hospitalizações e torna a quimioterapia mais eficaz e segura.

Além disso, saber dessa informação antecipadamente evita atrasos no tratamento, já que os efeitos colaterais graves podem levar à suspensão da quimioterapia. Ao adaptar o esquema desde o início, o tratamento tem mais chances de seguir conforme o planejado.

Esse exame já está disponível no Sabin, com tecnologia moderna e uma equipe qualificada. O procedimento é simples: utiliza uma amostra de sangue e tem resultados disponíveis em poucos dias. Se você está prestes a iniciar um tratamento oncológico, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar o exame e tire todas as suas dúvidas. A prevenção começa com informação.

Quer saber mais sobre como os exames genéticos podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer? Acesse: Dicas do Sabin: saiba mais sobre os exames genéticos para câncer.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

de Moraes, Francisco Cezar Aquino et al. “Pharmacogenetics of DPYD and treatment-related mortality on fluoropyrimidine chemotherapy for cancer patients: a meta-analysis and trial sequential analysis.” BMC cancer vol. 24,1 1210. 30 Sep. 2024, doi:10.1186/s12885-024-12981-5

Chan, Tsun Ho et al. “DPYD genetic polymorphisms in non-European patients with severe fluoropyrimidine-related toxicity: a systematic review.” British journal of cancer vol. 131,3 (2024): 498-514. doi:10.1038/s41416-024-02754-z

Botton, Mariana Rodrigues et al. “Frequency of DPYD gene variants and phenotype inference in a Southern Brazilian population.” Annals of human genetics vol. 86,2 (2022): 102-107. doi:10.1111/ahg.12453

de Baco, Lucas Silva et al. “Evaluation of chemotherapy toxicities in patients receiving treatment for gastrointestinal cancers and therapeutic monitoring of 5-fluorouracil as a clinical support tool.” Fundamental & clinical pharmacology vol. 38,6 (2024): 1190-1202. doi:10.1111/fcp.13037

Pratt, Victoria M. et al. DPYD Genotyping Recommendations. The Journal of Molecular Diagnostics, Volume 26, Issue 10, 851 – 863

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Mamas densas: entenda o que isso significa https://blog.sabin.com.br/saude/mamas-densas-e-quais-cuidados-tomar/ https://blog.sabin.com.br/saude/mamas-densas-e-quais-cuidados-tomar/#respond Tue, 05 Aug 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4607 É relativamente comum que muitas mulheres, ao receberem o resultado de uma mamografia, se deparam com a informação de que têm “mamas densas”. Apesar de parecer curioso a denominação à primeira vista, essa característica não representa, por si só, uma doença. Porém, ela exige atenção, pois pode interferir na detecção precoce do câncer de mama. […]

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É relativamente comum que muitas mulheres, ao receberem o resultado de uma mamografia, se deparam com a informação de que têm “mamas densas”. Apesar de parecer curioso a denominação à primeira vista, essa característica não representa, por si só, uma doença. Porém, ela exige atenção, pois pode interferir na detecção precoce do câncer de mama.

A densidade mamária é um aspecto natural do corpo e, em alguns casos, pode dificultar a visualização de alterações nos exames de imagem, especialmente na mamografia. Por isso, entender o que são mamas densas, seus impactos na saúde e quais cuidados devem ser adotados é essencial para manter um acompanhamento adequado e seguro.

Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre esse importante tema da saúde da mulher.

O que são mamas densas?

As mamas são compostas por dois tipos principais de tecido: o tecido adiposo (gorduroso) e o tecido fibroglandular, que inclui glândulas e fibras responsáveis pela produção e pelo transporte do leite. Quando há mais tecido fibroglandular do que gordura, dizemos que as mamas são densas.

Essa característica não tem relação com o tamanho ou a firmeza dos seios e não pode ser percebida ao toque. Somente a mamografia pode identificar a densidade mamária. Ter mamas densas é comum, sobretudo em mulheres mais jovens, durante a gestação ou a lactação. Também pode ocorrer com o uso de terapia hormonal ou mesmo em pessoas com histórico de perda significativa de peso.

Cabe reforçar: ter mamas densas não é uma doença, mas sim uma variação normal da anatomia da mama. No entanto, essa condição pode tornar mais difícil a visualização de nódulos ou outras alterações nos exames de imagem, principalmente na mamografia tradicional.

Ter mamas densas significa ter mais risco de câncer de mama?

Ter mamas densas não significa que você terá câncer de mama, mas é um fator que merece atenção. Estudos mostram que mulheres com mamas densas têm um risco um pouco maior de desenvolver a doença. Isso pode estar relacionado à maior quantidade de tecido glandular — onde os tumores costumam surgir — e também à dificuldade de identificar alterações nos exames de imagem.

Na prática, significa que o câncer pode demorar mais a ser diagnosticado em mulheres com mamas densas, o que intensifica a importância do rastreamento correto e individualizado.

Se você descobriu que tem mamas densas, não se assuste! Converse com um médico de confiança, siga as orientações específicas para o seu caso e mantenha os exames de rastreamento em dia.

Como saber se tenho mamas densas?

A única maneira de saber se você tem mamas densas é por meio da mamografia. No laudo, o médico radiologista descreve a densidade mamária com base em quatro categorias do sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System). Abaixo, apresentamos as categorias de classificação e o que elas indicam.

  • Categoria A:  predominantemente adiposas — a maior parte do tecido é gorduroso;
  • Categoria B: densidade fibroglandular dispersa — há algumas áreas de tecido mais denso;
  • Categoria C:  heterogeneamente densas — grande parte da mama é densa, o que pode dificultar a visualização de nódulos;
  • Categoria D: extremamente densas — a mama é quase toda composta por tecido fibroglandular, o que reduz bastante a sensibilidade da mamografia.

Se o seu exame apontar que você está nos grupos C ou D, o médico poderá recomendar exames adicionais para garantir uma investigação mais precisa.

Quais são os exames de rastreamento para quem tem mamas densas?

Mesmo que a mamografia continue sendo o principal exame para o rastreamento do câncer de mama, mulheres com mamas densas podem se beneficiar de exames complementares, que ajudam a identificar alterações que poderiam passar despercebidas. Conheça os principais métodos utilizados.

Mamografia digital

É o exame mais usual, indicado para todas as mulheres a partir dos 40 anos. Embora eficaz, sua capacidade de detectar alterações pode ser reduzida em mamas densas.

Tomossíntese mamária (mamografia 3D)

É uma versão mais moderna da mamografia tradicional. Ele cria imagens tridimensionais das mamas, o que facilita a identificação de alterações mesmo em tecidos mais densos. Ajuda a reduzir o problema da sobreposição de estruturas que podem esconder lesões.

Ultrassonografia mamária

A ultrassonografia pode ser indicada como complemento à mamografia, em particular quando o resultado do exame tradicional não é conclusivo. Esse método é capaz de detectar lesões não visíveis na mamografia, mas pode levar a mais falso-positivos, o que, às vezes, resulta em biópsias desnecessárias.

Ressonância magnética de mamas

É o exame mais sensível atualmente disponível para detectar alterações em mamas densas. Costuma ser indicado para mulheres com alto risco de câncer de mama, como aquelas com histórico familiar importante ou mutações genéticas conhecidas.

