Saúde Archives | Blog Sabin https://blog.sabin.com.br/categoria/saude/ Conhecimento aliado ao bem-estar Tue, 14 Apr 2026 17:55:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://blog.sabin.com.br/wp-content/uploads/2025/10/cropped-03_simbolo-vermelho-1-32x32.png Saúde Archives | Blog Sabin https://blog.sabin.com.br/categoria/saude/ 32 32 Convulsão: entenda as causas e saiba como agir com segurança https://blog.sabin.com.br/saude/convulsao-o-que-e-causas-e-como-agir-com-seguranca/ https://blog.sabin.com.br/saude/convulsao-o-que-e-causas-e-como-agir-com-seguranca/#respond Tue, 14 Apr 2026 17:55:28 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=5127 A convulsão é definida como uma atividade elétrica anormal, excessiva e transitória dos neurônios cerebrais. Esse fenômeno ocorre quando há uma desordem elétrica temporária no cérebro, funcionando como um “curto-circuito” que interrompe o funcionamento habitual do sistema nervoso. Os episódios convulsivos apresentam uma gama variada de manifestações clínicas, que podem incluir desde movimentos involuntários bruscos […]

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A convulsão é definida como uma atividade elétrica anormal, excessiva e transitória dos neurônios cerebrais. Esse fenômeno ocorre quando há uma desordem elétrica temporária no cérebro, funcionando como um “curto-circuito” que interrompe o funcionamento habitual do sistema nervoso. Os episódios convulsivos apresentam uma gama variada de manifestações clínicas, que podem incluir desde movimentos involuntários bruscos e rigidez muscular acentuada até alterações sutis, e quase imperceptíveis, do nível de consciência.

É importante estabelecer a distinção entre um episódio único de convulsão e o diagnóstico de epilepsia. Nem todo indivíduo que apresenta um episódio convulsivo isolado é portador de uma doença crônica; a crise pode ser um evento reativo a um insulto agudo ao sistema nervoso ou a um desequilíbrio metabólico temporário. 

Compreender essas nuances é o primeiro passo para garantir que o suporte adequado seja oferecido no momento da crise. Entenda como identificar os tipos de crise, as origens e o protocolo de segurança.

Identificando os tipos de crise e as origens

A classificação das crises convulsivas é determinada pela forma como a atividade elétrica anormal se inicia e se propaga no parênquima cerebral. As crises de início focal são aquelas em que a descarga elétrica permanece restrita a uma rede neural localizada em apenas um hemisfério cerebral. Já as crises de início generalizado envolvem, desde o princípio, os dois hemisférios de forma simultânea, resultando frequentemente na perda imediata da consciência.

Entre as manifestações mais conhecidas, está a crise tônico-clônica, geralmente associada ao termo popular “convulsão”. Esse tipo de evento é caracterizado por duas fases distintas: a fase tônica, marcada pela rigidez muscular súbita e generalizada; e a fase clônica, composta por movimentos rítmicos e repetitivos de contração e relaxamento (tremores)

Identificar o padrão do movimento é um fator crucial para o relato médico posterior, auxiliando na precisão diagnóstica.

Por que uma convulsão acontece?

A ocorrência de uma convulsão pode ser atribuída a seis categorias principais de etiologias, conforme a classificação clínica.

  • Genéticas: predisposição hereditária que altera o limiar convulsivo.
  • Estruturais: decorrentes de lesões físicas, como traumatismos cranianos, tumores cerebrais ou sequelas de acidentes vasculares cerebrais.
  • Metabólicas: alterações químicas sistêmicas, sendo a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) um exemplo comum.
  • Infecciosas: processos inflamatórios no sistema nervoso central, como a meningite.
  • Imunológicas: quando o próprio sistema de defesa ataca células cerebrais.
  • Desconhecidas: a causa primária não é identificada mesmo após investigação exaustiva.

Além das causas estruturais ou patológicas, existem fatores externos que atuam como gatilhos, “disparando” crises em indivíduos predispostos. A privação prolongada de sono, a abstinência ou o consumo excessivo de álcool, e o uso de determinados medicamentos que reduzem o limiar convulsivo são desencadeadores que exigem atenção e manejo preventivo.

Guia de primeiros socorros: o que fazer e o que evitar

Diante de um episódio convulsivo, a prioridade absoluta de quem presta socorro deve ser a manutenção da segurança física da pessoa, evitando traumas secundários durante os movimentos involuntários. Manter a calma é indispensável para executar as manobras de proteção de forma eficaz, até que a atividade elétrica cerebral se estabilize.

Passo a passo para o atendimento seguro

O atendimento inicial deve focar em minimizar riscos ambientais. O primeiro passo consiste em proteger a cabeça da pessoa, utilizando algo macio (como uma peça de roupa) para evitar o impacto contra o solo. Deve-se afastar qualquer objeto perigoso, cortante ou duro que esteja ao redor. 

Um ponto relevante é marcar o tempo de duração da crise, pois essa informação é útil para determinar a gravidade do evento. Existem erros comuns, motivados por mitos populares, que podem ser fatais ou causar lesões graves. Confira abaixo.

  • Nunca coloque objetos na boca: moedas, colheres ou panos podem causar asfixia ou quebra de dentes.
  • Não tente segurar a língua: é fisicamente impossível “enrolar a língua” a ponto de engoli-la, e tentar puxá-la pode resultar em mordeduras graves para o socorrista e para o paciente.
  • Não restrinja os movimentos: segurar a pessoa com força para interromper os tremores pode causar fraturas ou luxações.

Após o término das contrações musculares, deve-se colocar a pessoa na “posição de recuperação”, deitando-a de lado. Essa manobra é necessária para garantir que as vias aéreas permaneçam desobstruídas, permitindo a drenagem de saliva ou vômito e facilitando a respiração.

Quando a situação se torna uma emergência médica?

Embora a maioria das crises terminam espontaneamente em poucos minutos, certas situações requerem o acionamento imediato do serviço de emergência (SAMU ou Bombeiros):

  • Crises que duram mais de cinco minutos (estado de mal epiléptico).
  • Dificuldade respiratória após a crise.
  • Traumas físicos aparentes ocorridos durante a queda ou os movimentos.
  • Quando a pessoa não recupera a consciência entre dois episódios seguidos.

Diagnóstico e a vida após o primeiro episódio

Após a estabilização do paciente, uma avaliação médica detalhada é obrigatória. O médico conduzirá uma história clínica minuciosa e exames físicos para tentar determinar a origem exata da atividade anormal. Compreender o que ocorreu antes, durante e depois do evento é fundamental para o raciocínio diagnóstico.

O período imediatamente posterior à crise é chamado de estado “pós-ictal”. Nesse intervalo, é comum que o indivíduo apresente-se confuso, com sonolência profunda, dor de cabeça ou até agitação. O estado é o tempo necessário para que o cérebro “reinicie” suas funções após a descarga excessiva. 

Para a classificação correta e a definição do tratamento, exames complementares (como eletroencefalograma e neuroimagem) são solicitados, conforme as recomendações internacionais do American College of Radiology e da ILAE (International League Against Epilepsy).

Prevenção e manejo: como reduzir o risco de novas crises

A prevenção de novos episódios se baseia no diagnóstico da causa e no reconhecimento de gatilhos específicos que diminuem o limiar convulsivo de cada paciente. O manejo médico adequado é a estratégia mais eficaz para o controle a longo prazo.

Com diagnóstico preciso e acompanhamento médico regular, a grande maioria das pessoas que apresenta uma convulsão pode manter uma excelente qualidade de vida e segurança em suas atividades cotidianas. O conhecimento sobre a condição remove o medo do desconhecido e permite um convívio social pleno

Para aprofundar seu conhecimento sobre a saúde do sistema nervoso e as novas tecnologias de cuidado, leia nosso conteúdo sobre a detecção precoce de doenças neurodegenerativas.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial. 

Referências:

Expert Panel on Neurological Imaging; Lee RK, Burns J, Ajam AA, Broder JS, Chakraborty S, Chong ST, et al. ACR Appropriateness Criteria® Seizures and Epilepsy. J Am Coll Radiol. 2021;18(5S):S189-S206. doi: 10.1016/j.jacr.2021.01.018

Cohen MS, Cohen J, Timsit JF. Severe Hypertriglyceridemia. N Engl J Med. 2021;384(14):1321-1331. doi: 10.1056/NEJMcp2024526

Thijs RD, Surges R, O’Brien TJ, Sander JW. Epilepsy in adults. Lancet. 2019 Feb 16;393(10172):689-701. doi: 10.1016/S0140-6736(18)32596-0. Epub 2019 Jan 24. PMID: 30686584.

Hewett Brumberg EK, Douma MJ, Alibertis K, Charlton NP, Goldman MP, Harper-Kirksey K, et al. 2024 American Heart Association and American Red Cross Guidelines for First Aid. Circulation. 2024;150(18):e1150-e1212. doi: 10.1161/CIR.0000000000001281

Hsu M, Shah A, Jordan A, Gold MS, Hill KP. Therapeutic Use of Cannabis and Cannabinoids: A Review. JAMA. 2026;335(4):345–359. doi:10.1001/jama.2025.19433

Martimbianco ALC, Silva RB, Cruz Latorraca CO, de Toledo IP, Pacheco RL, Colpani V, Riera R. Cannabis derivatives and their synthetic analogs for treatment-resistant epilepsy: A systematic review and meta-analysis. Epilepsy Res. 2025 Aug;214:107559. doi: 10.1016/j.eplepsyres.2025.107559. Epub 2025 Apr 18. PMID: 40267856.

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Coto umbilical: principais cuidados e sinais de alerta https://blog.sabin.com.br/saude/cuidados-com-o-coto-umbilical-e-os-sinais-de-alerta/ https://blog.sabin.com.br/saude/cuidados-com-o-coto-umbilical-e-os-sinais-de-alerta/#respond Tue, 31 Mar 2026 14:21:40 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=5108 Logo após o nascimento, o bebê inicia uma fase de adaptação fora do útero materno. Um dos sinais visíveis dessa transição é o coto umbilical, a pequena parte do cordão umbilical que permanece presa ao corpo do recém-nascido após o corte feito na sala de parto. Embora seja uma estrutura temporária, o coto requer atenção […]

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Logo após o nascimento, o bebê inicia uma fase de adaptação fora do útero materno. Um dos sinais visíveis dessa transição é o coto umbilical, a pequena parte do cordão umbilical que permanece presa ao corpo do recém-nascido após o corte feito na sala de parto. Embora seja uma estrutura temporária, o coto requer atenção cuidadosa por parte dos pais e cuidadores, para garantir uma cicatrização segura e evitar infecções.

Nas primeiras semanas de vida, o organismo do bebê está se ajustando a uma nova realidade, e o coto umbilical é um exemplo claro desse processo. Por isso, compreender como ele evolui e quais cuidados são necessários é fundamental para proteger a saúde do recém-nascido e evitar complicações. Siga a leitura para saber mais sobre o assunto.

O que é o coto umbilical e como ele evolui nos primeiros dias de vida?

O coto umbilical é o segmento remanescente do cordão umbilical, responsável por nutrir e oxigenar o bebê durante a gestação. Após o parto, o cordão é clampeado e cortado, e o pedaço que fica ligado ao abdômen do bebê forma o que conhecemos como coto.

Nos primeiros dias de vida, o coto passa por um processo natural de transformação. Inicialmente, ele tem um aspecto úmido, brilhante e gelatinoso. Com o tempo, vai escurecendo, secando e encolhendo, processo conhecido como mumificação. A queda espontânea do coto geralmente acontece entre o quinto e o décimo quinto dia de vida, deixando no local a futura cicatriz umbilical: o umbigo.