Mamografia com contraste

Combina a mamografia digital com a aplicação de contraste iodado pela veia. Isso permite uma avaliação mais detalhada da vascularização das lesões, podendo ser uma alternativa interessante para quem não pode realizar a ressonância magnética, como em casos de claustrofobia.

Importante: apenas o médico pode avaliar qual o melhor exame para o seu caso. Não é necessário fazer todos os exames, apenas aqueles mais indicados para o seu perfil de risco e características mamárias.

Quais são os cuidados necessários para quem tem mamas densas?

Ter mamas densas exige um pouco mais de atenção com os cuidados de saúde. Isso envolve manter a rotina de exames atualizada e adotar hábitos de vida saudáveis.

Realização periódica dos exames médicos

A mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. Para mulheres com mamas densas, o acompanhamento com ginecologista ou mastologista é ainda mais importante, pois permite um rastreamento mais individualizado.

O autoexame também pode ajudar, ainda que não substitua os exames clínicos ou de imagem. Conhecer o próprio corpo facilita a identificação de mudanças como nódulos, retrações, secreção anormal ou alterações no formato da mama. Diante de qualquer alteração, procure sempre um médico.

Estilo de vida saudável e fatores de risco modificáveis

Alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso, fazer o controle do peso, especialmente após a menopausa, são alguns desses exemplos.

Saber que se tem mamas densas não deve ser motivo de preocupação, mas de informação. Essa característica, comum em muitas mulheres, pode interferir nos exames de imagem; entretanto, com o acompanhamento médico correto e os exames adequados, é possível garantir um rastreamento eficiente e seguro. 

Quer saber mais sobre exames que auxiliam na detecção precoce do câncer de mama? Acesse nosso conteúdo: Como funciona a tomossíntese mamária.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Upadhyay N, Wolska J. Imaging the dense breast. J Surg Oncol. 2024;130(1):29-35. doi:10.1002/jso.27661

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Gegios AR, Peterson MS, Fowler AM. Breast Cancer Screening and Diagnosis: Recent Advances in Imaging and Current Limitations. PET Clin. 2023;18(4):459-471. doi:10.1016/j.cpet.2023.04.003

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O perigo do uso de redes sociais por adolescentes https://blog.sabin.com.br/saude/redes-sociais-e-adolescentes/ https://blog.sabin.com.br/saude/redes-sociais-e-adolescentes/#respond Tue, 22 Jul 2025 18:50:37 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4588 A presença das redes sociais na vida de adolescentes tem crescido de forma exponencial, tornando-se uma das principais fontes de entretenimento, informação e interação social. Apesar de seus benefícios, como a conectividade e o acesso a conteúdos educativos, esses ambientes digitais também podem representar sérios riscos à saúde dos jovens, especialmente quando utilizados sem o […]

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A presença das redes sociais na vida de adolescentes tem crescido de forma exponencial, tornando-se uma das principais fontes de entretenimento, informação e interação social. Apesar de seus benefícios, como a conectividade e o acesso a conteúdos educativos, esses ambientes digitais também podem representar sérios riscos à saúde dos jovens, especialmente quando utilizados sem o devido acompanhamento. 

Um exemplo alarmante é o caso clínico de uma adolescente de 17 anos que, ao seguir uma recomendação encontrada no TikTok, aplicou um enema com água oxigenada para tratar constipação intestinal. A prática, longe de ser segura ou eficaz, resultou em lesões severas no trato intestinal e demandou internação hospitalar. 

Esse episódio chama atenção para os perigos da desinformação nas redes sociais e evidencia a necessidade de uma supervisão familiar ativa, assim como a promoção da alfabetização digital. Pensando nisso, trouxemos alguns alertas e cuidados para auxiliar no monitoramento digital dos adolescentes. Continue a leitura para saber mais!

Como as redes sociais influenciam o comportamento dos adolescentes?

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, mais de 90% dos jovens entre nove e 17 anos utilizam a internet diariamente, sendo o celular o principal dispositivo de acesso. TikTok, Instagram e YouTube estão entre as plataformas mais acessadas, com grande parte do conteúdo consumido voltado a humor, desafios, dicas de saúde e estilo de vida.

O algoritmo dessas plataformas desempenha papel fundamental nesse cenário, pois entrega conteúdos com base em interações anteriores, o que cria uma espécie de “bolha de recomendações”. Muitas vezes, vídeos com conselhos perigosos ou infundados se tornam virais pela sua aparência profissional, linguagem simples ou pela promessa de resultados rápidos, fazendo com que adolescentes adotem práticas sem qualquer respaldo científico. 

A busca por pertencimento, popularidade e validação entre os pares também contribui para que os jovens repliquem comportamentos vistos on-line, mesmo que envolvam riscos.

O caso clínico que acendeu o alerta: “TikTok-olitis”

O que aconteceu?

O estudo publicado no Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition relata o caso de uma jovem de 17 anos com histórico de síndrome do intestino irritável com predomínio de constipação. Após assistir a um vídeo no TikTok que recomendava o uso de uma solução caseira para alívio do sintoma, ela administrou um enema contendo água e cerca de 60 mililitros de peróxido de hidrogênio (H2O2) a 12%.

Logo após o procedimento, a paciente começou a apresentar dor abdominal intensa e sangramento retal, sendo levada ao pronto-socorro. Exames de imagem revelaram sinais de proctocolite química (inflamação do reto e do cólon provocada por substâncias irritantes), com espessamento da parede retal e presença de ar nas veias portais e na mucosa colônica, indicando um dano químico importante no trato gastrointestinal.

Quais foram os danos à saúde?

A adolescente precisou ser internada e recebeu medicação na veia e cuidados intensivos, como jejum e hidratação. Após alguns dias, apresentou melhora, e os exames confirmaram inflamação no reto. 

A água oxigenada, apesar de ser usada como antisséptico na pele, é extremamente perigosa quando usada internamente, podendo causar ferimentos graves no intestino e até risco de complicações mais sérias.

Por que os adolescentes acreditam em “dicas de saúde” on-line?

A ilusão da autoridade digital

Nas redes sociais, a estética de um vídeo, como boa edição, trilha sonora envolvente e grande número de visualizações, pode conferir ao conteúdo uma falsa credibilidade. 

Os adolescentes tendem a associar popularidade com veracidade, levando a crer que influenciadores são fontes confiáveis de informação, mesmo que não tenham nenhuma formação técnica ou científica. Esse fenômeno é conhecido como “autoridade digital ilusória” e é particularmente problemático em temas relacionados à saúde, nos quais orientações equivocadas podem ter consequências graves.

Adolescência, impulsividade e neurodesenvolvimento

Durante a adolescência, o cérebro ainda está em desenvolvimento, principalmente nas áreas responsáveis pela tomada de decisão e controle de impulsos. Ou seja, os jovens são naturalmente mais propensos a comportamentos impulsivos e a assumir riscos. 

O desejo de experimentar algo novo, aliado à influência de colegas e ao contexto emocional, torna-os vulneráveis a conteúdos que prometem soluções rápidas, mesmo que envolvam práticas absurdas ou perigosas.