Durante essa fase, é comum que os pais fiquem apreensivos com a aparência do coto, especialmente se ele escurecer ou apresentar crostas. No entanto, essas alterações fazem parte do processo natural de cicatrização e não devem causar alarme, desde que não estejam acompanhadas de sinais de infecção.

Quais são os cuidados recomendados com o coto umbilical?

Cuidar do coto umbilical não exige muitos recursos, mas atenção. A recomendação atual para bebês saudáveis é o chamado cuidado seco, que consiste em manter o coto sempre limpo, seco e exposto ao ar. Isso significa evitar cobri-lo com fraldas, faixas ou curativos e também não aplicar produtos como álcool, pomadas, mercúrio ou receitas caseiras, que podem irritar a pele e retardar a queda.

Caso haja sujeira aparente no coto, como urina ou fezes, a limpeza deve ser feita com água morna e sabão neutro. Após a higiene, é importante secar bem a região com uma toalha limpa e deixar o coto ao ar livre. Posicionar a fralda abaixo do umbigo ajuda a evitar o acúmulo de umidade e facilita a ventilação da área.

Cabe ressaltar que práticas populares, como colocar moedas, cintas ou compressas sobre o umbigo, não têm eficácia comprovada e podem ser prejudiciais à saúde do bebê. Essas ações, mesmo que motivadas por crenças familiares ou culturais, devem ser evitadas. Em algumas situações específicas, como partos domiciliares ou em ambientes com risco aumentado de infecção, o profissional de saúde pode orientar o uso de antissépticos. Fora desses casos, o cuidado seco é seguro, eficaz e suficiente para a maioria dos recém-nascidos.

Quando o coto umbilical representa um sinal de alerta?

Apesar de, na maioria dos casos, o coto umbilical evoluir sem problemas, é essencial estar atento a possíveis sinais de alerta que indicam infecção ou outras complicações. 

A infecção do coto umbilical é chamada de onfalite, e seu reconhecimento precoce pode evitar consequências mais graves. Os sinais locais que merecem atenção incluem vermelhidão ao redor do umbigo, secreção purulenta (amarelada ou esverdeada), odor desagradável, inchaço, endurecimento da pele próxima ao coto, dor ao toque ou sangramento persistente. A presença de qualquer um desses sintomas deve ser motivo para procurar atendimento médico imediatamente.

Além dos sinais visíveis no local, o bebê pode apresentar sintomas sistêmicos, que sugerem uma infecção generalizada ou sepse neonatal. Entre eles, estão: febre, temperatura corporal muito baixa (hipotermia), sonolência excessiva, irritabilidade, recusa para mamar, icterícia (coloração amarelada da pele ou dos olhos), respiração rápida, dificuldade para respirar, coloração azulada da pele (cianose) e até convulsões. Tudo isso configura emergência e necessidade de pronto atendimento médico.

Esses sintomas indicam que a infecção pode ter ultrapassado o coto e atingido outros órgãos, necessitando de avaliação médica urgente e tratamento adequado. Nenhuma dessas manifestações deve ser ignorada, mesmo que o bebê pareça calmo ou sem febre. Vale destacar que bebês recém-nascidos são mais vulneráveis a infecções e que alterações sutis podem rapidamente evoluir. Portanto, o acompanhamento com o pediatra nos primeiros dias e semanas é crucial.

O cuidado com o coto é simples, porém importante

O coto umbilical é uma estrutura transitória, mas que demanda cuidados nos primeiros dias de vida do bebê. Com medidas simples de higiene e observação diária, é possível garantir uma cicatrização adequada e prevenir infecções.

Evitar práticas antigas sem comprovação científica, manter a região seca e limpa, e saber identificar os sinais de alerta são atitudes que protegem a saúde do recém-nascido. Em caso de dúvida, alteração no aspecto do umbigo ou comportamento incomum do bebê, a melhor conduta é sempre buscar orientação de um profissional de saúde.A informação correta é uma aliada poderosa para os pais nesse momento tão especial e delicado que é o início da vida. Quer saber mais sobre os primeiros cuidados com o bebê e a importância da triagem neonatal? Acesse o conteúdo relacionado ao Teste do Pezinho.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

López-Medina MD, López-Araque AB, Linares-Abad M, López-Medina IM. Umbilical cord separation time, predictors and healing complications in newborns with dry care. PLoS One. 2020 Jan 10;15(1):e0227209. doi: 10.1371/journal.pone.0227209. PMID: 31923218; PMCID: PMC6953818.

O’Donnell KA, Glick PL, Caty MG. Pediatric umbilical problems. Pediatr Clin North Am. 1998 Aug;45(4):791-9. doi: 10.1016/s0031-3955(05)70045-6. PMID: 9728186.

Kaplan RL. Omphalitis: Clinical Presentation and Approach to Evaluation and Management. Pediatr Emerg Care. 2023 Mar 1;39(3):188-189. doi: 10.1097/PEC.0000000000002918. PMID: 36853079.

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Anemia: entenda o que é e como cuidar da forma correta https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-anemia-e-como-cuidar/ https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-anemia-e-como-cuidar/#respond Tue, 24 Mar 2026 13:55:02 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=5093 A anemia é uma condição frequente que pode afetar pessoas em qualquer fase da vida. Caracteriza-se pela redução da concentração de hemoglobina no sangue, o que compromete a capacidade de transporte de oxigênio pelo organismo. Embora não seja uma doença em si, a anemia é um sinal de alerta que exige atenção médica, pois pode […]

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A anemia é uma condição frequente que pode afetar pessoas em qualquer fase da vida. Caracteriza-se pela redução da concentração de hemoglobina no sangue, o que compromete a capacidade de transporte de oxigênio pelo organismo. Embora não seja uma doença em si, a anemia é um sinal de alerta que exige atenção médica, pois pode indicar a presença de deficiências nutricionais, doenças crônicas, distúrbios hereditários ou outras alterações hematológicas.

Os impactos da anemia vão além do cansaço constante. A condição pode influenciar o rendimento escolar e o crescimento e desenvolvimento neurológico das crianças, até mesmo aumentar o risco de complicações em gestantes e idosos. Identificar os sinais precocemente e buscar a causa correta são etapas importantes para um tratamento eficaz e prevenção de desfechos mais graves. 

Continue a leitura e conheça os principais tipos de anemia, suas causas e como cada tipo é acompanhado e tratado.

O que é anemia?

A anemia é definida pela redução nos níveis de hemoglobina no sangue, que pode variar de acordo com a idade, o sexo e o estado fisiológico da pessoa. A hemoglobina é a proteína dos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos. Quando a quantidade está abaixo do ideal, o corpo entra em estado de alerta, devido à menor oxigenação dos órgãos.

A condição costuma ser silenciosa nas fases iniciais, mas pode evoluir com sinais de fadiga, fraqueza e queda do desempenho físico e cognitivo. Identificar a causa da anemia é essencial para a condução do tratamento, já que pode estar relacionada desde a má alimentação até doenças genéticas ou inflamatórias.

Quais são os tipos mais comuns de anemia?

A anemia pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da causa e dos mecanismos envolvidos na redução da hemoglobina ou dos glóbulos vermelhos. 

Reforçando o que já foi dito, é preciso compreender que cada tipo de anemia tem uma causa e um tratamento específico.

Anemia ferropriva

Tipo mais frequente, a anemia ferropriva é causada pela deficiência de ferro no organismo. Pode surgir por baixa ingestão na dieta, dificuldade na absorção intestinal ou perdas sanguíneas crônicas, como menstruações intensas ou sangramentos gastrointestinais.

Os sintomas incluem palidez, fadiga, tontura, unhas frágeis e queda de cabelo. Os grupos de risco incluem crianças pequenas, adolescentes, idosos, gestantes, mulheres em idade fértil e pessoas em situação de vulnerabilidade nutricional.

Anemia por deficiência de vitamina B12 ou folato

A vitamina B12 e o folato são fundamentais para a formação dos glóbulos vermelhos. A deficiência pode causar anemia macrocítica, com células maiores e menos funcionais. 

Os principais afetados são idosos, alcoólatras, pessoas com doenças intestinais ou que seguem dietas muito restritivas, como veganos. Também é, às vezes, associada a alterações autoimunes. Além dos sintomas gerais de anemia, pode haver alterações neurológicas, como formigamento, dificuldades de concentração e equilíbrio e alterações de memória.

Anemia de doença crônica

Presente em doenças inflamatórias, infecciosas ou neoplásicas, essa forma de anemia ocorre em virtude da redução da produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea e ao aproveitamento inadequado do ferro. É comum em pacientes com doenças renais crônicas, lúpus, artrite reumatoide ou câncer.

Anemias hereditárias

Causadas por alterações genéticas, como anemia falciforme e talassemias, essas condições acometem a estrutura ou produção da hemoglobina. São diagnosticadas geralmente na infância e requerem acompanhamento contínuo, com exceção da talassemia minor. Em alguns casos, o tratamento pode envolver transfusões regulares ou terapias mais avançadas.

Quais são os principais sintomas da anemia?

Os sintomas mais comuns incluem cansaço progressivo, palidez da pele e mucosas, fraqueza muscular, dor de cabeça, tonturas e sensação de falta de ar ao realizar esforços. Em idosos, podem surgir confusão mental, desmaios e agravamento de doenças cardiovasculares.

Nas crianças, a anemia pode afetar o aprendizado, o crescimento e o comportamento. Nas gestantes, aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso do bebê e complicações no parto.

Como é feito o diagnóstico da anemia?

A investigação começa com o hemograma completo, que revela alterações nos níveis de hemoglobina, hematócrito e no tamanho e coloração dos glóbulos vermelhos (VCM, CHCM). A contagem de reticulócitos é imprescindível para rastrear possíveis causas.

Exames laboratoriais básicos

O hemograma é o exame inicial. Ele fornece uma visão geral da condição dos glóbulos vermelhos e orienta os próximos passos. A análise de reticulócitos informa sobre a atividade da medula.

Exames específicos

Conforme a suspeita clínica, o médico pode solicitar exames como:

  • Ferritina, ferro sérico, transferrina e saturação de transferrina, úteis na identificação da deficiência de ferro.
  • Vitamina B12 e folato: dosagens importantes em anemias macrocíticas (VCM maior que o valor de referência).
  • Curva de fragilidade osmótica, indicada em casos suspeitos de esferocitose hereditária.
  • Dosagem de enzimas eritrocitárias (G6PD, piruvato quinase), avaliam causas enzimáticas de hemólise.
  • Exames da medula óssea, recomendados quando há suspeita de falência medular, infiltração por doenças ou anemias refratárias.
  • Investigação de sangramentos ocultos, especialmente em adultos com anemia ferropriva sem causa evidente.

Quem tem mais risco de ter anemia?

Alguns grupos populacionais são mais suscetíveis:

  • Crianças pequenas, gestantes e mulheres em idade fértil, principalmente por conta da alta demanda de ferro.
  • Idosos e alcoólatras, com maior risco de deficiência de vitamina B12 e folato.
  • Pessoas com doenças intestinais crônicas, que interferem na absorção de nutrientes.
  • Pacientes com doenças crônicas ou inflamatórias, como lúpus, insuficiência renal e câncer.
  • Indivíduos com doenças genéticas, como talassemia e anemia falciforme.
  • Pessoas com dietas restritivas ou insegurança alimentar, sobretudo em regiões de baixa renda.