Quais os riscos à saúde associados a modismos da internet?

Além do caso do enema com água oxigenada, há inúmeros exemplos de práticas arriscadas incentivadas por tendências virais. Entre eles, o caso americano do “Benadryl Challenge”, que levou adolescentes a consumirem doses excessivas de anti-histamínicos para induzir alucinações e dietas extremamente restritivas, como o consumo exclusivo de sucos detox por vários dias.

O uso não supervisionado de medicamentos, a adoção de dietas sem orientação e os desafios perigosos afetam diretamente a saúde física e mental dos jovens. A longo prazo, essas experiências podem causar impactos duradouros no desenvolvimento e no bem-estar.

O papel da família e da escola na educação digital

A importância da supervisão ativa

A participação da família é uma balizadora para o uso saudável das redes sociais. Isso não significa vigiar constantemente, mas estabelecer um ambiente de diálogo, confiança e orientação. Os pais devem se interessar pelo que os filhos consomem virtualmente, conhecer as principais tendências e influenciadores que fazem parte do cotidiano dos jovens, além de utilizar ferramentas de controle parental sempre que necessário.

Educação para a saúde e pensamento crítico

Promover a educação digital nas escolas é outro passo importante. Os adolescentes precisam ser capacitados a identificar fontes confiáveis, compreender a diferença entre opinião e evidência científica e desenvolver senso crítico diante de informações de saúde. 

Para isso, conversar com pais, familiares próximos ou até professores sobre os conteúdos vistos on-line é uma dica que pode ajudar o adolescente a discernir sobre sua veracidade. Iniciativas educativas que envolvam saúde, bem-estar digital e cidadania são pilares essenciais para formar jovens mais conscientes e protegidos.

O que os profissionais de saúde podem fazer?

Algumas especializações como médicos pediatras, psicólogos e outros profissionais que atendem adolescentes devem incluir a questão do uso das redes sociais em suas consultas. Perguntar sobre hábitos on-line, conteúdos visualizados e influências digitais pode ser imprescindível para identificar o comportamento e o bem-estar dos jovens.

Ações de educação em saúde que incluam o combate à desinformação devem ser incentivadas nos espaços clínicos e comunitários. Campanhas de conscientização e produção de conteúdos confiáveis nas próprias redes sociais são formas de equilibrar o volume de informações incorretas com orientações baseadas em evidências.

As redes sociais, embora façam parte da vida moderna, podem representar sérios riscos à saúde de adolescentes quando utilizadas sem orientação. O caso “TikTok-olitis” é emblemático e deve servir como ponto de partida para a reflexão sobre o impacto da internet na saúde dos jovens. 

Famílias, escolas e profissionais de saúde devem atuar em conjunto para garantir um ambiente digital mais seguro e saudável para essa geração. Quer entender melhor como o uso precoce de tecnologia pode afetar crianças? Leia também: celular para crianças pode prejudicar a saúde?.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Polachek A, Flindt G, Lazar L, Barlow S. Proctocolitis or TikTok-olitis: the dangers of social media influence on home constipation management. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2025; 80: 941-942. doi:10.1002/jpn3.70027

COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). Pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023: crianças. São Paulo: CETIC.br, 2023. Disponível em: https://cetic.br/pt/tics/kidsonline/2023/criancas/. 

UNITED STATES. Food and Drug Administration. FDA warns about serious problems with high doses of allergy medicine diphenhydramine (Benadryl). Silver Spring: FDA, 2020.

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Pneumonia silenciosa: entenda como é feito o diagnóstico https://blog.sabin.com.br/saude/diagnostico-da-pneumonia-silenciosa/ https://blog.sabin.com.br/saude/diagnostico-da-pneumonia-silenciosa/#respond Tue, 01 Jul 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4426 Nem sempre uma pneumonia se apresenta com sintomas intensos e alarmantes. Existe uma forma mais discreta da doença, chamada pneumonia silenciosa. Ela ficou conhecida por esse nome porque os sinais podem ser leves, muitas vezes fazendo com que a pessoa demore a perceber que está doente. Apesar dos sintomas discretos, essa infecção merece atenção, pois […]

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Nem sempre uma pneumonia se apresenta com sintomas intensos e alarmantes. Existe uma forma mais discreta da doença, chamada pneumonia silenciosa. Ela ficou conhecida por esse nome porque os sinais podem ser leves, muitas vezes fazendo com que a pessoa demore a perceber que está doente. Apesar dos sintomas discretos, essa infecção merece atenção, pois pode evoluir e trazer riscos relevantes à saúde.

A pneumonia silenciosa pode ser causada por diferentes agentes, entre eles, as bactérias Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Legionella pneumophila. Essas bactérias costumam provocar sintomas menos evidentes no início, o que torna o diagnóstico mais difícil sem exames específicos. Atualmente, testes modernos, como o PCR em tempo real, ajudam os médicos a identificar rapidamente esses agentes e a tratar a doença antes que ela se agrave.

Continue a leitura para saber como reconhecer a pneumonia silenciosa e entender a importância de procurar ajuda médica.

O que é a pneumonia silenciosa e por que ela pode passar despercebida?

A pneumonia silenciosa, também chamada de pneumonia atípica, é uma infecção pulmonar que se manifesta com sintomas mais leves do que a pneumonia comum. Por isso, é frequentemente confundida com um resfriado ou uma gripe prolongada.

A doença pode afetar tanto crianças em idade escolar quanto adolescentes e adultos, sendo especialmente comum em locais onde há muitas pessoas reunidas, como escolas e ambientes de trabalho. Considerando que os sintomas da pneumonia silenciosa não são tão evidentes, o diagnóstico tende a ser adiado, o que permite que ela evolua ou que outras pessoas sejam contaminadas.

Quais são os sintomas mais comuns dessa infecção?

Os sintomas da pneumonia silenciosa são, em geral, mais discretos do que aqueles observados em outros tipos de pneumonia. Entre os sinais mais frequentes, estão febre baixa, tosse seca persistente, dor de garganta, cansaço e dor de cabeça. Por esse motivo, a pessoa pode não identificar que é necessário procurar atendimento.

Em crianças, os sintomas podem ser ainda mais amenos e inespecíficos. Mesmo que os sintomas sejam leves, se eles persistirem por vários dias ou se houver piora do estado geral, é importante procurar auxílio médico. Isso ajuda a evitar complicações e garante que o tratamento adequado seja iniciado a tempo.

Como é feito o diagnóstico da pneumonia silenciosa?

Quando alguém apresenta sintomas respiratórios persistentes, o médico pode solicitar exames de imagem, como o raio-X do tórax. No entanto, exames de imagem não identificam qual microrganismo está causando a pneumonia silenciosa. Eles são capazes de contribuir com o diagnóstico evidenciando o padrão da imagem, mas isoladamente não permitem definir a natureza da infecção.

Para tentar descobrir o agente causador, em alguns casos, são feitas culturas, exame que consiste em coletar uma amostra de secreção respiratória ou do sangue e esperar que as bactérias cresçam em laboratório. O problema é que patógenos como Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Legionella pneumophila crescem muito lentamente ou de forma insuficiente nos métodos tradicionais de cultura. Essa característica pode atrasar o diagnóstico ou até impedir que o agente seja identificado.

Dessa maneira, exames modernos de biologia molecular, como o PCR em tempo real, tornaram-se muito úteis no diagnóstico da pneumonia silenciosa, uma vez que detectam diretamente o material genético dos microrganismos, sem precisar esperar o crescimento das bactérias. A coleta é simples, feita com um cotonete especial no nariz (chamado de swab nasofaríngeo) ou na garganta, ou com amostras de secreção.

O exame molecular é indicado principalmente em situações como:

  • casos de sintomas respiratórios persistentes que não melhoram;
  • surtos de doenças respiratórias em locais fechados, como escolas e empresas;
  • quando os exames iniciais não conseguem identificar o que está causando a pneumonia.

Com o resultado ágil do PCR, é possível confirmar infecções por Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae ou Legionella pneumophila, possibilitando o início de um tratamento direcionado.

Quais são os benefícios do diagnóstico rápido?

Detectar a pneumonia silenciosa no início é crucial para evitar complicações com o possível agravamento da doença. Quando o médico descobre rapidamente o que está causando a infecção, pode indicar o tratamento correto, o que ajuda o paciente a se recuperar mais rápido e com menos riscos.

Além disso, o diagnóstico precoce evita o uso inadequado de antibióticos. Muitos antibióticos comuns não funcionam contra as bactérias que causam pneumonias atípicas. Saber exatamente qual é o agente responsável impede que o paciente use medicamentos ineficazes e ainda contribui para o combate à resistência aos antibióticos, um problema de saúde pública que vem crescendo em todo o mundo.

Outro ponto a ser destacado é a proteção dos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. Nessas populações, uma pneumonia pode se agravar de maneira acelerada. Com o diagnóstico rápido e o tratamento apropriado, o paciente tem mais segurança e melhores chances de recuperação.

Hoje, graças às técnicas de biologia molecular, como o PCR, os profissionais de saúde conseguem agir com mais agilidade e precisão, oferecendo um atendimento mais assertivo e eficaz para todos.

Se você ou alguém da sua família apresentar sintomas respiratórios que não melhoram, procure um médico e converse sobre a possibilidade de realizar exames específicos para pneumonia atípica. Quanto mais rápido o diagnóstico, melhores serão as chances de uma recuperação tranquila e segura.

Saiba mais informações sobre o tema de pneumonia clicando aqui.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:
Osborne CM, Ambroggio L, Langelier C, et al. Multiplex Polymerase Chain Reaction Versus Standard Bacterial Culture in Critically Ill Children With Suspected Pneumonia. Pediatr Infect Dis J. 2025;44(3):263-269. doi:10.1097/INF.0000000000004570

Dueck NP, Epstein S, Franquet T, Moore CC, Bueno J. Atypical Pneumonia: Definition, Causes, and Imaging Features. Radiographics. 2021;41(3):720-741. doi:10.1148/rg.2021200131

Parrott GL, Kinjo T, Fujita J. A Compendium for Mycoplasma pneumoniae. Front Microbiol. 2016;7:513. Published 2016 Apr 12. doi:10.3389/fmicb.2016.00513

Shi L, Zhang D, Yang Q, Yang J, Zhu H. Distinction of clinical features and microbiological methods between Chlamydia psittaci and Legionella pneumophila pneumonia confirmed by metagenomic next-generation sequencing. Ann Med. 2024;56(1):2428433. doi:10.1080/07853890.2024.2428433

Basarab M, Macrae MB, Curtis CM. Atypical pneumonia. Curr Opin Pulm Med. 2014;20(3):247-251. doi:10.1097/MCP.0000000000000048

Tan BH, Zhang Y, Gui Y, Wu S, Li YC. The possible impairment of respiratory-related neural loops may be associated with the silent pneumonia induced by SARS-CoV-2. J Med Virol. 2020;92(11):2269-2271. doi:10.1002/jmv.26158

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Sarcopenia: como identificar e prevenir a perda muscular https://blog.sabin.com.br/saude/sarcopenia-como-identificar-e-prevenir-a-perda-muscular/ https://blog.sabin.com.br/saude/sarcopenia-como-identificar-e-prevenir-a-perda-muscular/#respond Tue, 24 Jun 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4532 Com o passar dos anos, é comum que algumas funções do corpo comecem a perder eficiência. Uma das alterações mais relevantes e pouco discutidas é a perda de massa muscular, uma condição chamada sarcopenia. Essa redução da musculatura pode afetar diretamente a força, o equilíbrio e até mesmo a independência de uma pessoa. Mais frequente […]

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Com o passar dos anos, é comum que algumas funções do corpo comecem a perder eficiência. Uma das alterações mais relevantes e pouco discutidas é a perda de massa muscular, uma condição chamada sarcopenia. Essa redução da musculatura pode afetar diretamente a força, o equilíbrio e até mesmo a independência de uma pessoa. Mais frequente na população idosa, mas não exclusiva da idade, a sarcopenia pode também ocorrer em adultos com certas doenças crônicas.

Reconhecer os sinais precocemente é importante para manter a qualidade de vida e evitar complicações, como quedas e fraturas. Neste conteúdo, você vai entender o que é a sarcopenia, como identificá-la, quais exames ajudam no diagnóstico e, principalmente, o que pode ser feito para preveni-la ou controlá-la no dia a dia. Continue a leitura para saber mais!

O que é sarcopenia?

A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e função física. Embora seja prevalente em pessoas idosas, ela também pode afetar adultos mais jovens com doenças como câncer, insuficiência renal ou doenças inflamatórias. Essa perda muscular impacta atividades simples do cotidiano (subir escadas, carregar sacolas ou levantar-se de uma cadeira).

Quando não tratada, a sarcopenia pode levar a um aumento significativo do risco de quedas, fraturas e hospitalizações, prejudicando a autonomia e o bem-estar físico e emocional da pessoa. Por isso, quanto antes for identificada, maiores são as chances de estabilizar ou até reverter esse quadro.

Sarcopenia em idosos

Com o envelhecimento, o corpo passa naturalmente por mudanças hormonais. Há uma redução na produção de substâncias fundamentais para a manutenção da massa muscular, como a testosterona, o estrogênio e o hormônio do crescimento.

Além disso, é habitual que pessoas mais velhas se movimentem menos e tenham uma alimentação menos equilibrada, com menor ingestão de proteínas. Esses fatores contribuem diretamente para a perda muscular.

É preciso considerar que o uso contínuo de medicamentos, a presença de doenças crônicas e fatores genéticos podem aumentar o risco de desenvolver sarcopenia. O sedentarismo é outro agravante para a condição. Portanto, o cuidado com a saúde muscular deve fazer parte da rotina de envelhecimento saudável.

Quando procurar ajuda?

Sinais como fraqueza ao levantar-se de uma cadeira, quedas frequentes ou dificuldades em realizar tarefas simples do cotidiano não devem ser ignorados, pois podem indicar o início de um processo de perda muscular.

Nesses casos, recomenda-se buscar orientação médica para investigar a causa e iniciar um plano de cuidados. O médico assistente é a pessoa mais indicada para incluir a avaliação da massa muscular nos check-ups periódicos, a fim de identificar precocemente a sarcopenia e evitar sua progressão.