Em muitos casos, os fatores de risco se sobrepõem, o que exige uma avaliação médica completa e personalizada.

Como prevenir a anemia?

A prevenção depende da causa. Embora algumas anemias não sejam evitáveis (como as hereditárias), outras podem ser prevenidas com medidas simples.

Alimentação rica em ferro e vitaminas

A dieta tem papel central na prevenção das anemias nutricionais. Alimentos como carnes vermelhas, fígado, feijão, vegetais verde-escuros e cereais fortificados são excelentes fontes de ferro. A vitamina C (presente em frutas cítricas) melhora a absorção do ferro vegetal. Vitamina B12 é encontrada em alimentos de origem animal, como carnes, ovos e leite. O folato está presente em vegetais folhosos, feijão, lentilha e abacate.

Importante: pacientes com anemia falciforme ou talassemia não devem receber suplementos de ferro sem confirmação laboratorial, em razão do risco de sobrecarga de ferro.

Acompanhamento médico e exames regulares

Consultas regulares e realização periódica de exames, como o hemograma, são determinantes para detectar precocemente qualquer alteração. Gestantes devem realizar o acompanhamento pré-natal, e crianças precisam passar por avaliações de rotina com o pediatra.

Essas medidas são cruciais nos casos de anemia por deficiência de ferro, em que a detecção precoce garante tratamento eficaz e evita complicações.

Quais são os riscos da anemia não tratada?

Quando a anemia não é identificada e tratada adequadamente, o transporte de oxigênio para os tecidos do corpo fica comprometido, o que pode gerar uma série de complicações. Entre os principais riscos, estão a insuficiência cardíaca, as arritmias e a maior propensão a infecções de repetição, devido à fragilidade do sistema imunológico. 

Além disso, a pessoa pode apresentar uma baixa significativa no desempenho físico e mental, com impactos diretos na qualidade de vida, no trabalho e nas atividades cotidianas. Em idosos, a anemia não tratada está associada a um risco aumentado de hospitalizações, quedas e perda de funcionalidade.

Nas crianças, a condição pode prejudicar o desenvolvimento neurológico, a atenção, a memória e o rendimento escolar, com efeitos a longo prazo sobre o aprendizado. 

Já nas gestantes, os riscos envolvem parto prematuro, nascimento de bebês com baixo peso e aumento da mortalidade perinatal. Diante de tantas possíveis consequências, o diagnóstico precoce, a investigação da causa e o tratamento adequado da anemia são indispensáveis para evitar complicações graves e preservar a saúde em todas as fases da vida.

Quando procurar ajuda médica?

Sinais como fadiga constante, fraqueza, palidez e falta de ar ao se esforçar devem servir de alerta. Tonturas, desmaios, palpitações ou agravamento de doenças preexistentes também justificam avaliação médica.

Populações de risco precisam manter exames em dia, pois mesmo sem sintomas aparentes, a anemia pode estar presente. Quanto antes for diagnosticada, mais eficaz será o tratamento e menores serão as chances de complicações. Cuide da saúde e entenda por que é importante fazer exames de check-up médico.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Ludwig H, Strasser K. Symptomatology of anemia. Semin Oncol. 2001 Apr;28(2 Suppl 8):7-14. doi: 10.1016/s0093-7754(01)90206-4. PMID: 11395846.

Moreno Chulilla JA, Romero Colás MS, Gutiérrez Martín M. Classification of anemia for gastroenterologists. World J Gastroenterol. 2009 Oct 7;15(37):4627-37. doi: 10.3748/wjg.15.4627. PMID: 19787825; PMCID: PMC2754510.

Milovanovic T, Dragasevic S, Nikolic AN, Markovic AP, Lalosevic MS, Popovic DD, Krstic MN. Anemia as a Problem: GP Approach. Dig Dis. 2022;40(3):370-375. doi: 10.1159/000517579. Epub 2021 Jun 9. PMID: 34098557.

Fabian C, Olinto MT, Dias-da-Costa JS, Bairros F, Nácul LC. Prevalência de anemia e fatores associados em mulheres adultas residentes em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil [Anemia prevalence and associated factors among adult women in São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brazil]. Cad Saude Publica. 2007 May;23(5):1199-205. Portuguese. doi: 10.1590/s0102-311×2007000500021. PMID: 17486241.

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Gordura no fígado: como prevenir a esteatose hepática https://blog.sabin.com.br/saude/gordura-no-figado-como-prevenir-a-esteatose-hepatica/ https://blog.sabin.com.br/saude/gordura-no-figado-como-prevenir-a-esteatose-hepatica/#respond Tue, 17 Mar 2026 21:07:02 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=5062 A esteatose hepática ou doença hepática gordurosa é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura no interior dos hepatócitos, que são as principais células do fígado. Embora o órgão possua naturalmente uma pequena quantidade de gordura, o excesso pode desencadear um processo inflamatório. O grande perigo da condição é que ela pode evoluir silenciosamente […]

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A esteatose hepática ou doença hepática gordurosa é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura no interior dos hepatócitos, que são as principais células do fígado. Embora o órgão possua naturalmente uma pequena quantidade de gordura, o excesso pode desencadear um processo inflamatório. O grande perigo da condição é que ela pode evoluir silenciosamente para doenças hepáticas graves, como a esteatohepatite (inflamação com lesão celular), fibrose (cicatrização) e, finalmente, cirrose ou câncer de fígado.

A comunidade médica internacional alterou a nomenclatura oficial para “doença hepática esteatótica”. A atualização é necessária para contextualizar que o problema não é apenas a gordura isolada, mas sim as causas metabólicas que levam a esse estoque excessivo, como a resistência à insulina e a obesidade.

A boa notícia é que a prevenção se baseia principalmente em mudanças sustentáveis no estilo de vida e em um acompanhamento médico rigoroso, especialmente para quem já possui fatores de risco. Continue a leitura para saber como se prevenir. 

O que é a esteatose hepática?

A esteatose hepática nada mais é do que o acúmulo de lipídeos, sobretudo triglicerídeos, em mais de 5% das células do fígado. Imagine o fígado como uma usina de processamento: quando recebe mais combustível (gorduras e açúcares) do que consegue processar ou exportar, ele começa a estocar esse excedente em suas próprias células.

Essa condição é multifatorial, o que significa que várias causas podem agir ao mesmo tempo. Ela está fortemente associada à obesidade, à resistência à insulina, ao diabetes tipo 2 e ao consumo de álcool, além de haver uma forte predisposição genética envolvida. 

Um ponto importante que precisamos ressaltar é que, mesmo sendo assintomática (sem sintomas aparentes), a esteatose representa um risco real de progressão para quadros mais graves e, por isso, merece atenção precoce para evitar que o fígado sofra lesões permanentes. 

A doença hepática gordurosa não associada ao consumo de álcool é considerada a principal doença crônica do fígado no mundo inteiro e será objeto dos tópicos discutidos a seguir.

Quem tem mais risco de desenvolver esteatose?

A doença hepática gordurosa não alcoólica é um problema de saúde pública, que acomete cerca de 20% a 40% da população, tendo sua prevalência consideravelmente aumentada entre os indivíduos obesos e diabéticos. 

Dados do maior estudo epidemiológico latino-americano sobre saúde do adulto (ELSA-Brasil) mostraram uma prevalência de 35% de esteatose hepática entre os participantes, com predomínio entre homens, obesos, com baixa escolaridade e baixos níveis de atividade física.

Apesar de qualquer indivíduo ter o risco de desenvolver a condição, certos grupos apresentam maior vulnerabilidade. Pessoas com obesidade, sobrepeso, diabetes tipo 2 e a chamada síndrome metabólica são os principais afetados.

A síndrome metabólica é definida com base em um conjunto de fatores, que incluem: pressão alta, dislipidemia, glicemia de jejum alterada e aumento da circunferência abdominal. 

Estudos apontam que variantes genéticas estão relacionadas a um maior risco de acúmulo de gordura hepática, o que explica por que algumas pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) normal também podem ter gordura no fígado. Ademais, o risco aumenta com a idade, particularmente em homens adultos e idosos. 

Outro grupo de atenção são os pacientes com doenças cardíacas, hipertensão, dislipidemia e aqueles com hepatite C (especificamente o genótipo 3). Infelizmente, devido ao aumento da obesidade infantil, crianças e adolescentes estão igualmente vulneráveis, apresentando uma prevalência crescente dessa condição.

Por que prevenir a esteatose é importante?

A prevenção é a ferramenta mais poderosa, porque a evolução da esteatose para doenças mais graves pode ter um grande impacto na qualidade de vida dos indivíduos. Dados revelam que entre 15% e 40% das pessoas que têm apenas gordura isolada podem acabar desenvolvendo esteatohepatite, que é quando a gordura começa a inflamar e, conforme a evolução, destruir as células do fígado.

A partir desse estágio de inflamação, até 20% a 30% dos casos podem evoluir para fibrose avançada em um período de oito a 10 anos. Precisamos diferenciar a fibrose da cirrose: na fibrose, o fígado apresenta tecido cicatricial, mas ainda tem áreas saudáveis, e a estrutura do órgão está preservada. A cirrose representa uma fase final do processo fibrótico, com franca desorganização da arquitetura do fígado, presença de nódulos de regeneração e acentuada perda funcional hepática.

Em estágio de cirrose, o risco de descompensação hepática e carcinoma hepatocelular (câncer de fígado) aumenta drasticamente, elevando a mortalidade. Além disso, a esteatohepatite está ligada a um maior risco de infartos, derrames e comprometimento renal.

Quais hábitos ajudam a prevenir a esteatose?

Para prevenir ou até reverter a esteatose nas suas fases iniciais, as evidências atuais recomendam estratégias cujo foco é a adoção de estilo de vida saudável. Dessa forma, uma vez feito o diagnóstico de doença gordurosa do fígado não alcoólica, modificações no estilo de vida e tratamento das condições metabólicas de base são indicadas para todos os pacientes. 

Os pilares para o tratamento preventivo da esteatose hepática se baseiam na alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, controle do peso corporal e moderação no consumo de bebidas alcoólicas, que serão detalhados a seguir. 

Alimentação saudável e equilibrada

O que colocamos no prato dita a saúde do fígado. Dietas pobres em gorduras saturadas e açúcares refinados, porém ricas em fibras, vegetais e proteínas magras, favorecem o órgão. Um destaque especial deve ser dado à dieta mediterrânea, que prioriza azeite de oliva, peixes, castanhas e vegetais, sendo muito eficaz na redução da inflamação hepática e na melhora da sensibilidade à insulina. O passo mais importante aqui é reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, refrigerantes e qualquer bebida açucarada.

Prática regular de exercícios físicos

O movimento ajuda o corpo a consumir o estoque de gordura do fígado. A meta ideal é realizar pelo menos 150 minutos semanais de exercícios físicos moderados. É interessante notar que tanto os exercícios aeróbicos (como caminhar e correr) quanto os de resistência (como musculação) são promissores, inclusive para pessoas que ainda não conseguiram uma perda de peso substancial.

Controle de peso e composição corporal

Não se trata apenas de estética, mas de saúde celular. A perda de 5% a 10% do peso corporal já é capaz de reverter a esteatose e reduzir a inflamação do fígado de maneira substancial. Para quem tem sobrepeso ou obesidade, o ideal é buscar um acompanhamento multidisciplinar com nutricionistas e médicos para garantir que a perda de peso seja saudável e sustentável.

Moderação no consumo de álcool

O álcool é altamente tóxico para o fígado. Mesmo em pacientes cuja gordura tem origem metabólica (como no diabetes), o consumo excessivo de álcool atua como um fator de risco agravante. Para quem já possui fatores de risco, a recomendação médica mais segura é evitar o álcool completamente para não sobrecarregar ainda mais as células hepáticas.