Importância do diagnóstico precoce da sarcopenia

O diagnóstico precoce da sarcopenia pode fazer toda a diferença na manutenção da independência e na prevenção de complicações. Quanto antes forem adotadas medidas de controle, melhor será a resposta a intervenções como alimentação adequada e atividade física.

Com o avanço da medicina, atualmente existem exames simples e eficazes para avaliar a composição corporal e detectar a perda muscular antes de causar impactos graves na rotina do paciente. Além disso, iniciar mudanças no estilo de vida o quanto antes ajuda a preservar a força e a funcionalidade muscular, melhorando o bem-estar geral.

Como saber se estou perdendo massa muscular?

Alguns sinais podem indicar que o corpo está perdendo massa muscular. Sentir fraqueza frequente, ter dificuldade para carregar objetos leves, não conseguir caminhar por longas distâncias ou levantar-se da cama ou de uma cadeira com dificuldade são indícios típicos. A perda de peso sem motivo aparente, especialmente quando relacionada à massa magra (ou seja, músculos), também pode ser um alerta.

Em muitos casos, avaliações físicas feitas por profissionais de saúde e testes simples de força já são suficientes para levantar a suspeita de sarcopenia. Porém, para confirmar o diagnóstico, existem exames que analisam a composição corporal de forma detalhada.

Como diagnosticar a sarcopenia?

Dois exames se destacam na avaliação da sarcopenia: a bioimpedância elétrica (BIA) e a densitometria corporal total (DEXA).

A bioimpedância é um exame simples, rápido e indolor. Ela mede a quantidade de água, músculos e gordura no corpo por meio de um impulso elétrico imperceptível. É bastante usada em consultórios e academias para acompanhar o progresso de quem está em tratamento ou reabilitação.

Já a densitometria de corpo inteiro (DEXA) é mais precisa e consegue avaliar não só a massa magra, mas também a gordura corporal e sua distribuição, incluindo a gordura visceral (aquela que se acumula ao redor dos órgãos). É considerada um dos melhores métodos para analisar a composição corporal e é frequentemente utilizada em centros especializados e hospitais.

Esses exames ajudam a identificar a sarcopenia, acompanhar a evolução do tratamento e ajustar estratégias de cuidado, sempre com o acompanhamento de profissionais qualificados.

Como prevenir a sarcopenia no dia a dia?

A sarcopenia pode ser prevenida e, em muitos casos, controlada com mudanças simples na rotina. A prática de exercícios de resistência, como musculação, pilates ou treino com elásticos, é uma das formas mais eficazes de manter e aumentar a massa muscular, mesmo com o passar dos anos.

Manter uma alimentação rica em proteínas, com alimentos como carnes magras, ovos, leguminosas e laticínios, é importante para garantir que o corpo tenha os nutrientes necessários para manter os músculos saudáveis. Em alguns casos, pode ser recomendada a suplementação com vitamina D ou aminoácidos, sempre com orientação médica ou nutricional.

De fato, a sarcopenia pode parecer uma condição distante, entretanto, está presente no cotidiano de muitas pessoas e tende a se tornar ainda mais comum com o envelhecimento da população. A boa notícia é que ela pode ser identificada precocemente e sobretudo prevenida e tratada com mudanças no estilo de vida. Então, se você ou alguém próximo notar sinais de fraqueza, quedas ou perda de mobilidade, procure orientação médica.

Manter o corpo ativo também significa cuidar da mente. Leia e acompanhe o nosso conteúdo sobre a relação entre atividade física e saúde mental, e saiba como a prática regular de atividade física também contribui para o bem-estar emocional.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas.

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:
Cruz-Jentoft AJ, Sayer AA. Sarcopenia [published correction appears in Lancet. 2019 Jun 29;393(10191):2590. doi: 10.1016/S0140-6736(19)31465-5.]. Lancet. 2019;393(10191):2636-2646. doi:10.1016/S0140-6736(19)31138-9

Cheng KY, Chow SK, Hung VW, et al. Diagnosis of sarcopenia by evaluating skeletal muscle mass by adjusted bioimpedance analysis validated with dual-energy X-ray absorptiometry. J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2021;12(6):2163-2173. doi:10.1002/jcsm.12825

Di Vincenzo O, Marra M, Di Gregorio A, Pasanisi F, Scalfi L. Bioelectrical impedance analysis (BIA) -derived phase angle in sarcopenia: A systematic review. Clin Nutr. 2021;40(5):3052-3061. doi:10.1016/j.clnu.2020.10.048

Chen LK, Woo J, Assantachai P, et al. Asian Working Group for Sarcopenia: 2019 Consensus Update on Sarcopenia Diagnosis and Treatment. J Am Med Dir Assoc. 2020;21(3):300-307.e2. doi:10.1016/j.jamda.2019.12.012

Cruz-Jentoft AJ, Bahat G, Bauer J, et al. Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis [published correction appears in Age Ageing. 2019 Jul 1;48(4):601. doi: 10.1093/ageing/afz046.]. Age Ageing. 2019;48(1):16-31. doi:10.1093/ageing/afy169

SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Manual de recomendações para diagnóstico e tratamento da sarcopenia no Brasil. São Paulo: SBGG; 2021.

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Patologia: entenda como são realizados os exames anatomopatológicos https://blog.sabin.com.br/saude/patologia-e-exames-anatomopatologicos-como-funcionam/ https://blog.sabin.com.br/saude/patologia-e-exames-anatomopatologicos-como-funcionam/#respond Tue, 17 Jun 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4468 A patologia é uma especialidade médica que desempenha papel importante na identificação de doenças, dedicando-se ao estudo das alterações estruturais e funcionais dos tecidos e órgãos causadas por processos patológicos. Muito além de uma área técnica restrita aos bastidores dos laboratórios, a patologia é responsável por fornecer informações que auxiliam nos diagnósticos e que orientam […]

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A patologia é uma especialidade médica que desempenha papel importante na identificação de doenças, dedicando-se ao estudo das alterações estruturais e funcionais dos tecidos e órgãos causadas por processos patológicos. Muito além de uma área técnica restrita aos bastidores dos laboratórios, a patologia é responsável por fornecer informações que auxiliam nos diagnósticos e que orientam todo o tratamento clínico de um paciente.

Dentro desse campo, os exames anatomopatológicos ocupam lugar de destaque. São procedimentos minuciosos realizados com amostras de tecidos obtidos por biópsia ou cirurgias, analisados com o objetivo de identificar alterações celulares indicativas de doenças. O médico patologista, especialista responsável por esse tipo de análise, atua em estreita colaboração com clínicos, cirurgiões e oncologistas para fornecer um diagnóstico preciso. 

Apesar de sua importância, os exames anatomopatológicos geralmente levam mais tempo para serem concluídos, em comparação com exames laboratoriais de rotina, como os hemogramas. Isso costuma gerar dúvidas nos pacientes, e entender o porquê dessa demora passa por conhecer cada etapa do processo. Acompanhe!

O que é um exame anatomopatológico?