Como é feito o diagnóstico precoce?

Como vimos até aqui, a doença gordurosa não alcoólica do fígado pode variar desde uma simples esteatose hepática até a esteatohepatite, com ou sem fibrose e cirrose. A maioria dos casos de gordura no fígado pode ser detectada em exames de rotina, o que reforça a necessidade do check-up periódico.

Métodos de imagem

Métodos de imagem compreendem os melhores meios para se identificar a esteatose hepática. A ultrassonografia abdominal é um método prático, acessível e indolor para a identificação da presença de gordura no fígado, principalmente quando essa gordura excede 30% do órgão.  

Contudo, ela tem limitações em casos muito leves (presença de gordura entre 5% e 30%). Para esses casos, a ressonância magnética, em especial com a técnica de Fração de Gordura por Densidade de Prótons (MRI-PDFF), é mais eficiente e precisa, embora de custo mais elevado. A elastografia é um outro exame de imagem não invasivo, que permite avaliar a rigidez ou o grau de dureza do fígado. Ela é potencialmente relevante para detectar e quantificar cicatrizes (fibrose) e cirrose.

Exames laboratoriais e índices

No sangue, o médico avalia enzimas como TGO, TGP e GGT; se estiverem alteradas, podem indicar lesão nas células do fígado. Existe também uma ferramenta chamada Fatty Liver Index (FLI), que usa dados como o IMC, a medida da cintura e exames de triglicerídeos para calcular o risco de gordura no fígado. Vale lembrar: diabéticos tipo 2 devem fazer esse rastreamento de forma periódica, mesmo que não sintam nada.

O que fazer se você tem fatores de risco?

Se você tem histórico na família, convive com a obesidade ou o diabetes, a orientação é prática: não ignore o risco. O monitoramento constante é a única forma de assegurar que o fígado permaneça saudável.

Recomendamos que você agende consultas com um clínico geral, hepatologista ou endocrinologista. Esses profissionais solicitarão exames de imagem e laboratoriais regulares para acompanhar a situação. Ressaltamos que as mudanças precoces no estilo de vida são extremamente eficazes e podem evitar que a doença progrida para fases irreversíveis.

A importância do cuidado contínuo

Cuidar do fígado é uma jornada contínua que depende de escolhas conscientes todos os dias. A prevenção da esteatose exige alimentação saudável, movimento e, claro, assistência médica de qualidade.

Um estilo de vida equilibrado protege o seu fígado, mas também blinda o seu coração e melhora a sua qualidade de vida como um todo. Manter hábitos saudáveis é o melhor investimento que você pode fazer para garantir um futuro com mais disposição e saúde. 

Deseja saber mais sobre como monitorar a saúde do seu fígado?Confira nosso conteúdo sobre os principais exames para avaliar a saúde do fígado.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

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Violência contra mulheres atinge 1 em cada 3 na América Latina https://blog.sabin.com.br/saude/violencia-contra-mulheres-na-america-latina/ https://blog.sabin.com.br/saude/violencia-contra-mulheres-na-america-latina/#respond Tue, 24 Feb 2026 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4989 Dados epidemiológicos consolidados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) revelam uma realidade alarmante: aproximadamente uma em cada três mulheres na América Latina e no Caribe já foi submetida a algum tipo de violência física ou sexual ao longo de sua vida. Esse cenário não deve ser interpretado como um fenômeno isolado, mas sim como uma […]

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Dados epidemiológicos consolidados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) revelam uma realidade alarmante: aproximadamente uma em cada três mulheres na América Latina e no Caribe já foi submetida a algum tipo de violência física ou sexual ao longo de sua vida. Esse cenário não deve ser interpretado como um fenômeno isolado, mas sim como uma grave violação dos direitos humanos e uma questão crítica de saúde pública. 

Os números levantados evidenciam que a violência de gênero ultrapassa fronteiras sociais e econômicas, atingindo mulheres de todas as faixas etárias e níveis de escolaridade com uma frequência inaceitável. O impacto dessa realidade gera consequências profundas na integridade física e mental, além de sobrecarregar o sistema de saúde. 

O enfrentamento eficaz demanda um esforço conjunto entre segurança pública, justiça e assistência social. Reconhecer a gravidade desse panorama é o primeiro passo para a implementação de mudanças sistêmicas. Convidamos você a continuar esta leitura para compreender as raízes do problema e as frentes de proteção indispensáveis.

O que é violência contra a mulher?

A violência contra a mulher manifesta-se por meio de uma tipologia complexa que abrange danos físicos, agressões sexuais, coerção psicológica e restrições patrimoniais. Trata-se de um fenômeno enraizado em estruturas de poder desiguais, em que a força é utilizada como mecanismo de controle e subjugação.

Dentro desse espectro, o feminicídio ocupa o lugar de maior gravidade. O termo refere-se ao assassinato de mulheres motivado estritamente pela questão de gênero, configurando-se como a expressão máxima e mais trágica da opressão. De acordo com os indicadores de vigilância, o feminicídio raramente é um evento súbito. Na maioria das vezes, o óbito representa o desfecho de um ciclo contínuo de abusos que não foram interrompidos pelas redes de proteção. 

A letalidade está intrinsecamente ligada ao ambiente doméstico, sendo a maioria das vítimas assassinada por parceiros ou ex-parceiros íntimos. Estudos apontam que o crime letal é o ápice de uma pirâmide que inicia com comportamentos de controle e isolamento social. A identificação técnica da progressão dessas agressões é crucial para que os serviços de saúde possam intervir antes que a violência alcance o estágio de fatalidade física.

Quais fatores contribuem para o aumento da violência?

Existem determinantes sociais e comportamentais que potencializam a ocorrência e o agravamento dos episódios violentos. Pesquisas indicam que a conjunção de fatores individuais e sociais cria um ambiente de alta periculosidade para a mulher. Entre os gatilhos identificados, destaca-se o uso nocivo de álcool e substâncias psicoativas pelo agressor. Além disso, a manutenção de normas sociais que toleram a agressividade masculina e naturalizam a desigualdade de poder entre os gêneros sustenta a continuidade desses abusos ao longo de gerações.

As desigualdades de gênero manifestam-se de forma heterogênea quando observadas sob a ótica de raça e classe social. É necessário reconhecer que mulheres negras e indígenas na América Latina enfrentam camadas adicionais de vulnerabilidade, decorrentes de uma marginalização histórica. Essa interseccionalidade revela que o racismo estrutural limita o acesso a postos de trabalho qualificados e à autonomia financeira. A dependência econômica atua como uma barreira que dificulta o rompimento de vínculos abusivos, prolongando o tempo de exposição ao agressor.

Estratégias para prevenir e enfrentar a violência

A implementação de estratégias baseadas em evidências é o caminho para interromper a agressão e promover a autonomia feminina. O fortalecimento de políticas públicas multissetoriais é o único método capaz de reduzir de forma sustentável a incidência de casos na região.

Intervenções eficazes de saúde pública

O setor de saúde ocupa uma posição estratégica, por ser, muitas vezes, o primeiro ponto de contato da mulher com o sistema público. O treinamento rigoroso de profissionais para o rastreio precoce e o acolhimento humanizado é essencial para que a vítima se sinta segura em relatar o abuso.

A eficácia da resposta depende da disponibilidade imediata de serviços de proteção. Centros de referência e casas de abrigo são instrumentos que oferecem a segurança necessária para retirar a mulher de uma situação de risco iminente, garantindo a interrupção do ciclo no momento de maior fragilidade.

Estratégia de suporte psicológico e redes de apoio

Protocolos de suporte psicológico estruturados são importantes para o manejo do trauma e a reconstrução da identidade. O acompanhamento terapêutico contínuo permite que a mulher processe a experiência abusiva e desenvolva ferramentas emocionais para retomar sua vida com segurança. 

Além do suporte individual, a participação em grupos terapêuticos também demonstra resultados positivos. Nesses espaços, a troca de vivências entre mulheres que atravessaram situações semelhantes promove a validação de sentimentos e o fortalecimento mútuo contra o isolamento imposto pelo agressor. Tais iniciativas ajudam a desconstruir a dependência emocional e fornecem uma base sólida para a reconstrução social e o resgate da dignidade da vítima.

Papel da educação e empoderamento

A promoção da igualdade de gênero nas instituições de ensino pode modificar padrões culturais nocivos a longo prazo. Alterar normas que aceitam a violência exige uma mudança de mentalidade que deve ser fomentada desde a base da formação escolar. 

Programas de empoderamento que associam capacitação técnica e autonomia financeira contribuem para a diminuição da dependência que prende muitas mulheres a relacionamentos abusivos. A inclusão de homens nessas iniciativas também é indispensável para desconstruir padrões de masculinidade tóxica.

O que fazer se você ou alguém que conhece sofre violência?

O reconhecimento de sinais, como controle excessivo, intimidação verbal e restrição de contatos sociais, é o primeiro passo para a proteção. É imperativo conhecer os canais de denúncia, como o Disque 180, que fornece orientação sobre direitos e locais de atendimento.

A denúncia pode ser realizada anonimamente, e o acesso a centros de acolhimento é um direito garantido. Criar uma rede de proteção e buscar auxílio imediato em unidades de saúde são passos decisivos para a interrupção definitiva da violência.

A urgência de um compromisso coletivo

A redução dos índices de violência na América Latina só será alcançada com compromisso político sólido e investimentos contínuos em proteção feminina. O enfrentamento é uma responsabilidade compartilhada, que exige a recusa social em aceitar a agressão como algo normalizado.

Romper o silêncio é a ferramenta mais eficaz para deslegitimar o abuso. A proteção da mulher deve ser encarada como uma prioridade absoluta de saúde e justiça, em todos os níveis da sociedade. Para entender mais sobre o cuidado integral e o bem-estar feminino, convidamos você a ler nosso conteúdo sobre a saúde da mulher.

Referências:

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García-Moreno C, Zimmerman C, Morris-Gehring A, Heise L, Amin A, Abrahams N, Montoya O, Bhate-Deosthali P, Kilonzo N, Watts C. Addressing violence against women: a call to action. Lancet. 2015 Apr 25;385(9978):1685-95. doi: 10.1016/S0140-6736(14)61830-4. Epub 2014 Nov 21. Erratum in: Lancet. 2015 Apr 25;385(9978):1622. doi: 10.1016/S0140-6736(14)62451-X. PMID: 25467579.

Edeby A, San Sebastián M. Prevalence and sociogeographical inequalities of violence against women in Ecuador: a cross-sectional study. Int J Equity Health. 2021 Jun 2;20(1):130. doi: 10.1186/s12939-021-01456-9. PMID: 34078361; PMCID: PMC8170937.

Camargo Freile IE, Flórez Lozano KC, Sarmiento Crespo CA, Vecchio Camargo CM, Rodríguez Acosta SM, Florez-Garcia V, Navarro Lechuga E. Risk of violence from a current or former partner: Associated factors and classification in a nationwide study in Colombia. PLoS One. 2022 Dec 22;17(12):e0279444. doi: 10.1371/journal.pone.0279444. PMID: 36548311; PMCID: PMC9779034.