Um exame anatomopatológico consiste na análise de fragmentos de tecidos humanos, comumente obtidos por meio de biópsias ou cirurgias, visando à detecção de alterações celulares que possam indicar a presença de doenças como inflamações, infecções ou cânceres. A investigação é profunda e técnica, exigindo precisão em todas as etapas, o que diferencia esse exame de outros mais simples e automatizados do laboratório clínico.

O processo é composto por duas grandes fases: macroscópica e microscópica. Na primeira, o tecido é examinado a olho nu pelo patologista, que avalia características como coloração, consistência, forma e tamanho. Essa análise permite selecionar as áreas mais relevantes para estudo posterior. 

Em seguida, a amostra passa por um rigoroso processamento técnico: é fixada em formalina, incluída em blocos de parafina, cortada em finas lâminas com o auxílio de um micrótomo, corada com corantes específicos (como hematoxilina e eosina) e, por fim, examinada no microscópio. Nessa etapa, o patologista identifica padrões celulares e teciduais que são característicos de doenças.

Por que os exames anatomopatológicos são tão importantes?

A principal razão para a importância desses exames é a capacidade de fornecer diagnósticos definitivos e detalhados, muitas vezes imprescindíveis para o início de um tratamento eficaz. Em diversas situações clínicas, como no diagnóstico de câncer, não é possível iniciar um tratamento sem o laudo anatomopatológico. Além de confirmar uma suspeita clínica, o exame pode fornecer informações complementares que ajudam a prever a agressividade da doença e orientar a conduta terapêutica.

Diferentemente dos exames laboratoriais comuns, os exames anatomopatológicos envolvem interpretação médica direta e personalizada, bem como a possível aplicação de técnicas adicionais que ajudam a esclarecer o quadro clínico do paciente. Essa riqueza de informações é o que garante a alta confiabilidade do resultado final.

Como são realizados os exames anatomopatológicos?

O processo de realização de um exame anatomopatológico é meticuloso e envolve diversas etapas técnicas e humanas. Veja!

Após a realização da biópsia, a amostra é imediatamente colocada em um frasco com líquido fixador (normalmente formol) para preservar sua integridade. Essa amostra é, então, enviada ao laboratório, onde será identificada e registrada com um código único.

Em seguida, ocorre a fase da macroscopia, em que o patologista descreve visualmente a amostra, selecionando as áreas mais relevantes. Esses fragmentos são processados em parafina e cortados em lâminas para análise microscópica. A coloração padrão com hematoxilina e eosina revela os detalhes celulares e permite a avaliação da arquitetura do tecido.

A análise microscópica, feita exclusivamente por médicos patologistas, é o momento mais crítico do exame. Através dessa observação, o profissional identifica padrões de normalidade e anormalidade que indicam a presença de doenças. Todo o conteúdo observado é descrito em um laudo técnico, que será entregue ao médico solicitante e ao paciente, servindo como base para a definição do tratamento.

Técnicas complementares

Em alguns casos, as alterações teciduais observadas na coloração convencional não são suficientes para um diagnóstico conclusivo. Nesses momentos, o patologista pode solicitar técnicas complementares, que ampliam a capacidade de detecção e caracterização de doenças.

A imuno-histoquímica é uma das mais utilizadas. Ela permite identificar proteínas específicas presentes nas células, o que é fundamental para classificar tipos de câncer, por exemplo. Nessa técnica, anticorpos são usados para detectar antígenos específicos no tecido, o que ajuda a confirmar o tipo de célula doente.

Já a hibridização in situ por fluorescência (FISH) permite observar alterações genéticas diretamente nas células, útil para detectar rearranjos cromossômicos e mutações associadas a cânceres hematológicos e tumores sólidos.

A reação em cadeia da polimerase (PCR) é outro recurso importante. Permite a amplificação de fragmentos de DNA extraídos das células, sendo útil para detectar infecções virais ou alterações genéticas, contribuindo para o diagnóstico preciso e direcionado.

Por que os resultados dos exames anatomopatológicos demoram mais?

O tempo necessário para a liberação do laudo de um exame anatomopatológico costuma ser maior justamente por conta das múltiplas etapas envolvidas. Cada uma requer cuidados específicos, para garantir que o tecido seja processado de forma adequada e que a análise resulte em um diagnóstico confiável.

Desde a fixação do tecido, passando pelo processamento, cortes, coloração e análise microscópica, cada etapa possui seu tempo técnico. Além disso, se forem necessárias técnicas complementares, o prazo pode se estender ainda mais. Outro fator que influencia é a necessidade de diálogo entre o patologista e o médico assistente, especialmente em casos complexos que exigem correlação com exames de imagem ou dados clínicos.

Em média, mesmo nos casos mais simples, o tempo mínimo para a liberação de um laudo confiável é de cerca de 24 horas após a chegada da amostra ao laboratório. Em casos que demandam análises adicionais, o prazo pode se estender por até uma semana. Essa demora, embora possa parecer excessiva ao paciente, é essencial para garantir a precisão e a segurança do diagnóstico.

Qual o papel do médico patologista?

O patologista é um médico altamente especializado, responsável por transformar um fragmento de tecido em um diagnóstico. Ele não apenas observa as lâminas no microscópio, mas também participa ativamente de discussões clínicas, integra-se com equipes médicas multidisciplinares e analisa o contexto clínico do paciente.

Essa interação é crucial para que o laudo final seja preciso. Muitas vezes, o patologista solicita informações complementares ou exames adicionais, como tomografias ou exames laboratoriais, para melhor interpretar o que observa ao microscópio.

Apesar de trabalhar nos bastidores, o patologista está envolvido em praticamente todos os diagnósticos realizados na medicina. Sua atuação influencia diretamente a escolha do tratamento, a definição do prognóstico e o monitoramento da resposta terapêutica. Sem o trabalho do patologista, decisões clínicas importantes não poderiam ser tomadas com segurança.

Quer entender sobre como seus exames são feitos? Acesse nosso conteúdo sobre a biópsia e como ela se relaciona com os exames anatomopatológicos.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Sociedade Brasileira de Patologia. Da biópsia ao diagnóstico: como é realizado o trabalho do patologista. Disponível em: https://www.sbp.org.br/o-que-faz-um-medico-patologista/. Acesso em: abril de 2025.

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A biópsia é um exame amplamente utilizado na medicina para esclarecer dúvidas diagnósticas quando outros métodos não são conclusivos. Trata-se de um procedimento médico que consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido de um órgão ou lesão, com o objetivo de analisá-la em laboratório. Essa análise permite identificar alterações celulares e teciduais que ajudam a confirmar ou descartar a presença de diversas doenças.

Ainda que muitas pessoas associem a biópsia unicamente ao diagnóstico de câncer, o procedimento também é feito para detectar doenças inflamatórias, infecciosas ou autoimunes. Seu papel é tão importante que, em muitos casos, o diagnóstico definitivo de uma condição clínica só é possível após a realização da biópsia.

Continue a leitura para entender melhor como funciona, quando é indicada e quais os tipos de biópsia mais utilizados.

O que é a biópsia e qual a sua finalidade?

A biópsia é um procedimento médico que pode ser realizada tanto em consultório quanto em ambiente hospitalar, dependendo do tipo e da complexidade da coleta. A finalidade principal é obter uma amostra de tecido vivo, que será examinada microscopicamente. Por meio dessa análise, o médico patologista poderá identificar alterações celulares compatíveis com doenças específicas.

O exame é considerado uma etapa decisiva para o diagnóstico, uma vez que fornece evidências concretas sobre a natureza das alterações observadas em exames clínicos ou de imagem. É indicado não apenas na investigação de tumores, mas também no diagnóstico de doenças infecciosas, como tuberculose, hepatite ou infecções fúngicas, e de doenças inflamatórias crônicas, como lúpus ou vasculites.

A biópsia tem, portanto, a função de confirmar ou excluir hipóteses diagnósticas levantadas durante a investigação médica, direcionando o tratamento mais adequado e preciso para o paciente.

Quais os tipos de biópsia?

Existem diferentes tipos de biópsia, escolhidos conforme a localização da lesão, as características clínicas do paciente e a finalidade diagnóstica. Os principais métodos variam em complexidade e profundidade, podendo envolver o uso de agulhas, bisturis ou instrumentos específicos, muitas vezes guiados por imagens.

Biópsia por agulha fina (punção aspirativa por agulha fina – PAAF)

É um procedimento minimamente invasivo, em que uma agulha fina é utilizada para aspirar células ou fluidos de uma lesão suspeita. É muito comum na investigação de nódulos na tireoide, linfonodos aumentados, cistos mamários ou massas palpáveis superficiais. Também pode ser usada para coletar líquidos de cavidades como abdômen (líquido ascítico) ou tórax (líquido pleural).

Biópsia por agulha grossa (core biopsy)

Utiliza uma agulha mais espessa que a da PAAF e permite a retirada de fragmentos maiores de tecido. É indicada principalmente em casos de suspeita de câncer de mama, próstata e fígado. A biópsia por agulha grossa costuma ser guiada por imagem, como ultrassonografia ou tomografia, para aumentar a precisão da coleta.

Biópsia incisional

Envolve a remoção de uma parte da lesão suspeita, geralmente quando a retirada completa não é possível ou não é necessária de imediato. É indicada para lesões cutâneas ou mucosas, por exemplo, quando se quer confirmar a natureza da alteração antes de decidir por um tratamento definitivo.

Biópsia excisional

Nesse tipo de biópsia, toda a lesão é retirada, usualmente com uma margem de segurança ao redor do tecido. É indicada quando a lesão é pequena e localizada, como nos casos de suspeita de melanoma ou nódulos mamários acessíveis.

Biópsia por raspagem (shave biopsy)

Indicada sobretudo na dermatologia, consiste na raspagem das camadas superficiais da pele para análise. É útil para diagnosticar lesões cutâneas benignas ou malignas superficiais.

Biópsia por curetagem

Utiliza uma cureta para raspar camadas de tecido, sendo muito comum em procedimentos ginecológicos ou dermatológicos, como na avaliação de pólipos uterinos ou lesões cutâneas.

Biópsia transbrônquica

Realizada por meio de broncoscópio, permite a coleta de tecido pulmonar, sendo indicada para diagnóstico de doenças pulmonares como tuberculose, sarcoidose ou neoplasias.

Biópsia transperineal ou transretal

Essas abordagens são utilizadas predominantemente na biópsia de próstata, podendo ser guiadas por ultrassonografia ou ressonância magnética. A vantagem é que oferece maior precisão e menos riscos de complicações infecciosas.

Cada tipo de biópsia tem características próprias, e a decisão sobre qual utilizar leva em conta não apenas o local da lesão, como também a segurança, o conforto e a saúde geral do paciente.

Quando é necessário realizar uma biópsia?

A biópsia é indicada quando há necessidade de confirmação diagnóstica, especialmente em casos onde exames clínicos, laboratoriais ou de imagem não oferecem informações conclusivas. 

Basicamente, o médico solicita esse exame nos seguintes casos: quando precisa esclarecer se uma lesão é benigna ou maligna; quando há suspeita de inflamação crônica ou infecção; e para acompanhar a evolução de uma doença já conhecida.

No campo da oncologia, por exemplo, é um procedimento essencial para a confirmação do câncer, estadiamento do tumor e, muitas vezes, definição do tipo de tratamento a ser adotado. Um nódulo suspeito visualizado em uma mamografia apenas poderá ser confirmado como câncer (ou descartado) por meio de uma biópsia.

Cabe ressaltar que a biópsia não se restringe ao diagnóstico de câncer. Doenças infecciosas, como tuberculose, leishmaniose, hepatite viral e histoplasmose, podem ser diagnosticadas por meio da análise histológica dos tecidos. Doenças autoimunes e inflamatórias, como a colite ulcerativa ou o lúpus eritematoso sistêmico, também são investigadas com esse tipo de exame.

Cuidados ao realizar a biópsia

O cuidado com a amostra coletada é importantíssimo para a qualidade da análise. Após a retirada, o material segue para o laboratório, onde é imediatamente fixado, identificado e processado com extremo rigor técnico. Trata-se de um tecido delicado, que representa não apenas um diagnóstico, mas uma etapa de grande expectativa para o paciente que foi submetido ao procedimento. 

Qualquer falha no processo pode comprometer o resultado e prejudicar a conduta médica. Por isso, laboratórios especializados em anatomia patológica, como o Sabin, adotam protocolos rigorosos para garantir que a integridade da amostra seja mantida, assegurando um diagnóstico seguro e confiável.

Se você tem indicação para realizar uma biópsia, saiba que esse é um passo fundamental para esclarecer sua condição de saúde. Então, quanto mais cedo um diagnóstico é feito, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Quer saber mais sobre como os exames de imagem ajudam no diagnóstico? Acesse: O que são e como funcionam os exames de imagem?  

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Roy-Chowdhuri, Sinchita et al. “Collection and Handling of Thoracic Small Biopsy and Cytology Specimens for Ancillary Studies: Guideline From the College of American Pathologists in Collaboration With the American College of Chest Physicians, Association for Molecular Pathology, American Society of Cytopathology, American Thoracic Society, Pulmonary Pathology Society, Papanicolaou Society of Cytopathology, Society of Interventional Radiology, and Society of Thoracic Radiology.” Archives of pathology & laboratory medicine, 10.5858/arpa.2020-0119-CP. 13 May. 2020, doi:10.5858/arpa.2020-0119-CP 

Work Group et al. “Guidelines of care for the management of cutaneous squamous cell carcinoma.” Journal of the American Academy of Dermatology vol. 78,3 (2018): 560-578. doi:10.1016/j.jaad.2017.10.007

Weinstein, David A et al. “Use of Skin Biopsies Among Dermatologists.” Dermatologic surgery : official publication for American Society for Dermatologic Surgery [et al.] vol. 43,11 (2017): 1348-1357. doi:10.1097/DSS.0000000000001188

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Febre amarela: sintomas, transmissão e vacinação https://blog.sabin.com.br/saude/prevencao-da-febre-amarela/ https://blog.sabin.com.br/saude/prevencao-da-febre-amarela/#respond Tue, 27 May 2025 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4445 A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados. A enfermidade é endêmica em diversas regiões tropicais da América do Sul e da África, e continua sendo motivo de preocupação no Brasil, especialmente devido ao aumento recente de casos em áreas silvestres. Embora a doença seja […]

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A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados. A enfermidade é endêmica em diversas regiões tropicais da América do Sul e da África, e continua sendo motivo de preocupação no Brasil, especialmente devido ao aumento recente de casos em áreas silvestres. Embora a doença seja prevenida por meio da vacinação, muitos ainda desconhecem os riscos e as formas de proteção.