Organização Pan-Americana da Saúde. Violência contra mulheres é generalizada nas Américas, segundo novas estimativas da OPAS e da OMS [Internet]. Washington, D.C.: OPAS; 2025 [citado 2024 maio 22]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/19-11-2025-violencia-contra-mulheres-e-generalizada-nas-americas-segundo-novas-estimativas

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Biologix®: exame para diagnosticar apneia do sono em casa https://blog.sabin.com.br/saude/novo-exame-para-diagnostico-da-apneia-do-sono/ https://blog.sabin.com.br/saude/novo-exame-para-diagnostico-da-apneia-do-sono/#respond Tue, 10 Feb 2026 18:28:41 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4962 A apneia do sono é um problema mais comum do que se imagina. Muitas pessoas convivem com sintomas como ronco alto, cansaço ao acordar, sonolência ao longo do dia e dores de cabeça matinais, sem saber que podem estar enfrentando uma condição respiratória durante o sono. Para facilitar a investigação dessa condição, o Sabin Diagnóstico […]

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A apneia do sono é um problema mais comum do que se imagina. Muitas pessoas convivem com sintomas como ronco alto, cansaço ao acordar, sonolência ao longo do dia e dores de cabeça matinais, sem saber que podem estar enfrentando uma condição respiratória durante o sono. Para facilitar a investigação dessa condição, o Sabin Diagnóstico e Saúde oferece o exame Biologix®, uma solução moderna, confortável e prática, que permite o diagnóstico da apneia do sono sem sair de casa.

A tecnologia Biologix® é validada cientificamente e utilizada em diversos países, fornecendo resultados confiáveis. A grande inovação é que ela dispensa fios, clínicas ou a necessidade de passar a noite em ambientes médicos. O sensor é usado no dedo do paciente, que dorme normalmente em sua casa enquanto os dados são coletados por meio de um aplicativo no celular.

Exclusivo do Sabin e inicialmente disponível para residentes de Brasília/DF, o Biologix® pode ser feito mesmo sem pedido médico. A seguir, entenda como funciona, para quem é indicado, quais dados o exame coleta e por que diagnosticar a apneia do sono pode transformar a sua qualidade de vida.

O que é apneia do sono e por que se preocupar?

A apneia do sono é caracterizada por pausas na respiração durante o sono. Essas interrupções podem durar de alguns segundos até mais de um minuto, repetindo-se várias vezes no decorrer da noite. Mesmo que a pessoa não perceba esses episódios, o organismo sente os efeitos: sono fragmentado, queda na oxigenação do sangue e sobrecarga no sistema cardiovascular.

Entre os principais sintomas da apneia, estão:

  • ronco frequente e alto;
  • sensação de sufocamento ao dormir;
  • sono não reparador;
  • cansaço ao acordar;
  • sonolência durante o dia;
  • irritabilidade e dificuldade de concentração.

A apneia está associada ao aumento do risco de hipertensão, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), diabetes tipo 2 e até depressão. Muitas vezes, o diagnóstico é adiado justamente por falta de exames acessíveis e práticos. Nesse cenário, o Biologix® surge como uma solução facilitadora, que ajuda a identificar o problema com agilidade e conforto.

Como funciona o exame do sono Biologix®

O Biologix® é um exame simplificado e totalmente digital, indicado para investigar a apneia do sono. O paciente não precisa ir a uma clínica: um profissional do Sabin entrega o dispositivo em casa, explica como utilizá-lo e agenda a retirada para o dia seguinte.

O funcionamento é simples:

  • Um sensor é colocado no dedo do paciente antes de dormir.
  • O sensor se conecta, via Bluetooth, ao aplicativo Biologix, previamente instalado (é necessário manter o celular conectado à internet durante a noite e utilizar o sensor por pelo menos quatro horas).
  • Os dados são enviados automaticamente ao sistema para análise.
  • No dia seguinte, a equipe do Sabin retira o dispositivo, sem complicações.

Além disso, no momento da entrega, o paciente recebe um guia prático com o passo a passo e assina um termo de responsabilidade pelo uso do equipamento. O exame é rápido, confortável e pensado para respeitar o ritmo de cada pessoa.

O que o exame consegue identificar?

O Biologix® possibilita informações robustas para diagnóstico clínico. O sistema coleta uma série de dados relevantes para a identificação da apneia obstrutiva do sono e para o acompanhamento de pacientes em tratamento.

Veja, abaixo, os principais parâmetros avaliados.

  • Oximetria (SpO2): mede o nível de oxigênio no sangue.
  • Frequência cardíaca: permite observar alterações durante o sono.
  • Índice de dessaturação de oxigênio (IDO): indica a frequência de quedas nos níveis de oxigênio.
  • Carga hipóxica: mensura o impacto total da baixa oxigenação.
  • Movimentação corporal: avalia a qualidade do repouso.
  • Análise do ronco e sono estimado: contribuem para entender padrões respiratórios e repouso.

Com esses dados, a equipe médica consegue interpretar o grau de apneia e direcionar o tratamento mais adequado, se necessário.

Para quem o Biologix®é indicado?

O exame do sono Biologix® é indicado para todas as pessoas que apresentam sintomas de apneia do sono, como ronco, cansaço ao acordar, sono agitado e dificuldade para se concentrar. Também é útil para quem já tem diagnóstico de apneia e precisa monitorar a resposta ao tratamento.

Não é necessário pedido médico para realizar o exame, o que facilita o acesso ao diagnóstico. Essa característica torna o Biologix® uma excelente opção para quem deseja iniciar uma investigação por conta própria, sem burocracia e com o suporte técnico do Sabin.

Além disso, todos os dados gerados pelo exame são protegidos em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais(LGPD), garantindo privacidade e segurança ao paciente.

Quais são as vantagens do exame em casa?

O Biologix® oferece diversos benefícios para quem deseja cuidar da saúde do sono com mais praticidade.

  • Conforto: o exame é feito no ambiente familiar, com liberdade e sem interrupções.
  • Praticidade: dispensa deslocamentos e permite ao paciente dormir em seu próprio quarto.
  • Autonomia: o paciente realiza todo o processo com orientações simples e suporte do aplicativo.
  • Comodidade: a equipe do Sabin entrega e recolhe o equipamento em casa, no horário agendado.
  • Tecnologia sem fios: o sensor é discreto e não atrapalha o sono.

Tais facilidades aumentam a adesão ao exame, tornando o diagnóstico da apneia do sono mais acessível a quem precisa.

Por que diagnosticar apneia do sono é tão importante?

Sem diagnóstico, a apneia do sono pode evoluir silenciosamente, agravando outras doenças e reduzindo a qualidade de vida. Com o tratamento adequado, os resultados são positivos:

  • redução do cansaço e melhora da energia diária;
  • sono mais reparador e contínuo;
  • redução do risco de infarto, hipertensão e diabetes;
  • melhora da memória, da concentração e do humor.

Identificar e tratar a apneia é um passo essencial para quem busca mais saúde, produtividade e bem-estar. 

Como adquirir o exame no Sabin

Você pode adquirir o exame do sono Biologix® diretamente na Loja Virtual do Sabin. Consulte a disponibilidade em sua região.

Dê atenção aos sinais do seu corpo. Se você ronca, sente cansaço frequente ou acorda várias vezes à noite, não ignore os sintomas. Cuidar do sono é cuidar da vida. Saiba como melhorar a sua rotina de descanso acessando o conteúdo: Dicas do Sabin: saiba como melhorar a qualidade do sono.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

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BI-RADS®: o que significa essa classificação nos exames de mama? https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-o-bi-rads/ https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-o-bi-rads/#respond Tue, 03 Feb 2026 18:51:48 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4948 O BI-RADS® é um sistema de classificação criado para facilitar a compreensão e o acompanhamento dos resultados dos exames de imagem das mamas, como a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética. O principal objetivo é padronizar os laudos, facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde e orientar a conduta médica, com base no […]

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O BI-RADS® é um sistema de classificação criado para facilitar a compreensão e o acompanhamento dos resultados dos exames de imagem das mamas, como a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética. O principal objetivo é padronizar os laudos, facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde e orientar a conduta médica, com base no risco de câncer de mama.

Embora seja um termo técnico, o BI-RADS® faz parte da rotina de exames de muitas mulheres, e entender o que ele significa pode ajudar a reduzir a ansiedade ao receber um laudo. Neste conteúdo, explicaremos o que representa cada categoria, o que muda com a atualização mais recente e como lidar com resultados, como BI-RADS® 3 ou 4, com mais tranquilidade. Siga a leitura para entender mais informações sobre essa classificação.

Como funciona o BI-RADS® e por que ele é importante?

O BI-RADS® (Breast Imaging Reporting and Data System) foi desenvolvido pelo American College of Radiology como uma ferramenta de padronização para descrever achados em exames de imagem das mamas. Desde a sua adoção, tornou-se referência internacional e é utilizado para garantir que os laudos radiológicos sejam claros, uniformes e úteis para o médico assistente.

A principal função é traduzir o que foi visto nos exames em categorias numéricas, que indicam o grau de risco e orientam qual deve ser o próximo passo: apenas acompanhar, repetir o exame ou realizar uma biópsia.

Além de melhorar a comunicação entre médicos e pacientes, o sistema ajuda a evitar erros de interpretação, otimiza a conduta clínica e contribui para a detecção precoce do câncer de mama, com impacto direto no sucesso do tratamento.

Quais exames utilizam o BI-RADS®?

O BI-RADS® é aplicado em três exames principais de imagem das mamas, a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética. Cada um desses métodos possui características próprias, mas todos utilizam a mesma escala numérica para classificar os achados.

Isso permite que os resultados sejam comparáveis entre si e interpretados em conjunto, proporcionando uma análise mais precisa. Mesmo quando há divergências entre os exames, como uma mamografia com BI-RADS® 3 e uma ultrassonografia com BI-RADS® 2, os profissionais conseguem avaliar o contexto completo para definir a melhor conduta.

A atualização mais recente do BI-RADS®, lançada em 2025, trouxe ajustes relevantes principalmente para os laudos de ultrassonografia e ressonância, refletindo avanços no conhecimento sobre as imagens benignas e suspeitas.

O que significam as categorias do BI-RADS®?

A escala do BI-RADS® vai de 0 a 6, sendo que cada número representa um nível de probabilidade de câncer e uma recomendação clínica correspondente:

  • BI-RADS® 0: exame inconclusivo; deve-se realizar exames adicionais ou comparar com exames anteriores.
  • BI-RADS® 1: exame normal, sem alterações; indica seguimento de rotina.
  • BI-RADS® 2: achado benigno, como cistos simples; também requer apenas acompanhamento regular.
  • BI-RADS® 3: achado provavelmente benigno, cuja chance de câncer é menor que 2%; indica acompanhamento em seis meses.
  • BI-RADS® 4: achado suspeito, indicando necessidade de biópsia; pode ser subdividido em 4A, 4B e 4C, a depender do grau de suspeita.
  • BI-RADS® 5: achado altamente sugestivo de malignidade; a biópsia é obrigatória.
  • BI-RADS® 6: câncer já confirmado por biópsia; a categoria indica estágio de tratamento ou acompanhamento.

Cada número é uma indicação clínica que orienta a conduta médica. O mais importante é lembrar que categorias intermediárias, como BI-RADS® 3 e 4, não significam diagnóstico de câncer, mas sim a necessidade de observação ou investigação, respectivamente.

Por que exames diferentes podem indicar BI-RADS® diferentes?

Nem sempre os diferentes exames de imagem vão apontar exatamente o mesmo resultado, e isso é perfeitamente normal. Cada método tem suas próprias limitações e pontos fortes. Enquanto a mamografia é excelente para visualizar calcificações, a ultrassonografia é mais útil para diferenciar cistos de nódulos sólidos, e a ressonância tem alta sensibilidade para alterações em que há avidez pelo meio de contraste.