Além disso, o controle da febre amarela é relevante não apenas para a saúde individual, mas também para evitar a reintrodução do ciclo urbano do vírus, o que poderia causar surtos de grandes proporções. Acompanhe nosso conteúdo para saber mais!

O que é a febre amarela?

É uma arbovirose causada pelo vírus da febre amarela (YFV), pertencente à família Flaviviridae. A infecção pode variar de assintomática a formas graves, caracterizadas por febre súbita, dores no corpo, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos) e, em casos mais severos, sangramentos e falência de órgãos. O nome “amarela” deriva justamente da icterícia observada em alguns pacientes.

Existem dois ciclos distintos de transmissão do vírus. O ciclo silvestre ocorre em áreas rurais e de mata, onde o vírus circula entre primatas não humanos (como os macacos) e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Já o ciclo urbano, erradicado no Brasil desde 1942, envolve o mosquito Aedes aegypti como vetor principal, o mesmo responsável por transmitir a dengue.

Como ocorre a transmissão da febre amarela?

A transmissão da febre amarela ocorre exclusivamente por meio da picada de mosquitos infectados. No ciclo silvestre, os mosquitos picam um primata infectado e, em seguida, ao picar um ser humano, transmitem o vírus. O ser humano, nesse caso, é considerado um hospedeiro acidental, ou seja, não faz parte do ciclo natural de manutenção do vírus.

Nos contextos em que o vírus se dissemina para regiões urbanas, o risco de reintrodução do ciclo urbano se torna real, principalmente quando o mosquito Aedes aegypti entra em contato com uma pessoa infectada vinda de área silvestre. A partir daí, pode ocorrer uma cadeia de transmissão em ambiente urbano. 

Quais são os sintomas da febre amarela?

Os sintomas da febre amarela se manifestam entre três e seis dias após a picada do mosquito infectado. Na maioria dos casos, a doença apresenta um curso bifásico. Na fase inicial, os sinais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos e cansaço extremo. Alguns pacientes podem se recuperar totalmente após essa fase.

Contudo, em alguns casos, a doença evolui para uma fase mais danosa, chamada de fase tóxica. Nessa etapa, surgem complicações como icterícia, hemorragias, insuficiências renal e hepática e comprometimento de múltiplos órgãos, sendo que a taxa de mortalidade pode ultrapassar 50% em pacientes não tratados.

Por isso, a febre amarela é considerada uma urgência médica. Ao suspeitar dos sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediato, sobretudo se houver histórico de viagem recente para áreas de risco.

Quem está mais vulnerável à febre amarela?

O risco de infecção é maior entre pessoas não vacinadas que vivem ou transitam por áreas endêmicas, como zonas rurais, florestas e regiões de transição entre o campo e a cidade. Trabalhadores rurais, agricultores, extrativistas e viajantes são grupos frequentemente expostos.

Crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido também apresentam grande risco de desenvolver as formas graves da doença. Em locais com baixa cobertura vacinal, a probabilidade de surtos aumenta significativamente. A vigilância epidemiológica e a intensificação da imunização são medidas importantes para proteger esses grupos.

Diagnóstico e tratamento da febre amarela

O diagnóstico da febre amarela é feito com base na avaliação clínica, no histórico de exposição e em exames laboratoriais. Os testes mais utilizados são a sorologia para detecção de anticorpos específicos e o RT-PCR para febre amarela, que identifica o material genético do vírus no sangue, particularmente nos primeiros dias de sintomas.

Existe tratamento para febre amarela?

Não existe um tratamento específico contra o vírus da febre amarela. O manejo é sintomático e de suporte, com o objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações. Isso inclui hidratação intensiva, controle da febre, monitoramento das funções hepática e renal e, em casos graves, suporte em unidade de terapia intensiva.

Medicações como anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico devem ser evitadas, pois aumentam o risco de sangramentos. A prevenção, portanto, continua sendo a principal estratégia contra a doença.

Como se proteger da febre amarela?

A forma mais eficiente de prevenção é a vacina contra a febre amarela. No entanto, outras medidas também devem ser adotadas para evitar a exposição ao mosquito transmissor. 

Usar roupas de manga longa e calças compridas, aplicar repelentes nas áreas expostas da pele, instalar telas em portas e janelas e dormir sob mosquiteiros são atitudes que reduzem substancialmente o risco de picadas.

Vacinação contra febre amarela

A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e amplamente disponível no Brasil. Uma única dose oferece proteção ao longo da vida. Recomenda-se que a vacinação ocorra a partir dos nove meses de idade para pessoas que vivem ou vão viajar às áreas consideradas de risco.

Grupos como gestantes, lactantes, pessoas com imunodeficiência ou alergias graves a componentes da vacina devem passar por avaliação médica antes da imunização. 

Febre amarela e viagens internacionais

Muitos países exigem, como requisito de entrada, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação de febre amarela, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

O CIVP deve ser solicitado com antecedência, especificamente se a viagem for para regiões da África ou da América do Sul, nas quais a febre amarela é endêmica. É preciso lembrar que a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, para que a proteção esteja ativa e o certificado seja válido. 

Diante do aumento de casos em algumas localidades do Brasil e da América Latina, estar atento à imunização e aos cuidados básicos é crucial. Por isso, com a informação correta, calendário de vacinação em dia e medidas de proteção, é possível diminuir drasticamente os riscos de infecção. 

O Sabin oferece a vacina contra a febre amarela em sua rede de atendimento, e o agendamento pode ser feito de forma prática pela loja on-line. Para saber mais sobre outras doenças transmitidas por mosquitos, leia nosso conteúdo sobre dengue, zika e chikungunya.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Kersul MG, Abreu FVS, Pinter A, et al. Exploring environmental and climate features associated with yellow fever across space and time in the Brazilian Atlantic Forest biome. PLoS One. 2024;19(10):e0308560. Published 2024 Oct 7. doi:10.1371/journal.pone.0308560

Giovanetti M, Pinotti F, Zanluca C, et al. Genomic epidemiology unveils the dynamics and spatial corridor behind the Yellow Fever virus outbreak in Southern Brazil. Sci Adv. 2023;9(35):eadg9204. doi:10.1126/sciadv.adg9204

Abreu FVS, Delatorre E, Dos Santos AAC, et al. Combination of surveillance tools reveals that Yellow Fever virus can remain in the same Atlantic Forest area at least for three transmission seasons. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2019;114:e190076. doi:10.1590/0074-02760190076

Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 27/2025 – DEDT/DPNI/SVSA: Atualização sobre a situação epidemiológica da febre amarela no Brasil e recomendações para prevenção. Brasília: Ministério da Saúde, 2025.

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