Essas diferenças fazem com que, às vezes, um mesmo achado seja interpretado de forma distinta entre os exames. O essencial é que o médico assistente considere o conjunto das informações para indicar o melhor caminho.

As mudanças com a nova edição do BI-RADS®

O BI-RADS® v.2025 trouxe mudanças significativas para tornar os laudos mais claros, objetivos e alinhados com as evidências clínicas. Algumas alterações fundamentais incluem:

  • Agrupamentos de microcistos, antes classificados como BI-RADS® 3, agora são considerados benignos e classificados como BI-RADS® 2.
  • Focos de realce bilateral em ressonância, que antes gerava dúvidas, passaram a ser considerados achados benignos. E outros focos de realce devem ser descritos com realces nodulares. O radiologista deverá avaliar cada caso à luz da história clínica da paciente.
  • O sistema foi simplificado para evitar condutas desnecessárias, como biópsias ou exames repetidos, quando o risco real é baixo.

Essas mudanças ajudam a reduzir a ansiedade das pacientes e favorecem uma abordagem mais precisa e individualizada.

O que fazer quando o exame indica BI-RADS® 3 ou 4?

Quando o laudo indica BI-RADS® 3, o achado é provavelmente benigno. A recomendação é repetir o exame em seis meses, mantendo vigilância por até dois anos. A chance de câncer é muito baixa, inferior a 2%, e a maioria dos casos segue sem alterações ao longo do tempo.

Já o BI-RADS® 4 indica que o achado merece investigação mais aprofundada. Nesses casos, a biópsia é recomendada, mas isso não significa que seja câncer. A maioria dos BI-RADS® 4 também resulta em diagnósticos benignos após a biópsia. Em ambas as situações, é crucial seguir a orientação médica e manter a calma. A padronização do BI-RADS® existe justamente para proteger a paciente e permitir o diagnóstico precoce, quando for o caso.

Quem costuma receber cada tipo de BI-RADS®?

Pacientes assintomáticas submetidas a exames de rastreamento, como mamografias de rotina, costumam receber classificações BI-RADS® 1 ou 2, que indicam normalidade ou achados benignos. Mulheres mais jovens, com nódulos pequenos e características tipicamente benignas, recebem frequentemente BI-RADS® 3.

BI-RADS® 4 é mais comum em mulheres com achados com risco entre 2% a 90% de câncer de mama, como nódulos irregulares ou calcificações atípicas. BI-RADS® 5 é atribuído a lesões com aparência altamente sugestiva de malignidade, como lesões espiculadas. Enquanto o BI-RADS® 6 é reservado para pacientes já diagnosticadas com câncer de mama, ainda sem tratamento cirúrgico, cuja imagem serve para planejar tratamento ou monitorar resposta à terapia.

Quando será necessário buscar uma segunda opinião médica?

Dúvidas após um exame de imagem são compreensíveis. Em casos de BI-RADS® 3 ou 4, ou quando a explicação médica não for clara, buscar uma segunda opinião é uma medida válida e recomendada. Um novo olhar pode confirmar a conduta ou propor o caminho mais adequado, sempre com foco na segurança da paciente.

Ademais, exames realizados em centros especializados tendem a apresentar menor taxa de inconclusivos e maior precisão nos laudos, o que reduz a necessidade de repetições ou investigações excessivas.

Como lidar com a ansiedade após o resultado do exame?

Receber um laudo com uma classificação desconhecida pode causar preocupação, mas entender o significado do BI-RADS® ajuda a reduzir o medo. A maioria dos exames não indica câncer, e o sistema foi criado para assegurar que nenhum detalhe passe despercebido.

Conversar com o médico, esclarecer dúvidas e evitar buscar interpretações na internet são atitudes que fazem diferença para a saúde emocional nesse momento.

Qual a importância de confiar em serviços de imagem especializados?

A qualidade do exame está diretamente ligada à experiência da equipe e à tecnologia utilizada. Centros de imagem especializados, como o Sabin, seguem protocolos internacionais, realizam atualizações constantes e contam com radiologistas altamente capacitados para diagnósticos mamários. Esse cuidado garante maior precisão nos resultados e contribui para decisões médicas mais seguras e menos invasivas.

Compreender o que é o BI-RADS® é um passo importante para o autocuidado e para decisões mais conscientes sobre a própria saúde. Em vez de gerar medo, a classificação deve ser vista como uma ferramenta de proteção, criada para melhorar o diagnóstico e promover a segurança da paciente. Saiba mais sobre exames de imagem, acessando o nosso conteúdo: Como funcionam os exames de imagem.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

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Boyle MK, Selfridge JM, Sargent RE, Warren YE, Chandler JM, Childers CP. Society of surgical oncology medical student & trainee primer for breast surgical oncology. Surg Oncol Insight. 2025;2(1):100129. doi:10.1016/j.soi.2025.100129.

Boyle MK, Selfridge JM, Sargent RE, Warren YE Jr, Chandler JM, Childers CP. Society of surgical oncology medical student & trainee primer for breast surgical oncology. Surg Oncol Insight. 2025;2(1):100129. doi:10.1016/j.soi.2025.100129.

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Medo de ficar de fora: o que é FOMO e como isso afeta a saúde mental https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-fomo/ https://blog.sabin.com.br/saude/o-que-e-fomo/#respond Tue, 27 Jan 2026 17:11:13 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4934 Nas últimas décadas, o avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como nos relacionamos com o mundo. No meio desse cenário, um termo ganhou destaque por traduzir um sentimento cada vez mais comum: FOMO, sigla para Fear of Missing Out, ou, em português, “medo de estar perdendo algo”. A sensação está ligada à percepção […]

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Nas últimas décadas, o avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como nos relacionamos com o mundo. No meio desse cenário, um termo ganhou destaque por traduzir um sentimento cada vez mais comum: FOMO, sigla para Fear of Missing Out, ou, em português, “medo de estar perdendo algo”. A sensação está ligada à percepção constante de que outras pessoas estão vivendo experiências melhores ou mais interessantes do que nós.

Essa comparação contínua pode gerar desconforto, frustração e até angústia. O FOMO passou a ser visto como um fenômeno psicológico relevante, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Reconhecer esse comportamento é essencial para evitar que ele afete negativamente a autoestima, a qualidade do sono, o humor e os vínculos sociais.

Siga a leitura para entender o que é FOMO, como ele se manifesta, quais são seus impactos na saúde mental e o que pode ser feito para lidar com o fenômeno de forma equilibrada.

O que é FOMO?

FOMO é uma expressão que descreve o medo frequente de estar perdendo eventos, oportunidades ou interações sociais importantes. Esse sentimento costuma surgir quando alguém vê, por exemplo, amigos se divertindo em uma festa nas redes sociais enquanto está em casa sozinho. Mesmo que a pessoa tenha feito uma escolha consciente de não participar, ela pode sentir arrependimento, tristeza ou ansiedade ao se deparar com as imagens.

O uso incessante das redes sociais amplifica a sensação, pois expõe os usuários a uma vitrine de vidas aparentemente perfeitas e momentos felizes. O FOMO pode ser temporário, em situações pontuais, ou persistente, quando se torna uma característica do comportamento da pessoa.

A necessidade persistente de estar conectado e informado sobre tudo o que acontece ao redor pode acabar criando um ciclo vicioso de comparação e insatisfação.

Como o FOMO se manifesta na vida cotidiana?

O FOMO pode se manifestar de formas sutis no dia a dia, mas seus efeitos acumulados podem ser significativos. Muitas pessoas sentem a necessidade de verificar o celular o tempo todo, de atualizar seus feeds de notícias ou de responder a mensagens imediatamente, por medo de ficarem por fora de algo considerado relevante.

Comportamentos como sentir-se mal por não ser incluído em um evento social, desconfiar de que os outros estão se divertindo mais ou ter dificuldade de relaxar sem o celular por perto são indicativos do FOMO. Esses sinais podem impactar diretamente o bem-estar físico e emocional, prejudicando o sono, a produtividade e até mesmo a convivência familiar e afetiva.

Além disso, os algoritmos das redes sociais contribuem para acentuar o sentimento ao priorizarem conteúdos mais engajadores e idealizados, que reforçam a ideia de que “a vida dos outros é melhor”.

Por que o FOMO afeta tanto adolescentes e jovens adultos?

Adolescentes e jovens adultos estão entre os mais afetados pelo FOMO, em grande parte por estarem em fases da vida em que a aceitação social e a formação da identidade são particularmente importantes. A busca por pertencimento, o medo da rejeição e a valorização de validações externas, como curtidas e comentários, tornam esse público mais vulnerável.

Segundo pesquisa publicada na revista Frontiers in Psychology, a condição é mais comum em jovens, sobretudo os que passam várias horas por dia conectados às redes sociais, mais propensos a desenvolver sintomas relacionados ao FOMO. A solidão, o perfeccionismo e a necessidade de aprovação também são fatores que aumentam o risco.

Durante a adolescência, o cérebro ainda está em desenvolvimento, o que contribui para reações emocionais mais intensas diante da exclusão ou da comparação com os outros.

Quais são os principais impactos do FOMO na saúde mental?

O FOMO está associado a uma série de consequências negativas para a saúde mental. A mais comum é o aumento dos níveis de ansiedade. A constante sensação de estar perdendo algo importante pode gerar inquietação, insatisfação e irritabilidade.

Em paralelo, o FOMO pode afetar o sono, já que muitas pessoas continuam conectadas até tarde da noite ou acordam durante a madrugada para checar notificações. Isso compromete o descanso e aumenta a fadiga no dia seguinte.

Entre os impactos cognitivos, estão a dificuldade de concentração e a sensação de sobrecarga mental. O cérebro, se estimulado ininterruptamente por atualizações e notificações, tem menos tempo para descansar e processar informações de maneira adequada.

Em casos mais graves, o FOMO pode piorar quadros de depressão e contribuir para comportamentos compulsivos relacionados ao uso de redes sociais.

Como identificar se tenho FOMO?

Reconhecer que se está vivenciando o FOMO é o primeiro passo para lidar com o fenômeno. Algumas perguntas podem ajudar nesse processo: “Sinto angústia quando estou longe das redes sociais?”, “Eu me comparo frequentemente com a vida das pessoas que sigo?”, “Tenho dificuldade em me concentrar por causa do celular?”.

Se a resposta for sim para uma ou mais das questões acima, é recomendável avaliar como esses sentimentos estão influenciando sua qualidade de vida. O incômodo permanente, a comparação excessiva e a necessidade de estar sempre por dentro de tudo podem ser sinais de alerta.

Observar o próprio comportamento digital e entender os efeitos sobre suas emoções permite fazer ajustes saudáveis e recuperar o equilíbrio mental.

Como lidar com o FOMO e reduzir os impactos no dia a dia?

Lidar com o FOMO exige uma combinação de consciência sobre os próprios hábitos digitais e o desenvolvimento de estratégias práticas para promover o bem-estar emocional. 

Embora o medo de ficar de fora esteja ligado ao funcionamento das redes sociais e à comparação constante com os outros, é possível adotar medidas que ajudam a recuperar o equilíbrio. 

Neste tópico, abordaremos ações que podem ser incorporadas no cotidiano, tanto no nível individual quanto com apoio profissional para reduzir os impactos do FOMO e fortalecer a relação com a tecnologia de forma mais saudável e consciente.

Práticas de autocuidado e consciência digital

Adotar práticas de autocuidado digital é primordial para mitigar as consequências do FOMO. Estabelecer horários específicos para o uso do celular, desligar notificações ou até fazer pausas nas redes sociais são atitudes que ajudam a reconectar com o momento presente.

Atividades prazerosas fora do ambiente digital, como caminhar ao ar livre, cozinhar, ler um livro ou passar tempo com familiares e amigos, também são fundamentais para a redução da ansiedade. Resgatar esses hábitos contribui para reforçar vínculos reais e diminuir a dependência do mundo virtual.

Estratégias psicológicas

Algumas abordagens terapêuticas têm se mostrado eficazes no manejo do FOMO. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, ajuda a reorganizar pensamentos disfuncionais, como a crença de que estar fora de um evento torna alguém menos interessante.

Outras práticas incluem o mindfulness, técnica que treina a atenção plena no momento atual, e o desenvolvimento da autorregulação emocional. Aprender a identificar gatilhos que geram desconforto e substituí-los por atitudes mais saudáveis pode transformar substancialmente a forma como se lida com a tecnologia.

Existe tratamento para quem tem FOMO?

Embora o FOMO não seja classificado como uma doença, seus efeitos podem justificar a busca por tratamento psicológico, principalmente quando comprometem a funcionalidade no cotidiano.

A psicoterapia, tanto individual quanto em grupo, é indicada para pessoas que sentem dificuldade em se desconectar ou que vivenciam sofrimento relacionado ao uso digital. Pode envolver técnicas como a “inoculação psicológica”, que consiste na exposição controlada a situações de exclusão digital e no ensino de estratégias de enfrentamento. 

Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando fatores emocionais, sociais e familiares.

Convivendo melhor com a tecnologia: é possível?

Sim, é possível manter uma relação saudável com a tecnologia e as redes sociais. A chave está na consciência. Usar o digital com intenção e limites claros permite aproveitar seus benefícios sem abrir mão do bem-estar.

A educação digital, que inclui entender como funcionam os algoritmos e saber filtrar conteúdos nocivos, é um recurso importante para aumentar a resiliência emocional. Práticas como curadoria de perfis positivos, seleção de conteúdos inspiradores e valorização de experiências reais fazem parte desse processo.

Estabelecer um uso consciente é, acima de tudo, uma forma de cuidado com a própria saúde mental. Se você deseja entender melhor como as redes sociais influenciam a saúde emocional de adolescentes e jovens, leia também nosso artigo sobre redes sociais e os adolescentes.

Sabin avisa:

Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

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Alutaybi A, Al-Thani D, McAlaney J, Ali R. Combating Fear of Missing Out (FoMO) on Social Media: The FoMO-R Method. Int J Environ Res Public Health. 2020 Aug 23;17(17):6128. doi: 10.3390/ijerph17176128. PMID: 32842553; PMCID: PMC7504117.

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Síndrome da fadiga crônica e seu impacto na saúde e no bem-estar https://blog.sabin.com.br/saude/impacto-da-sindrome-da-fadiga-cronica/ https://blog.sabin.com.br/saude/impacto-da-sindrome-da-fadiga-cronica/#respond Tue, 06 Jan 2026 11:00:00 +0000 https://blog.sabin.com.br/?p=4903 A síndrome da fadiga crônica (SFC) é uma condição de saúde complexa e debilitante, caracterizada por um estado persistente de fadiga intensa, que não melhora com o repouso e compromete a realização de atividades cotidianas. Em meio à crescente discussão pública sobre saúde mental e qualidade de vida, essa síndrome tem ganhado muito destaque. Embora […]

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A síndrome da fadiga crônica (SFC) é uma condição de saúde complexa e debilitante, caracterizada por um estado persistente de fadiga intensa, que não melhora com o repouso e compromete a realização de atividades cotidianas. Em meio à crescente discussão pública sobre saúde mental e qualidade de vida, essa síndrome tem ganhado muito destaque.

Embora a SFC ainda seja pouco reconhecida pela população e mesmo por parte dos profissionais da saúde, seu diagnóstico é consistente e necessário. Continue a leitura e entenda como identificar os sintomas, buscar ajuda médica e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a SFC.

O que é a síndrome da fadiga crônica?

A síndrome da fadiga crônica é uma condição clínica crônica, devidamente reconhecida na literatura médica, cuja principal característica consiste em um quadro de fadiga intensa, prolongada e incapacitante, que dura por pelo menos seis meses. Essa fadiga não se justifica por esforço físico excessivo nem é aliviada com o descanso. Trata-se de um quadro que compromete tanto o corpo quanto a mente, com manifestações físicas, emocionais e cognitivas.

Entre os critérios diagnósticos mais aceitos, estão o mal-estar pós-esforço, uma piora significativa dos sintomas após atividades físicas ou mentais, o sono não reparador e a presença de sintomas neurológicos, como dificuldade de concentração e memória. Na literatura médica especializada, essa condição clínica tem sido também reportada com o nome de encefalomielite miálgica, um termo que busca refletir melhor os aspectos inflamatórios e neurológicos envolvidos.

Quais os principais sintomas da síndrome da fadiga crônica?

Os sintomas da síndrome da fadiga crônica são variados e atingem diferentes sistemas do organismo. Além da fadiga intensa e incapacitante, destaca-se o mal-estar após esforço, no qual atividades rotineiras — como caminhar ou ler — podem desencadear o agravamento dos sintomas, que podem durar dias.

Outro sintoma comum é o sono não reparador, quando, mesmo após uma noite inteira de descanso, o paciente acorda exausto. Alterações cognitivas — como dificuldade de concentração, sensação de “mente nebulosa” e lapsos de memória —também são frequentes. A intolerância ortostática, caracterizada por tontura, taquicardia ou sensação de desmaio ao ficar em pé, é outro achado descrito.

Também podem ocorrer dores musculares e articulares, dor de cabeça, sudorese noturna, hipersensibilidade a cheiros e sons, dor de garganta e linfonodos (ínguas) dolorosos em algumas regiões do corpo. A combinação e a intensidade desses sintomas variam entre os pacientes, o que contribui para o desafio diagnóstico.

Quem pode ser afetado pela síndrome da fadiga crônica?

A SFC acomete principalmente mulheres entre 30 e 40 anos, embora possa afetar indivíduos de qualquer faixa etária, incluindo crianças e adolescentes. Alguns estudos mostram que a condição é mais prevalente em pessoas de baixa renda, minorias étnicas e populações socialmente vulneráveis. Fatores psicossociais, tais como antecedentes de estresse, ansiedade, depressão e experiências traumáticas também estão associados à sua manifestação.

No Brasil, pesquisas indicam que a prevalência da SFC é semelhante à observada em países desenvolvidos, apesar de o número de casos diagnosticados ainda ser baixo. A falta de reconhecimento da síndrome no sistema de saúde contribui para o subdiagnóstico e para o sofrimento silencioso de muitos pacientes que não compreendem sua condição.

Fadiga de decisão e sobrecarga digital: como a mente também se cansa

Em adição aos aspectos clínicos acima descritos, é importante abordar também a “fadiga de decisão”, um tipo de esgotamento mental que ocorre quando somos submetidos constantemente à necessidade de tomar decisões. A vida moderna, marcada pelo excesso de estímulos digitais, pela conectividade incessante e pelo acúmulo de tarefas simultâneas, agrava esse tipo de fadiga.

O uso intenso de dispositivos eletrônicos, redes sociais e multitarefas digitais pode sobrecarregar o cérebro, aumentando o cansaço mental, prejudicando o foco e contribuindo para o estresse. Para quem já convive com a SFC, essa sobrecarga pode intensificar sintomas e influenciar negativamente a qualidade de vida. 

Diante disso, práticas como pausas regulares, redução do tempo de tela e organização de rotinas são práticas indispensáveis para preservar o bem-estar mental.

Como é feito o diagnóstico?

Não há exames laboratoriais específicos para diagnosticar a SFC. O diagnóstico é clínico e exige a exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes

O médico considera: histórico detalhado do paciente; duração e intensidade da fadiga; presença de sintomas associados; e avaliação de exames complementares que ajudem a descartar outras condições clínicas, como fibromialgia, hipotireoidismo, anemias, hipoglicemia, apneia do sono e algumas infecções.

A ausência de marcadores objetivos e o desconhecimento generalizado da doença tornam o processo diagnóstico mais demorado e frustrante para muitos pacientes.

A síndrome da fadiga crônica tem cura?

Até o momento, não existe cura definitiva para a SFC. No entanto, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida com estratégias personalizadas. O tratamento inclui ajustes na rotina, melhora do sono, alimentação equilibrada, prática de atividade física, redução do estresse e intervenções terapêuticas específicas.

Terapias cognitivas e ocupacionais, acompanhamento psicológico e suporte social são cruciais para ajudar o paciente a lidar com as limitações impostas pela doença. O ideal é que o cuidado envolva uma equipe multidisciplinar, com acompanhamento médico, psicológico e, quando necessário, fisioterapêutico e nutricional.

Estratégias de autocuidado para quem sofre com fadiga crônica

O autocuidado é uma das chaves para conviver com a síndrome da fadiga crônica. Estabelecer limites, aprender a dizer “não” e respeitar os próprios ritmos são atitudes essenciais. Também é importante organizar as tarefas do dia, priorizando o que é mais relevante e evitando sobrecargas.

A prática de atividades físicas leves, como caminhadas suaves ou alongamentos, pode ser benéfica, desde que respeitados os limites individuais. Além disso, manter uma alimentação saudável, hidratação adequada e boa higiene do sono são práticas que favorecem o bem-estar.

O que fazer se você suspeita que tem SFC?

Se você apresenta fadiga intensa e contínua, juntamente com outros sintomas previamente descritos, o ideal é procurar um médico. Relatar os sintomas com clareza e registrar sua frequência e intensidade pode ajudar no diagnóstico. Evite a automedicação e o autodiagnóstico.

O tratamento geralmente é coordenado por um clínico geral ou reumatologista, podendo envolver uma equipe multidisciplinar. Cada paciente precisa de um plano de cuidados individualizado, de acordo com seus sintomas, limitações e estilo de vida.

A importância do acolhimento e da empatia

Pessoas com SFC frequentemente enfrentam falta de compreensão, tanto em ambientes profissionais quanto familiares. Como os sintomas não são visíveis, é comum que o sofrimento seja invalidado ou minimizado. Por isso, é fundamental falar abertamente sobre a condição, combater estigmas e incentivar uma escuta empática.

Informação é o primeiro passo para o cuidado

A síndrome da fadiga crônica é uma condição real, desafiadora e que merece visibilidade. Reconhecer seus sinais, buscar diagnóstico precoce e adotar práticas de autocuidado são atitudes imprescindíveis para lidar com a doença de forma mais efetiva. A informação atualizada, obtida por meio de fontes confiáveis, continua sendo uma das mais poderosas aliadas na jornada pela aquisição de bem-estar e qualidade de vida. 

Quer entender melhor como o uso excessivo de telas pode impactar a saúde física e emocional? Leia nosso conteúdo sobre o uso excessivo do celular e seus impactos à saúde.

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Este conteúdo é meramente informativo e não pretende substituir consultas médicas, avaliações por profissionais de saúde ou fornecer qualquer tipo de diagnóstico ou recomendação de exames.

Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Deumer US, Varesi A, Floris V. Myalgic Encephalomyelitis/Chronic Fatigue Syndrome (ME/CFS): An Overview. J Clin Med. 2021;10(20):4786. doi: 10.3390/jcm10204786.

Klimas NG, Broderick G, Fletcher MA. Biomarkers for chronic fatigue. Brain Behav Immun. 2012 Nov;26(8):1202-10. doi: 10.1016/j.bbi.2012.06.006. Epub 2012 Jun 23. PMID: 22732129; PMCID: PMC5373648.

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Cho HJ, Menezes PR, Hotopf M, Bhugra D, Wessely S. Comparative epidemiology of chronic fatigue syndrome in Brazilian and British primary care: prevalence and recognition. Br J Psychiatry. 2009 Feb;194(2):117-22. doi: 10.1192/bjp.bp.108.051813. PMID: 19182171.

Cho HJ, Menezes PR, Bhugra D, Wessely S. The awareness of chronic fatigue syndrome: a comparative study in Brazil and the United Kingdom. J Psychosom Res. 2008 Apr;64(4):351-5. doi: 10.1016/j.jpsychores.2007.12.006. PMID: 18374733.

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A bronquiolite é uma das infecções respiratórias mais frequentes na infância, especialmente em bebês e crianças com menos de dois anos. Causada por vírus que atingem os pulmões, essa condição geralmente começa com sintomas leves, semelhantes a um resfriado, mas pode evoluir para um quadro com chiado no peito, dificuldade para respirar e, em casos mais graves, necessidade de hospitalização.

Durante o outono e o inverno, quando os vírus respiratórios circulam com maior intensidade em grande parte do país, aumenta também a ocorrência de bronquiolite. Embora afete principalmente lactentes, a doença pode trazer riscos também para idosos, como aqueles com comorbidades ou imunidade comprometida. Nessa população, o quadro pode ser inicialmente mais sutil, porém com potencial de evolução grave. Por isso, além de proteger os bebês, é crucial considerar medidas de prevenção em toda a rede de convivência.

Continue a leitura para saber mais!

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é uma infecção viral aguda que atinge os bronquíolos, pequenas ramificações dos pulmões responsáveis por conduzir o ar. Quando esses canais ficam inflamados e obstruídos por secreções, a passagem de ar se torna difícil, comprometendo a respiração.

A doença acomete particularmente bebês com menos de dois anos de idade, sendo mais comum nos primeiros seis meses de vida. O quadro começa com sintomas leves, como coriza e febre baixa; no entanto, tende a piorar entre o terceiro e o quinto dia, quando a inflamação pulmonar se intensifica. 

Após o período crítico, a maioria das crianças começa a melhorar gradualmente. A resolução dos sintomas costuma ocorrer após 10 a 14 dias. Em alguns casos, sintomas residuais (como tosse) podem durar mais tempo.

É importante entender que a bronquiolite é diferente de outras infecções respiratórias, como a bronquite, mais frequente em adultos, e a pneumonia, que pode ter causas bacterianas.

Quais são os sintomas da bronquiolite?

Como mencionamos, no início, a bronquiolite pode se parecer com um simples resfriado. Contudo, à medida que a infecção progride, podem surgir sinais mais preocupantes, como chiado no peito, respiração rápida, retrações nas costelas, gemência e dificuldade para mamar ou se alimentar.

Em casos mais graves, a criança pode ter pausas na respiração (apneia), coloração azulada nos lábios ou dedos (cianose), sonolência excessiva, desidratação e piora do estado geral. Esses sinais indicam comprometimento respiratório e exigem atendimento médico imediato. A piora clínica acontece usualmente entre o terceiro e o quinto dia de sintomas, representando o período de maior atenção e necessidade de vigilância constante.

Quais são as causas da bronquiolite?

O principal causador da bronquiolite é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos, em especial durante as estações mais frias. Outros vírus também podem estar envolvidos, como o rinovírus, metapneumovírus, influenza, parainfluenza e bocavírus humano. Muitas vezes, dois ou mais vírus estão presentes simultaneamente, o que caracteriza uma coinfecção viral.

Além disso, a inflamação causada pelo vírus pode facilitar a ocorrência de infecções bacterianas secundárias, sobretudo em pacientes mais vulneráveis, o que pode aumentar a gravidade do quadro e demandar cuidados adicionais.

Como a bronquiolite é transmitida?

A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, como espirros, tosse ou até mesmo pelo toque em superfícies contaminadas. Alguns vírus podem sobreviver por horas em objetos de uso comum, como brinquedos, roupas, talheres e móveis.

Ambientes fechados e com aglomeração, como creches e escolas, favorecem a disseminação da doença. Portanto, medidas como higienizar as mãos regularmente, evitar contato com pessoas gripadas e manter os espaços bem ventilados são essenciais para conter a transmissão.

Quem tem mais risco de desenvolver bronquiolite grave?

Apesar de qualquer bebê estar propenso a desenvolver bronquiolite, o risco de evolução grave é maior em lactentes com menos de três meses de vida, destacando-se aqueles que nasceram prematuros ou com baixo peso. Crianças com cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, neuromusculares, síndromes genéticas como a síndrome de Down ou imunodeficiências também estão entre os grupos mais vulneráveis. 

Fatores ambientais e sociais, como exposição ao tabagismo passivo, ausência de aleitamento materno e condições socioeconômicas desfavoráveis, contribuem para o agravamento da doença. 

Um ponto interessante é que os meninos apresentam taxas mais elevadas de hospitalização por bronquiolite do que meninas, segundo dados epidemiológicos. 

Como é feito o diagnóstico da bronquiolite?

O diagnóstico é clínico e feito por um profissional de saúde com base na avaliação dos sintomas e no exame físico da criança. São observados sinais como respiração acelerada, chiado no peito, retrações torácicas, dificuldade para mamar e saturação (ou queda) de oxigênio. Normalmente, não é necessário realizar exames laboratoriais ou radiografias, a menos que o quadro fuja do padrão típico ou haja suspeita de complicações.

De modo geral, o acompanhamento periódico é determinante para avaliar a evolução da doença e identificar rapidamente qualquer sinal de piora, principalmente nos dias críticos de progressão do quadro.

Tratamento e prevenção da bronquiolite

Como não existe um medicamento específico para combater os vírus que causam bronquiolite, o tratamento é de suporte. Em casos leves, os cuidados podem ser feitos em casa, com foco na hidratação, alimentação e controle dos sintomas.Nos quadros moderados a graves, pode ser preciso internar a criança para garantir suporte adequado. 

O uso de oxigênio por cateter nasal de alto fluxo ou CPAP pode ser indicado para manter a oxigenação adequada. Já em casos de insuficiência respiratória grave, pode ser necessário utilizar estratégias de ventilação mecânica invasiva, em ambiente hospitalar, com acompanhamento intensivo.

Cabe ressaltar que broncodilatadores, corticosteroides, antibióticos, solução salina hipertônica e fisioterapia respiratória não são recomendados de forma rotineira, pois não apresentam benefícios comprovados nos casos típicos de bronquiolite viral. 

Cuidados preventivos

A melhor forma de prevenir a bronquiolite é adotar medidas simples no dia a dia. Lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, evitar contato com pessoas gripadas e higienizar brinquedos e objetos compartilhados são práticas que fazem a diferença. Em períodos de maior circulação viral, o cuidado deve ser redobrado, especificamente com bebês pequenos.

Essas atitudes têm grande impacto na redução da transmissão, como ficou evidente durante a pandemia de covid-19, quando medidas de prevenção resultaram em uma queda significativa das internações por bronquiolite.

Imunização e estratégias de proteção passiva

Além dos cuidados comportamentais, o Brasil passou a contar recentemente com estratégias modernas de imunização contra o vírus sincicial respiratório. Uma delas é a vacinação da gestante com a vacina Abrysvo, indicada a partir da vigésima oitava semana de gestação. Essa medida promove a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda na barriga, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

Outra importante ferramenta é o anticorpo monoclonal Nirsevimabe (comercialmente conhecido como Beyfortus). Ele é indicado para todos os bebês com até oito meses de idade, durante o período de maior circulação do vírus, e também para crianças com fatores de risco até os dois anos de vida. O Nirsevimabe oferece proteção passiva imediata, com dose única e ação prolongada.

Com a chegada dessas novas tecnologias, o uso do Palivizumabe, que antes era utilizado em grupos restritos, está sendo substituído gradativamente, devido à maior eficácia e conveniência das novas alternativas.

Como a bronquiolite se manifesta no Brasil

A bronquiolite é uma das principais causas de hospitalização em bebês no Brasil, com impacto significativo sobre os serviços de saúde pública. Aproximadamente 10% dos casos evoluem para internação hospitalar, especialmente entre os menores de 12 meses. A média de permanência é de quatro a cinco dias, mas pode variar conforme a gravidade e as condições clínicas da criança.

Em virtude das dimensões continentais do país, a sazonalidade da bronquiolite varia entre as regiões. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), no Sul e Sudeste, o pico de casos ocorre entre março e julho, enquanto no Norte e Nordeste, a maior incidência acontece entre janeiro e maio. Essa diferença tem impacto direto na definição das estratégias de imunização e no planejamento da assistência pediátrica em cada localidade.

Nos últimos anos, observou-se que medidas simples, como o distanciamento social durante a pandemia de covid-19, resultaram em uma expressiva redução nas internações por outras infecções respiratórias — entre elas, a bronquiolite. Esse dado reforça a importância da vacinação para proteger os bebês, principalmente nos períodos de maior circulação viral.

A chegada de novas vacinas e anticorpos monoclonais representa um avanço elementar no cuidado com os bebês. Cuidar da saúde respiratória das crianças é uma forma de garantir um início de vida mais seguro e saudável. E manter-se bem informado é o primeiro passo para isso. 

Quer saber mais sobre outras doenças respiratórias que afetam crianças e adultos? Leia nosso conteúdo: Entenda o que são e quais as principais doenças respiratórias.

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Importante ressaltar que diagnósticos e tratamentos devem ser sempre indicados por uma avaliação médica individual. Em caso de dúvidas, converse com seu médico. Somente o profissional pode esclarecer todas as suas perguntas. 

Lembre-se: qualquer decisão relacionada à sua saúde sem orientação profissional pode ser prejudicial.

Referências:

Ralston SL, Lieberthal AS, Meissner HC, et al. Clinical practice guideline: the diagnosis, management, and prevention of bronchiolitis. Pediatrics. 2014;134(5):e1474-e1502. doi:10.1542/peds.2014-2742

Wollmeister E, Alvarez AE, Bastos JCS, et al. Respiratory syncytial virus in Brazilian infants – Ten years, two cohorts. J Clin Virol. 2018;98:33-36. doi:10.1016/j.jcv.2017.12.002

Freire G, Kuppermann N, Zemek R, et al. Predicting Escalated Care in Infants With Bronchiolitis. Pediatrics. 2018;142(3):e20174253. doi:10.1542/peds.2017-4253

Kirolos N, Mtaweh H, Datta RR, et al. Risk Factors for Severe Disease Among Children Hospitalized With Respiratory Syncytial Virus. JAMA Netw Open. 2025;8(4):e254666. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.4666

Meissner HC. Viral bronchiolitis in children. N Engl J Med. 2016 Jan 7;374(1):62–72. doi:10.1056/NEJMra1413456.

Pecenka C, Sparrow E, Feikin DR, et al. Respiratory syncytial virus vaccination and immunoprophylaxis: realising the potential for protection of young children. Lancet. 2024;404(10458):1157-1170. doi:10.1016/S0140-6736(24)01699-4

Patton ME, Moline HL, Whitaker M, et al. Interim Evaluation of Respiratory Syncytial Virus Hospitalization Rates Among Infants and Young Children After Introduction of Respiratory Syncytial Virus Prevention Products – United States, October 2024-February 2025. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2025;74(16):273-281. Published 2025 May 8. doi:10.15585/mmwr.mm7416a1

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